A obra é dividida em capítulos dedicados a temas como mudanças climáticas, justiça alimentar, políticas sexuais e autocuidado. As autoras demonstram que escolhas veganas funcionam como pequenos atos de resistência, ultrapassando a teoria, e oferecendo um guia provocativo e prático que inclui, também, receitas e ferramentas para o leitor criar um plano pessoal de militância.
Para Carol e Virginia, o que acontece na cozinha não se limita à cozinha. Historicamente, oferecer comida e boicotar alimentos produzidos em condições degradantes formam a base de trabalho das cozinhas de protesto. Muito além dos estereótipos, a obra esclarece que o veganismo é um movimento de justiça social profundamente ligado à resistência política e faz parte de um sofisticado boicote que, para provocar mudanças, tenta impactar e incomodar no bolso.
Da perspectiva de gênero, ao lado de Messina, Adams resgata A política sexual da carne, obra de sua autoria publicada em 2012 pela Alaúde, e mais uma vez expõe como a alimentação é uma das formas de manter e reproduzir as estruturas de opressão do sistema patriarcal.
Cozinha de protesto quebra com a ideia do senso comum de que o movimento vegano é apolítico. A obra apresenta uma alternativa de combate às opressões e injustiças, instigando quem a lê se posicionar. No posfácio, Daniela Rosendo, doutora em filosofia e uma das maiores especialistas em ecofeminismo no Brasil, encerra o livro com um convite: “alimentem a revolução, uma refeição por vez”. |
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