quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O Muro de Berlim

 Em 1961, durante a guerra fria foi erguido o muro de Berlim para separar a parte que ficou sob a administração da União Soviética, das partes que ficaram sob a administração dos Estados Unidos, Inglaterra e França.
De um lado ficou a Alemanha Oriental do outro lado a Alemanha Ocidental.
Assim nasceu o muro de Berlin, que separou o povo de um país por 28 anos.
De 13-08-1961 à 09-11-1989.

"Pé esquerdo na parte da ex-Berlin Oriental e pé direito na parte da ex-Berlin Ocidental.
Em toda Berlin, onde existia o Muro, tem uma marca no chão. De um lado era Berlin Oriental e do outro lado era Berlin Ocidental".




Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha. 



Pedra da queda do muro de Berlin


Memorial do Holocausto em Berlin

 São 2.711 colunas espalhadas pelo arquiteto Peter Eisenman, que servem como metáfora do horror.
O memorial é um grito silencioso à memória aos judeus mortos durante a segunda guerra.
Ocupa o centro das atenções de uma Alemanha que procura se retratar ao mundo, a sua vergonha.




Empreitada de Morar Fora do País

O mundo esta aí para ser vivido, não há de se ter medo de correr riscos.
No caso das pessoas mais jovens, teme-se a empreitada de morar fora do país por medo do desconhecido ou por falta de experiência. No caso de pessoas com mais experiência, o motivo é relativamente oposto: apego à segurança que a vida em um lugar que já se conhece bem proporciona. Há, contudo, algo em comum em ambos os casos: o que impede os mais cautelosos de se aventurar fora do país natal é o medo do desconhecido.
Se, por um lado, de fato corre-se alguns riscos quando se decide morar fora, por outro lado, o crescimento e o despertar da consciência que se alcançam com uma experiência internacional compensam os baixos riscos que se corre.

Seja na adolescência, na juventude ou mesmo na maturidade, uma experiência internacional abre os horizontes da pessoa, propiciando grande aprendizado, evolução e desenvolvimento nos âmbitos pessoal e profissional.
Isso porque morar no exterior implica ter que conhecer e se adaptar a realidades e culturas diferentes. A pessoa que viaja entra em contato com diferentes aspectos da evolução do processo civilizatório, o que faz que ela passe a enxergar novas dimensões, aspectos e nuances do mundo que ela até então ignorava.
Muito importante também é o aspecto multicultural que a vivência no exterior propicia: por ter que conviver com culturas às vezes mais às vezes menos diferentes que a sua, mas sempre diferentes, a pessoa precisa desenvolver uma capacidade de adaptação que pode ser de grande valia tanto em sua vida pessoal quanto em sua vida profissional.

No que diz respeito à vida profissional, parece que o mercado de trabalho olha cada vez com melhores olhos quem viveu no exterior. Isso pode ser um importante fator quando se participa, por exemplo, de um processo de seleção em uma empresa.
Para o setor de recursos humanos das grandes empresas ter experiência internacional é visto como um diferencial, pois quem a possui é considerado alguém que aceitou o desafio de enfrentar o desconhecido. 
A pessoa que viveu fora é vista como alguém que teve que aceitar o desafio de melhorar sua comunicação, sua visão geral sobre as coisas.
Considerando que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, a experiência internacional, quando possível, pode constituir um diferencial no currículo daquele que postula um posto de trabalho.

Isso vale para os profissionais em geral, não apenas para aqueles que trabalham na área gerencial. Mesmo para profissionais da área técnica, e até mesmo para o trabalho teoricamente mais manual que intelectual, a experiência internacional pode constituir um grande diferencial, pois mesmo no caso da mão-de-obra antes considerada não qualificada exige-se hoje criatividade, capacidade de adaptação, organização e abertura para acolher novidades.
O termo "mão-de-obra" traduzia a ideia de um trabalho braçal, que se exerce através do esforço físico. Pode até mesmo se dizer que, em seu sentido literal, mão-de-obra significa "a mão que obra, a mão que trabalha". Contudo, hoje em dia, mesmo no caso do trabalho manual, a capacidade de coordenar atividades de forma adequada, habilidade que pode ser desenvolvida de forma diferenciada com uma experiência além das fronteiras do país natal, é considerada essencial.

Cristóvão Martins Torres

Choque cultural

Para dominar minhas próprias emoções, recordo-me que peguei uma caneta e papel, comecei escrever o período que estava passando na Alemanha, um choque cultural muito grande.
Eu que sempre procurei viver o presente, e tentava sempre adivinhar o futuro, não poderia imaginar que um dia faria uma viagem a Europa, este continente maravilhoso e mágico.

Vivi um bom tempo na Alemanha, portanto, pude viajar, visitar cidades do continente europeu e conhecer várias culturas diferentes.

