quinta-feira, 23 de julho de 2026

"Com o técnico atual fica dificil ganhar até campeonato de purrinha : Um campeonato de porrinha (ou purrinha) é uma competição do tradicional jogo de boteco onde os participantes utilizam palitos, moedas ou pedaços de papel escondidos nas mãos para adivinhar a soma total em jogo"... "A Seleção Brasileira ganhou 5 campeonatos mundiais com técnicos brasileiros, chega de nos fazer passar vergonha" : "O ideal seria Zinédine Zidane na Seleção da França e Zico na Seleção Brasileira "Zinédine Zidane já tem data para iniciar sua trajetória como técnico da França. Segundo informação divulgada neste sábado pelo jornal francês L'Équipe, o ex-meia começará oficialmente seu trabalho à frente da seleção francesa a partir do dia 1º de setembro...

 



Zico no vestiário do Maracanã ao lado de Pelé, antes de jogo beneficente, em abril de 1979






*CLEUSA e MANOEL* *UMA PÁGINA DE AMOR E BONDADE* *conto* *Chico Xavier*

 




*CLEUSA e MANOEL*


   *UMA PÁGINA DE AMOR E BONDADE*

   *conto*

   *Parte 1*

   " Segui meu marido, porque já não suportava mais imaginar.

   Durante meses, Ele todos os domingos cedo, sempre com a mesma desculpa e, eu ficava em casa, tentando convencer a mim mesma, de que não havia nada de estranho.

   Meu marido se chama Manuel.

   Estamos juntos a trinta e cinco anos.

   Criamos dois filhos, pagamos contas atrasadas, cuidamos de nossos pais, enfrentamos doenças, mudanças...e aqueles  silencios compridos que as vezes, aparecem nos casamentos longos.

   Manoel nunca foi um homem de muitas palavras.

   Nunca me trouxe flores sem motivo.

   Nunca soube dizer: " eu te amo ", olhando nos meus olhos.

   Mas sempre consertou tudo. A torneira, a cadeira a fechadura...

   *Continua em 2*


*CLEUSA E MANOEL*

   *UMA PÁGINA DE AMOR E BONDADE*

   "*Conto*

   *Parte 2*

   " Tudo começou na primavera. Ele passou a sair aos domingos, antes das oito da manhã.

   Dizia que ia ajudar o irmão, Artur, com umas coisinhas...numa propriedade.

   No começo acreditei sem pensar. Mas depois comecei a reparar.

   Ele voltava cansado,  com as mãos arranhadas, terra nos sapatos e, as vezes manchas de tinta na roupa.

   Só que havia algo diferente em seu rosto. Não parecia culpa.

   Uma Paz quieta que eu já não via há anos.

   " O que VCS fizeram Hoje? Eu perguntava "

   " Coisinhas " , respondia.

   Eu não queria pensar em traição.

   A essa altura da vida, o que mais doía, não era imaginar outra mulher.

   Era imaginar que meu marido, tinha encontrado um lugar, onde ficava feliz sem mim.

   Durante anos eu falava de um sonho simples: " uma casinha perto de água... uma varanda...uma mesa pequena... árvores.

   Eu dizia --- isto quando estava cansada, como quem fala de uma vida, que não vai acontecer.

*Continua em 3*



quarta-feira, 22 de julho de 2026

Estudo em Moçambique mostra que inteligência artificial pode melhorar o clima organizacional e motivar funcionários públicos


A adoção de inteligência artificial na gestão de pessoas deixou de ser tema restrito a grandes multinacionais de tecnologia. Uma pesquisa realizada na FIPAG, empresa pública moçambicana responsável pelo abastecimento de água, mostra que a ferramenta também está mudando a rotina de instituições do setor público em países africanos, com efeitos concretos sobre a motivação dos trabalhadores.

O estudo é assinado por Agira Guilherme, mestranda em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Católica de Moçambique, e por Albertina Celeste Inácio Ribáuè, doutora vinculada à mesma instituição, através da Faculdade de Economia e Contabilidade, em Nampula. A publicação integra a revista Qualis A Open Minds, propriedade do CPAH, o Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, sob gestão técnica da Editora Atena.

