terça-feira, 30 de dezembro de 2025

É preciso refazer os caminhos, começar a sermos menos intolerantes

Não há nada de novo no que escrevo, nem tenho a pretensão de mudar ninguém.
Quero apenas falar sobre uma prática que vem acontecendo frequentemente em nossa sociedade, e que, a meu ver, merece uma reflexão crítica: a intolerância.
Intolerância religiosa, de cor ou raça, politica, no futebol, no trabalho, no trânsito, no casamento ou em relação à opção sexual não nos leva a nada.
A intolerância dos "línguas soltas", que diz o que querem, quando lhe convém, num rosário de mentiras,
Que com sua pobreza de espirito, vão criando factoides, de coisas falsas contra suas vítimas, também, não acrescenta nada, não leva a lugar algum.
Não é segredo para ninguém que a nossa cidade tem muitos desses.
A falta de tolerância com a diversidade de posições e opiniões está tornando o dialogo impossível entre as pessoas.
As vezes chega-se à agressão física, sobretudo no trânsito, nos estádios e na politica.
Quem torce por um clube diferente do meu ou tem preferencia por um partido politico diferente do meu não é meu inimigo: ele só tem uma preferência diferente da minha.
Precisamos eliminar a intolerância de nossas vidas.
Temos que aprender a respeitar quem pensa diferente.
Todo esforço para mudar isso é muito válido.
A intolerância nos enfraquece, porque conviver com pessoas diferentes nos faz crescer.
O respeito às liberdades individuais e coletivas faz parte da vida humana, mas, infelizmente, a intolerância tem se tornado prática comum entre as pessoas.
Presenciei esse comportamento por três décadas na mineração, quando trabalhava.
No quotidiano do trabalho aprendi muito, presenciei fatos de diversos tipos e, infelizmente, algumas vezes percebi intolerância entre as pessoas.
A intolerância é muito preocupante, porque influencia profundamente a forma como nos relacionamos com os outros.
Uma sociedade amadurecida tem que estar sempre comprometida com o respeito entre as pessoas.

Cristóvão Martins Torres


A Bola Virou Poder

O futebol teve seu início em 1860, na Inglaterra, berço do capitalismo. Na época, os patrões perceberam que o proletariado se interessava por esse esporte, e investiram nele.
Para impedir a expansão dos organismos sindicais e políticos, investiram no futebol, como uma forma de substituir a ideologia.
No futebol as pessoas constroem suas identidades através das paixões.
Por isso ele se tornou tão importante em todo o mundo.
Alguns pesquisadores em seus objetos de estudos, chegaram a uma conclusão, que o futebol é instrumento de propaganda política muito forte.
Portanto, sendo uma boa forma para acalmar os ânimos da população, quando de uma crise.
Por essa razão, os partidos políticos, em vários países do mundo e sobretudo aqui no Brasil, cada vez mais recebem atletas como candidatos, e de uns tempos para cá até mesmo alguns dirigentes de clubes largaram o esporte e migraram para a política.
Muitos deles aproveitam a fama conquistada nos gramados para alavancar suas carreiras politicas.
Esse fenômeno não é recente e nem exclusividade do nosso país.
É em todos os cantos do mundo, temos relatos de atletas que migraram dos gramados para a vida politica.
A maioria desempenha muito bem suas novas funções.
Na lista há prefeitos, deputados, senadores e governadores.
A maioria dos atletas e dirigentes esportivos que migra para a política usa, na carreira política, a influência do esporte. Aproveitam a popularidade obtida com o futebol para se eleger, usando a simpatia que adquiriram, junto à opinião pública, com o esporte, e apresentando plataformas políticas ligadas ao esporte.
Há de convir que na vida, ciclos se fecham e se abrem.
A busca por uma vaga na carreira política não raramente é vista por alguns ex-esportistas como uma espécie de "aposentadoria".
No país do futebol, a bola virou poder!

Cristóvão Martins Torres

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