Reporto-me a "Parábola da Águia" que já viveu 70 e deseja viver até aos 100 anos
Crônicas
domingo, 20 de setembro de 2026
Reporto-me a parábola da Águia que viveu até os 70 anos, mas aos 40, quando se sentiu cansada, com as pernas velhas, as unhas longas e fracas para agarrar as suas presas, ela foi para um ninho perto de uma montanha e lá arrancou seu bico, esperou que crescesse e com ele arrancou suas unhas, aguardou mais um pouco até que elas crescessem e com suas novas garras retirou suas asas e quando elas renovaram-se saiu para viver mais 30 anos. Na verdade ela viveu tormentoso e necessário processo de renovação que durou 150 dias. Retirou o que era velho e ultrapassado, renovou-se e saiu pelo mundo forte, leve, graciosa e tolerante; pronta para entender que a vida é feita de alegrias, mas, também, de percalços. Vida é o contrário da morte? A vida é oportunidade, é como uma folha de papel em branco, onde a cada dia traçamos nossa história. Viver é estar presente, pulsar, respirar; é pele latente nos caminhos da existência; é ser feliz, trabalhar em busca do alimento de cada dia, tropeçar, cair e levantar. Existem, por ai, pessoas que não conseguem ver a vida como uma 'metamorfose ambulante" e que morrem sem desfrutar dos seus prazeres. A vida não é para ser perfeita e, sim, para ser vivida. Viver a mesmice, pensar que a vida é uma mala pronta que não pode ser desarrumada, não é vida e, sim, morte. Levante, dance, trabalhe, brinque, ouse, leia, silencie, cale, durma, coma, beba e, quando a morte "bater na sua porta", que sua vida tenha sido repleta de boas lembranças e que você tenha marcado a história.
*O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?*... Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela ... Por Kika Gama Lobo Veja Rio 18 ago 2026
*O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?*
Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela.
Por Kika Gama Lobo
Veja Rio
18 ago 2026
Há uma nova religião circulando por aí: a longevidade.
Vivemos fascinados pela ideia de chegar aos 90, aos 100, aos 110. Celebramos a nova régua do tempo como quem descobre uma terra prometida. Nas redes sociais, envelhecer virou quase um privilégio estético: cabelos brancos charmosos, corpos sarados, viagens, vinhos, sexo, pilates, skincare, trilhas, empreendedorismo depois dos 60 e aquela frase perigosíssima: a idade está apenas na cabeça.
Não. A idade também está na conta bancária. No plano de saúde. Na solidão de uma terça-feira à noite. Na memória que falha. Na filha que mora em outro país. No filho que trabalha 12 horas por dia e não consegue cuidar de ninguém. No cuidador que custa uma fortuna. No aluguel que sobe. No remédio que não cabe no orçamento.
Precisamos falar do peso de viver muito.
Porque viver muito é uma conquista extraordinária — mas pode também ser uma operação logística, financeira, emocional e familiar de proporções gigantescas.
A medicina ampliou o prazo de validade. A sociedade, porém, ainda não aprendeu a financiar, cuidar e acolher esse novo tempo.
Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta
dela.
E não estou falando apenas de dinheiro.
Estou falando de planejamento.
Quem pretende viver até os 90 precisa começar a pensar nisso muito antes dos 70. Precisa construir patrimônio, cuidar do corpo, cuidar da cabeça, cultivar amizades, aprender a pedir ajuda, organizar documentos, discutir herança, pensar em moradia, entender como funcionará seu cuidado futuro e, sobretudo, construir uma rede.
Porque ninguém envelhece sozinho.
Mesmo quando mora sozinho.
A grande mentira contemporânea é essa fantasia de independência absoluta. Como se envelhecer bem significasse não precisar de ninguém. Como se pedir ajuda fosse fracasso.
Como se uma mulher de 82 anos pudesse resolver tudo pelo celular, marcar consulta pelo aplicativo, autorizar procedimento por biometria, conversar com robô de atendimento e ainda sorrir para a câmera dizendo que está “vivendo sua melhor fase”.
Estamos criando uma geração de longevos sem rede.