Uma empresa marcada pela centralização que decidiu digitalizar a gestão

Segundo as autoras, a FIPAG enfrentava historicamente limitações associadas a modelos de gestão centralizados, o que dificultava respostas rápidas às necessidades internas da organização. A partir de 2025, a empresa passou a integrar soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial, com o objetivo declarado de melhorar a gestão interna e a motivação dos funcionários.

A pergunta central da pesquisa foi direta: de que forma a aplicação da inteligência artificial influencia o clima organizacional e a motivação dos funcionários dentro da empresa.

Seis entrevistas para entender o dia a dia por trás dos algoritmos

A metodologia adotada foi qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, estruturada como um estudo de caso. As pesquisadoras realizaram entrevistas semiestruturadas com seis funcionários selecionados por amostragem intencional, e os depoimentos foram examinados por meio de análise de conteúdo.

Entre os cuidados éticos do trabalho estiveram:

  • Garantia de anonimato dos participantes.
  • Confidencialidade das informações coletadas.
  • Consentimento informado de todos os entrevistados.

O que a inteligência artificial já está mudando dentro da empresa

Os resultados indicam que a FIPAG passou a utilizar plataformas de gestão integrada e ferramentas digitais capazes de automatizar processos administrativos, centralizar dados e apoiar decisões internas. Segundo os funcionários ouvidos, essas tecnologias contribuíram de forma significativa para melhorar processos de recrutamento, seleção, avaliação de desempenho e desenvolvimento de competências.

Um dos achados mais relevantes, segundo as autoras, é o efeito sobre a motivação intrínseca dos trabalhadores. Ao reduzir tarefas repetitivas, a inteligência artificial libera tempo para que os funcionários se dediquem a atividades mais estratégicas e criativas, o que reforça o engajamento e a percepção de valorização profissional.

O estudo também aponta que a tecnologia favorece o aprendizado contínuo, ao personalizar experiências de capacitação de acordo com as necessidades individuais de cada funcionário, além de melhorar a comunicação organizacional como um todo.

Nem tudo são vantagens

A pesquisa não deixa de lado os riscos. Entre os desafios relatados pelos próprios funcionários estão:

  • Preocupações com a privacidade e a segurança dos dados pessoais.
  • Resistência à mudança por parte de alguns colaboradores.
  • Medo de substituição do trabalho humano pela automação.
  • Risco de discriminação algorítmica em processos de seleção.

As autoras alertam que o uso excessivo da inteligência artificial pode comprometer a autonomia humana nos processos decisórios, à medida que a tecnologia assume funções estratégicas antes exercidas por pessoas. Por isso, defendem que a ferramenta seja tratada como um complemento ao trabalho humano, e não como um substituto.

Conclusão: tecnologia sim, mas com política clara e ética

A conclusão do estudo é que a aplicação da inteligência artificial representa um avanço relevante na gestão de pessoas, mas seu uso precisa vir acompanhado de políticas organizacionais claras e éticas, capazes de garantir transparência e equilíbrio entre tecnologia e fator humano.

As pesquisadoras recomendam ainda que investigações futuras ampliem o número de participantes e utilizem abordagens quantitativas ou mistas, de modo a aprofundar a compreensão sobre os impactos da inteligência artificial em contextos organizacionais semelhantes.

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Erre Soares
MF Press Global
Tel 028 9 9969 2810


Fabiane Tesche Niclotti foi uma modelo e rainha da beleza brasileira, coroada Miss Brasil 2004. Nascida em Gramado (RS), ela representou sua cidade natal no Miss Rio Grande do Sul em 2003 e levou o título nacional no ano seguinte 2004...A Miss Brasil 2004, Fabiane Niclotti, recebeu a coroa diretamente das mãos de sua antecessora, a Miss Brasil 2003, Gislaine Ferreira...

