*O CALVÁRIO E A OBSESSÃO*
Do livro: *QUANDO VOLTAR A PRIMAVERA*
(Amélia Rodrigues / Divaldo
PArte 1
" Ele viera para " que os que criam não criam cressem " e, para tanto, deveria doar a vida num supremo sacrifício.
Sabia que os homens, sanguissedentos, diante do seu holocausto, passariam a encarar melhor a excelência do amor, entregando-se, posteriormente, em imitação ao seu gesto.
Para uma tão grandiosa oferenda, porém, conjugaram-se as forças díspares em luta no coração das criaturas.
Claro que natas Fáriam necessárias as acusações indevidas, a fuga dos amigos, a traição...Aos contumazes perseguidores da verdade não faltariam argumentos e manobras hábeis com que colimaram as sua metas nefarias.
Ele sabia que aquela seria a derradeira jornada a Jerusalém.
Ante a algaravia com que O saudaram a entrada, não entre mostrou qualquer júbilo.
Enquanto os amigos encaravam os aplausos como sinal evidente de triunfo, n'Ele ressoavam quais pronuncias das grandes dores...
A ternura e a passividade de que dava mostras durante aqueles dias inquietavam os mais afoitos, os discípulos mais invigilantes, os que anelavam pela glória terrena, não obstante as incessantes demonstrações e provas de que não estabelecia no mundo as balizas do reino de Deus, tão pouco a felicidade real.
A precipitação armou Judas de ansiedade, interiormente visitado pela indução hipnótica de Entidades perversas, que lhe aproveitaram o desalinho da emoção, interessadas em desnaturar a mensagem e anular a força do amor paciente.