Ver as suas diversidades; sua beleza natural, sua arte, sua culinária, sua música, sua cultura, sua tecnologia, seu desenvolvimento, sua gente, foi um enriquecimento do conhecimento muito grande.
Às vezes lia a respeito, via fotos, ouvia pessoas que foram lá contarem, assistia filmes, mesmo assim não tinha a exata dimensão do que é o velho continente.
A Europa é muito mais organizada, mais bonita do que imaginava.
Visitamos seis países; Alemanha, França, Inglaterra, Áustria, Suíça e Portugal.
Visitamos as capitais destes países, e mais algumas cidades dos países, sendo o que mais me impressionou foi à arte, estampada em todos os lugares onde visitei.
Na Europa nada morre tudo tem vida, até uma pequena história que aconteceu há anos, renascem através de fotos, quadros, monumentos, etc.
Existem várias cidades que conservam casas da idade média, com quarteirões todos medievais.
É o caso da cidade de tours ao sul da França, que nos passa a sensação de estarmos descobrindo o passado.
É impressionante você ver uma arquitetura de uma época que você não viveu, e nem imaginava como fosse.
Muitos museus, castelos, muitas obras de artes, muitos monumentos, muita música, cores em tudo, assim é a encantadora Europa e suas diversidades culturais.
Há uma preocupação muito grande com o planeta, onde a limpeza das cidades, a limpeza dos rios, e muitas árvores plantadas nas cidades retratam esta consciência.
Na Alemanha não existe aterro, os resíduos são reciclados e reaproveitados.
É indescritível, só visitando para ver, é um continente mágico.
O europeu viaja muito, adquire muita cultura através das viagens que faz.
A Europa tem vários portos, as pessoas viajam muito de navios, de trens e aviões.
Vivem como se a vida fosse um trem, nunca uma estação, como disse um escritor europeu.
É emocionante ver e participar de coisas que só via em filmes, a impressão que se tem é que estamos fazendo parte daquele filme.
É uma sensação muito mágica, que acontece com quem visita este continente.
As viagens de trens, vendo aquelas estações e belas paisagens das janelas, as pessoas entrando no trem, todos muito elegantes e em famílias.
Nos lugares que visitei sempre tinha uma pessoa lendo um livro ou um jornal.
Como os europeus gostam de ler.
Viveram situações de guerra, é um povo determinado e muito comprometido com o que faz, com a vida.
Parece que sabem que a felicidade não é um golpe de sorte, mas consequência de um esforço pessoal, eles lutam por ela e faz força para obtê-la.
As pessoas são dinâmicas, cheias de vida e possibilidades, vê a vida sem hierarquia.
Para mim foi um choque cultural muito grande esta estadia, aprendi muito, vou trazer muita coisa boa para agregar valor a minha vida.
É um olhar novo sobre as coisas da minha vida.
Nestes países que visitei valorizam muito a educação, a saúde, e o meio ambiente, fome não existe nestes países, e o índice de analfabetismo é perto de zero.
O transporte público é uma maravilha.
Observei muito o comportamento das pessoas nas ruas, dentro das estações, nos trens, nos aeroportos, nos aviões, nos castelos que visitei, nos restaurantes, nos museus, nas igrejas, nas lojas, nas praças, enfim nas cidades que visitei e conheci.
Pessoas de várias nacionalidades, cada uma de um jeito e vestida a sua maneira.
Pessoas de religiões diferentes, de cores diferentes, novos, velhos, etc.
Cabelos cortados e pintados de maneiras e cores diferentes.
Uma viagem a Europa não é só uma historia envolvente e inspiradora, que deixa uma marca significativa nas pessoas, é muito mais que isto, é muita emoção, Lá tudo é muito mágico.
Agradeço a minha filha e meu genro verdadeiros anfitriões do continente europeu, que nos acompanharam nas viagens aos países que visitamos.
Uma viagem inesquecível, uma viagem cultural onde pude visitar muitos museus, muitos castelos, galerias de artes, cidades medievais e cidades que foram palco de guerras, uma viagem histórica e de sonhos.
Tudo que planejamos aconteceu, agradeço muito a Deus por ter me proporcionado ficar todo esse tempo na Alemanha.
Um enriquecimento cultural e uma experiência de vida única.

Cristóvão Martins Torres


Visita do Blogueiro ao Museu do Louvre, na França

Orgulho dos franceses, símbolo da Cultura Mundial, o Museu do Louvre, localizado em Paris, contém coleções de arte que vão desde a Cultura Antiga até a Moderna.

Parte externa do Museu com a famosa Pirâmide ao fundo

Galeria interna do Museu (área de Telas)

Galeria das Estátuas Antigas

O espaço mais disputado pelos visitantes do museu do Louvre é o quadro "La Gioconda" ou simplesmente "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci.


