http://www.jornaloliberal.net
Ouro Preto
08 de abril de 2022Por Karina Peres
A Prefeitura de Ouro Preto, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e em parceria com o curso de engenheira ambiental da Universidade Federal de Ouro Preto, deu início ao projeto que pretende analisar a qualidade da água das cachoeiras do município. O objetivo é identificar se a água é própria ou não para banhos.
O secretário municipal de meio ambiente, Chiquinho de Assis, explicou que o projeto surgiu a partir de uma ação levada ao Conselho Municipal de Saneamento pelo professor do curso de engenharia ambiental da UFOP, Aníbal Santiago, e que foi prontamente abraçado pela prefeitura. De modo que as avaliações da água serão feitas pelos estudantes do curso, nos laboratórios da universidade. “As análises clínicas serão feitas utilizando os reagentes frutos de uma obrigação contratual da Saneouro, porque consta no contrato a recuperação de mananciais, então esses agentes vieram disso. A força humana e técnica, será dos alunos da engenharia ambiental, sob orientação do Prof. Aníbal, feita no laboratório de análises clínicas do departamento do curso”, informou.
Ao todo, cerca de 20 pontos, entre sede e distritos, serão contemplados pelo programa. Após os resultados das análises, os locais receberão uma placa que informará se o local é próprio ou impróprio para banho. “É um programa de balneabilidade (capacidade que um local tem de possibilitar o banho e atividades esportivas em suas águas), que visa ter um laudo conclusivo, mediante as normativas e regulações técnicas se a água é própria ou não para banho. Os locais terão placas sinalizando o resultado e terão também um QR code para que as pessoas possam ter acesso a pesquisa”, assinalou Chiquinho.
O projeto ainda está em andamento e só terá um resultado final após cinco coletas, feitas durante cinco semanas consecutivas em todos os pontos. Em caso de resultados negativos, os locais serão interditados. “Nas cachoeiras públicas, tomaremos as devidas providências, inclusive acionando a Saneouro. Nas particulares, os proprietários serão informados e a vigilância sanitária e a fiscalização e postura atuarão fechando o acesso a esses locais”, informou o secretário.
Chuiquinho ainda ressaltou a importância do projeto. “Serão muitos benefícios, a população terá a segurança de saber que o local é seguro para banho. Além disso, vamos aumentar o fluxo do turismo ecológico. Então, os desdobramentos do projeto não são apenas sociais ou ecológicos, eles também refletem na saúde pública de Ouro Preto”, concluiu.
Jornal O Liberal
Região dos Inconfidentes
Nenhum comentário:
Postar um comentário