segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Criatividade e inovação – pense fora da caixa


Atualmente, as organizações, universidades e o mercado de trabalho exigem e valorizam a criatividade e a inovação, habilidades que são poucos trabalhadas e incentivadas durante os ensinos fundamental e médio.

Entretanto, ironicamente, na educação infantil os professores estimulam a criatividade e o famoso “pense fora da caixa”, que é uma rotina nas salas dos pequenos e passa a ser exceção entre os maiores. Basta observarmos a disposição das carteiras, a estrutura das salas de aula e as metodologias aplicadas nas séries iniciais para percebermos que a ludicidade, a liberdade de pensamento e o incentivo à criatividade e inovação são marcas registradas das aulas.

Com o avanço na escolaridade, as salas e suas carteiras mudam a disposição e o objetivo principal passa a ser colocar os estudantes dentro das “caixinhas” – carteiras -, com pouca liberdade de pensamento e espaço para criar. Inicia-se um processo de acúmulo de conteúdo, com pouco ou nenhum estímulo à criatividade.

Isso permanece até o ensino médio, que agrava a situação com a pressão no adolescente para a escolha de uma carreira e a aprovação no vestibular. Então o jovem, agora universitário, começa a ser incentivado a sair da caixinha, a pensar de forma criativa, a produzir conteúdo, produto e/ou serviço – preferencialmente inovadores. Como exigir proatividade e liberdade de pensamento quando há um salto entre a educação infantil e a universidade no que diz respeito ao processo criativo?

O que começa muito bem é interrompido por anos e exigido instantaneamente na chegada a tão sonhada universidade. Um grande desafio para os professores universitários, aos quais cabe a missão e responsabilidade de despertar em seus alunos o potencial criativo há tanto tempo trancado na “caixinha”.

O empreendedorismo é uma disciplina que busca retomar este processo criativo, além de diferentes metodologias de ensino e trabalhos como estudos de caso, portfólios, criação de protótipos, galerias, startups, entre outras estratégias. São recursos utilizados para buscar despertar a criatividade adormecida desses alunos.

Podemos dizer, então, que criatividade e inovação se aprendem na escola?

A “escola design Thinking echos” propõe importantes conceitos e definições. “A criatividade existe como uma habilidade que libera um potencial que nossa mente tem. Ela existe dentro da nossa mente e pode ser canalizada para a ação. Já a inovação está mais ligada à ação. Inovação é criar ou propor mudanças em sistemas considerados estáveis”.

Nunca é tarde demais para despertar a criatividade que está dentro de nós. Basta incentivo e promoção de cenários que estimulem e valorizem o pensamento livre e criativo, a liberdade de testar, acertar ou errar e avançar para novos modelos, estruturas, produtos, serviços e tecnologias.

Cada vez mais o mercado de trabalho valoriza e prioriza pessoas criativas, inovadoras e proativas, que vão além do simples domínio dos conteúdos.

Respondendo à pergunta, sim!! Criatividade se aprende na escola e deve ser estimulada ao longo dos anos e em todos os níveis da escolaridade.

Autora: Fabiana Kadota Pereira é especialista em Recreação e Lazer e professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.




domingo, 3 de janeiro de 2021

Mannheim

Mannheim, onde se encontram os rios Neckar e Reno.
Para mais informações sobre essa bela cidade alemã, ver...

















A Igreja do Palácio de Mannheim (em alemão: Mannheimer Schlosskirche), fundada como uma capela da corte, foi construída no século XVIII e faz parte do Palácio de Mannheim. A igreja serviu como capela da corte para os príncipes eleitorados do Eleitorado do Palatinado entre 1731 e 1777 e pertence às igrejas paroquiais mais antigas da antiga diocese católica na Alemanha.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Pesquisa vai avaliar dificuldades das disputas tributárias na Justiça

 



(a utilização dessa imagem é autorizada para fins jornalísticos, sendo obrigatório o uso do crédito "Marcello Casal Jr/Agência Brasil")

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar as causas da baixa efetividade das decisões judiciais relativas a pagamento de impostos e tributos e propor soluções para essas disfuncionalidades. A ideia é obter um diagnóstico estatístico, amparado em evidências empíricas e em outros procedimentos de coleta de dados, sobre o que afeta o cumprimento das decisões judiciais sobre o chamado contencioso tributário - ou fiscal - brasileiro.


