*UMA ADVERTÊNCIA E UM ENSINO*


*UMA ADVERTÊNCIA E UM ENSINO*


Ícone mundial do sitar, Anoushka Shankar conta com uma sólida carreira, com mais de 30 anos de história e 14 indicações ao Grammy
Brasil, 14 março de 2026 - O Brasil recebe, pela primeira vez, a aclamada sitarista e compositora Anoushka Shankar, um dos nomes mais influentes da música contemporânea global. Com 14 indicações ao Grammy, trilhas sonoras premiadas e uma carreira que ultrapassa fronteiras culturais, a artista desembarca no país para três apresentações especiais neste mês de março — em Curitiba (21/03), Porto Alegre (22/03) e São Paulo (25/03).
A turnê brasileira, encabeçada pela participação de Anoushka no consagrado Curitiba Jazz Sessions, na capital paranaense, marca um momento simbólico da carreira da artista, que celebra três décadas de apresentações desde sua estreia aos 13 anos. Discípula de seu pai, Pandit Ravi Shankar, ela cresceu aprendendo não apenas a tradição transmitida por gerações, mas também a liberdade de improvisação que marcaria sua identidade artística. Anoushka também é irmã da cantora Norah Jones, com quem já colaborou e divide a herança musical de uma das famílias mais importantes da música indiana no cenário global.
Seu currículo inclui conquistas raras: foi a mais jovem e a primeira mulher a receber o British House of Commons Shield; é autora indicada ao Prêmio Ivor Novello; recebeu título honorário da Royal Academy of Music; e tornou-se a primeira musicista indiana a se apresentar ao vivo e atuar como apresentadora no Grammy Awards, além de ser a primeira mulher indiana indicada. Em 2024, recebeu um Doutorado Honorário em Música pela Universidade de Oxford.
“A vinda de Anoushka Shankar ao Brasil é um marco para a música instrumental e para o público que acompanha artistas que transcendem fronteiras culturais”, destaca Patrik Cornelsen, diretor da Planeta Brasil Entretenimento, uma das realizadoras da turnê. “Escolhemos Curitiba, Porto Alegre e São Paulo por serem capitais com cenas musicais vibrantes e público aberto a experiências artísticas profundas. Trazer uma artista desse porte, em sua primeira passagem pelo país, reforça nosso compromisso em conectar o Brasil às potências criativas do mundo”, ressalta Lucas Rodrigues, diretor da Goat Entertainment.
Com uma lista extensa de colaborações — de Herbie Hancock, Patti Smith e Sting a Joshua Bell, Arooj Aftab, M.I.A. e Norah Jones — Anoushka se destaca por sua capacidade de romper rótulos e criar pontes culturais. Sua versatilidade foi construída em apresentações que vão de cafés de jazz a festivais para 40 mil pessoas, além das principais salas de concerto do mundo. Seu trabalho mais recente, “Chapter III: We Return to Light”, encerra uma trilogia de mini álbuns aclamados pela crítica.
Confira os detalhes da turnê de Anoushka Shankar pelo Brasil:
Curitiba — Curitiba Jazz Sessions - 21 de março de 2026
Local: Ópera de Arame
Realização: Planeta Brasil e Goat Entertainment
Ingressos: https://meaple.com.br/
Porto Alegre — 22 de março de 2026
Local: Teatro do Bourbon Country
Realização: Goat Entertainment e Branco Produções
Ingressos: https://uhuu.com/v/teatro-do-
São Paulo — 25 de março de 2026
Local: Cine Joia
Realização: Goat Entertainment e Planeta Brasil Entretenimento
Ingressos: https://meaple.com.br/goat/
Para mais informações sobre a passagem de Anoushka Shankar pelo Brasil, acesse os perfis oficiais das produtoras no Instagram: @curitibajazzsessions, @planetabrasilentretenimento, @goat_entertainment e @brancoproducoespoa.
Eduardo Betinardi
P+G Trendmakers
E-mail: eduardo@pmaisg.com.br
Site: www.pmaisg.com.br
Alta nos casos e avanço de julgamentos expõem limites na resposta do Estado aos casos de violência contra mulheres, avalia criminalista
Brasil, 08 março de 2026 — O Brasil fechou 2025 com o maior número de feminicídios desde a tipificação do crime, em 2015. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que 1.470 mulheres foram assassinadas por motivo de gênero no ano passado. A média é de quatro mortes por dia. No Judiciário, os processos também avançaram. O Conselho Nacional de Justiça registrou aumento de 17% nos julgamentos relacionados ao crime em 2025, somando mais de 15,4 mil decisões ao longo do ano, cerca de 42 por dia.
Os primeiros dados de 2026 mostram que o cenário segue preocupante. No Rio Grande do Sul, por exemplo, levantamentos iniciais apontam crescimento dos casos na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o advogado criminalista Vinicios Cardozo, os números deixam claro que o país ainda falha em interromper o ciclo de violência antes que ele alcance o desfecho mais grave. “O feminicídio quase sempre é precedido por agressões físicas, psicológicas e descumprimento de medidas protetivas. São sinais que, se enfrentados com rapidez e articulação, podem evitar a escalada da violência”, afirma.
Embora o Brasil tenha legislação considerada robusta, como a Lei Maria da Penha e a tipificação específica do feminicídio pela Lei nº 13.104/2015, o especialista ressalta que a existência da norma não garante proteção efetiva. “A lei é essencial, mas precisa funcionar na prática. Isso passa por fiscalização rigorosa das medidas protetivas, integração entre as forças de segurança e resposta imediata diante de qualquer violação”, detalha o advogado.
Cardozo pondera que o debate também envolve responsabilidade no uso dos instrumentos de proteção. “É fundamental combater a violência de gênero com firmeza, mas também preservar a correta aplicação da lei. As denúncias devem ser feitas com seriedade, distinguindo situações reais de violência de conflitos que não se enquadram nesse contexto. A banalização enfraquece mecanismos que são vitais”, explica o especialista.
Segundo o criminalista, a credibilidade do sistema está diretamente ligada à consistência das informações apresentadas. “Denúncias falsas comprometem a confiança nas instituições e desviam recursos que poderiam estar direcionados a casos de risco concreto. Isso acaba prejudicando justamente quem mais precisa de proteção. É um tema delicado, que exige responsabilidade e análise cuidadosa”, ressalta.
Além dos homicídios consumados, o país mantém índices elevados de tentativas de feminicídio e de outras formas de violência contra a mulher. Para o criminalista, a resposta estatal precisa ir além da punição. “O enfrentamento começa no primeiro registro de ocorrência e exige acompanhamento contínuo das medidas protetivas, além do fortalecimento das redes de apoio. Sem prevenção estruturada, o sistema continuará agindo depois que a violência já produziu seus efeitos mais graves”, conclui Cardozo.
Kelli Kadanus
P+G Trendmakers
E-mail: kelli@pmaisg.com.br
Site: www.pmaisg.com.br