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Os livros são grandes companheiros

Quem lê tem uma compreensão muito mais profunda e abrangente do mundo.
A leitura mostra, a quem lê, um mundo de fantasias, descobrimentos, paciência, aventura e magia.
Os livros são fruto da criatividade dos escritores, transmitem-nos muita sabedoria e revelam-nos novos horizontes.
Eles não determinam onde vamos chegar, mas nos dão força necessária para sairmos do lugar onde estamos.
Muitos deles nos inspiram a estabelecer metas e desenvolver projetos, outros fornecem-nos inspiração para raciocinar no caos e vontade de lutar por algo.
"Quem tem sempre um livro por perto, não se sente só, ele é um grande companheiro".
O livro é um ótimo companheiro no combate à solidão, ensina a gerenciar os pensamentos, equilibrar a emoção e a dominar o medo.
Seria impossível alguém crescer como profissional, ou mesmo como ser humano, sem a ajuda dos livros.
Em tempos recentes tem se tornado cada vez mais importantes ter boas ideias. As pessoas precisam mostrar seu diferencial, fazendo algo que possa distingui-la das demais.
Isso é possível através dos conhecimentos que os livros transmitem. Por isso o hábito da leitura é tão importante!
Mesmo com todos os benefícios que os livros nos propiciam, encontramos pessoas que nunca leram um livro e reclamam de falta de tempo para ler.
Mas, na verdade, quando realmente se quer ler, tempo não falta. Basta administrá-lo e será possível encontrar lugar para a leitura.
Assim, por exemplo, pode-se ler em ponto de ônibus, em uma viagem de ônibus ou de avião, quando se espera num consultório de um dentista ou de um médico ou antes de dormir. Nos finais de semana, em feriados ou nas férias temos ainda mais tempo para leitura.
Em época de pandemia, o livro nos dá tranquilidade, equilíbrio.e paciência.
O Poeta Carlos Drumond disse certa ocasião: "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente essa sede."
Os livros têm poderes mágicos, além de inspirarem quem escreve. Eles nos fazem entender as coisas que acontecem conosco, os fracassos, as incompreensões e o sucesso.
Normalmente os livros tem as respostas para todas as nossas perguntas, fazendo-nos pensar melhor sobre as coisas que encontramos no mundo. Eles nos fazem viajar no mundo das ideias, mostrando que a vida é um espetáculo imperdível.
Enfim, quem procura sempre vai achar um tempo para ler um bom livro. Um pouco que se lê a cada dia faz muita diferença para toda a vida.

Cristóvão Martins Tôrres


"Doação Muda" de livros na Alemanha

Durante o tempo em que morei na Alemanha, tomei conhecimento de uma prática muito interessante: em determinados equipamentos públicos, como praças, parques etc., a prefeitura coloca à disposição da população estantes, nas quais as pessoas podem deixar os livros que já leram, para que outras pessoas peguem...

Fiquei impressionado com essa iniciativa, uma espécie de "doação muda"*, que faz com que a circulação de livros aumente, e, o melhor de tudo, a custo zero...

Perto da residência onde eu morava havia uma dessas estantes, e pensei então em colocar alguns livros que tinha levado para a leitura durante minha permanência. Exitei, pois não sabia se haveria interesse em livros escritos em português. Resolvi porém. arriscar, e coloquei na estante três livros que havia levado, e já terminado de ler...

Para minha surpresa, algumas semanas após ter colocado os livros na estante eles não estavam mais lá...Algum leitor ou alguns leitores de língua portuguesa os haviam levado. Não tenho como saber quem os levou: pode ter sido um ou alguns leitores brasileiros, portugueses, naturais de outro país de língua portuguesa ou mesmo algum alemão ou natural de outro país que tenha português como sua segunda língua...Jamais saberei. O que sei é que essa interessante iniciativa tornou possível que eu compartilhasse, na Alemanha, livros em língua portuguesa.

Abaixo, registro do dia em que coloquei um dos livros na estante.


*utilizo o termo "doação muda" sob inspiração do "comércio mudo" que havia em alguns povos antigos; nessa forma de comércio, um grupo deixava os bens que queria trocar em um local, e então saía. Um segundo grupo vinha e depositava os bens que queria ofertar em troca dos bens ofertados pelo primeiro grupo, depositando-os no mesmo local. Após a saída do segundo grupo, o primeiro grupo voltava e estudava a oferta do segundo grupo; se aceitasse a oferta, pegava os bens ofertados e ia embora; se negasse, pegava os seus bens de volta e ia embora.



