sábado, 17 de janeiro de 2026

  Zé Bettio - Clássicos sertanejos - Volume 1





"Tendo a clara convicção que estou em pleno gozo das minhas faculdades mentais, desejo o mesmo a todos"...Não descuide de sua saúde mental...

Janeiro Branco; Não descuide de sua saúde mental

Saúde da mente influencia diretamente na qualidade de vida, assim como em aspectos fisiológicos como sono e disposição


Apatia, desesperança, solidão. A depressão é uma das doenças que mais cresce a cada ano. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 5% da população mundial, cerca de 330 milhões de indivíduos, convivam com o problema — destes, 12 milhões são brasileiros. Ao observar essa temática, em especial, o Janeiro Branco tem o objetivo de conscientizar a população quanto à importância dos cuidados com a saúde mental.  

 

Especialista em fisiologia e meditação, Débora Garcia explica que ao contrário do que muitas pessoas acreditam, cuidar da mente demanda mais do que intenção ou desejo de acalmar emoções. “É importante entender ser natural sentir todas as emoções, que são iniciadas inconscientemente, mas que não necessariamente precisam controlar nossas atitudes”, aponta.  

 

É fato que a qualidade do padrão de pensamentos e emoções impactam em diversos aspectos da vida, que vão desde relacionamentos — sejam eles pessoais ou profissionais — à produtividade, paciência e disposição. “Puxando para a fisiologia, as emoções são capazes de alterar nosso ciclo de sono e aprendizagem, por exemplo", avisa.

 

A negligência em relação à saúde emocional tem um preço alto, visto que nenhum indivíduo está 100% imune a um transtorno mental. “O que podemos e devemos fazer é ter um cuidado diário, mesmo porque os transtornos são resultados de não darmos a atenção necessária para a nossa inteligência emocional e ao fluxo de pensamentos, que em alguns casos mais perturbam que ajudam”, alerta.  

 

Segundo a fisiologista, ações pontuais e espaçadas não terão resultados expressivos, dado que os maiores benefícios são consequência da constância. “Imagina uma pessoa que trabalha apenas um mês e pensa que com isso pode gastar para o resto da vida, não faz muito sentido. Com as emoções e a mente é a mesma coisa, afinal, nós precisamos delas todos os dias e os hábitos de alto cuidado devem fazer parte da nossa rotina como o banho”, elucida Débora. 

 

Não há mágica quando o assunto é autocuidado emocional, é necessário cuidar hoje para poder ter mais qualidade de vida e bem-estar a curto, médio e longo prazo, visto que a melhora é cumulativa.  

 

1) É hora de procurar ajuda 

 

Débora Garcia aponta que a depressão esbarra em pré-conceitos, levando quem sofre com o problema a ter dificuldades em fazer acompanhamento com um profissional da saúde mental. “Lembre que o profissional que vai te ajudar a fazer uma coisa que você não foi treinado para fazer, afinal não é da nossa cultura cuidar das nossas emoções desde criança e se autoconhecer”, diz. 

 

Mesmo porque existem alterações neurofisiológicas “negativas” quando as emoções estão fora de controle, um profissional pode ajudar a usar as ferramentas corretas para reorganizar a parte fisiológica também. “Um ponto que pode ajudar é perceber se as suas tentativas até agora estão sendo eficientes. Existem diversos profissionais que podem auxiliar para uma melhor saúde mental, sejam psicólogos, terapeutas ou até mesmo especialistas em terapias alternativas” aponta. 

 

2) O corpo afeta a mente 

 

Melhorar hábitos alimentares e fazer exercícios físicos afeta diretamente a saúde da mente. “Com uma ligação direta chamada cérebro-intestino, nossa alimentação pode influenciar de variadas formas nossa melhor saúde tanto física como mental. Já os exercícios, por exemplo, ajudam a reduzir o hormônio cortisol, relacionado ao estresse. Ou seja, para equilibrar a mente, um estilo de vida saudável conta bastante”, comenta. 

 

3) Escolha a calma 

 

Percepção e clareza de ideias são habilidades que podem ser treinadas. Não há obrigatoriedade em responder a toda categoria de ideia ou pensamento que surge. Filtrando e trazendo qualidade de pensamentos. “Aderir a uma técnica de relaxamento e de respiração consciente é muito eficiente e ajuda a aumentar o nosso pavio emocional. Essas práticas causam mudanças positivas no funcionamento do nosso cérebro, que promove a mudança positiva de dentro para fora”, garante Débora Garcia.


Fabiano de Abreu 
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Gestão geral grupo MF Press Global 







Conflitos entre pais e filhos: médico explica como acontecimentos da infância podem refletir na vida adulta

Você já parou para pensar sobre como os acontecimentos da infância no relacionamento com os pais podem refletir na vida do adulto? De acordo com o Médico especializado em Homeopatia e terapeuta de constelação familiar, Andrei Moreira, todos trazemos dentro de nós uma criança ferida pelas circunstâncias que vivemos no ambiente familiar, pelas posturas de falta ou de excesso dos pais e responsáveis diretos; pelos abusos sofridos ou negligências experimentadas, bem como pelos contextos familiares a que fomos submetidos.

