sábado, 29 de novembro de 2025

Os trens brasileiros estão voltando a andar nos trilhos…

BRASIL



(Foto: Gabriel Lordello)

O governo lançou um plano nacional para tentar destravar a expansão e desenvolver a malha ferroviária brasileira. A ideia é somar investimentos de R$ 140 bi do setor público e do setor privado — podendo chegar até R$ 600 bi.

Por que isso importa: Além de não ter malhas ferroviárias suficientes, o Brasil contém quase 30 mil km de trilhos que não consegue utilizar da forma adequada, principalmente por falta de integração entre eles e sucateamento da infraestrutura.

Isso é um problema porque os trens são uma das melhores opções para fretes de média e longa distância. É o caso de soja, milho, minério de ferro e diversas outras commodities — cruciais para a nossa economia.

Mas por que não utilizamos ferrovias?

No século XIX, o Brasil exportava toneladas de café, utilizando trens para levar esse produto até os portos. Porém, a Crise de 29 fez despencar a demanda dos EUA — um dos maiores importadores na época —, o que impactou no uso das ferrovias.

Além disso, a industrialização, a urbanização e o governo de Juscelino Kubitschek também favoreceram a utilização de carros. Durante o período em que o JK governou, a distância de rodovias federais pavimentadas multiplicou por 3.

O objetivo do novo projeto

Agora, o governo está buscando um modelo de transporte mais eficiente, que modernize a logística nacional. Na prática, é o Estado tentando aproveitar um meio de transporte que está tendo boa parte do seu potencial deixada de lado há bastante tempo.




A volta do trem aos trilhos

Na Europa o trem é um meio de transporte muito importante. Há uma máxima que diz: "visitar a Europa e não viajar de trem é como não ir à Europa".

Praticamente em todo o continente europeu viaja-se de trem, tanto trens locais quanto trens regionais e internacionais. Assim, é possível se locomover de forma segura e barata entre cidades próximas ou distantes, em alguns casos de forma mais rápida que através de um avião, pois as longas distâncias são percorridas através dos chamados trens rápidos.
No nosso país ele foi extinto; poucos estados ainda conservam linhas férreas.
Ele era amado por todos, e a preferência por ele junto à população era tão grande que até musica em nome dele grandes compositores brasileiros fizeram.
Tenho grandes recordações do tempo em que andava de trem!
Vejo o trem como uma grande alternativa para nosso trânsito caótico, tanto nas estradas como nas grandes cidades.
Até para melhorar nossa indústria do turismo ele seria bom, afinal, quem não gosta de andar de trem...
Através do trem viaja-se com segurança, conforto, rapidez e economia, sem contar que ele nos permite como nenhum outro meio de transporte apreciar, através de suas janelas, as belas paisagens do território brasileiro.
No passado ele trouxe, em seus trilhos, progresso para as mais variadas regiões do Brasil, transportando pessoas, bens materiais, mas sobretudo esperança.
Hoje, quase esquecido, limita-se praticamente ao transporte de bens, sendo a Ferrovia Vitória Minas a única via férrea de transporte de passageiros a longa distancia no país. A referida ferrovia, mantida pela Vale, mantém uma tradição que infelizmente vai sendo esquecida: ela é o último fio de esperança de que um dia o trem possa voltar novamente a transportar, em larga escala, pessoas em nosso país.
A volta do trem como meio de transporte de passageiros em larga escala traria inúmeros benefícios para os viajantes: diante da exaustão do sistema rodoviário, viagens de curta e média distância poderiam ser feitas de forma mais rápida e segura através do trem. Esse tipo de viagem poderia ser reimplantado rapidamente, aproveitando-se as linhas já existentes, que, naturalmente precisariam passar por reformas para sua adequação à tecnologia atual. Para as viagens de longa distância o investimento teria que ser maior; enquanto isso, o transporte aéreo permaneceria como opção.
Se os trilhos fossem contados, muitas histórias caberiam neles... Mas não basta manter a memória histórica do trem no Brasil, é preciso voltar a usar a opção do transporte ferroviário como transporte público de passageiros em larga escala, ou seja, o transporte ferroviário não pode ser apenas uma forma de reviver o passado; o trem é um dos instrumentos que temos para construir um futuro melhor.
O som dos apitos e o ranger das rodas metálicas sobre os trilhos, como se pedisse um voto de confiança, ele pede passagem e quer voltar.

Cristóvão Martins Torres


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