Jardim da Infância Chapeuzinho Vermelho da Dona Dulce Zanetti



"Jardim da Dona Dulce", como era conhecido.
Meu primeiro diploma, muito importante.
Dona Dulce sempre muito atenciosa, tinha muito carinho com os alunos, por isto tenho grandes recordações desta época.
Dona Dulce é dessas pessoas especiais que aparecem em nossas vidas e ficam para sempre.
Ela nos ensinou a perceber a família, os amigos, os professores. Nos ensinou a descobrir o outro, por isto ela é especial.
Quando a pessoa é do bem, tende sempre a comunicar-se!
Juntamente com seu marido professor Egídio Zanetti, marcaram época em São Domingos do Prata.
Contribuiram e muito para melhoria da educação em nossa cidade.
Fui também aluno no "Colégio Estadual Marques Afonso" do professor Egídio, que lecionava matemática.
De formação profissional na área da economia, senhor Egídio era um exímio professor de matemática.
Me sinto orgulhoso de ter sido seu aluno.
Além de professor senhor Egídio era uma grande figura humana, muito estimado por todos.
Lembro-me quando ele ia ler os resultados das provas e algum aluno não alcançava nota, brincava com o aluno, falava; Vou te mandar para a Sibéria.
Quando professor Egídio Zanetti mudou com a familia para Belo Horizonte para que os filhos pudessem fazer faculdade, meu Pai disse uma frase que não esqueço:
O Prata perdeu um grande colaborador e parceiro da educação.

Cristóvão Martins Torres


Em 7 de Setembro, desfile do Jardim de Infância da Dona Dulce



Essa rua que encanta

O Prata, ainda não sabia o que era desenvolvimento, tudo estava no seu início.
As ruas eram pouco iluminadas, as luzes dos postes eram amarelas de tão fracas.
Os carros eram poucos, ouvia poucas buzinas, a rua não tinha nenhum movimento, e todos dormiam cedo na cidade.
A rua que nasci e fui criado era muito tranquila, calçamento não existia e não era arborizada, a consciência ambiental ainda não tinha chegado até aos gestores públicos.
A nossa diversão predileta era brincar de pique com as meninas e jogar futebol na rua.
A felicidade da meninada era bola quicando na área, e a rua toda transformada, em campo de futebol.
Nesse clima de camaradagem, todo mundo se encontrava na rua.
Após as aulas reuníamos, e sentíamos donos da rua e de nossas vidas, libertos de pai e mãe.
Num esforço de memória, aqueles acontecimentos vêm à cabeça com muita saudade da infância, esta fase da vida especial e única.
Dentre vários fatos, lembro-me de um, que meus colegas falavam, embora nunca tenha visto, da existência de um animal que aparecia na rua e assombrava a todos.
Diziam ser uma criatura que dava medo até em adultos, a mula sem cabeça era temida por todos.
Ninguém queria vê-la.
Quando alguém falava do tal animal, todos lançavam um olhar estranho, ficavam apreensivos.
Isso punha todos intrigados, tal a curiosidade em saber como êle era.
A noite, após algumas partidas de futebol, ninguém se arriscava a ficar na rua, com medo do bicho.
Éramos tranquilizados pelos nossos pais, de que o animal não existia, às vezes íamos dormir com aquilo na cabeça.
Diziam não ser verdade, ser ficção, que aquilo estava na imaginação das pessoas.
Realmente nunca o vi, mas fiquei várias vezes com medo.
Tivemos vários casos de amigos que acordavam durante a noite com pesadelos.
Comentários surgiam os mais variados possíveis, sempre falava que alguém viu o animal, que era grande e muito feio; com isso a apreensão era geral.
Por pura obra do acaso, venho a saber deste acontecimento que mudaria o curso da história; que esta imagem falsa e negativa, era passada aos meninos daquela rua, por um senhor que morava lá e detestava o gorjear de um determinado pássaro, nativo na região.
Sentindo incomodado pelos assobios altos de alguns meninos, que imitavam o pássaro, falava da mula sem cabeça, como forma de intimidação.
Como um apaixonado pela história da minha infância, fazendo uma análise desse fato, percebo que não ficou nenhum vestígio de raiva, e nenhum sinal de ressentimento, nas pessoas.