O edital da quinta edição da Série Justiça Pesquisa está com inscrições abertas até 22 de janeiro. Podem participar Instituições de Ensino Superior ou instituição de pesquisa pública ou privada sem fins lucrativos. A instituição selecionada será anunciada até 18 de fevereiro, que deve concluir a pesquisa em até 150 dias após a assinatura do contrato. O valor máximo investido é de R$ 343,7 mil.


É a primeira vez que um edital da série Justiça Pesquisa contempla um campo temático exclusivo. Realizadas desde 2012, as investigações da série sempre se estruturam ao redor de dois eixos: direitos e garantias fundamentais; e políticas públicas do Poder Judiciário.

Saiba mais sobre o edital

Soluções administrativas e judiciais


As ações tributárias revelam a importância do Poder Judiciário para as contas públicas do país. De acordo com o relatório Justiça em Números, em 2019, decisões judiciais recuperaram R$ 47,9 bilhões devidos ao Estado.


Mas o cenário atual aponta uma litigiosidade excessiva que supera a capacidade atual de julgamento dos tribunais brasileiros, o que acaba por retardar decisões sobre os questionamentos relativos a cobranças de tributos. Praticamente quatro em cada 10 processos (39%) que tramitaram sem receber solução da Justiça brasileira em 2019 tratavam de recuperar dívidas de impostos ou taxas não pagas. Apenas as varas especializadas na matéria tributária possuem, em média, 49 mil processos pendentes cada.


Outros problemas da Justiça tributária, como as diferenças entre o tratamento que esse tipo de demanda recebe na esfera administrativa e na esfera judicial, além da falta de estatísticas, também serão consideradas na formulação de hipóteses que nortearão o estudo. Na pesquisa, serão analisados os fluxos e as estruturas da Justiça Federal, da Justiça Estadual e dos Tribunais Superiores.


Depois de identificar a problemática, os pesquisadores devem propor soluções para reduzir a quantidade de conflitos tributários, que poderão abranger desde alternativas ao litígio judicial, como a mediação e a conciliação, a maneiras de aplicar as mesmas decisões dos tribunais superiores a processos semelhantes que se multiplicam nas instâncias inferiores, por meio de jurisprudência.


Os resultados serão agregados aos de outro diagnóstico que vai mapear o contencioso tributário na fase administrativa, em que litígios são julgados por órgãos da estrutura do Poder Executivo, como a Receita Federal, as secretarias estaduais de Fazenda, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), esses dois últimos do Ministério da Fazenda. O acordo que viabiliza o estudo foi firmado em dezembro pelo CNJ com a Receita Federal e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


Uma vez identificadas as causas dos problemas e possíveis soluções para a Justiça tributária, tanto na esfera administrativa quanto na judicial, o CNJ terá subsídios para propor alterações legislativas e promover ajustes em suas normativas que aprimorem o fluxo de demandas tributárias.

 

Agência CNJ de Notícias

 

 

