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Crônicas
sábado, 5 de setembro de 2026
Mês do psicólogo: “Com o protagonismo da saúde mental, a psicologia ganhou destaque”
Essa mudança também ampliou a visibilidade da Psicologia, que deixou de ser vista apenas como um recurso para momentos de crise e passou a ser reconhecida como uma ferramenta importante para promoção da qualidade de vida, prevenção de doenças e desenvolvimento humano.
De acordo com a neuropsicóloga Dra. Leninha Wagner, o avanço desse debate representa uma evolução importante da sociedade.
"Nos últimos anos, a saúde mental ganhou protagonismo e isso naturalmente trouxe mais reconhecimento para o trabalho do psicólogo. Ainda existem desafios, mas muitos estigmas foram reduzidos e as pessoas passaram a compreender que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar da saúde física”.
O cuidado deixou de ser exceção
Durante muito tempo, buscar acompanhamento psicológico era associado apenas a transtornos mentais graves. Hoje, essa visão vem mudando. Cada vez mais pessoas procuram atendimento para desenvolver inteligência emocional, melhorar relacionamentos, lidar com mudanças profissionais, fortalecer a autoestima e enfrentar situações de estresse antes que elas evoluam para problemas mais graves.
"A Psicologia não atua apenas quando existe um adoecimento. Ela também ajuda no autoconhecimento, na prevenção e no desenvolvimento de habilidades emocionais que fazem diferença ao longo de toda a vida”.
A pandemia acelerou essa mudança
Apesar da importância da saúde mental já viesse crescendo, a pandemia intensificou esse movimento. O aumento dos casos de ansiedade, depressão, Burnout e outros transtornos emocionais fez com que o tema passasse a ser discutido com mais frequência dentro das famílias, das empresas e das instituições de ensino. Como consequência, aumentou também a procura por psicólogos e outros profissionais da área.
"A pandemia evidenciou bastante algo que já existia, a saúde emocional influencia diretamente na nossa qualidade de vida, na nossa produtividade, nos nossos relacionamentos e até mesmo na nossa saúde física como um todo”.
Segundo a Dra. Leninha Wagner, falar sobre emoções de forma natural é um dos caminhos para construir uma sociedade mais saudável.
"Precisamos continuar normalizando o cuidado com a saúde mental. Assim como fazemos exames preventivos para cuidar do corpo, também devemos olhar para nossa saúde emocional antes que o sofrimento se torne incapacitante”.
"A Psicologia ganhou mais espaço porque as pessoas perceberam que viver com qualidade também passa pelo equilíbrio emocional. E esse é um avanço muito importante para toda a sociedade", conclui a Dra. Leninha Wagner.
Sobre a Dra. Leninha Wagner
Dra. Leninha Wagner é PhD em neurociências, possui formação em neuropsicologia, é Doutora em psicologia, Mestre em psicanálise e Perita Judicial em Psicologia, fundadora da Substância Singular Psicologia Clínica, onde atende pacientes com necessidades psicológicas e emocionais, também atua na área de psicometria realizando testagem de QI, é palestrante e realiza consultorias particulares como mediadora de conflitos organizacionais.
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Marzieh Hamidi é uma atleta de taekwondo e ativista afegã que vive como refugiada na França sob a proteção policial após desafiar o regime de Talibã...Deixou o Afeganistão e hoje vive em Paris, na França treinando e competindo pela equipe de atletas...Com a retomada do poder pelo Talibã em 2021 e a proibição do esporte para mulheres, ela protestou nas ruas e sofreu forte perseguição..."Exílio : Deixou o Afeganistão e hoje vive na França"...
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Ter um filho em Portugal dá aos pais direito a um visto? Entenda
Se a criança for cidadã europeia isso facilita o processo de permanência, destaca a advogada especialista em direito internacional, Juciana Correa
As famílias que planejam morar em Portugal se deparam com diversas dúvidas sobre o processo, documentação, questões específicas, etc., uma das mais comuns é sobre o nascimento de um filho em território português, isso garante automaticamente aos pais o direito de permanecer no país? Apesar dessa ser uma crença bastante difundida, a resposta depende da situação jurídica da família e da nacionalidade da criança.
De acordo com a advogada especialista em direito internacional, Juciana Correa, o nascimento de um bebê em Portugal, por si só, não concede automaticamente autorização de residência aos pais, isso depende de uma série de fatores que também devem ser considerados.
"Existe a ideia de que basta a criança nascer em Portugal para que toda a família seja regularizada, mas isso não acontece exatamente dessa forma. Cada caso precisa ser analisado conforme a legislação migratória”.
Muitas variáveis influenciam
O cenário muda um pouco quando a criança possui cidadania europeia, seja por ser filha de um cidadão português, de outro cidadão da União Europeia ou de um residente legal que permita essa condição para o filho.