Cristóvão Martins Torres


Bicicleta de terno e gravata

Desde crianças acostumamo-nos a ter sempre um benefício em troca de qualquer coisa que fizéssemos bem.
Fizeram parte de nosso cotidiano afirmações do tipo; se você passar de ano na escola, ganhará uma bicicleta.
Hoje bicicleta ganha importância e passa a ser uma estratégia, para solucionar o transito e diminuir a emissão de gases que são jogados na natureza pelos canos de descargas dos veículos.
A bicicleta tem excelente mobilidade urbana, é um meio sustentável muito barato.
Seu uso é bom para o bolso, para a saúde e para a natureza.
Sempre morei próximo a escola que estudava, mas alguns colegas que moravam distantes, falavam que quando iam de bicicletas para a escola, chegavam mais dispostos, mais animados e até aprendiam melhor as matérias.
É obvio que nas grandes cidades teriam que fazer ciclovias, para evitar acidente.
Fica perigoso andar de bicicleta no meio de muitos carros e motos.
Conheço pessoas que adoram andar de bicicleta nos finais de semanas, mas para fazer atividades físicas.
Para irem ao trabalho não aprovam, acham bastante cansativo.
Acho que vão sentir nos primeiros dias, mas depois acostumam.
Sei que no Brasil o carro é status, sinônimo de poder.
É aquela historia, pela carruagem sabem quem vem dentro.
As cidades grandes já não aguentam mais de tantos carros, as bicicletas seriam uma alternativa.
Óbvio que em um trajeto longo, usariam o carro.
Se não forem tomadas providencias algumas cidades vão parar, devido ao congestionamento do transito.
Não basta a engenharia de transito tentar usar a criatividade são muitos carros para poucos espaços.
A cada ano são jogadas novas marcas de carros no mercado, os importados estão chegando cada vez mais, a todo vapor.
Os fabricantes já descobriram que o carro dá importância ao Brasileiro, que a primeira coisa que compram quando ganham dinheiro, é um carro.
Conheço pessoas que usam o carro para irem até a esquina de suas casas para comprar o pão e leite.
Temos que mudar esta cultura.
A imprensa fala todos os dias, sobre aquecimento global.
Mas o que nós estamos fazendo para mudar isto, temos que mudar nossa mentalidade.
Será que estamos esperando que alguém faça alguma coisa por nós e para o planeta.
Os governantes sabem do problema, mas prefere fazer propaganda de conscientização junto à população, semelhante ao que faz a imprensa.
Temos que ter atitude.
Vamos deixar nossos carros para as viagens, para lugares distantes, nas cidades vamos andar mais a pé ou de bicicleta.
Assim estaremos ajudando ao planeta e a nós, ganhando mais saúde.
Na Europa as pessoas já adotaram esta prática há muito tempo.
Muitas pessoas vestidas de terno e gravata utilizam todos os dias às ciclovias para irem aos seus trabalhos.
Trocaram os carros pelas bicicletas.

Cristóvão Martins Torres


O Circo Chegou, Respeitável Público

O circo foi a primeira forma de expressão artística que existiu no mundo, por isso não pode morrer.
Nas crianças estimula o sonho e a fantasia, nos adultos reanima as emoções e resgata a paixão pela vida.
É um universo de diversões, onde impera a magia e a criatividade; um palhaço conta uma piada já pensando na outra e com alegria brota um sorriso no rosto de uma criança.
Dentre os números mais difíceis está o malabarismo, que exige muito treino dos artistas.
Tenho uma relação de amor muito grande com o circo, porque na minha infância ele foi o instrumento de informação artística, educacional e social para mim.
Lembro-me quando o circo chegava no prata, era só alegria.
Ele nos fazia sair da rotina e criar uma curiosidade de conhecimento artístico e informação muito grande.
Durante sua permanência na cidade, era muito comum a meninada acompanhar o palhaço de perna de pau pelas ruas, para ganhar entrada franca nos espetáculos.
O refrão mais cantado pelos meninos era; hoje tem espetáculo tem sim senhor...hoje tem marmelada tem sim senhor...eu vou ali e volto já...vou apanhar maracujá!
Olha o sol...olha a lua...olha o palhaço no meio da rua!
Além de muita diversão os espetáculos circenses tinham sempre uma peça teatral, que nos proporcionavam um crescimento cultural muito grande.
Minha infância foi com sonhos de imaginação de criança; andar de bicicleta, jogar futebol, andar a cavalo, soltar pipas, jogar sinuquinha, jogar birosca e finca,  andar de patinetes, nadar no rio prata, tomar ducha nas cachoeiras, ir aos circos, etc.
Tivesse eu que voltar ao ponto de partida, afirmo que faria tudo de novo quanto fiz até hoje, passaria pelos mesmos caminhos.
Embalados pelos sonhos da infância, na juventude mudei os meus rumos e criei o hábito da leitura, ler bons livros é o meu divertimento principal até hoje.
Com os artistas circenses aprendemos a lição; pelo fato de viajarem muito, interagem rápido e bem com as pessoas, tratam todas elas com a devida importância, onde sua verdadeira recompensa são os aplausos.
Como se dissessem; esqueçam os sentimentos e se concentrem no modo como tratam uns aos outros.
Como as ações humanas são impulsionadas pelas consequências de comportamento, faz muitos anos que passo meu aniversário em um circo, neste dia gosto de me presentear assistindo a um espetáculo circense.
Hoje, se ficar muito tempo sem assistir um espetáculo circense, evidente que alguma coisa vai estar faltando em minha vida.
E é algo muito importante, óbvio o circo.

