sábado, 17 de janeiro de 2026

"O Circo faz parte da minha vida"...Sempre passei os meus aniversários em um Circo...

O Circo Chegou, Respeitável Público

O Circo foi a primeira forma de expressão artística que existiu no mundo, por isso não pode morrer.
Nas crianças estimula o sonho e a fantasia, nos adultos reanima as emoções e resgata a paixão pela vida.
É um universo de diversões, onde impera a magia e a criatividade; um palhaço conta uma piada já pensando na outra e com alegria brota um sorriso no rosto de uma criança.
Dentre os números mais difíceis está o malabarismo, que exige muito treino dos artistas.
Tenho uma relação de amor muito grande com o Circo, porque na minha infância ele foi o instrumento de informação artística, educacional e social para mim.
Lembro-me quando o Circo chegava no Prata, era só alegria.
Ele nos fazia sair da rotina e criar uma curiosidade de conhecimento artístico e informação muito grande.
Durante sua permanência na cidade, era muito comum a meninada acompanhar o palhaço de perna de pau pelas ruas, para ganhar entrada franca nos espetáculos.
O refrão mais cantado pelos meninos era; hoje tem espetáculo tem sim senhor...hoje tem marmelada tem sim senhor...eu vou ali e volto já...vou apanhar maracujá!
Olha o sol...olha a lua...olha o palhaço no meio da rua!
Além de muita diversão os espetáculos circenses tinham sempre uma peça teatral, que nos proporcionavam um crescimento cultural muito grande.
Minha infância foi com sonhos de imaginação de criança; andar de bicicleta, jogar futebol, andar a cavalo, soltar pipas, jogar sinuquinha, jogar birosca e finca, andar de patinetes, nadar no rio prata, tomar ducha nas cachoeiras, ir aos Circos, etc.
Tivesse eu que voltar ao ponto de partida, afirmo que faria tudo de novo quanto fiz até hoje, passaria pelos mesmos caminhos.
Embalados pelos sonhos da infância, na juventude mudei os meus rumos e criei o hábito da leitura, ler bons livros é o meu divertimento principal até hoje.
Com os artistas circenses aprendemos a lição; pelo fato de viajarem muito, interagem rápido e bem com as pessoas, tratam todas elas com a devida importância, onde sua verdadeira recompensa são os aplausos.
Como se dissessem; esqueçam os sentimentos e se concentrem no modo como tratam uns aos outros.
Como as ações humanas são impulsionadas pelas consequências de comportamento, faz muitos anos que passo meu aniversário em um Circo, neste dia gosto de me presentear assistindo a um espetáculo circense.
Hoje, se ficar muito tempo sem assistir um espetáculo circense, evidente que alguma coisa vai estar faltando em minha vida.
E é algo muito importante, óbvio o Circo.

Cristóvão Martins Torres

  "O homem de 58 e 62, o bom e maravilhoso Mané"

"Mané Garrincha : O maior de todos os tempos"...Campeão mundial pela seleção 58/62...

Vida de Mané Garrincha





"Mané Garrincha : O maior de todos os tempos"...Campeão mundial pela seleção 58/62...

 

Garrincha Prime





Mané Garrincha foi o Inspirador do "Olé" no Futebol

 JOÃO SALDANHA

“OLÉ” NASCEU NO MÉXICO
(Texto extraído do livro  Os subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro).

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador.
No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.
Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante,
 tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.




Biriba com Carlito Rocha





"Montes Claros : "A Princesa do Norte de Minas" é o apelido carinhoso de Montes Claros, a principal cidade e polo regional do Norte de Minas Gerais"...O North Esporte Clube é um time do Norte de Minas Gerais, que nasceu em junho de 2022, com o intuito de trazer o esporte mais amado dos brasileiros de volta à região e consequentemente levar os norte-mineiros a todo o Brasil..."Depois de 15 anos, um time de Montes Claros volta à elite do futebol. E o North Esporte Clube, durante estes três meses, irá cuidar com muito carinho deste estádio", agradeceu o presidente do North Esporte Clube, Victor Oliveira"...

 








Ex-jogador de vôlei, empreendedor e investidor, Victor Oliveira tem ampla experiência em administração de empresas. 

Durante sua trajetória como atleta, Vitão, como é conhecido, colecionou diversos títulos e na carreira de administrador não foi diferente. É responsável pelo crescimento e consolidação de empresas de variados nichos de mercado.

