*NA CURVA DO CAMINHO*



*NA CURVA DO CAMINHO*



Segundo o premiadíssimo bartender Ariel Todeschini, bares estão deixando o espetáculo de lado e passando a priorizar identidade, clareza e experiências que convidam à permanência
Curitiba, 07 janeiro de 2026 – Depois de uma década marcada por excessos visuais, técnicas performáticas e drinks pensados para a câmera do celular, a coquetelaria entra em 2026 em um novo estágio. Mais madura e menos impressionista, ela passa a se organizar em torno de um valor central: criar vínculo. O foco deixa de ser a pirotecnia e passa a ser a experiência, entendida como tempo compartilhado, clareza de proposta e prazer genuíno.
Para Ariel Todeschini, eleito o melhor bartender do Brasil no World Class 2025 e à frente do Testarossa, em Curitiba (PR), essa virada não é estética, mas cultural. “A coquetelaria entra numa fase mais honesta. Em vez de tentar impressionar o tempo todo, os bares passam a criar experiências com mais intenção e menos artifício”, afirma.
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Uma das mudanças mais visíveis está na forma como os bares se apresentam ao público. “A ideia não é fazer o cliente ‘estudar’ o menu, mas se sentir à vontade com ele”, afirma Todeschini. Linguagem simples, referências próximas e propostas fáceis de entender criam um ambiente mais aberto, onde todo mundo se sente incluído. “O bar vira um lugar de encontro, não de decifração”, complementa.
Essa busca por clareza também aparece na estética dos drinks. Em 2026, a apresentação tende a ficar mais minimalista: copos simples e assertivo, menos adornos e nada que esteja ali apenas para cumprir função visual. Em contrapartida, o sabor ganha protagonismo.
“Menos enfeite, mais conteúdo”, resume o bartender. Os coquetéis apostam em camadas bem construídas, equilíbrio e personalidade. “A surpresa deixa de estar no que chega à mesa e passa a acontecer no paladar”, ressalta o especialista.
A lógica se inverte: o registro deixa de ser o objetivo e passa a ser consequência. Depois de anos pensando na foto, o foco volta para a experiência e o bar volta a ser um espaço de conversa e de presença. “O serviço, o clima e o tempo que você passa ali importam mais do que o quão fotogênico o drink é”, explica. “Se a experiência for boa, a foto acontece naturalmente. E, se não acontecer, tudo bem”, complementa.
Outra tendência que ganha força é o uso de ingredientes locais como base criativa. Frutas, ervas, fermentados e destilados regionais deixam de ocupar um papel decorativo e passam a estruturar a carta. “Isso traz identidade, frescor e uma conexão real com o lugar. O drink passa a contar a história de onde ele nasceu e dá caráter ao arco narrativo”, completa Ariel Todeschini.
Eduardo Betinardi
P+G Trendmakers
E-mail: eduardo@pmaisg.com.br
Site: www.pmaisg.com.br
O circo foi a primeira forma de expressão artística que existiu no mundo, por isso não pode morrer.
Nas crianças estimula o sonho e a fantasia, nos adultos reanima as emoções e resgata a paixão pela vida.
É um universo de diversões, onde impera a magia e a criatividade; um palhaço conta uma piada já pensando na outra e com alegria brota um sorriso no rosto de uma criança.
Dentre os números mais difíceis está o malabarismo, que exige muito treino dos artistas.
Tenho uma relação de amor muito grande com o circo, porque na minha infância ele foi o instrumento de informação artística, educacional e social para mim.
Lembro-me quando o circo chegava no prata, era só alegria.
Ele nos fazia sair da rotina e criar uma curiosidade de conhecimento artístico e informação muito grande.
Durante sua permanência na cidade, era muito comum a meninada acompanhar o palhaço de perna de pau pelas ruas, para ganhar entrada franca nos espetáculos.
O refrão mais cantado pelos meninos era; hoje tem espetáculo tem sim senhor...hoje tem marmelada tem sim senhor...eu vou ali e volto já...vou apanhar maracujá!
Olha o sol...olha a lua...olha o palhaço no meio da rua!
Além de muita diversão os espetáculos circenses tinham sempre uma peça teatral, que nos proporcionavam um crescimento cultural muito grande.
Minha infância foi com sonhos de imaginação de criança; andar de bicicleta, jogar futebol, andar a cavalo, soltar pipas, jogar sinuquinha, jogar birosca e finca, andar de patinetes, nadar no rio prata, tomar ducha nas cachoeiras, ir aos circos, etc.
Tivesse eu que voltar ao ponto de partida, afirmo que faria tudo de novo quanto fiz até hoje, passaria pelos mesmos caminhos.
Embalados pelos sonhos da infância, na juventude mudei os meus rumos e criei o hábito da leitura, ler bons livros é o meu divertimento principal até hoje.
Com os artistas circenses aprendemos a lição; pelo fato de viajarem muito, interagem rápido e bem com as pessoas, tratam todas elas com a devida importância, onde sua verdadeira recompensa são os aplausos.
Como se dissessem; esqueçam os sentimentos e se concentrem no modo como tratam uns aos outros.
Como as ações humanas são impulsionadas pelas consequências de comportamento, faz muitos anos que passo meu aniversário em um circo, neste dia gosto de me presentear assistindo a um espetáculo circense.
Hoje, se ficar muito tempo sem assistir um espetáculo circense, evidente que alguma coisa vai estar faltando em minha vida.
E é algo muito importante, óbvio o circo.
Cristóvão Martins Torres
Os livros são grandes companheiros
Há muito tempo venho querendo escrever uma crônica sobre minha Mãe, Auxiliadora Torres, mais conhecida (sobretudo em São Domingos do Prata) como Dona Dodora. Porém, quando começo a escrever sou tomado por uma emoção tão grande que chega a ser difícil terminar o texto.
Filha de Fazendeiros, criada na Fazenda da Vargem, minha Mãe foi e continua sendo muito querida em São domingos do Prata, sobretudo pelas boas ações que praticou. Mulher muito espiritualizada e de muita fé, pensava sempre no próximo. Dona Dodora não só acreditava no mandamento maior do Cristianismo, o do amor a Deus e ao próximo, como também e sobretudo o aplicava em sua prática cotidiana. Por isso, todos nós da família ficamos muito felizes pelo fato de, em São Domingos do Prata, ela ser lembrada com tanto amor ainda hoje.
Para mim, que sou seu filho, permanecem o amor e a saudade eternos de minha querida Mãe!