  Gislaine Ferreira - Miss Universo - 2003

















"Os 72 anos do concurso Miss Brasil foram completados no dia 26 de Junho de 2026" : Natália Guimarães defende legado além da beleza em 72 anos do Miss Brasil...A ex - Miss Brasil 2007 fala sobre a evolução da disputa brasileira ao longo de décadas..."A história do Miss Brasil acompanha a própria evolução da mulher brasileira"...Ao recordar a trajetória de mais de sete décadas do Miss Brasil, Natália enxerga o concurso com um espelho direto da emancipação feminina no país...CNN Brasil...


 Entrevista - Miss Brasil 2007 - Natália Guimarães




*O CALVÁRIO E A OBSESSÃO* *Do livro: QUANDO VOLTAR A PRIMAVERA* *Amélia Rodrigues/Divaldo*

 



*O CALVÁRIO E A OBSESSÃO*


   *Do livro: QUANDO VOLTAR A PRIMAVERA*

   *Amélia Rodrigues/Divaldo*

   " A sinfonia patética logrou, então, o máximo. Toda orquestração de dor, converteu-se em musicalidade de esperança e amor.

   Ele não perdoara apenas os crucificadores, más também os desertores, os negadores, os receosos e pusilânimes, os ingratos e malidicentes, os insensatos e rebeldes...na imensa gama dos acolhidos pelos seus perdão.

   Alcançava os promotores desencarnados dos mil males, que engedraram nos homens a prova das suas mazelas, e o agravamento das suas penas...

   Sua voz alcançou os penetrais do infinito e Lucilou nos baratros das consciências inditosas dos anticristos de todos os tempos, abrindo-lhes os braços da oportunidade ao recomeço e a redenção.

   A conspiração para que se consumasse o holocausto do Calvário, em que o Filho de Deus, testemunhou seu amor pelos homens.

   Foi tramada pelos inimigos impenitentes desencarnados.

   Vencidos pelo despeito na luta pela vitória da violência, com que sintonizaram os transitórios donatários da oposição governamental e religiosa da Terra, como daqueles, que se lhe entregaram a soldo.

   O perdão doado da culminância da Cruz é a aliança inquebrável da união do Seu amor com todos nós.

   Os caminhantes retardatários da via da evolução, convocando-nos a perene vigilância contra a Obsessão de qualquer natureza que nos sitia e persegue... Implacavelmente...

*Fim*

*Obrigado*

🕊️ *PAZ*


Signos Existem? Neurocientista Explica a Verdadeira Relação Entre a Época de Nascimento e o Comportamento Humano

A procura por respostas sobre a nossa identidade e comportamento na posição dos astros é uma das práticas mais antigas da humanidade. No entanto, a ciência moderna oferece uma perspetiva diferente. O Dr. Fabiano de Abreu Agrela, PhD em Neurociências pela Universidade Azteca, membro da Royal Society of Biology no Reino Unido, da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, analisa o tema sob a ótica da biologia e da genética, revelando o que realmente define a nossa personalidade.

Quando questionado sobre o impacto da astrologia no quotidiano, o investigador português propõe um modelo focado no peso relativo de cada variável em vez de respostas absolutas.

O Modelo de Percentuais e a Primazia Genética

Para o neurocientista, a formação da nossa personalidade resulta de uma combinação complexa de fatores, onde a biologia desempenha o papel principal. A hereditariedade define o ponto de partida do desenvolvimento de cada indivíduo.

"Quando me perguntam se acredito em signos, eu costumo responder da seguinte forma: eu trabalho muito com a ideia de percentuais. Nenhum fator, isoladamente, explica a personalidade humana. A personalidade tem uma predisposição genética importante e também sofre influência de fatores ambientais. Na minha visão, o precursor é sempre genético. Isso não significa que o ambiente não tenha influência; significa que, muitas vezes, ele atua sobre predisposições que já existem. Por isso, a genética acaba tendo um peso predominante na formação da personalidade."

Estudos científicos contemporâneos sobre gémeos confirmam esta visão, indicando que a herdabilidade das características de personalidade situa-se geralmente entre 40 por cento e 60 por cento. O restante do perfil comportamental é moldado por experiências de vida únicas e pelo ambiente em que o indivíduo cresce. Porém, o ambiente é guiado por esses percentuais genéticos. 