Esteve à frente de uma das melhores empresas de Call Centers do país, chegando a quase 10 mil colaboradores. Com a possibilidade da SAF, investiu de forma certeira até maio deste ano, em 49% das ações do Athletic Club, time de futebol de São João del-Rei que foi grandemente reconhecido em Minas nos últimos meses, participando de grandes competições com os maiores clubes brasileiros.

É CEO do Grupo 3F, uma Holding Gerencial voltada para a gestão de negócios, que inclui diversas empresas de vários nichos, e agora está a frente do North Esporte Clube. 



"Sou a favor de investimentos nas categorias de base...Quando o clube contrata jogadores de fora do país, tiram as chances dos garotos da base" : Na época de Zé das Camisas, nos anos 60 e 70, as categorias de base do Atlético Mineiro focavam nas categorias juvenil e "dente de leite", sendo ele um personagem fundamental que cuidava da rouparia e treinava jovens como Cerezo, Reinaldo e Marcelo Oliveira, transformando-os em futuros craques e passando os valores do clube para as novas gerações de atleticanos...

 

Dez desses jogadores saíram das categorias de base do Clube Atletico Mineiro, sendo o goleiro que veio de fora do país. 
Com esse time conquistaram vários títulos para o clube.


Entenda as diferenças entre o simples nacional, lucro presumido e lucro real

Especialista explica as principais distinções entre os regimes fiscais, que ainda geram muitas dúvidas

Escolher o regime tributário mais adequado é um desafio que exige atenção e planejamento dos empresários brasileiros. Entre as opções disponíveis – Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real – cada uma possui características específicas que influenciam diretamente na gestão financeira e no cumprimento das obrigações fiscais. O advogado Jorge Coutinho, especializado em Direito Tributário e membro do escritório Jorge Ponsoni e Advogados Associados, destaca os principais aspectos de cada regime, esclarecendo dúvidas e reforçando a importância do planejamento tributário.

Simples Nacional: é voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Esse regime unifica até oito tributos em um único documento, simplificando o recolhimento e reduzindo a carga administrativa. “O Simples Nacional foi pensado para descomplicar a vida do empresário. Ele reduz as obrigações acessórias e consolida tributos como IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS em um único pagamento. No entanto, é preciso atenção às restrições, como faturamento e tipo de atividade permitida”, explica Dr. Jorge. Ele ressalta que, mesmo sendo atrativo pela simplicidade, esse modelo pode não ser o mais econômico para empresas que ultrapassam o limite de faturamento ou que possuem margens de lucro mais altas.

 

Lucro Presumidoutiliza a Receita Bruta como base de cálculo para determinar o lucro tributável, considerando margens pré-definidas pela legislação. “Esse regime parte de uma presunção de despesas para calcular a base de tributação. Por exemplo, para atividades de prestação de serviços, presume-se que 32% da receita é lucro. É uma opção interessante para empresas com poucas despesas, mas que pode ser desfavorável para aquelas com custos elevados, pois as deduções não são consideradas”, detalha o advogado. Empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões podem optar por esse modelo, que simplifica o cálculo tributário em comparação ao Lucro Real.

Lucro Realé baseado no lucro líquido efetivo da empresa, conforme apurado na Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). “Esse regime reflete de forma mais precisa a realidade financeira da empresa, considerando todas as despesas e receitas no cálculo dos tributos. Ele é indicado para empresas que possuem altos custos operacionais, pois garante uma tributação justa sobre o lucro efetivo. Além disso, é obrigatório para negócios com faturamento superior a R$ 78 milhões e para atividades regulamentadas, como instituições financeiras”, afirma Dr. Jorge. Apesar de exigir um maior controle contábil, o Lucro Real é ideal para empresas que precisam de maior flexibilidade na apuração de tributos.

 

Para completar, o especialista explica que a escolha do regime tributário deve ser estratégica, considerando não apenas o faturamento, mas também o perfil financeiro e operacional da empresa. “Optar pelo regime tributário adequado pode fazer toda a diferença na saúde financeira do negócio. Por isso, é essencial contar com especialistas que auxiliem nesse processo e garantam uma gestão eficiente das obrigações fiscais”, finaliza Coutinho.



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Ana Victoria Costa

P+G Trendmakers

E-mail: anavic@pmaisg.com.br

Site: www.pmaisg.com.br






Conflitos entre pais e filhos: médico explica como acontecimentos da infância podem refletir na vida adulta

Você já parou para pensar sobre como os acontecimentos da infância no relacionamento com os pais podem refletir na vida do adulto? De acordo com o Médico especializado em Homeopatia e terapeuta de constelação familiar, Andrei Moreira, todos trazemos dentro de nós uma criança ferida pelas circunstâncias que vivemos no ambiente familiar, pelas posturas de falta ou de excesso dos pais e responsáveis diretos; pelos abusos sofridos ou negligências experimentadas, bem como pelos contextos familiares a que fomos submetidos.

