quarta-feira, 31 de julho de 2024

O Fantasma da fraude

Quando escrevo tento encontrar a palavra certa para expressar meus sentimentos.
Certa ocasião uma professora de português me disse; você precisa de um pedaço de papel um lápis e uma borracha para escrever seus textos.
Se arrepender de algum texto que escreveu, use a borracha.
Queria ter usado a borracha para apagar a palavra fraude, que escrevi agora.
A fraude no contexto da sociedade sempre existiu, varia de intensidade e amplitude.
No sistema social, encontra-se o ser humano com suas imperfeições.
Cada indivíduo tem uma historia, e apresenta estímulos do ambiente em que vive, recebendo influencia desse meio.
O homem é produto do meio em que vive.
Para viver em sociedade ele tem sua conduta e comportamento.
O sistema em que vive é estimulador de comportamentos.
O homem produz cultura e vice versa.
No nosso país, a cultura vem recebendo contribuições de várias origens, o que provoca a diversidade cultural do nosso povo.
Os mecanismos de esperteza e malícia foram criados ao longo dos anos, o que faz o trabalho ser muito desgastante ao invés de fonte de riqueza.
É aquela historia, quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro, dizem por aí.
O apego a posse, o jeitinho e o desejo de levar vantagem em tudo são as características atuais, tá na moda.
Há pessoas que conseguem resultados positivos transgredindo a lei.
Desenvolvem-se a moral do oportunismo e a moral da integridade.
Dizem que a integridade tem poucos seguidores, muitos a elogiam, mas poucos a praticam.
Falta descobrir a verdade dos direitos e deveres para eles.
Acho que o desenvolvimento político e econômico depende do moral e social.
Apesar de números alarmantes sobre a fraude, divulgados pela imprensa, temos obtidos resultados positivos desse princípio intolerável.
Muito infeliz quem a pratica.
É como diz a musica; cada um de nós compõe a sua historia.
Tenho como principio que a ética é o pai da prosperidade, ela é muito importante na vida das pessoas, o seu carro chefe.
Fui criado dessa forma; o que não é meu, não me pertence.
Respeitar a si mesmo e aos outros.
Meu saudoso pai sempre nos dizia; a saída é pela porta, parece óbvio, e realmente é.
Precisamos começar mudando a "nós mesmos".
Não consigo ver a vida de outro modo, a não ser esse, mesmo sabendo que o Brasil tem muito a caminhar na direção da ética.

Cristovão Martins Torres

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Uma vassourada para purificar a vida pública

As pessoas têm diferentes opiniões sobre as coisas, que decorrem de diferenças de personalidade, de cultura e de educação. Cada um tem o direito de se posicionar sobre as questões que o cercam, pois toda e qualquer pessoa pode discernir, pensar, refletir, opinar, criticar, fazer escolhas etc.
Temos que nos manifestar sobre os fatos com prudência, com calma, mas não podemos aceitar coisas erradas que afrontam a nação; não podemos calar a tudo.
Começa a se consolidar junto à opinião publica a impressão de que o grupo de malfeitores da Petrobrás é como um gigante de pés de barro, como na história bíblica.
Segundo a lenda, o imperador Nabucodonosor, da Babilônia, sonhou um dia com uma estátua cuja cabeça era de ouro; o peito e os braços, de prata; o ventre e as coxas, de cobre.
Tinha, porém, pés em parte de barro, em parte de ferro.
Então, uma pedrinha veio rolando da montanha, atingiu-lhe a frágil base e pôs tudo no chão.
Os últimos acontecimentos na Petrobrás, que nos são passados através da imprensa falada, escrita e televisada, nos deixam com um sentimento ruim; chocam a nação brasileira.
A Petrobrás é uma empresa-chave para a economia brasileira.
Em virtude desses acontecimentos lamentáveis, há, na população, um sentimento muito forte de indignação!
Temos que rejeitar a máxima de querer levar vantagem em tudo. Esse fenômeno cultural, que, infelizmente constitui uma prática habitual, precisa ser abandonado. Estamos fartos dessa comédia.
Temos que ter coragem para acabar com isso; é importante que haja uma mudança comportamental geral, no sentido de renovar nosso compromisso com a correção e a seriedade.
Da atitude de expectativa muda, temos que passar à expectativa vigilante e ativa, embora cautelosa.
Cumpre-nos, pois, interpelar quem administra órgãos públicos; a administração pública requer dedicação, interesse e responsabilidade.
Quem administra tem que ter a cultura da eficiência e da honestidade.
Consta no anedotário brasileiro que o politico paraibano João Pessoa teria dito:"só uma vassourada em regra pode purificar a vida pública, rebaixada por figuras sem significação e aproveitadores gulosos".
A experiência tem demonstrado que, em torno das bandeiras, é sempre possível reunir, sem nenhum esforço, um numero grande de descontentes com a classe politica.
Basta alguém sair na rua, com um pedaço de pano amarrado na ponta de um pau, e há de verificar que se ajunta gente em torno de si.
Como cidadão, tenho formado a opinião e a convicção de que a salvação do nosso país não está nas leis, mas na atitude de expulsar da vida pública os vendilhões!
Podemos usar como exemplo o episódio da "expulsão dos vendilhões do Templo", oriundo da tradição cristã.
Essa é a encruzilhada na qual todos nós encontramos: ou começamos a mudar o que está errado nessa nação ou continuaremos vivenciando seu declínio ético e social.
Não há meio termo!

Cristóvão Martins Torres


Administram muito mal

Podem até serem bons políticos, mas administram muito mal.
Não avançaram com as ferrovias, nosso transporte é rodoviário.
Portanto. o escoamento da nossa produção é precário.
O país está nas mãos dos caminhoneiros, essa greve nos mostrou isso.
Um grupo de pessoas se mobilizou e parou o país.
Projetos eleitoreiros, ao longo dos anos, fez do nosso país um caos.
É o preço político de terem sucateado o transporte ferroviário.
Desde as décadas do século passado. privilegiou o transporte rodoviário, que se tornou com o tempo, o pilar fundamental do giro da economia do país.
Abriram muitas estradas e acabaram com as ferrovias.
Hoje, o país perde muito com essa falta de visão de futuro, que tiveram os nossos governantes.
Paga um preço muito alto, porque essa parada, vai fazer um rombo na economia, já combalida, do país.
Essa greve nos mostra o quanto a má gestão pública, chega a mexer no bolso e na vida do povo.
Com certeza, o que vai pagar as contas!
O desperdício é grande com construções que começam e não são terminadas, com a falta de controle de custos no setor publico, enfim, com muitas mordomias, obvio, pagas pelo povo.
A preocupação é o que vem depois dessa greve, pois além do prejuízo à nação, vão faltar muitos produtos essenciais a população.
Aliás, mesmo antes da greve, já faltava!
É preciso deixar bem claro, que essa greve é justa, porque ninguém merece e aguenta mais essa corrupção que instalou no nosso país, esse mar de lama.
Vejo que alguma coisa boa vai ficar para o povo, depois dessa paralisação.
Acho que a consciência politica para as pessoas, vai ser o grande lance intelectual dessa paralisação.
Alguma coisa de positiva, vai ficar.

Cristóvão Martins Torres


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