domingo, 6 de setembro de 2026

"Ninguém prospera reclamando, porque a energia que você gasta reclamando é a mesma que poderia estar construindo o futuro dos seus sonhos"...

 

Gonzaguinha - O que é, o que é - TV Globo - 1982



 Carlos Drummond de Andrade: O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.


O Brasil não irá crescer enquanto os homens de terno agirem cada vez mais como crianças, e as crianças com uniformes querendo agir como adultos de terno cada vez mais cedo.



 

*O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?*... Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela. Por Kika Gama Lobo Veja Rio 18 ago 2026...

 *O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?*


Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela.

Por Kika Gama Lobo 
Veja Rio
 18 ago 2026



Há uma nova religião circulando por aí: a longevidade.

Vivemos fascinados pela ideia de chegar aos 90, aos 100, aos 110. Celebramos a nova régua do tempo como quem descobre uma terra prometida. Nas redes sociais, envelhecer virou quase um privilégio estético: cabelos brancos charmosos, corpos sarados, viagens, vinhos, sexo, pilates, skincare, trilhas, empreendedorismo depois dos 60 e aquela frase perigosíssima: a idade está apenas na cabeça. 
Não. A idade também está na conta bancária. No plano de saúde. Na solidão de uma terça-feira à noite. Na memória que falha. Na filha que mora em outro país. No filho que trabalha 12 horas por dia e não consegue cuidar de ninguém. No cuidador que custa uma fortuna. No aluguel que sobe. No remédio que não cabe no orçamento.
Precisamos falar do peso de viver muito.
Porque viver muito é uma conquista extraordinária — mas pode também ser uma operação logística, financeira, emocional e familiar de proporções gigantescas.
A medicina ampliou o prazo de validade. A sociedade, porém, ainda não aprendeu a financiar, cuidar e acolher esse novo tempo.

Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta 
dela.

E não estou falando apenas de dinheiro. 
Estou falando de planejamento.

Quem pretende viver até os 90 precisa começar a pensar nisso muito antes dos 70. Precisa construir patrimônio, cuidar do corpo, cuidar da cabeça, cultivar amizades, aprender a pedir ajuda, organizar documentos, discutir herança, pensar em moradia, entender como funcionará seu cuidado futuro e, sobretudo, construir uma rede.

Porque ninguém envelhece sozinho. 

Mesmo quando mora sozinho.

A grande mentira contemporânea é essa fantasia de independência absoluta. Como se envelhecer bem significasse não precisar de ninguém. Como se pedir ajuda fosse fracasso.
Como se uma mulher de 82 anos pudesse resolver tudo pelo celular, marcar consulta pelo aplicativo, autorizar procedimento por biometria, conversar com robô de atendimento e ainda sorrir para a câmera  dizendo que está “vivendo sua melhor fase”.

Estamos criando uma geração de longevos sem rede. 
Filhos moram longe. Famílias diminuíram. Casamentos terminam. Amigos morrem. As pessoas mudam de cidade, de país, de continente. A vida profissional exige mobilidade. A economia exige produtividade. E o cuidado — esse trabalho invisível que durante séculos foi empurrado para as mulheres da família — ficou caro.

Muito caro.

A chamada economia do cuidado está se transformando em um dos grandes 
desafios deste século. Cuidador, enfermagem, residência assistida, fisioterapia, acompanhamento médico, alimentação adequada, transporte, adaptação da casa. Tudo custa dinheiro. 
E quem não tem?

Quem não construiu uma reserva?

Quem depende exclusivamente de um benefício previdenciário?

Quem pagou plano de saúde durante décadas e agora descobre que o preço ficou quase incompatível com sua renda?

Quem tem 78 anos e uma filha em Lisboa?

Quem tem 91 e nenhum filho?

A longevidade não é democrática.

E essa talvez seja uma das frases mais importantes que precisamos dizer neste momento.

Não existe um único envelhecimento.

Existe o envelhecimento de quem tem dinheiro e o de quem não tem. O de quem mora perto dos filhos e o de quem mora sozinho. O de quem tem  plano de saúde e o de quem depende exclusivamente do SUS. O de quem envelhece com amigos, amor e propósito e o de quem envelhece empilhando perdas.