Filhos moram longe. Famílias diminuíram. Casamentos terminam. Amigos morrem. As pessoas mudam de cidade, de país, de continente. A vida profissional exige mobilidade. A economia exige produtividade. E o cuidado — esse trabalho invisível que durante séculos foi empurrado para as mulheres da família — ficou caro.
Muito caro.
A chamada economia do cuidado está se transformando em um dos grandes
desafios deste século. Cuidador, enfermagem, residência assistida, fisioterapia, acompanhamento médico, alimentação adequada, transporte, adaptação da casa. Tudo custa dinheiro.
E quem não tem?
Quem não construiu uma reserva?
Quem depende exclusivamente de um benefício previdenciário?
Quem pagou plano de saúde durante décadas e agora descobre que o preço ficou quase incompatível com sua renda?
Quem tem 78 anos e uma filha em Lisboa?
Quem tem 91 e nenhum filho?
A longevidade não é democrática.
E essa talvez seja uma das frases mais importantes que precisamos dizer neste momento.
Não existe um único envelhecimento.
Existe o envelhecimento de quem tem dinheiro e o de quem não tem. O de quem mora perto dos filhos e o de quem mora sozinho. O de quem tem plano de saúde e o de quem depende exclusivamente do SUS. O de quem envelhece com amigos, amor e propósito e o de quem envelhece empilhando perdas.
Na internet, entretanto, parece que todos envelhecemos iguais.
Uma espécie de Disney grisalha.
Todo mundo ativo. Todo mundo desejável. Todo mundo viajando. Todo mundo fazendo musculação. Todo mundo começando uma segunda carreira. Todo mundo sexualmente potente, emocionalmente resolvido e financeiramente organizado.
É bonito.
É inspirador.
E é profundamente insuficiente.
Porque existe uma indústria poderosa vendendo a ideia de que envelhecer bem é uma questão de atitude. Tome colágeno. Faça exercício. Medite. Coma proteína. Tenha propósito. Faça terapia. Viaje. Ame. Dance.
Ótimo.
Mas quem paga?
Quem prepara a comida?
Quem leva ao hospital?
Quem fica quando a autonomia começa a escorrer pelas frestas?
A romantização da velhice pode ser tão cruel quanto o próprio preconceito contra os velhos.
Porque ela transforma uma questão coletiva em responsabilidade individual.
Se você envelhecer mal, a culpa será sua.
Não se cuidou.
Não guardou dinheiro.
Não fez terapia.
Não se exercitou.
Não teve propósito.
Ora, façam-me o favor.
É claro que escolhas individuais importam. Autocuidado importa. Saúde mental importa. Educação financeira importa. Resiliência importa.
Mas sorte também importa.
Genética importa.
Classe social importa.
Acesso à saúde importa.
Políticas públicas importam.
O problema é que não estamos preparados para essa vida.
Precisamos urgentemente de uma nova cartilha do bem viver. E ela deveria começar na adolescência.
Não para ensinar adolescentes a “envelhecer”, mas para ensinar que o tempo tem consequências.
Educação financeira deveria falar de longevidade.
Educação emocional deveria falar de perdas, solidão e dependência.
A escola deveria discutir cuidado.
A sociedade deveria discutir moradia para idosos.
As cidades deveriam ser pensadas para quem tem mobilidade reduzida.
O mercado de trabalho deveria considerar carreiras mais longas.
O sistema de saúde deveria se preparar para uma população que viverá décadas depois da aposentadoria.
E as famílias deveriam conversar sobre dinheiro, cuidado, herança, moradia e decisões de fim de vida antes da emergência.
A pergunta, portanto, não deveria ser apenas: “Como viver mais?”
Essa pergunta já está velha.
A pergunta que precisamos fazer agora é:
“Como vamos sustentar os anos que conquistamos?”
Porque chegar aos 100 pode ser maravilhoso.
Mas chegar aos 100 sem dinheiro, sem vínculos, sem assistência, sem saúde mental e sem uma rede de cuidado pode transformar o tão celebrado presente da longevidade em uma longa travessia de abandono.
Não quero uma sociedade obcecada por acrescentar anos à vida.
Quero uma sociedade preparada para sustentar a vida que esses anos acrescentaram.
