terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 O Jovem e a Politica

No nosso país de hoje posso dizer que possuímos quatro poderes, sendo eles, poder executivo, poder legislativo, e o poder judiciário, pois a verdade que nós possuímos um quarto poder, sobrepondo aos três poderes, que é o poder da política.
Sendo a política entendido como uma ciência de bem servir a sociedade, sem o maquiavelismo que hoje campeia pelo nosso país.
A consciência popular, que já se acostumou administrar a arte e a ciência, apoiaria a entrada do jovem na política como uma das soluções justas para resolver os nossos problemas políticos, tendo como aliados os governantes e a sociedade.
O jovem brasileiro está adquirindo um status político e social cada vez mais intenso.
Há reflexos, uma vertente otimistas, apontando que a crise do nosso país, encontra uma solução com a entrada dos jovens na política.
Para que a política brasileira comece a receber mais vida e ter mais futuro, é necessário que começamos a plantar essas sementes.
Há uma preocupação em compreender como os indivíduos desenvolvem as opiniões sobre o mundo político.
Óbvio, os jovens tem que olhar com mais atenção o papel deles na sociedade.
O jovem deve lutar mais de uma batalha para se tornar um vencedor(Margaret Thatcher).
Infelizmente, eles se encontram afastados da vida política do país, o que é muito ruim, eles representam o futuro.
Para alguns analistas políticos, há diferenças, já que a maioria dos políticos são analógicos, sendo a juventude digital.
O jovem passou a ver a política como algo sem importância, precisam ser motivados, a pensar diferente, hoje, o país respira política para todos os lados.
Afinal a política é a construção do futuro coletivo.
Sendo a escola um agente de transformação social, portanto, o jovem é e será o centro dessa transformação política.
Outro dia, em uma conversa com um jovem, perguntei a ele o que achava da política.
Respondeu que se interessou por ela muito tempo, até descobrir que ela não se interessava por ele.
Que não entendia de regimes, daí a falta jogo de cintura em política.
Só sei que o capitalismo é a exploração do homem pelo homem.
Finalizou a conversa dizendo que na vida algumas vezes você ensina e todos os dias você aprende, foi enfático; "cada povo tem o governo que merece".
Um grande jornal de circulação nacional, mostrou uma pesquisa sobre o interesse dos jovens na política.
Eles demonstraram muito interesse, mas disseram que falta incentivo.
Os partidos não tratam a juventude como prioridade.
A velha política não da espaço para os novos, razão pela qual os jovens se sentem desestimulados e desinteressados.
Se tiver o apoio da sociedade, o jovem será com certeza, o ponto de equilíbrio da transformação do país.
O mundo todo, hoje, busca a purificação do sistemas governativos.
Há uma guerra contra o vírus da corrupção.
Esse será um grande desafio a ser enfrentado pelos jovens.

Cristóvão Martins Torres

Honório tem a arte de viver, que é de saber conviver

Há um dito popular que reza: "não é grato aquele que não proclama sua gratidão".
Sou muito grato a algumas pessoas. Levando em conta o dito popular, é justo então que eu proclame essa gratidão.
Tenho uma boa lembrança de quando cheguei em Itabirito, em um domingo a tarde, no início da década de 1980.
Após um certo tempo as lembranças começam a perder suas cores, mas a essência, aquilo que é marcante, fica..
Como jogava futebol procurei informações sobre os clubes de futebol da cidade.
Havia várias possibilidades, mas me identifiquei com o União Esporte Clube.
A equipe de futebol do União era um timaço; tinha muitos craques e, por isso, não havia uma vaga para mim. Cheguei a participar dos treinamentos, mas foi como torcedor e amigo das pessoas que integram a comunidade do Unionense que construí minha história.
Após comprar uma cota fui conhecendo as pessoas e fazendo várias amizades.
Sócio do clube por várias décadas, sinto orgulho por fazer parte dessa família.
Por jogar e gostar muito de futebol, frequentava assiduamente os jogos do União. Foi então que tive a felicidade de conhecer uma pessoa que jogava futebol muito bem e estava sempre presente nos eventos esportivos da cidade.
Um grande desportista e comunicador, Honório, sempre solícito com todos, inclusive com as pessoas de fora. Ele me recebeu muito bem, tendo me incentivado a participar da comunidade Unionense. Isso foi muito importante para mim; o União era e continua sendo, para mim, uma espécie de refúgio do stress do dia-a-dia e de fazer boas amizades, um grande clube de recreação e entretenimento da cidade.
Honório é uma simpatia absoluta de pessoa, um gentleman!
Nunca o vi falar mal ou denegrir a imagem de alguém, isso não coaduna com o seu perfil de grande ser humano.
Conversar com ele é sempre uma preciosa oportunidade de tratar questões do esporte e questões humanas em geral. Ele tem sempre um bom conselho, uma observação precisa, uma boa ideia.
Boleiro, boa prosa, sempre alegre e descontraído, muito bem informado, não dá um passo na cidade sem cumprimentar uma pessoa ou mesmo parar para bater um papo.
Quem conversa com ele sai com o espírito leve, pois ele sempre tem uma palavra de otimismo e um sorriso no rosto, um equilíbrio e uma serenidade que impressionam.
É muito bom poder desfrutar, nas tardes de sábados na sauna e nas manhãs de domingo do Verdão, da agradabilíssima companhia do Honório.
Pai extremoso, dedicado permanentemente a família e ao trabalho, conseguiu transmitir aos seus filhos essa filosofia de vida que pratica.
Honório, que, sem sombra de duvida, desempenhou com dignidade todas as missões que aceitou, tem a arte de viver, que é a arte de saber conviver.

