Carlos Vereza visita o túmulo de Allan Kardec no Cemitério Père-Lachaise, em Paris
*NA CURVA DO CAMINHO*
*Chico*
No escritório da Fazenda Modelo, quando datilografava uma relação para seu chefe e amigo, Dr. Darwin, Chico sentiu-se mal.
Algo esquisito, inexplicável, acontecia com ele.
Fazia-o tremer, trazia-lhe tonteiras, apertava-lhe o coração e até falta de ar lhe dava.
Concluiu o trabalho, pediu licença ao chefe e saiu.
No caminho, o mal-estar aumentava.
E, na suposição de que ia morrer, implorou auxílio a Emmanuel, que lhe disse:
— Caminhe, esforce-se um pouco, pois mais adiante, na curva do caminho, receberá o socorro.
Chico só piorava. Emmanuel lhe pedia calma, pois o remédio estava próximo.
Chegando às portas da cidade, alcançou, enfim, a curva do caminho de que Emmanuel falara.
Para sua surpresa, veio ao seu encontro uma senhora, trazendo na cabeça uma bacia cheia de roupas.
Ao ver Chico, alegrou-se demoradamente e, ternamente, disse-lhe:
— Este abraço é por conta do bem que você me fez ontem.
Você me deu remédio para o corpo e para a alma, no passe e nos conselhos.
Chico surpreendeu-se. Era outro. Seu sofrimento desaparecera.
Não sentia mais nada! Estava novamente com boa saúde.
Recebera, no abraço da irmã, tão cheia de reconhecimento, o remédio necessário à sua cura.
A luz da gratidão afugentara a sombra de uma experimentação.
No bem está a nossa defesa, o remédio para todos os nossos males.
Que a lição nos sirva! 





DIDI (Benevides)
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