“Para sobreviver a esse contexto potencialmente lesivo, ameaçador ou traumático desenvolvemos defesas psicológicas, reatividades emocionais e padrões de comportamento que vão sendo automatizados e definirão a maneira de nos relacionarmos na vida adulta, conosco mesmos, com os amigos, na relação a dois, em todos as áreas. Essas defesas ficam ativas e atuantes durante toda a vida e podem ser amenizadas a partir do momento em que a pessoa mergulha em sua história e começa um processo gradual, sequenciado, de autoconhecimento, integração das experiências, ressignificação e liberação emocional, permitindo a consciência das necessidades pessoais, o desenvolvimento da autonomia da vida adulta e a construção de novos modelos relacionais. Nesse processo, é fundamental que a parte adulta que existe em nós assuma o comando, acolha a parte infantil, vulnerável e fragilizada, ofertando-a carinhosamente o que ela necessita e se tornando o seu próprio pai e a sua própria mãe, o que também libera a pessoa para olhar para os pais com mais leveza e liberdade de amar”, disse.

Um exemplo dado pelo médico: “alguém sofre com um sentimento de abandono por ter vivido a ausência dos pais; a falta da presença e do cuidado ou qualquer outra circunstância que foi interpretada emocionalmente como abandono. Essa dor é real e é justa, independentemente das circunstâncias pois é assim que a pessoa experimentou a realidade. No entanto, hoje, o sofrimento não vem tanto do abandono sofrido lá atrás, mas do fato de o adulto que a pessoa é deixar a sua criança abandonada e submetida à falta, no agora, negando-a o que necessita, nutrindo a expectativa de que os pais - ou quem os representa - virão compensar aquela falta ou suprir aquela ausência. Se ela acolhe essa parte vulnerável, pode retirar a si mesma do abandono através da sua própria disponibilidade, presença e afeto, preenchendo o coração um pouco mais - inclusive da presença dos pais - se dando o autocuidado e evitando a projeção intensa dessa falta nas relações afetivas”, disse.

Sobre pais e filhos poderem ser amigos e os riscos ou benefícios disso, o especialista contou que pais e filhos são muito mais que amigos, pois os pais são referências e modelos no processo do desenvolvimento dos filhos.

“A ordem familiar ocupa um papel fundamental que não deve ser invertido. A inversão de ordem tem graves consequências, conforme demonstra a constelação familiar. Quando os filhos veem os pais no mesmo nível de igualdade tendem a não respeitá-los como autoridade e a se atribuírem papéis que não lhes competem, por amor cego.
Frequentemente vemos filhos no meio da relação de casal dos pais, tomando partido nas questões e temas que só dizem respeito ao homem e à mulher ou se comportando como pais dos pais, na fantasia de “salvação”, cura ou educação dos pais. Isso leva os filhos a perderem a referência de segurança, a se sobrecarregarem com posturas de cuidado, o que os deixa indisponíveis para a própria vida, muitas vezes”, disse.

No entanto, conforme Andrei, quando os pais ocupam o seu lugar na ordem familiar e liberam os filhos para suas próprias vidas, conectados com afetividade, orientação, suporte e estímulos adequados a cada fase da vida, os filhos fluem com mais leveza, dinamismo e segurança para seus próprios destinos, conquistas e realizações na vida.

“Para que os pais façam isso, precisam estar no seu lugar na ordem com os seus próprios pais, o que requer, na maioria das vezes, cuidar das suas raizes - conexão com a força dos seus pais e sistemas -, através da honra e da gratidão, e acolher a sua própria criança interior ferida.”

No caso dos filhos e pais que precisam passar por um processo de perdão, o especialista falou que isso é possível ressignificando o olhar para as circunstâncias e vivências.

“Perdão é libertação pessoal quando deixamos o lugar de vítimas e passamos ao de autores da nossa própria história. Não temos poder sobre os acontecimentos mas podemos mudar a narrativa e seus efeitos, pela mudança da interpretação e da postura interior.
Isso não significa negar as dores e feridas interiores, mas sim assumir a autonomia do autocuidado e se ofertar, agora, aquilo que se necessita, o que tem um forte efeito liberador.”

Segundo Andrei, o amadurecimento emocional, o passar do tempo e as novas vivências - como se tornar pai e mãe, por exemplo - também permitem ampliar a consciência sobre o que foi vivido, perceber as exigências infantis que ainda estão ativas em nossos corações e ter uma noção mais adequada do que verdadeiramente necessitamos.