Até quando vamos romantizar envelhecer sem discutir o preço de continuar vivo?
Porque viver muito é maravilhoso.
Desde que a gente consiga viver — e não apenas durar.
Lindíssima Rothenburg, Centenas de Anos de História e um Clima de Idade Média
É a mais famosa cidade da "Rota Romântica", na Alemanha...
Ela é muito charmosa, a mais atrativa, porque continua mantendo dentro destas paredes, centenas de anos de história...


Construções em estilo enxaimel com floreiras nas janelas, ruas estreitas de pedra, luminárias antigas, pequenas lojas e restaurantes charmosos. Assim é Rothenburg ob der Tauber, pequena cidade na Alemanha, que parece ter sido tirada das páginas de um livro de contos de fadas ou então transportada diretamente da Idade Média para os dias atuais.
Um Passeio com Charme Medieval, Rothenburg
A cidade é toda cercada com um muro...
Cidade pequena com aproximadamente 12 mil habitantes, mas muito bonita...
Por ser uma cidade medieval recebe muitos turistas, todos os dias...
Muitas cidades medievais para se desenvolverem, tiveram que abrir mão das muralhas...
Só 15 cidades no mundo tem essas muralhas...
Para fazer o trajeto a pé no entorno da cidade, beirando os muros, uma pessoa, vai precisar de varias horas...
Só tem acesso a cidade, carros, motos e bicicletas...
Tem um estacionamento amplo em uma área fora da cidade, para que possa estacionar, ônibus e carros dos turistas...
O trajeto do estacionamento até a cidade, é feito a pé...
Linda cidade, Rothenburg...
Só 15 Cidades no Mundo tem essas Muralhas
Cidade Medieval da Baviera no sul da Alemanha...
Anos foram passando, a cidade foi transformada em Cidade Imperial em 1274 e assim se manteve até 1803. Mas em 1631 a cidade sofreu um grande cerco durante a Guerra dos 30 anos, o que a fez perder importância e seu desenvolvimento se paralisar. Por um lado anos de atraso, por outro, é devido a isto que podemos apreciar a cidade como ela é hoje…
Já antes da 2ª Guerra Mundial ela atraía muitos turistas, mas mesmo assim não foi perdoada e teve 45% de toda sua área destruída por bombardeios. Um lugar tão belo teria de se reerguer. O que aconteceu rápido e a maioria dos seus prédios foram reconstruídos tal e qual antes da destruição. E em 1950 ela já estava de volta ao seu esplendor e encantando quem a visitava.
O nome Rotenburgo Ob Der Tauber deve-se ao fato de a cidade ser cortada pelo Rio Tauber. Fica na região da Baviera a aproximadamente 65 km de Nuremberg, em uma das extremidades da Rota Romântica, que segue daí até perto da fronteira com a Áustria, na cidade de Fussen. O centro histórico sofreu poucas modificações desde a Idade Média e esse é o encanto maior de Rotenburgo.
Além da Muralha, Rothenburg tem inúmeros Monumentos Medievais
Muitos turistas visitam a cidade...
A cidade fica cheia de turistas, todos os dias...
Gente de todo o planeta...
Rothenburg também é famosa por preservar um clima natalino em todas as épocas do ano. A Käthe Wohlfahrt é a maior loja de produtos de Natal da Europa e fica aberta durante o ano inteiro. Quem gosta do tema pode visitar o Museu Alemão do Natal. No fim do ano, acontece o Reitlersmarkt, um mercado de Natal que possui 500 anos de tradição.
Por Rothenburg passa a Rota Romântica, a estrada mais bonita da Alemanha, com seus castelos, bosques, boa gastronomia e cidades pitorescas. Quem quiser, pode explorar a região de bicicleta.

Diferente de outras partes da Alemanha, a bebida de destaque em Rothenburg é o vinho. A tradição da região na produção de vinhos começou por volta do ano 1100. Todos os anos, a cidade comemora a lenda do “Meistertrunk” com um grande espetáculo colorido em trajes históricos. Segundo a lenda, a cidade foi salva da destruição na Guerra dos Trinta Anos porque um homem conseguiu beber três litros de vinho de uma vez só.
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