“Para sobreviver a esse contexto potencialmente lesivo, ameaçador ou traumático desenvolvemos defesas psicológicas, reatividades emocionais e padrões de comportamento que vão sendo automatizados e definirão a maneira de nos relacionarmos na vida adulta, conosco mesmos, com os amigos, na relação a dois, em todos as áreas. Essas defesas ficam ativas e atuantes durante toda a vida e podem ser amenizadas a partir do momento em que a pessoa mergulha em sua história e começa um processo gradual, sequenciado, de autoconhecimento, integração das experiências, ressignificação e liberação emocional, permitindo a consciência das necessidades pessoais, o desenvolvimento da autonomia da vida adulta e a construção de novos modelos relacionais. Nesse processo, é fundamental que a parte adulta que existe em nós assuma o comando, acolha a parte infantil, vulnerável e fragilizada, ofertando-a carinhosamente o que ela necessita e se tornando o seu próprio pai e a sua própria mãe, o que também libera a pessoa para olhar para os pais com mais leveza e liberdade de amar”, disse.

Um exemplo dado pelo médico: “alguém sofre com um sentimento de abandono por ter vivido a ausência dos pais; a falta da presença e do cuidado ou qualquer outra circunstância que foi interpretada emocionalmente como abandono. Essa dor é real e é justa, independentemente das circunstâncias pois é assim que a pessoa experimentou a realidade. No entanto, hoje, o sofrimento não vem tanto do abandono sofrido lá atrás, mas do fato de o adulto que a pessoa é deixar a sua criança abandonada e submetida à falta, no agora, negando-a o que necessita, nutrindo a expectativa de que os pais - ou quem os representa - virão compensar aquela falta ou suprir aquela ausência. Se ela acolhe essa parte vulnerável, pode retirar a si mesma do abandono através da sua própria disponibilidade, presença e afeto, preenchendo o coração um pouco mais - inclusive da presença dos pais - se dando o autocuidado e evitando a projeção intensa dessa falta nas relações afetivas”, disse.

Sobre pais e filhos poderem ser amigos e os riscos ou benefícios disso, o especialista contou que pais e filhos são muito mais que amigos, pois os pais são referências e modelos no processo do desenvolvimento dos filhos.

“A ordem familiar ocupa um papel fundamental que não deve ser invertido. A inversão de ordem tem graves consequências, conforme demonstra a constelação familiar. Quando os filhos veem os pais no mesmo nível de igualdade tendem a não respeitá-los como autoridade e a se atribuírem papéis que não lhes competem, por amor cego.
Frequentemente vemos filhos no meio da relação de casal dos pais, tomando partido nas questões e temas que só dizem respeito ao homem e à mulher ou se comportando como pais dos pais, na fantasia de “salvação”, cura ou educação dos pais. Isso leva os filhos a perderem a referência de segurança, a se sobrecarregarem com posturas de cuidado, o que os deixa indisponíveis para a própria vida, muitas vezes”, disse.

No entanto, conforme Andrei, quando os pais ocupam o seu lugar na ordem familiar e liberam os filhos para suas próprias vidas, conectados com afetividade, orientação, suporte e estímulos adequados a cada fase da vida, os filhos fluem com mais leveza, dinamismo e segurança para seus próprios destinos, conquistas e realizações na vida.

“Para que os pais façam isso, precisam estar no seu lugar na ordem com os seus próprios pais, o que requer, na maioria das vezes, cuidar das suas raizes - conexão com a força dos seus pais e sistemas -, através da honra e da gratidão, e acolher a sua própria criança interior ferida.”

No caso dos filhos e pais que precisam passar por um processo de perdão, o especialista falou que isso é possível ressignificando o olhar para as circunstâncias e vivências.

“Perdão é libertação pessoal quando deixamos o lugar de vítimas e passamos ao de autores da nossa própria história. Não temos poder sobre os acontecimentos mas podemos mudar a narrativa e seus efeitos, pela mudança da interpretação e da postura interior.
Isso não significa negar as dores e feridas interiores, mas sim assumir a autonomia do autocuidado e se ofertar, agora, aquilo que se necessita, o que tem um forte efeito liberador.”

Segundo Andrei, o amadurecimento emocional, o passar do tempo e as novas vivências - como se tornar pai e mãe, por exemplo - também permitem ampliar a consciência sobre o que foi vivido, perceber as exigências infantis que ainda estão ativas em nossos corações e ter uma noção mais adequada do que verdadeiramente necessitamos.

“Os pais também trazem uma criança interior ferida, com suas defesas, reatividades e, muitas vezes, não estão livres para ofertar aos filhos aquilo que estes queriam ou precisavam. Compreender e decidir dar a si mesmo o que se precisa é libertador. Mais importante que o perdão é a reconciliação. Essa representa uma percepção interior do essencial, uma postura de respeito e gratidão pela vida e uma profunda conexão de honra e força com os pais e tudo que eles representam”, finalizou.

Sobre Andrei Moreira

Médico especializado em Homeopatia e terapeuta de constelação familiar formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Andrei Moreira é diretor voluntário da ONG Fraternidade sem Fronteiras. Membro da diretoria da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AMEMG), da qual foi presidente de 2007 a 2019. Preceptor do Internato em Atenção Integral à Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Alfenas, campus Belo Horizonte, no período de 2008 a 2012.

Autor de livros como “Atitude – reflexões e posturas que trazem paz”; “Reconciliação: consigo mesmo, com a família, com Deus”; Cura e autocura: uma visão médico espírita” e “Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal”.



CEO Fabiano de Abreu 
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No ano novo, fotos de velhos tempos pratianos


Arquivo do Blogueiro: fotos históricas de São Domingos do Prata
 

Início da Construção do Colégio Marques Afonso


Senhor Benjamim Torres, fundador do Colégio Marques Afonso, durante a construção, junto a seu filho Carlos e aos Trabalhadores da obra 


A construção do Colégio Marques Afonso (levantando as paredes)


O Colégio Marques Afonso, já concluído


Antigo Prédio do Fórum e Cadeia Pública de São Domingos do Prata



Antigo Prédio do Hospital Nossa Senhora das Dores em São Domingos do Prata