segunda-feira, 2 de novembro de 2026

 

"Garrincha conduz Nílton Santos e Didi de charrete, na cidade de Caxambu, no sul de Minas Gerais" ... 📸 Revista Manchete Esportiva, edição de 27/12/1958. O autor da foto é Jankiel Gonczarowska.

 










Carlos Drummond de Andrade: "Não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho"... 58/62... Alegria do Povo...

Uma beleza no futebol ... Mané Garrincha, o maior de todos os tempos...Uma lenda do futebol mundial...incomparável...




"Mané Garrincha : O maior de todos os tempos"...Campeão mundial pela seleção 58/62...

 

Garrincha Prime






 Garrincha - Quando o futebol vira arte...






Se o Brasil é hoje conhecido como o país do futebol alegre e irreverente, boa parte desta fama se deve ao que Garrincha fez nas décadas de 1950 e 60. Considerado o maior driblador da história do esporte, o ex-ponta-direita ganhou duas Copas do Mundo com a camisa da Seleção (1958 e 1962), mas entrou mesmo para a história por conta das jogadas desconcertantes que fazia diante de seus marcadores.







Mané Garrincha foi o Inspirador do "Olé" no Futebol

 JOÃO SALDANHA

“OLÉ” NASCEU NO MÉXICO
(Texto extraído do livro  Os subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro).

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador.
No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.
Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante,
 tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.



 

  Otimismo e boas ações em notícias : Bom dia São Paulo






Coral Canarinhos de Itabirito - Ave verum corpus - W. A. Mozart - Igreja de N. S. da Conceição - Ouro Preto






 

"Recomendo, bom passeio para finais de semana"

Fazenda da Vargem, muito bem cuidada...Parabéns a prefeitura de Nova Era, juntamente com o patrimônio municipal...Grandes lembranças de uma época que não volta mais, mas continua viva nos nossos corações...Muitas energias boas...Uma relíquia para a cidade de Nova Era, óbvio, para todos os familiares, também...Muito orgulho, como familiar, em fazer parte dessa linda história...Muito gratificante em ver a Fazenda da Vargem bem cuidada e muito visitada por turistas de toda parte do país...O livro de assinaturas de visitantes, na entrada da fazenda mostra isso, muito visitada por turistas o ano todo...


 Zé Bettio - Clássicos sertanejos - Volume 1





Filha e netos de Tineco e Alice Vidigal
Benjamim Torres e Maria Auxiliadora(dona Dodora)
Filhos de Benjamim Torres e Maria Auxiliadora(dona Dodora)




   

"Essa é a filosofia da vida audaciosa, sujere a plenitude"...Experimentar e fazer de tudo...Buscar o máximo de aventuras, diferentes amores, viajar, experimentar diferentes culturas, comidas e atividades radicais...A beleza da vida está na sua subjetividade : não existe lista universal do que temos que fazer..."Experimentar e fazer de tudo para dar sentido a nossa existência"...


 Gonzaguinha - O que é, o que é - TV Globo - 1982




Ronnie Von - A praça












UM SONHO QUE VIROU LIVRO! Meu amigo e colaborador do jornal Tribuna do Prata por muitos anos, Cristóvão Martins Torres, de São Domingos do Prata , acaba de realizar um grande sonho: o lançamento do seu livro. Uma obra que reúne muitas histórias bonitas, lembranças e experiências que certamente vão tocar o coração de quem tiver a oportunidade de conhecer esse trabalho. Parabéns, Cristóvão! Que este livro seja apenas o começo de muitos outros capítulos dessa bonita história. 
 
               Robson Machado / Jornalista


 Celso Adolfo - Pratiano






Literatura em grupo vira refúgio e tendência entre leitores

Em meio à nova onda dos clubes de leitura, ClubeNomad completa 10 anos e se destaca ao unir livros, experiências culturais e até viagens inspiradas em livros

 

CURITIBA - A leitura, antes solitária, está cada vez mais coletiva, e isso não é coincidência. Em tempos de excesso de telas, polarização e hiperconexão, clubes de leitura voltaram a ganhar força como lugares de pausa, troca e acolhimento. Segundo levantamento da CBL (Câmara Brasileira do Livro), o número de clubes ativos no Brasil cresceu 35% nos últimos três anos, indicando como a leitura em grupo se tornou também um gesto de pertencimento.

 

Muito antes dessa tendência se consolidar, um projeto já fazia da leitura um passaporte para o mundo. O ClubeNomad, criado há 10 anos pela produtora curitibana de viagens com conhecimento NomadRoots, antecipa o conceito de “experiência literária” com uma proposta que combina livros, repertório cultural, mediação profissional e até roteiros de viagem inspirados nas obras.

 

A cada ciclo, uma obra é escolhida para representar um país, uma cidade ou uma identidade cultural. Junto ao livro, os participantes recebem playlists, filmes, encontros mediados por especialistas e convidados como Almir Sater, Maitê Proença e Lúcia Helena Galvão, todos conectados à obra e ao universo que ela propõe. “Mais do que ler, nosso objetivo é criar uma jornada de autoconhecimento e de descoberta do outro”, explica Paola Gulin, idealizadora do projeto. “O clube virou uma comunidade que lê o mundo com profundidade e afeto”.

 

Hoje, o ClubeNomad tem cinco turmas presenciais em Curitiba e uma turma virtual aberta a leitores que estejam em qualquer lugar do mundo.  A leitura é só o início: as experiências se desdobram em conversas, amizades, repertório e, para alguns, viagens reais, como ocorreu após a leitura de autores como João Guimarães Rosa (Cerrado brasileiro), Gabriel García Márquez (Colômbia), Milton Hatoum (Amazônia), Ariano Suassuna (Paraíba), Jorge Amado (Bahia) e Jane Austen (Inglaterra) que é a mais recente lançada e ainda conta com vagas. 

 

Numa época em que os dados mostram queda na leitura individual (apenas 47% dos brasileiros leram ao menos um livro nos últimos 3 meses, segundo o Instituto Pró-Livro), esse tipo de experiência compartilhada pode ser a chave para reconectar pessoas ao universo literário. “O ClubeNomad mantém o foco de sua essência, que é dar a volta ao mundo ao proporcionar uma curadoria comprometida com a transformação pessoal e a troca autêntica entre leitores”, conclui.

 

Para mais informações, acesse o site www.nomadroots.com.br/clube-nomad ou siga o perfil oficial do ClubeNomad no Instagram: @clube.nomad.



Eduardo Betinardi

P+G Trendmakers

E-mail: eduardo@pmaisg.com.br

Site: www.pmaisg.com.br