A Época de Nascimento versus o Signo Astrológico

A relação indireta que muitas pessoas encontram entre a sua personalidade e o respetivo signo pode, na verdade, ter uma base biológica fundamentada nas estações do ano, e não no alinhamento das constelações.

"O signo pode ter alguma relação indireta com a personalidade porque ele coincide com uma determinada época do ano", esclarece o Dr. Fabiano de Abreu Agrela. "A estação, o clima, o posicionamento da Terra em relação ao Sol, a duração dos dias, entre outros fatores ambientais, podem exercer alguma influência sobre o desenvolvimento. Sabemos que o ambiente influencia o organismo, e isso é compatível com o que conhecemos sobre evolução e biologia."

No entanto, o especialista sublinha que este impacto não deve ser sobrevalorizado:

"Isso não significa que o signo seja o responsável pela personalidade. Não podemos atribuir a ele um peso que ele provavelmente não tem. Vamos imaginar, de forma hipotética, que a personalidade seja composta por mil traços comportamentais. Nesse cenário, o signo talvez influenciasse apenas vinte ou trinta desses traços, enquanto centenas de outros dependeriam principalmente da genética, do desenvolvimento e das experiências de vida."

Do ponto de vista da neurociência, a exposição da grávida à luz solar, a absorção de vitamina D, a incidência de infeções sazonais e as variações de temperatura durante a gestação e nos primeiros meses de vida do bebé podem causar pequenas alterações no desenvolvimento. Contudo, estas influências são classificadas cientificamente como fatores sazonais do desenvolvimento e não possuem qualquer ligação causal com divisões arbitrárias do céu ou com a posição aparente do Sol em relação às constelações.

O Efeito Barnum e a Ilusão de Precisão

Se a influência dos astros carece de evidência científica robusta, porque é que tantas pessoas se sentem perfeitamente representadas pelas descrições do seu horóscopo? A resposta reside num fenómeno psicológico amplamente estudado pela ciência cognitiva: o efeito Barnum (também conhecido como efeito Forer).

De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, as pessoas tendem a focar-se apenas nos traços que coincidem com a descrição do seu signo. Ao encontrarem estas coincidências, generalizam e passam a acreditar que o signo é o principal responsável pelo seu comportamento, quando na realidade ele representaria apenas uma parte ínfima de um ecossistema muito mais vasto de fatores.

As descrições astrológicas são escritas de forma genérica e abrangente, permitindo que quase qualquer pessoa se identifique com as características apresentadas. O cérebro humano, que procura constantemente padrões e validações para a sua própria identidade, tende a registar os pontos de contacto com o horóscopo e a ignorar todas as inconsistências que contrariam a previsão.

A ciência demonstra que o nosso comportamento é um mosaico complexo dominado pela genética, pelo desenvolvimento do sistema nervoso e pelas interações sociais. Embora a época do ano em que nascemos possa exercer uma pequena influência biológica e nutricional no nosso organismo, o destino da nossa personalidade continua a ser escrito pela biologia e pelas escolhas que fazemos ao longo da vida, livre da influência das estrelas.


Fabiano de Abreu 
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Gestão geral grupo MF Press Global 







Fuga aos impostos e o “efeito moda” das redes sociais: Porque é que os brasileiros estão a injetar fortunas no imobiliário em Portugal...

 A asfixia fiscal sobre a classe média e os mais ricos no Brasil está a empurrar o capital para o mercado português. Fabiano de Abreu Agrela, correspondente internacional e assessor da Câmara Portuguesa, analisa os fatores que colocaram Portugal à frente dos EUA e da América Latina na rota dos investidores.

A revelação de que os brasileiros residentes no Brasil já detêm mais património imobiliário em Portugal (1,45 mil milhões de dólares) do que nos Estados Unidos (1,21 mil milhões de dólares) surpreendeu o mercado financeiro, mas não quem acompanha os bastidores da geopolítica económica. Para compreender o que está por trás desta transferência massiva de capital, conversámos com Fabiano de Abreu Agrela.

