*PROVAS DE ISOLAMENTO*
*Conto Chico*
Visitamos uma senhora aparentando ter uns sessenta e poucos anos, sofrendo a prova do isolamento.
Está totalmente paralítica. Mora sozinha em um quarto com apenas uma cama e uma mesa. A peregrinação lhe possibilita alimentação material e assistência espiritual.
Tem na fisionomia ares de nobreza, fazendo-nos crer que foi figura de relevo em alguma época.
E o Chico nos traduz sua prova: trata-se de alguém que foi aia da imperatriz Tereza Cristina, esposa de D. Pedro II.
Desencarnou em 1884 e, como pessoa de confiança da imperatriz, castigou exageradamente muitas escravas, colocando-as em cubículos escuros por vários meses, com alimentação restrita a água e pão.
Quando despertou na espiritualidade, verificou a enormidade de seus crimes e pediu, com arrependimento sincero, a prova em que se encontra.
Permaneceu no mundo espiritual por poucos anos, e a misericórdia divina lhe deferiu o pedido para ressarcir suas faltas.
Às vezes, sente-se tão isolada, tão sozinha, tão sem ninguém ao seu redor, que lhe vem o desejo do suicídio.
Então, por ato de bondade celestial, aparecem-lhe os espíritos de D. Pedro II e da imperatriz Tereza Cristina, que lhe dão ânimo e a confortam,
assegurando-lhe que deve continuar sofrendo sem rebeldia, pois sua prova está a findar-se e, brevemente, estará liberta de seus débitos, com a transformação de suas antigas inimigas em amigas, tocadas por sua atitude humilde, resignada,
crente, arrependida e boa.
*Notas*
Esta senhora morava no Morro das Viúvas, em Pedro Leopoldo, local assistido por Chico e seus confrades.
*Nota 2:*
Esta senhora faleceu em 11/01/1958, sob a assistência de Chico e seus confrades.

DIDI (Benevides)
Nenhum comentário:
Postar um comentário