Informações para a Imprensa pelo e-mail imprensa@cnj.jus.br

Bicicleta de terno e gravata


Desde crianças acostumamo-nos a ter sempre um benefício em troca de qualquer coisa que fizéssemos bem.
Fizeram parte de nosso cotidiano afirmações do tipo; se você passar de ano na escola, ganhará uma bicicleta.
Hoje bicicleta ganha importância e passa a ser uma estratégia, para solucionar o transito e diminuir a emissão de gases que são jogados na natureza pelos canos de descargas dos veículos.
A bicicleta tem excelente mobilidade urbana, é um meio sustentável muito barato.
Seu uso é bom para o bolso, para a saúde e para a natureza.
Sempre morei próximo a escola que estudava, mas alguns colegas que moravam distantes, falavam que quando iam de bicicletas para a escola, chegavam mais dispostos, mais animados e até aprendiam melhor as matérias.
É obvio que nas grandes cidades teriam que fazer ciclovias, para evitar acidente.
Fica perigoso andar de bicicleta no meio de muitos carros e motos.
Conheço pessoas que adoram andar de bicicleta nos finais de semanas, mas para fazer atividades físicas.
Para irem ao trabalho não aprovam, acham bastante cansativo.
Acho que vão sentir nos primeiros dias, mas depois acostumam.
Sei que no Brasil o carro é status, sinônimo de poder.
É aquela historia, pela carruagem sabem quem vem dentro.
As cidades grandes já não agüentam mais de tantos carros, as bicicletas seriam uma alternativa.
Óbvio que em um trajeto longo, usariam o carro.
Se não forem tomadas providencias algumas cidades vão parar, devido ao congestionamento do transito.
Não basta a engenharia de transito tentar usar a criatividade são muitos carros para poucos espaços.
A cada ano são jogadas novas marcas de carros no mercado, os importados estão chegando cada vez mais, a todo vapor.
Os fabricantes já descobriram que o carro dá importância ao Brasileiro, que a primeira coisa que compram quando ganham dinheiro, é um carro.
Conheço pessoas que usam o carro para irem até a esquina de suas casas para comprar o pão e leite.
Temos que mudar esta cultura.
A imprensa fala todos os dias, sobre aquecimento global.
Mas o que nós estamos fazendo para mudar isto, temos que mudar nossa mentalidade.
Será que estamos esperando que alguém faça alguma coisa por nós e para o planeta.
Os governantes sabem do problema, mas prefere fazer propaganda de conscientização junto à população, semelhante ao que faz a imprensa.
Temos que ter atitude.
Vamos deixar nossos carros para as viagens, para lugares distantes, nas cidades vamos andar mais a pé ou de bicicleta.
Assim estaremos ajudando ao planeta e a nós, ganhando mais saúde.
Na Europa as pessoas já adotaram esta prática há muito tempo.
Muitas pessoas vestidas de terno e gravata utilizam todos os dias às ciclovias para irem aos seus trabalhos.
Trocaram os carros pelas bicicletas.

Cristóvão Martins Torres

Os livros são grandes companheiros


Quem lê tem uma compreensão muito mais profunda e abrangente do mundo.
A leitura mostra, a quem lê, um mundo de fantasias, descobrimentos, paciência, aventura e magia.
Os livros são fruto da criatividade dos escritores, transmitem-nos muita sabedoria e revelam-nos novos horizontes.
Eles não determinam onde vamos chegar, mas nos dão força necessária para sairmos do lugar onde estamos.
Muitos deles nos inspiram a estabelecer metas e desenvolver projetos, outros fornecem-nos inspiração para raciocinar no caos e vontade de lutar por algo.
"Quem tem sempre um livro por perto, não se sente só, ele é um grande companheiro".
O livro é um ótimo companheiro no combate à solidão, ensina a gerenciar os pensamentos, equilibrar a emoção e a dominar o medo.
Seria impossível alguém crescer como profissional, ou mesmo como ser humano, sem a ajuda dos livros.
Em tempos recentes tem se tornado cada vez mais importantes ter boas ideias. As pessoas precisam mostrar seu diferencial, fazendo algo que possa distingui-la das demais.
Isso é possível através dos conhecimentos que os livros transmitem. Por isso o hábito da leitura é tão importante!
Mesmo com todos os benefícios que os livros nos propiciam, encontramos pessoas que nunca leram um livro e reclamam de falta de tempo para ler.
Mas, na verdade, quando realmente se quer ler, tempo não falta. Basta administrá-lo e será possível encontrar lugar para a leitura.
Assim, por exemplo, pode-se ler em ponto de ônibus, em uma viagem de ônibus ou de avião, quando se espera num consultório de um dentista ou de um médico ou antes de dormir. Nos finais de semana, em feriados ou nas férias temos ainda mais tempo para leitura.
Em época de pandemia, o livro nos dá tranquilidade, equilíbrio.e paciência.
O Poeta Carlos Drumond disse certa ocasião: "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente essa sede."
Os livros têm poderes mágicos, além de inspirarem quem escreve. Eles nos fazem entender as coisas que acontecem conosco, os fracassos, as incompreensões e o sucesso.
Normalmente os livros tem as respostas para todas as nossas perguntas, fazendo-nos pensar melhor sobre as coisas que encontramos no mundo. Eles nos fazem viajar no mundo das ideias, mostrando que a vida é um espetáculo imperdível.
Enfim, quem procura sempre vai achar um tempo para ler um bom livro. Um pouco que se lê a cada dia faz muita diferença para toda a vida.