Na internet, entretanto, parece que todos envelhecemos iguais.

Uma espécie de Disney grisalha.

Todo mundo ativo. Todo mundo desejável. Todo mundo viajando. Todo mundo fazendo musculação. Todo mundo começando uma segunda carreira. Todo mundo sexualmente potente, emocionalmente resolvido e financeiramente organizado.

É bonito.

É inspirador.

E é profundamente insuficiente.

Porque existe uma indústria poderosa vendendo a ideia de que envelhecer bem é uma questão de atitude. Tome colágeno. Faça exercício. Medite. Coma proteína. Tenha propósito. Faça terapia. Viaje. Ame. Dance.

Ótimo.

Mas quem paga?

Quem prepara a comida?
Quem leva ao hospital?

Quem fica quando a autonomia começa a escorrer pelas frestas?

A romantização da velhice pode ser tão cruel quanto o próprio preconceito contra os velhos.
Porque ela transforma uma questão coletiva em responsabilidade individual.

Se você envelhecer mal, a culpa será sua.

Não se cuidou.

Não guardou dinheiro.

Não fez terapia.

Não se exercitou.
Não teve propósito.

Ora, façam-me o favor.

É claro que escolhas individuais importam. Autocuidado importa. Saúde mental importa. Educação financeira importa. Resiliência importa.

Mas sorte também  importa.

Genética importa.

Classe social importa. 

Acesso à saúde importa.

Políticas públicas importam.

O problema é que não estamos preparados para essa vida.

Precisamos urgentemente de uma nova cartilha do bem viver. E ela deveria começar na adolescência.

Não para ensinar adolescentes a “envelhecer”, mas para ensinar que o tempo tem consequências.

Educação financeira deveria falar de longevidade.

Educação emocional deveria falar de perdas, solidão e dependência.

A escola deveria discutir cuidado.

A sociedade deveria discutir moradia para idosos.

As cidades deveriam ser pensadas para quem tem mobilidade reduzida.

O mercado de trabalho deveria considerar carreiras mais longas.

O sistema de saúde deveria se preparar para uma população que viverá décadas depois da aposentadoria.

E as famílias deveriam conversar sobre  dinheiro, cuidado, herança, moradia e decisões de fim de vida antes da emergência.

A pergunta, portanto, não deveria ser apenas: “Como viver mais?”

Essa pergunta já está velha.

A pergunta que precisamos fazer agora é:

“Como vamos sustentar os anos que conquistamos?”

Porque chegar aos 100 pode ser maravilhoso.

Mas chegar aos 100 sem dinheiro, sem vínculos, sem assistência, sem saúde mental e sem uma rede de cuidado pode transformar o tão celebrado presente da longevidade em uma longa travessia de abandono.

Não quero uma sociedade obcecada por acrescentar anos à vida.

Quero uma sociedade preparada para sustentar a vida que esses anos acrescentaram.

Até quando vamos romantizar envelhecer sem discutir o preço de continuar vivo?

Porque viver muito é maravilhoso.

Desde que a gente consiga viver — e não apenas durar.






Rita Lee - Ovelha negra



Um amigo inesquecível

Ao longo da minha vida, fiz, graças a Deus, muitos amigos, convivi sempre com figuras muito especiais e lamento o fato de muitos já não estarem mais por aqui.