"Quando a criança é cidadã europeia, a legislação oferece mecanismos que podem facilitar a permanência dos pais, sempre mediante análise dos requisitos previstos em lei”.
Por outro lado, quando o bebê é filho de dois imigrantes que permanecem no país em uma situação irregular, o nascimento não representa um caminho automático para a regularização da família e depende de outras circunstâncias.
"Nessas situações, o nascimento da criança não funciona como um atalho direto para a obtenção da autorização de residência. O processo continua dependendo do cumprimento das exigências legais”, explica Juciana Correa.
Caminhos legais para sua regularização
A advogada explica que, mesmo nesses casos, existem caminhos legais para buscar a regularização migratória. Um deles é o pedido junto à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), órgão responsável por analisar processos de residência em Portugal.
"O mais importante é procurar uma boa orientação jurídica o quanto antes e acompanhar as mudanças na legislação. Permanecer por longos períodos em situação irregular pode dificultar diversos procedimentos futuros”.
Juciana Correa destaca que o planejamento continua sendo o principal aliado de quem deseja construir uma vida em Portugal.
"Cada família possui uma realidade diferente. Antes de tomar qualquer decisão, é fundamental entender qual é o caminho jurídico mais adequado para garantir segurança e estabilidade no processo migratório", conclui.
Foi gerente do Centro de Referência da Mulher María Mariá, juíza conciliadora do PROCON de Maringá, advogada e Especialista em Direito Laboral com expertise em Direito Internacional, Empresarial e Imigratório, há 14 anos, atualmente advogando no Brasil, Portugal e Espanha focada em Direito internacional Empresarial, vistos, nacionalidades e Legalização.
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Sarcopenia: Massa muscular faz a diferença para viver mais e melhor
A perda de músculos afeta diretamente a capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar da cadeira, subir escadas, carregar compras ou caminhar com segurança, o que, em muitos casos, também aumenta o risco de quedas, hospitalizações e perda da independência.
Muito além da força
Os músculos exercem funções que vão muito além da movimentação do corpo. Eles participam do equilíbrio, ajudam na proteção das articulações, contribuem para o metabolismo e funcionam como uma importante reserva de proteínas para o organismo.
Quando a massa muscular diminui de forma significativa, o corpo passa a responder pior a doenças, cirurgias e períodos de internação, tornando a recuperação mais lenta.
De acordo com a enfermeira especialista em Geriatria e Diretora da Vivenza Care, o braço de cuidados domiciliares e aplicação clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), Júlia Godoy, preservar os músculos significa preservar a autonomia.
"A massa muscular é um dos principais indicadores de envelhecimento saudável. Quanto mais conseguimos preservá-la ao longo da vida, maiores são as chances de manter independência, mobilidade e qualidade de vida por muitos anos”.
A perda acontece aos poucos
A sarcopenia costuma se instalar de forma silenciosa. Muitas pessoas atribuem a dificuldade para caminhar, levantar ou carregar objetos apenas ao envelhecimento, quando, na verdade, parte desses sintomas está relacionada à redução da musculatura.
O problema pode ser agravado por alguns fatores, como o sedentarismo, a alimentação inadequada, doenças crônicas e longos períodos de repouso, que aceleram a perda muscular.
Construir músculos é um investimento
Ao contrário do que muitos imaginam, o cuidado com a massa muscular não deve começar apenas na terceira idade. Quanto maior a reserva muscular construída ao longo da vida, maior tende a ser a proteção durante o envelhecimento.
A prática regular de exercícios, principalmente aqueles que estimulam força e resistência, aliada a uma alimentação adequada e rica em proteínas, é uma das principais estratégias para prevenir ou retardar a sarcopenia.
"A prevenção começa muito antes do envelhecimento. Os músculos funcionam como uma reserva para o futuro. Quanto melhor cuidamos deles hoje, mais autonomia teremos nas próximas décadas", explica Júlia Godoy.
Longevidade significa independência
Com o aumento da expectativa de vida, viver mais deixou de ser o único objetivo. O grande desafio é envelhecer mantendo a capacidade de realizar as próprias atividades, preservar a autonomia e continuar participando ativamente da rotina.
Nesse contexto, a manutenção da massa muscular se torna um dos pilares da longevidade saudável, reduzindo o risco de quedas, favorecendo a recuperação diante de doenças e contribuindo para uma vida mais ativa e independente.
"Envelhecer bem não significa apenas viver muitos anos, mas viver com qualidade. Preservar a força muscular é uma das formas mais eficazes de garantir que o envelhecimento aconteça com mais segurança, autonomia e bem-estar", conclui Júlia Godoy.
*BURIL DE LUZ* Chico Xavier
*BURIL DE LUZ*