Cristóvão Martins Torres


Humanismo na Medicina

Conheci o Dr. Flavio, já formado e exercendo a profissão de médico.
Filho de advogado, não seguiu a carreira do pai, mas assimilou bem seus ensinamentos: o que é ser dedicado e competente na profissão que escolheu.
Saindo cedo de sua terra natal, para concluir seus estudos em Medicina. Depois de formado, exerceu a profissão de médico por muitos anos em Belo Horizonte.
Por gostar muito da profissão que escolheu e por ser muito competente, tinha muito prestígio junto aos pacientes e aos colegas.
Fez da Medicina um sacerdócio, tal a dedicação com que tratava seus pacientes, tanto da capital quanto do interior.
Durante sua carreira, tratou, curou e melhorou a vida de muitas pessoas, famosas e anônimas.
Por gostar muito da profissão que escolhera, resgatou o humanismo na Medicina.
Pessoa de muita sensibilidade, valorizava muito suas raízes. Embora morando muitos anos na capital, não perdeu aquele jeito mineiro do interior; sempre que tinha tempo, ia para sua terra natal.
Só uma educação pautada em valores sólidos faz um profissional com tanta dedicação e ética.
Deixou um legado a ser seguido por todos aqueles que estão iniciando o exercício da profissão de médico.

Cristóvão Martins Tôrres

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A Mula Palmeira volta para casa

Na década de 50, meu avô Tineco tinha uma mula pêga, animal resistente, adequado para longas viagens. Nela viajou por toda a região do Prata, Nova Era e de Itabira.
Após a morte de meu avô, o animal, que o serviu por longo tempo, teve tratamento especial por parte da família: tio Feliciano, que morava na Fazenda da Vargem, reconhecendo os serviços que Palmeira tinha prestado a meu avô, deu a ela tratamento especial, concedendo-lhe um dos melhores pastos da fazenda. Palmeira havia se tornado um animal de estimação da família.
A atividade leiteira era uma tradição na Fazenda da Vargem, passando de geração para geração. Na década de 50 a fazenda se tornou uma referência na produção de leite e, além disso, produzia arroz, feijão, café, milho e gado de corte de boa raça.
Desde a sua inauguração, a Fazenda da Vargem passou por três gerações da família, tendo sido meu avô Tineco seu último dono. Após seu falecimento, a fazenda encerrou suas atividades produtivas.
Na década de 60, em uma de minhas idas à Fazenda da Vargem, meu tio Feliciano me ofereceu a Mula Palmeira. Por ter sido ela um animal de estimação de meu avô, aceitei, com muito gosto, aquele presente do tio Feliciano. Acompanhado do amigo José Helvécio, segui para o Prata no lombo da mula, que, por já estar muito velha e ter uma deficiência no casco da pata esquerda, mancava muito. Além disso, Palmeira parava a todo instante, olhava para trás, em direção à fazenda, demonstrando querer ficar na casa onde tanto tempo tinha vivido. Por isso demoramos muito para chegar ao Prata.
A viagem foi longa e divertida. Saímos da fazenda após o almoço e chegamos ao Prata quando já estava escurecendo.
Quando chegamos ao Prata, meu pai ficou emocionado ao ver Palmeira, pois sabia que ela era o animal de estimação de Tineco. Em tom de espanto, disse: “- está ficando louco? Volta com essa mula para a Vargem! Ela não vai se adaptar aqui! O quintal é pequeno para ela, ela está acostumada com pastos grandes.”
Soltamos Palmeira no quintal da nossa casa. No meio da madrugada, acordamos todos com muito barulho: Palmeira estava batendo suas patas no portão, até que ele arrebentou. A barreira que impedia Palmeira de voltar para sua casa, a Fazenda da Vargem, caiu.   
O motivo que fez Palmeira voltar para a Fazenda da Vargem foi a saudade de seu verdadeiro lar. Mas, no Prata, a versão que ficou, e que passou a integrar o folclore da cidade, foi a seguinte: como Palmeira tinha uma falha grande na dentição superior, eu teria pedido a meu pai para fazer uma dentadura para a mula. Ele teria se negado a fazer a dentadura, e Palmeira, chateada com isso, teria nos deixado.

Cristóvão Martins Torres


A volta do trem aos trilhos

Na Europa o trem é um meio de transporte muito importante. Há uma máxima que diz: "visitar a Europa e não viajar de trem é como não ir à Europa".

