terça-feira, 13 de janeiro de 2026

iPhones? O que os brasileiros querem mesmo são as canetas

 

BRASIL



(Imagem: CNN Brasil)

É praticamente impossível não conhecer alguém no trabalho ou na família que não use as famosas canetas emagrecedoras — seja por questões de saúde ou por pura preocupação estética.

Em 2025, o país importou US$ 1,6 bilhão em medicamentos como Ozempic e Mounjaro — um salto de 88% em apenas um ano.

Mas o grande detalhe está aqui: Para efeito de comparação, o valor já supera a importação de celulares, salmão e até azeite de oliva — itens bem mais presentes no dia a dia do brasileiro.

(Imagem: CNN Brasil)

O motivo é simples. Não há produção nacional desses medicamentos, ao menos por enquanto.

  • A expectativa é que isso comece a mudar com a quebra da patente da semaglutida, o que deve abrir espaço para a produção de genéricos por aqui, reduzindo preços e ampliando — ainda mais — o acesso aos tratamentos.

Estimativas apontam que esse mercado pode saltar dos atuais US$ 1,8 bilhão para algo próximo de US$ 9 bilhões até 2030, com cerca de 15 milhões de usuários.

Mas há também o efeito colateral

Enquanto as farmacêuticas miram os bilhões deste mercado, outros setores podem sofrer com as “canetadas” dos medicamentos.

Estudos mostram que usuários desses medicamentos reduzem o consumo de doces, biscoitos, salgadinhos e bebidas alcoólicas. Na prática, esse modelo de emagrecimento pode virar uma dor de cabeça para vários setores da indústria alimentícia brasileira.

 

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