Zé Bettio - Clássicos sertanejos - Volume 1
Crônicas
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Volta às aulas: Como o peso da mochila pode afetar a coluna dos alunos?
O uso prolongado de mochilas muito pesadas combinado com a má postura pode prejudicar a saúde do estudante, afirma o neuro-ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho
Com o início do ano letivo, é comum ver alunos carregando mochilas cheias de livros e cadernos, algumas atingindo alguns quilos.
No entanto, o peso excessivo das mochilas pode trazer prejuízos à saúde no longo prazo, especialmente à coluna vertebral, em uma fase essencial do seu desenvolvimento.
Uma fase importante
De acordo com o neuro-ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho, o uso inadequado de mochilas pode contribuir para dores nas costas, alterações posturais e até problemas mais graves, como desvios na coluna.
“Carregar mochilas muito pesadas ou usá-las de forma errada pode causar problemas sérios, como desvio na coluna, sobrecarregando músculos e articulações, especialmente em crianças, que estão em fase de desenvolvimento, aumentando o risco de problemas futuros”.
Os efeitos negativos do peso na coluna
A recomendação geral é de que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal do usuário, mas quando essa recomendação é ignorada, a sobrecarga nos ombros, coluna e quadris pode causar desequilíbrios musculares e dores.
“Crianças e adolescentes estão em fase de crescimento e, nessa etapa, a estrutura óssea é mais suscetível a deformidades posturais. Por isso, carregar mochilas muito pesadas diariamente pode causar desvios posturais, simulando uma lesão como escoliose, hiperlordose ou cifose”, alerta o Dr. Luiz Felipe Carvalho, especialista no controle da dor e procedimentos com células tronco.
Como prevenir problemas posturais?
Algumas medidas simples podem evitar os danos causados pelo excesso de peso das mochilas:
1 - Controle do peso da mochila: A mochila deve pesar no máximo 10% do peso corporal da criança. Retirar itens desnecessários e priorizar materiais essenciais pode ajudar;
2 - Mochilas ergonômicas: Opte por modelos com alças largas e acolchoadas, que distribuam o peso de forma uniforme nos ombros;
3 - Uso correto das alças: A mochila deve ser carregada com ambas as alças ajustadas de maneira que fique próxima às costas;
4 - Organização interna: Coloque os itens mais pesados próximos ao corpo para evitar que o peso puxe a criança para trás;
5 - Postura durante o uso: Ensine os alunos a manterem o tronco alinhado e os ombros relaxados ao carregar a mochila.
Sobre o Dr. Luiz Felipe Carvalho
O Gaúcho é Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células Tronco do CPAH - Centro de Pesquisa e Análise Heráclito - possui um profundo conhecimento sobre os modernos procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral e também trabalha com técnicas minimamente invasivas. É diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), e pelo grupo Latino Americano ORTHOREGEN. Atualmente está estruturando o serviço de Medicina Regenerativa na Cidade de São Paulo para tratamentos de Artrose e de dores crônicas
Quatro meses após pedido ao Governo de Minas, AMM segue sem resposta
|
|
"Amei-te e por te amar...Fernando Pessoa...
"Amei-te e por te amar
Vem aí mais um Oscar para o Brasil?
…. |
|
O cinema nacional teve um dia histórico. Isso porque o filme "O Agente Secreto" recebeu 4 indicações ao Oscar 2026. |
A produção disputará as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. |
|
Além do filme de Kleber Mendonça, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso foi indicado ao prêmio de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem. A cerimônia acontece no dia 15 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles. (Aprofunde) |
…. |
Influenciadores sem diploma: Nova lei pode gerar multas de até R$50 mil reais
Essa discussão ganhou corpo com o recente Projeto de Lei 5990/2025, que começou a tramitar no Congresso no final de 2025 e propõe mudanças significativas na forma como esse tipo de conteúdo é produzido e divulgado.
A nova proposta busca a limitação da atuação de influenciadores em áreas consideradas sensíveis, exigindo formação acadêmica, certificação técnica ou registro profissional para falar sobre determinados temas.
Caso seja aprovada, a lei vai além da lógica atual baseada apenas em alcance e engajamento, colocando a qualificação como critério central para a produção de conteúdo informativo.
Entenda o que muda na prática
O texto do projeto estabelece que influenciadores digitais só poderão abordar assuntos que ofereçam risco direto aos seguidores se comprovarem conhecimento técnico. Entram nesse grupo conteúdos sobre saúde, como medicamentos, terapias e procedimentos médicos; finanças, incluindo investimentos, produtos bancários e serviços financeiros; temas ligados a vícios e riscos, como bebidas alcoólicas, tabaco e apostas; além do agronegócio, especialmente no uso de defensivos agrícolas.
“Além da exigência de qualificação, o PL reforça a obrigação de transparência. Influenciadores deverão deixar claro quando o conteúdo for publicitário, informar quem está financiando a divulgação e apontar os riscos envolvidos no consumo do produto ou serviço promovido”.
“A proposta busca equilibrar a liberdade de expressão com responsabilidade, protegendo o consumidor de informações técnicas divulgadas sem base ou qualificação adequada”, destaca a advogada e consultora jurídica Dra. Lorrana Gomes, do escritório L Gomes Advogados.
Penalidades previstas na nova legislação
O descumprimento das regras pode gerar consequências relevantes. O projeto prevê advertência com prazo para correção, multas diárias que podem chegar a R$ 50 mil e até a suspensão das contas nas redes sociais por períodos de até 90 dias, com possibilidade de renovação. O foco da proposta é conter a disseminação de desinformação que já resultou em casos de automedicação, prejuízos financeiros e outros danos concretos.
Para o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o impacto vai além da punição.
“Além dos riscos de ter pessoas sem formação ou qualificação induzir o público ao erro em temas sensíveis, pessoas informando sobre temas específicos prejudicam a credibilidade de quem realmente tem base para falar deles”.
“O cérebro humano tende a confiar em figuras recorrentes e carismáticas, o que amplia muito o potencial de dano quando a informação é incorreta e faz com que informações rasas ou desconexas viralizem com facilidade”, afirma.
Em que fase está o projeto atualmente?
Atualmente, o PL 5990/2025 está em análise na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Em janeiro de 2026, ele foi apensado ao PL 2749/2025, que trata de temas semelhantes relacionados à responsabilidade de influenciadores digitais.
O próximo passo da tramitação do projeto de lei será o parecer do relator, deputado Jorge Braz, que poderá recomendar a aprovação, rejeição ou ajustes no texto que foi originalmente apresentado.
Sobre a Dra. Lorrana Gomes
Lorrana Gomes, Advogada e Consultora Jurídica, inscrita sob a OAB/MG188.162, fundadora do escritório de Advocacia L Gomes Advogados (full service). Graduada em Direito pela Escola Superior Dom Helder Câmara e pós graduada em Direito Previdenciário e Lei Geral de Proteção de Dados. Pós graduada em Processo do Trabalho. Membro da Comissão de Admissibilidade do Processos Ético Disciplinar da OAB/MG. Autora de diversos artigos jurídicos.