Praticamente em todo o continente europeu viaja-se de trem, tanto trens locais quanto trens regionais e internacionais. Assim, é possível se locomover de forma segura e barata entre cidades próximas ou distantes, em alguns casos de forma mais rápida que através de um avião, pois as longas distâncias são percorridas através dos chamados trens rápidos.
No nosso país ele foi extinto; poucos estados ainda conservam linhas férreas.
Ele era amado por todos, e a preferência por ele junto à população era tão grande que até musica em nome dele grandes compositores brasileiros fizeram.
Tenho grandes recordações do tempo em que andava de trem!
Vejo o trem como uma grande alternativa para nosso trânsito caótico, tanto nas estradas como nas grandes cidades.
Até para melhorar nossa indústria do turismo ele seria bom, afinal, quem não gosta de andar de trem...
Através do trem viaja-se com segurança, conforto, rapidez e economia, sem contar que ele nos permite como nenhum outro meio de transporte apreciar, através de suas janelas, as belas paisagens do território brasileiro.
No passado ele trouxe, em seus trilhos, progresso para as mais variadas regiões do Brasil, transportando pessoas, bens materiais, mas sobretudo esperança.
Hoje, quase esquecido, limita-se praticamente ao transporte de bens, sendo a Ferrovia Vitória Minas a única via férrea de transporte de passageiros a longa distancia no país. A referida ferrovia, mantida pela Vale, mantém uma tradição que infelizmente vai sendo esquecida: ela é o último fio de esperança de que um dia o trem possa voltar novamente a transportar, em larga escala, pessoas em nosso país.
A volta do trem como meio de transporte de passageiros em larga escala traria inúmeros benefícios para os viajantes: diante da exaustão do sistema rodoviário, viagens de curta e média distância poderiam ser feitas de forma mais rápida e segura através do trem. Esse tipo de viagem poderia ser reimplantado rapidamente, aproveitando-se as linhas já existentes, que, naturalmente precisariam passar por reformas para sua adequação à tecnologia atual. Para as viagens de longa distância o investimento teria que ser maior; enquanto isso, o transporte aéreo permaneceria como opção.
Se os trilhos fossem contados, muitas histórias caberiam neles... Mas não basta manter a memória histórica do trem no Brasil, é preciso voltar a usar a opção do transporte ferroviário como transporte público de passageiros em larga escala, ou seja, o transporte ferroviário não pode ser apenas uma forma de reviver o passado; o trem é um dos instrumentos que temos para construir um futuro melhor.
O som dos apitos e o ranger das rodas metálicas sobre os trilhos, como se pedisse um voto de confiança, ele pede passagem e quer voltar.

Cristóvão Martins Torres


A última viagem de minério para o britador na Mina de Capanema



Quando foi iniciada a operação da Mina de Capanema, eu estava com o motorista, do primeiro caminhão fora de estrada a bascular no britador..
Deus quis que quando do encerramento das atividades da Mina de Capanema eu novamente estivesse com o motorista do caminhão fora de estrada, na última viagem a ser basculada no britador..
Após a última viagem, depois de duas décadas, eu reuni a turma e dei às atividades por encerradas, na Mina de Capanema..
Esse vídeo que recebi da Vale retrata a última viagem de minério da Mina de Capanema..
Aquele dia foi de muita emoção, passou uma fita na minha cabeça, depois de tantos anos na mineração.

MSG

Na mineração em que trabalhei tive a oportunidade de vivenciar, na década de 90, a implantação de um programa de qualidade total com ferramentas de gestão e métodos de trabalho desenvolvidos no Japão.
Foi um dos fatos de maior influência cultural nas empresas brasileiras nos últimos tempos.
O modelo de pensar e agir no ambiente de trabalho sofreu grandes mudanças e a busca de inovação passou a ser o principal desafio.
As pessoas foram envolvidas em um período de muito treinamento e logo tomaram consciência de que o aspecto humano da qualidade é a essência dessa filosofia de administração.
E cada um tem que estar apto a dar o melhor de si na execução de uma tarefa.
Isso significa que as pessoas são desafiadas em sua competência e inteligência para almejar o crescimento do seu nível de capacitação profissional.
O primeiro passo é enxergar que a qualidade pessoal representa um dos valores mais importantes da vida.
E que há sempre uma distância significativa entre a qualidade desejada, e que deve ser perseguida em nossa jornada da vida, e aquela que a gente expressa no comportamento do dia a dia.
A sabedoria está em aprender o caminho para chegar lá, e seguir sempre nessa direção.
Um estudo da força de trabalho no país revelou que grande parte dos entrevistados admitiram que poderiam ser mais eficientes do que estavam sendo no momento, mas se davam satisfeitos com o nível bom, o suficiente para lhes garantir o emprego.
Acontece que o mundo atual procura por uma mão de obra que vá além do desempenho comum, e que seja excelente naquilo que pode fazer.
Aquele que não seguir essa evolução vai perder espaço no mercado de trabalho.
Por outro lado, aquele que melhorar a sua qualidade pessoal ganha em valorização profissional, diminui os erros, inspira a confiança dos clientes e cria condições para realizar os desejos pessoais e da família.
Isso vale para o prestador de serviços autônomos e para quem trabalha numa pequena loja, em uma empresa ou em um órgão público.
Para se ter uma ideia do que se pode alcançar com a aplicação dos conceitos de qualidade total em uma organização, cabe citar que durante vários anos, depois da segunda guerra mundial, os produtos manufaturados do Japão eram depreciados em razão da baixa qualidade.
E foi a prática da qualidade total nas empresas que ajudou a impulsionar a indústria do país e tornou-se um fato importante para conquistar a confiança dos produtos japoneses no mercado mundial.
E com a revitalização da economia japonesa, o conceito de qualidade total foi difundido para o mundo inteiro.