Omar, era um desses amigos.
Amigos não tem defeitos, tínhamos uma amizade baseada na mútua admiração e na cumplicidade.
Sempre dizia a ele; que seguindo os seus passos, não erro o caminho.
A sinceridade era uma das qualidades que mais admirava nele, não mandava recado e, quando estava aborrecido ou não gostava de algo, falava na hora e na cara o seu descontentamento, não falava pelas costas.
Era uma pessoa de muita personalidade, muito carisma e, genial em sua simplicidade, com opiniões sempre claras e objetivas.
Se "Elvis Presley" era a voz” da época, Omar “era a dança".
Gostava de ir a bons bailes e de dançar, era um verdadeiro pé de valsa.
Nos bailes era comum vê-lo numa mesa rodeado de amigas e amigos.
Com muito traquejo social e muito influente na região, era uma pessoa que comunicava muito bem, sempre solícito e com um bom papo, educado, gentil e sempre disposto a dividir sua experiência com os amigos.
De memória privilegiada e facilidade de expressar, tinha um profundo conhecimento na arte de viver bem, o que não nos fazia imaginar, que por trás daquela voz, havia uma pessoa tão especial.
Com toda sua simplicidade, nos ensinava todos os dias; com experiências, gestos, palavras, sorrisos, companheirismo, sabedoria, solidariedade, principalmente com bons exemplos.
Por ter convivido com o público durante anos, já que era empresário, sempre dizia que conhecia as pessoas no primeiro olhar.
Pressentia quando a pessoa não era de boa índole, pessoa do bem.
Eu tive a sorte de poder conviver com ele e, tirar proveitos desses ensinamentos.
O apelido de "Professor", dado a ele por mim, lhe caía como uma luva.
Nas festas de aniversário da cidade, era comum vê-lo aproximar de pessoas que não via há muitos anos(pratianos ausentes), desejar boas vindas a cidade.
Não era pessoa de guardar todo o dinheiro que ganhava, gastava em bons carros e em viagens.
Omar, tinha uma maneira de enxergar e levar a vida.
Em vida, sua trajetória se confunde com a história de uma boa proza e bons bailes.
Sua cultura de festas e alegria, aliada a uma boa conversa, lhe garantia, ser admirado pelos amigos.
Era um verdadeiro gentleman, conheceu inúmeras mulheres, fez a opção de não se prender a nenhuma delas.
Gostava de falar que a vida só dá uma safra, que saber viver é a maior de todas as artes, Por ser uma pessoa muito correta, foi chamado por várias vezes para fazer parte de grupos políticos, nunca aceitou, tinha verdadeira aversão a política e políticos cassados por corrupção.
Nos dizia; essa não é a minha praia, arrumar sarna para coçar, quero tranquilidade na vida.
Esse foi o grande amigo da vida toda, esse sim, foi o cara que gostava muito de um bom baile, uma boa festa e uma boa proza.
"Abrir mão da vida para fazer o que gosta", era seu lema!
Pelo grande traquejo social que possuía, deixou um grande legado a sociedade pratiana.
Enquanto viveu, teve uma boa qualidade de vida e soube ser gente boa...

 Cristóvão Martins Torres




Eleição

 




NO MEU VOTO MANDO EU - TRT-MG realiza o lançamento regional da campanha contra o assédio eleitoral no ambiente de trabalho

 

Secretaria De Comunicacao Social Noticias Juridicas 
sex., 28 de ago., 15:49 (há 7 dias)
NO MEU VOTO MANDO EU - TRT-MG realiza o lançamento regional da campanha contra o assédio eleitoral no ambiente de trabalho

A Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho se unem em Minas Gerais para reforçar a defesa do voto livre e o combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

O lançamento da campanha “No Meu Voto Mando Eu
terça-feira (1/9), às 10h, na sede do TRT-MG (Av. Getúlio Vargas, 225- 15º andar - Belo Horizonte), com a participação de representantes das instituições parceiras e coletiva de imprensa.

Na oportunidade será firmado um *Acordo de Cooperação Técnica* entre a Justiça do Trabalho (TRT-MG), a Justiça Eleitoral (TRE-MG) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MG) com o objetivo de prevenir e combater o chamado assédio eleitoral, caracterizado por práticas de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de vantagens para influenciar a escolha política de trabalhadores.

A campanha chama atenção para situações que podem ocorrer nas relações de trabalho, como exigir ou induzir o voto em determinado candidato, partido ou corrente política, além de ameaçar consequências profissionais em razão da escolha eleitoral ou utilizar a posição hierárquica para interferir na liberdade de voto.

*Campanha pretende envolver a sociedade*
A campanha também pretende ampliar o conhecimento da sociedade sobre o que caracteriza o assédio eleitoral, como identificar essas situações e quais são os caminhos disponíveis para buscar orientação e fazer denúncias. A proposta é formar uma Aliança pelo Voto Livre, reunindo parceiros comprometidos com o respeito à liberdade de escolha e com a prevenção do assédio eleitoral.