“Os pais também trazem uma criança interior ferida, com suas defesas, reatividades e, muitas vezes, não estão livres para ofertar aos filhos aquilo que estes queriam ou precisavam. Compreender e decidir dar a si mesmo o que se precisa é libertador. Mais importante que o perdão é a reconciliação. Essa representa uma percepção interior do essencial, uma postura de respeito e gratidão pela vida e uma profunda conexão de honra e força com os pais e tudo que eles representam”, finalizou.

Sobre Andrei Moreira

Médico especializado em Homeopatia e terapeuta de constelação familiar formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Andrei Moreira é diretor voluntário da ONG Fraternidade sem Fronteiras. Membro da diretoria da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AMEMG), da qual foi presidente de 2007 a 2019. Preceptor do Internato em Atenção Integral à Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Alfenas, campus Belo Horizonte, no período de 2008 a 2012.

Autor de livros como “Atitude – reflexões e posturas que trazem paz”; “Reconciliação: consigo mesmo, com a família, com Deus”; Cura e autocura: uma visão médico espírita” e “Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal”.



CEO Fabiano de Abreu 
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Estudo da Frontiers avalia bem‑estar emocional em populações neurodivergentes

A revista científica Frontiers in Psychology acaba de publicar um artigo de relevância global, intitulado “Examining the mental health symptoms of neurodivergent individuals across demographic and identity factors: a quantitative analysis”, de autoria de J. David Pincus e Ken Beller frontiersin.org+1frontiersin.org+1.

Por que o estudo é importante

A pesquisa nasceu da necessidade de compreender como múltiplas identidades interagem no contexto da neurodivergência. Em especial, raramente se considerou como gênero, raça, orientação sexual e outras categorias sociais modulam o bem‑estar emocional de indivíduos neurodivergentes, incluindo aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) . Trata‑se de um avanço metodológico e conceitual, alinhado ao chamado paradigma da interseccionalidade.

Metodologia empregada

Os autores conduziram uma análise quantitativa com base em questionários estruturados, aplicados a uma amostra diversa de neurodivergentes. Foram investigados sintomas de ansiedade, depressão, qualidade de vida e fatores como identidade de gênero, etnia e orientação sexual. Utilizando estatística multivariada, o estudo identificou interações significativas entre neurodivergência e outras identidades sociais. O método expressa rigores psicométricos, amostra robusta e uso de modelos de regressão para identificar variáveis preditoras da saúde emocional .

Principais achados

  1. Diagnóstico sob múltiplas identidades
    Verificou-se que neurodivergentes que detêm outras identidades "marginalizadas" (mulheres, pessoas LGBTQIA+, minorias étnico‑raciais) exibem escores significativamente mais elevados de ansiedade e depressão frontiersin.org+1openurl.ebsco.com+1.

  2. Desigualdade no cuidado em saúde
    A pesquisa observou que tais grupos reportaram maior uso de serviços de saúde, mas com qualidade menor nos resultados clínicos frontiersin.org+1compass.onlinelibrary.wiley.com+1.

  3. Recomendação de práticas inclusivas
    Os autores defendem uma abordagem clínica interseccional, voltada não apenas ao diagnóstico, mas ao entendimento da identidade múltipla do paciente, como forma de melhorar o suporte emocional e terapêutico link.springer.com+1researchgate.net+1.

Quem revisou este estudo

A qualidade técnica da investigação foi garantida pela revisão criteriosa de renomados especialistas:

  • Dra. Violeta Pina, PhD em Neuropsicologia e Professora da University of Granada, Espanha

  • Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, luso-brasileiro PhD em Neurociências e Professor na Universidade Católica do Rio Grande do Sul no Brasil, Diretor do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), Brasil

Ambos ofereceram avaliações técnicas de alto nível, conferindo credibilidade internacional ao artigo.

Considerações finais

Este trabalho representa um marco na saúde mental da comunidade neurodivergente. Ao evidenciar o peso da interseccionalidade, abre caminho para uma compreensão multidimensional das necessidades emocionais dessas populações. Trata-se de uma chamada à reforma dos sistemas de cuidado, que precisam ultrapassar diagnósticos unidimensionais para incorporar realidades sociais complexas.

Referência
Pincus, J.D., & Beller, K. (2025)Examining the mental health symptoms of neurodivergent individuals across demographic and identity factors: a quantitative analysisFrontiers in Psychology.

Fabiano de Abreu 
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