Cristóvão Martins Torres

Em agosto de 2002, a Diretoria da MSG (Minas da Serra Geral) conferiu a mim e a outros colegas uma homenagem pela "dedicação profissional e pessoal" prestada em duas décadas de serviços na empresa. Abaixo a foto da placa que me homenageou e do Diretor da Kawasaki Steel, empresa japonesa, sócia da MSG, me entregando a homenagem.


Sinto-me honrado por ter recebido esta homenagem; dever cumprido.
Quando de meus 20 anos na MSG


A MSG chegou ao seu último ano em 2003.
O Tempo passou!
A Vale construiu novas instalações para reativar a produção de minério em 2025.
A aurora que veio depois do crepúsculo da Mina, simboliza a importância do projeto Capanema / Timbopeba, nos planos da Vale.


Povo Nota 1000

 As previsões pessimistas em relação à copa do mundo não se confirmaram.

Os pessimistas de plantão erraram em suas previsões negativas.
Não houve manifestações capazes de atrapalhar jogos, não houve caos nos aeroportos, turistas insatisfeitos com a segurança e o transporte etc.
O que realmente causou um pouco de transtorno foi o idioma, pois a maioria dos brasileiros não domina a língua inglesa.
Tudo funcionou a contento, foi até muito além das expectativas.
Só a nossa seleção não foi bem: esperávamos muito dela, mas ela nos decepcionou.
Os 7 x 1 sofridos diante da seleção alemã ficarão marcados na memoria dos brasileiros para sempre.
Como lembrança boa dos jogos da seleção fica apenas o hino a capela.
O ponto forte dessa copa foi a cordialidade do povo brasileiro, que está sendo manchete em todo o mundo.
A imagem do nosso país no exterior melhorou muito depois da copa; hoje podemos dizer que temos o knowhow de como fazer um grande evento como uma copa do mundo.
Essa recepção que foi oferecida aos turistas pelo nosso povo é uma boa propaganda para a indústria do turismo brasileira, e vai gerar muitos dividendos para o país no futuro.
Foram um milhão de estrangeiros no país. Os que vieram agora e foram bem tratados vão querer voltar, e outros virão...
A multiplicação da imagem positiva do Brasil será feita pelos que vieram e gostaram.
E gostaram por vários motivos. Gostaram porque o brasileiro tem por tradição ser hospitaleiro.
Gostaram da diversidade e da riqueza de nossa cultura.
Gostaram de nossa musica e a culinária.
Gostaram de nossas belezas naturais, que são impressionantes: belas praias, florestas, sítios naturais etc...
Enfim, a copa foi um sucesso. Devemos nos orgulhar muito dela. Se não ganhamos o troféu dentro das quatros linhas, fora dela fomos campeões, porque o nosso povo foi nota 1000, contribuindo muito para que o sucesso dela acontecesse.
A Alemanha foi merecidamente a campeã. A grande orquestra alemã regida pelo maestro Joachim Löw brilhou no templo maior do futebol, o Maracanã.
Foram estratégicos até ao escolher a cidade de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, como local da concentração da equipe, pois lá encontraram inspiração na simplicidade e na rica cultura indígena para jogar e ganhar a copa.
São muito organizados, muito sérios e comprometidos no que fazem, portanto, mereceram essa taça, que está em boas mãos.
Não acreditam que a vida seja um golpe de sorte, sabem que o sucesso não vem por acaso, preferem acreditar no esforço, na dedicação, no trabalho e na educação.
Acreditam que tudo na vida passa pela educação, até o futebol.
Com seis vitorias e apenas um empate, foi a seleção que jogou melhor durante a copa, foram preparados para ganhar e ganharam.
Estão todos de parabéns, a seleção alemã e o povo brasileiro, ambos deram show.
Essa copa ficará para sempre na história.

Cristóvão Martins Torres