sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Demência: Saiba mais sobre uma das doenças neurodegenerativas mais comuns

Segundo estimativas até 2050 os casos de demência podem até triplicar no mundo, mas apesar da grande incidência da demência poucos conhecem a fundo as doenças que a causam.



A demência é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela progressiva deterioração de várias funções cognitivas limitando o convívio social do indivíduo afetado, ela também causa delírios, alucinações, mudanças de humor, ansiedade, irritabilidade e alterações de apetite.


Ao contrário do que grande parte da população pensa, a demência não é uma doença específica e sim compreende uma série de patologias que apresentam sintomas neurológicos semelhantes que geram a demência, como por exemplo Alzheimer e Corpos de Lewy.


Na busca por compreender melhor o surgimento e a progressão da doença, o PhD neurocientista e biólogo Dr. Fabiano de Abreu Agrela produziu o estudo “Neuropatologias da demência: Descrição e caracterização” publicado pelo Journal Health and Technology.


O artigo ressalta a dificuldade de identificar as doenças ligadas à demência que deve ser feita através de testes laboratoriais e de imagem, mas mesmo assim, muitas vezes a patologia não é detectada em vida.


Para complicar ainda mais o diagnóstico e o tratamento, as patologias associadas à demência são  difundidas  no  cérebro  idoso  mesmo  na  ausência  de  demência. Quase  50%  dos  idosos  não dementes  que  participaram  de  um  estudo  post  mortem  realizado  pela  realização  de  autópsias  e avaliação [..] apresentaram lesões cerebrais associadas a patologias de demência”.


Saiba mais sobre as principais doenças  causadoras da demência:


Doença de Alzheimer (DA)

A Doença de Alzheimer é provavelmente a mais famosa das doenças causadoras de demência, ela é caracterizada por um declínio cognitivo que causa perda de memória e gera dificuldades na linguagem.


A DA é a principal causa de demência, representando mais de 50% dos casos em indivíduos com mais de 65 anos. O paciente apresenta respostas cognitivas mal adaptativas devido ao seu extenso comprometimento cerebral. [...] O primeiro sintoma da DA é geralmente o declínio da memória episódica, que pode ser seguida por alterações linguísticas, principalmente anomia, distúrbios em funções executivas e habilidades visuais e espaciais”.


O diagnóstico clínico da DA baseia-se na observação de um quadro clínico compatível e na exclusão de outras causas de demência por meio de exames laboratoriais e neuroimagem estrutural”.


Corpos de Lewy (DCL)

Esse tipo de demência é conhecida por depósitos anormais - conhecidos como  propos de Lewy - de uma proteína chamada alfa-sinucleína no cérebro do paciente, esses acúmulos causam alterações em substâncias químicas do cérebro que podem alterar funções como humor, movimento e gerar alucinações.


A característica central dessa demência é a perda de habilidades relacionadas à percepções visuais, de atenção e executivas, cognição flutuante, alucinações visuais recorrentes [...] DCL. Ele é uma demência com início insidioso, geralmente ocorrendo em pacientes com mais de 60 anos de idade e com uma prevalência ligeiramente maior em homens”.



Existem alguns hábitos simples que podem ser implementados na sua rotina para evitar o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como a prática de atividades físicas regulares, alimentação saudável baseada em dietas como a mediterrânea e MIND, dormir bem e exercitar o cérebro com jogos e práticas que fortaleçam a cognição.


No entanto, quando a doença já se instalou é essencial diagnosticá-la o mais rápido possível, dessa forma as abordagens médicas serão mais efetivas em reduzir a evolução da patologia.


As causas da demência podem ser diagnosticadas por histórico médico, exame físico e cognitivo, testes laboratoriais   e   imagens   cerebrais.   A   gestão   deve   incluir   abordagens   não   farmacológicas   e farmacológicas,  embora  a  eficácia  dos  tratamentos disponíveis  permaneça  limitada.  O  controle  dos fatores de risco e a detecção do transtorno em estágios iniciais podem ser importantes na tentativa de amenizar as perdas, diminuindo o número de casos”.

Assistente de Assessoria

Adriana

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