A mobilização nacional foi formalizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início do mês, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
O documento prevê a produção colaborativa, o compartilhamento e a divulgação de materiais educativos e informativos sobre a prevenção e o combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tema e prevenir práticas que atentem contra a liberdade de escolha de trabalhadoras e trabalhadores.

Data: 1º de setembro /Horário 10 horas
Lançamento regional da campanha “No Meu voto Mando Eu
Local: Gabinete da Presidência do TRT-MG ( Avenida Getúlio Vargas, 225- Funcionários- Belo Horizonte)

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Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Tel.: (31) 3228-7286


sábado, 5 de setembro de 2026

E o bolso do brasileiro ó…

 

BRASIL

E o bolso do brasileiro ó…




Sobrar dinheiro no fim do mês parece ter virado artigo de luxo por aqui. A renda disponível para consumo — o que sobra depois de pagar impostos, aluguel, contas básicas, comida e dívidas — atingiu o menor nível dos últimos 15 anos.

Em fevereiro, a "sobra" no orçamento das famílias caiu para 21%, contra 23,6% no início de 2024. Parece pouco, mas representa bilhões a menos circulando em lazer, roupas, viagens e compras do dia a dia.

(Imagem: Valor Econômico)

O diagnóstico da crise: Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, o ganho salarial tem sido freado por uma combinação de fatores financeiros:

  • Dívidas crescentes: O endividamento das famílias bateu recorde histórico de 49,9%. Hoje, cerca de 30% de toda a renda mensal do brasileiro é destinada apenas paraa honrar o principal e os juros de dívidas.

  • Juros altos: Com a Selic a 14,75%, o custo do crédito disparou. Bancos, mais cautelosos com a inadimplência, restringiram a oferta, empurrando famílias para linhas caras como o cartão de crédito e cheque especial.

  • Custo de vida: Embora a inflação geral pareça controlada, o peso de itens essenciais como energia, aluguel e alimentação seguem consumindo boa parte da renda.

A percepção de crise é corroborada pela opinião pública. Segundo levantamento do Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua renda insuficiente para pagar as despesas básicas.

A pesquisa revela ainda que 45% da população precisou buscar fontes alternativas de renda nos últimos meses para fechar as contas.

No fim, embora o país esteja com uma taxa de desocupação baixa (5,8%), o salário dos trabalhadores não tem acompanhado o custo de vida. Sem a população poder gastar além do necessário, o setor de serviços e o comércio tendem a estagnar, criando um ciclo de baixo crescimento econômico.


 

Estou fazendo a minha parte : "Seja mudança...Cada gota conta" : "Fábula do beija-flor conta a história de um beija-flor que se esforça em apagar o incêndio da floresta carregando água pelo seu bico"...

 Fábula do beija-flor conta a história de um beija-flor que se esforça em apagar o incêndio da floresta carregando água pelo seu bico (leia a fábula na íntegra ao final do texto). Essa é uma história sobre como lidar com crises e nos traz a mensagem de que a mudança que queremos ver no mundo deve começar por nós mesmo, cada gota importa, cada mudança de atitude de cada um de nós importa!

A fábula do Beija-flor

“Era uma vez uma floresta, onde um incêndio teve início. Todos os animais fugiram para salvar suas vidas. Eles ficaram à beira do fogo, olhando para as chamas com terror e tristeza.

Acima de suas cabeças, um beija-flor voava de um lado para outro em direção ao incêndio, repetidamente. Os animais maiores perguntaram a ele o que estava fazendo:

– Estou voando até o lago para pegar água e usá-la no combate ao fogo.

Os animais riram dele e disseram:

– Você é louco! Você não vai conseguir apagar o incêndio!

E o beija-flor replicou:

– Estou fazendo aquilo que posso.”

O Beija-flor está ajudando a solucionar o problema, gota a gota. Ele está sendo a mudança que deseja ver no mundo.

Você também pode ser um Beija-flor. Cada atitude sua, não importa quão pequena seja, ajudará a solucionar a crise global da água.

Fotos