Jornalista correspondente internacional, assessor da Câmara Portuguesa de Comércio e do projeto Terras de Cabral, Agrela é filho de portugueses, mas nascido no Brasil, Rio de Janeiro. Esta dupla vivência confere-lhe uma perspetiva privilegiada sobre o comportamento e as motivações reais dos investidores brasileiros.

O "empurrão" fiscal: Fugir da burocracia e da alta taxação

De acordo com o especialista, o principal motor desta vaga de investimento não é apenas a atração por Portugal, mas sim uma forte pressão interna no Brasil. O atual cenário económico brasileiro tem empurrado os detentores de capital a procurar alternativas fora de portas.

"O governo brasileiro tem implementado políticas de forte aumento da carga fiscal, taxando não apenas os mais ricos, mas também a classe média em geral. Vigora um sistema onde, quanto mais se tem, mais impostos se pagam. Face a esta asfixia fiscal e à complexidade burocrática, os investidores estão ativamente a procurar países mais seguros e menos burocráticos para proteger e rentabilizar o seu dinheiro", explica Fabiano de Abreu Agrela.

Historicamente, os Estados Unidos sempre foram o destino natural para este tipo de capital. Contudo, Portugal conseguiu equilibrar a balança a seu favor. "Os EUA continuam a ser um mercado forte, mas Portugal oferece algo que a América não tem: a facilidade do idioma, uma profunda proximidade cultural e, acima de tudo, a possibilidade real de uma transição de vida tranquila e segura para toda a família", aponta o assessor.

América Latina: Alternativas que não convencem os investidores

Embora existam mercados vizinhos no continente sul-americano que tentam atrair o capital brasileiro através de incentivos fiscais, a instabilidade política e os fatores históricos acabam por travar os grandes negócios. Agrela detalha o cenário da região:

  • O Paraguai e o estigma do contrabando: "Temos assistido a um crescimento do investimento brasileiro no Paraguai, mas o país ainda carrega uma imagem desfavorável no imaginário brasileiro, muito associada ao histórico de contrabando e informalidade. Isso faz com que os investidores mais tradicionais e de perfil elevado ainda tenham bastante receio de alocar ali grandes quantias."

  • A Argentina e o fantasma da bancarrota: "A Argentina voltou a atrair atenções recentemente, mas a insegurança com o país continua altíssima. Trata-se de uma economia que passou por crises severas e que já quebrou no passado. O investidor de património médio e alto procura previsibilidade, algo que a Argentina ainda não consegue garantir a longo prazo."

  • O Uruguai e a estabilidade morna: "Punta del Este sempre foi o refúgio tradicional de veraneio e investimento da elite do sul do Brasil. No entanto, o Uruguai mantém-se numa estabilidade de baixo crescimento que, embora segura, não convence quem procura uma valorização patrimonial mais robusta ou uma inserção direta no mercado europeu."

O "efeito moda" das redes sociais e a ilusão da facilidade

Para além das questões fiscais e financeiras, há um forte fator psicológico e cultural a ditar o sucesso de Portugal no Brasil: a comunicação digital. Portugal tornou-se um fenómeno viral no ecossistema das redes sociais.

"Portugal está na moda devido à enorme exposição digital. O país é massivamente promovido por influenciadores digitais e canais de lifestyle, o que gera um desejo aspiracional muito forte na classe média-alta brasileira. O reverso da medalha é que estas plataformas propagam, muitas vezes, a impressão de que entrar, legalizar-se e viver em Portugal é um processo extremamente simples e sem barreiras, o que nem sempre corresponde à realidade burocrática e prática do país", alerta o correspondente internacional.

Ainda assim, o fluxo não dá sinais de abrandamento. Através do seu trabalho na Câmara Portuguesa e no projeto Terras de Cabral, Fabiano de Abreu Agrela testemunha diariamente o interesse crescente de empresários que procuram canais estruturados para investir em Portugal.

"O investidor brasileiro moderno já não procura apenas um local para passar férias; procura um porto seguro contra a instabilidade fiscal da América Latina, e Portugal, com o seu mercado imobiliário dinâmico e inserido na União Europeia, preenche todos os requisitos", conclui o especialista.


Fabiano de Abreu 
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