Júlia Horta - Miss Universo Brasil 2023 - Relembrando minha carreira como Miss Brasil
Crônicas
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
|
"O homem de 58 e 62, o bom e maravilhoso Mané"
"Mané Garrincha : O maior de todos os tempos"...Campeão mundial pela seleção 58/62...
Vida de Mané Garrincha
"Mané Garrincha : O maior de todos os tempos"...Campeão mundial pela seleção 58/62...
Garrincha Prime
Mané Garrincha foi o Inspirador do "Olé" no Futebol
JOÃO SALDANHA
(Texto extraído do livro Os subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro).
O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador.
No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.
Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante,
“Manoel Carlos, autor de grandes novelas da TV brasileira : Acho que a mulher move o mundo, não só pelo fato dela ser geradora do ser humano, mas porque eu acho a mulher mais forte, mais sofrida, e injustiçada. Tem mais dificuldade na vida e no trabalho e ela faz disso uma fortaleza”, explicou o autor ao falar sobre a novela".Outro traço marcante de sua obra foram as “Helenas”. De Baila Comigo (1981) a Em Família (2014), as personagens retratavam mães cujo amor pelos filhos superava qualquer desafio...
"Gostaria muito de participar, próximo ano faço minha inscrição...Quando estudante morei em repúblicas, tenho experiências em saber conviver"...O Big Brother Brasil 26 é a vigésima sexta temporada do reality show brasileiro Big Brother Brasil, exibida pela TV Globo, estando no ar desde 12 de janeiro de 2026. Esta edição é apresentada pelo jornalista Tadeu Schmidt, com direção de gênero de Rodrigo Dourado e direção geral de Angélica Campos e Mário Marcondes...
Mês do cérebro: 5 estudos recentes que ajudaram a entender melhor seu funcionamento
A neurociência avançou muito nos últimos anos e trouxe respostas para algumas perguntas feitas há anos, conta o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela
O cérebro é o “centro de controle do corpo humano”, composto por bilhões de células nervosas chamadas neurônios, ele coordena todas as funções corporais, desde movimentos simples até pensamentos complexos e emoções. Mas até poucos pouco se sabia sobre seu funcionamento e processos importantes dele.
No entanto, com o avanço da neurociência, novos estudos foram realizados e pode-se entender melhor esse órgão fascinante, o que foi fundamental para desenvolver abordagens e tratamentos para, por exemplo, doenças neurodegenerativas, como explica o Pós PhD em neurociências e membro da Society For Neuroscience nos Estados Unidos, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
“Entender melhor como o cérebro funciona, principalmente processos como a neuroplasticidade neurogênese tem ajudado muito a trazer grandes avanços na neurociência, com destaque para a prevenção de doenças neurodegenerativas”, explica.
Novos estudos neurocientíficos ajudam a entender melhor os processos do cérebro (Foto: Reprodução/FreePik)
5 estudos recentes que ajudaram a explicar melhor o cérebro:
01 - Reserva cognitiva:
Em 1991, o neurocientista David Snowdon liderou o chamado "Estudo das Freiras", que monitorava a saúde mental de 678 freiras ao longo de suas vidas. Ele descobriu que uma das freiras, a Irmã Mary, além de sua idade avançada, tinha uma função cerebral equivalente a alguém 20 anos mais jovem, mesmo com sinais cerebrais claros de demência avançada.
O estudo ajudou a identificar a chamada “reserva cognitiva”, uma espécie de "poupança" do cérebro, acumulada ao longo da vida através de aprendizado, atividades intelectuais e um estilo de vida saudável. Ela ajuda o cérebro a resistir melhor aos danos causados por lesões ou doenças, permitindo que as pessoas mantenham suas funções cognitivas por mais tempo.
Até hoje são conduzidos estudos para entender melhor esse processo, mas o estudo ajudou a indicar os reais efeitos do estilo de vida na prevenção da degeneração cerebral.
02 - D-lay em pessoas com Alto QI:
O estudo recente “Possíveis razões para o “d-lay” específico em pessoas de alto QI”, publicado na revista científica “Veritas de Difusão Científica” conduzido pelo Dr. Fabiano de Abreu Agrela em parceria com a Cirurgiã Plástica, Dra. Elodia Ávila e a estudante da faculdade mineira de direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Luíza Oliveira, ajudou a analisar melhor um processo de ‘lentidão’ em respostas para pessoas com Alto QI.
“O 'd-lay' é o tempo extra que o cérebro de pessoas muito inteligentes leva para pensar e responder. Isso não é um problema, mas sim uma vantagem. É como se dessem um tempo maior para pensar profundamente antes de responder, isso permite que eles analisem melhor as coisas, façam raciocínios complexos e dêem respostas mais elaboradas, usando a energia do cérebro de forma mais eficiente”, explica Dr. Fabiano.
03- O cérebro está aumentando
Um estudo recente da Universidade da Califórnia em Davis revela que os cérebros humanos estão aumentando de tamanho ao longo das décadas.
Comparando pessoas nascidas em 1930 e 1970 através de exames de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que os nascidos mais recentemente têm uma área cerebral 15% maior e um volume 6,6% maior.
Os autores da pesquisa sugerem que influências ambientais na infância são os principais impulsionadores desse crescimento cerebral.
04 - Mais memória:
Pesquisadores do Instituto Salk, na Califórnia, descobriram algo incrível sobre como nosso cérebro armazena informações em um estudo recente. Eles encontraram que as sinapses, especialmente no hipocampo, podem guardar entre 4,1 e 4,6 "bits" de informação.
A descoberta abriu caminho para novas pesquisas sobre como diferentes partes do cérebro processam e guardam o que aprendemos ao longo da vida.
05 - Cérebro “cabeça dura”:
O estudo “Doenças do lobo frontotemporal: Dificuldades de aprendizado”, publicado na revista científica “Cuadernos de Educación y Desarrollo”, analisou a dificuldade de mudar de opinião e identificou mecanismo cerebrais envolvidos no processo.
“Memórias antigas têm um grande impacto na nossa disposição para aceitar novas ideias. Doenças que afetam áreas como o lobo frontal do cérebro podem dificultar a interpretação das interações sociais”.
“Essa região, influenciada pela dopamina, controla nosso julgamento, planejamento e emoções. Problemas nessa região podem levar a decisões baseadas mais em emoções do que em razão, tornando algumas pessoas muito sensíveis à crítica e propensas a interpretá-la como um ataque pessoal. Isso pode levar a comportamentos rudes, exigentes e ingratos, apesar de suas sensibilidades emocionais” explica Dr. Fabiano de Abreu.
Sobre Dr. Fabiano de Abreu