Cristóvão Martins Tôrres

CLUBE ATLÉTICO PRATIANO


Em pé: Marcelo Albeny, Betinho, Cristóvão, Lali, Geraldo Albeny, Francisco Santiago.
Agachados: Xondinha, Tadeu, João Eustaquio, Paulo Albeny, Vinícios.
Esta equipe marcou época no futebol amador de São Domingos do Prata.
Time de maior torcida na cidade, ganhou muitos títulos que disputou na região, tendo a frente o treinador e diretor de futebol, o mestre Evandro Rolla Braga.
Esta foto acíma, foi quando fomos campeões da liga molevadense de futebol, a primeira partida da decisão, contra o Metalurgico no estadio do lava pés no prata, vencemos a partida.(1974).
O Pratiano como era conhecido na região tinha uma equipe formada de estudantes, que só reunia nos finais de semana para os jogos.
Estudantes que eram da cidade e moravam fora; Belo Horizonte, Ouro Preto, Coronel Fabriciano. O Pratiano era temido na região pelo belo futebol apresentado por seus jogadores.
Tres jogadores do elenco faziam a diferença com um futebol refinado, eram craques; Francisco Santiago, Betinho e Paulo Albeny.
O Pratiano tem uma galeria enorme de títulos conquistado ao longo de sua existencia.
Hoje devido a extinção do futebol amador, é muita saudade que fica !

Um Plano Diretor para o futebol brasileiro


O futebol brasileiro se encontra em crise: clubes, com raríssimas exceções, em situação financeira complicada, dirigentes envolvidos em negociatas pouco confiáveis, insegurança nos estádios etc.
Diante disso, é necessária a união dos atores envolvidos na administração desse esporte, para diagnosticar os problemas e apontar soluções.
Essa reunião precisa ser democrática: deve contar, majoritariamente, com dirigentes (os famosos "cartolas"), mas também com representantes de autoridades públicas envolvidas na organização de espetáculos esportivos, representantes das torcidas etc.
Nessa reunião é preciso abordar a realidade do futebol brasileiro na sua totalidade e, após discussão, fazer uma espécie de plano diretor do futebol. 
O plano diretor de um município é uma lei que organiza o convívio no espaço de uma cidade. Por analogia, o plano diretor do futebol seria uma lei contendo o conjunto de diretrizes gerais e regras especiais sobre as várias atividades envolvidas na prática do futebol, destacando-se três: administração e regras de compliance, direitos dos torcedores e, por fim, plano de carreira dos atletas.

Administração e regras de compliance

Atualmente, a grande maioria dos clubes está endividada. Isso se deve, sobretudo, a dois fatores: por um lado, à incompetência e, em alguns casos, infelizmente, à má fé dos dirigentes e, por outro lado, à pressão da torcida por resultados imediatos. Só vejo uma maneira de solucionar esse problema: criar um controle nos moldes da lei de responsabilidade fiscal: o dirigente que gastar mais do que arrecada responde pessoalmente, penal e civilmente, pelo dano causado ao clube. Isso faria que os dirigentes honestos tenham respaldo legal para resistir às pressões da torcida por contratações milionárias, incompatíveis com a realidade do clube. Os desonestos, que infelizmente hoje provocam os clubes brasileiros, nem teriam vontade de entrar...

Plano de carreira dos atletas

O plano de carreira dos atletas deve prever de forma clara as categorias (Infantil, juvenil, juniores e profissional), seus salários, formas de progressão, direitos e benefícios etc. Os salários devem ser proporcionais a cada categoria, aberta a possibilidade porém de o craque do time ter um salário um pouco diferenciado (respeitadas as regras de responsabilidade fiscal).
O plano de carreira deve contar ainda regras de produtividade, estabelecidas com base em critérios técnicos.
Naturalmente, o teto salarial de cada categoria do plano diretor deve ser estabelecido por cada clube, dentro de sua realidade financeira: cada um paga o que pode pagar.
Não deve haver nenhuma padronização nisso, porque a realidade de um clube pode ser, e de fato é, diferente da realidade de outro clube.

Direitos dos torcedores

O estatuto do torcedor já os prevê. O que é necessário agora é sua revisão, buscando o estabelecimento de medidas concretas para garantir a segurança e o bem estar nos estádios.

Mas não adianta apenas criar o Plano Diretor do Futebol Brasileiro. Uma vez criado, ele precisa ser cumprido com rigor. Sem isso, nosso futebol brasileiro caminha a passos largos rumo à decadência.

Cristóvão Martins Torres