Cristóvão Martins Torres


Um amigo inesquecível

Ao longo da minha vida, fiz, graças a Deus, muitos amigos, convivi sempre com figuras muito especiais e lamento o fato de muitos já não estarem mais por aqui.

Omar, era um desses amigos.
Amigos não tem defeitos, tínhamos uma amizade baseada na mútua admiração e na cumplicidade.
Sempre dizia a ele; que seguindo os seus passos, não erro o caminho.
A sinceridade era uma das qualidades que mais admirava nele, não mandava recado e, quando estava aborrecido ou não gostava de algo, falava na hora e na cara o seu descontentamento, não falava pelas costas.
Era uma pessoa de muita personalidade, muito carisma e, genial em sua simplicidade, com opiniões sempre claras e objetivas.
Se "Elvis Presley" era a voz” da época, Omar “era a dança".
Gostava de ir a bons bailes e de dançar, era um verdadeiro pé de valsa.
Nos bailes era comum vê-lo numa mesa rodeado de amigas e amigos.
Com muito traquejo social e muito influente na região, era uma pessoa que comunicava muito bem, sempre solícito e com um bom papo, educado, gentil e sempre disposto a dividir sua experiência com os amigos.
De memória privilegiada e facilidade de expressar, tinha um profundo conhecimento na arte de viver bem, o que não nos fazia imaginar, que por trás daquela voz, havia uma pessoa tão especial.
Com toda sua simplicidade, nos ensinava todos os dias; com experiências, gestos, palavras, sorrisos, companheirismo, sabedoria, solidariedade, principalmente com bons exemplos.
Por ter convivido com o público durante anos, já que era empresário, sempre dizia que conhecia as pessoas no primeiro olhar.
Pressentia quando a pessoa não era de boa índole, pessoa do bem.
Eu tive a sorte de poder conviver com ele e, tirar proveitos desses ensinamentos.
O apelido de "Professor", dado a ele por mim, lhe caía como uma luva.
Nas festas de aniversário da cidade, era comum vê-lo aproximar de pessoas que não via há muitos anos(pratianos ausentes), desejar boas vindas a cidade.
Não era pessoa de guardar todo o dinheiro que ganhava, gastava em bons carros e em viagens.
Omar, tinha uma maneira de enxergar e levar a vida.
Em vida, sua trajetória se confunde com a história de uma boa proza e bons bailes.
Sua cultura de festas e alegria, aliada a uma boa conversa, lhe garantia, ser admirado pelos amigos.
Era um verdadeiro gentleman, conheceu inúmeras mulheres, fez a opção de não se prender a nenhuma delas.
Gostava de falar que a vida só dá uma safra, que saber viver é a maior de todas as artes, Por ser uma pessoa muito correta, foi chamado por várias vezes para fazer parte de grupos políticos, nunca aceitou, tinha verdadeira aversão a política e políticos cassados por corrupção.
Nos dizia; essa não é a minha praia, arrumar sarna para coçar, quero tranquilidade na vida.
Esse foi o grande amigo da vida toda, esse sim, foi o cara que gostava muito de um bom baile, uma boa festa e uma boa proza.
"Abrir mão da vida para fazer o que gosta", era seu lema!
Pelo grande traquejo social que possuía, deixou um grande legado a sociedade pratiana.
Enquanto viveu, teve uma boa qualidade de vida e soube ser gente boa...

 Cristóvão Martins Torres




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