*África do Sul, Cidade do Cabo.*
*DIVALDO E O GARÇOM*
Parte 1
Divaldo Pereira Franco estava em viagem pela África do Sul com um grupo de amigos, hospedado na Cidade do Cabo. Em certa manhã, durante o café da manhã em um restaurante do hotel, enquanto todos conversavam tranquilamente à mesa, ele começou a perceber a presença espiritual de Joanna de Ângelis.
De repente, ouviu claramente a orientação:
— “Abrace aquele garçom.”
Divaldo pensou consigo:
— “Deve ser um obsessor… Imagine eu chegar para o garçom e dar um abraço!”
E continuou refletindo:
— “Eu estou aqui com um grupo de viagem, em um restaurante, durante o café da manhã… De repente vou chamar o garçom e dizer: ‘Olá, venha cá que vou lhe dar um abraço?’”
Então, mentalmente, respondeu a Joanna:
— “Minha irmã, a senhora sabe o que está me pedindo?”
E Joanna respondeu serenamente:
— “Sei. Quero que você dê um abraço no garçom.”
Divaldo resistiu:
— “Nem pense! Não vou constranger meus amigos. Aqui há pessoas muito formais, gente de coluna social… Meu Deus, por que essas coisas acontecem comigo?”
Mas Joanna insistiu:
— “Divaldo, abrace o garçom.”
E ele respondeu:
— “Eu não vou, senhora.”
Nesse instante, o garçom começou a se aproximar da mesa. Ninguém fazia ideia do que estava acontecendo. Todos continuavam naturalmente a conversa, sem perceber o conflito íntimo de Divaldo.
O garçom chegou a poucos metros.
Então Divaldo, tentando ganhar tempo, chamou-o:
— “Você poderia, por gentileza, trazer leite quente para a minha mesa?”
O garçom respondeu educadamente:
— “Pois não, senhor.”
Quando ele se virou para sair, Divaldo, impulsionado pela insistência espiritual, disse:
— “Venha cá… deixe-me lhe dar um abraço.”
O garçom parou abruptamente e perguntou, espantado:
— “O quê?”
Divaldo pensou:
— “Será que falei a palavra errada?”
Então repetiu:
— “Eu disse… um abraço.”
O garçom, ainda surpreso, perguntou:
— “O senhor quer me dar um abraço? Mas por quê?”
Divaldo respondeu:
— “Pela sua gentileza em nos servir.”
Então, vencendo totalmente o constrangimento, Divaldo o abraçou.
E o garçom correspondeu com um abraço muito apertado… daqueles demorados… chegando até a fazer um “hummm…”
Divaldo contou depois:
— “Logo eu, que detesto esse tipo de exposição e tomo cuidado para não parecer ridículo…”
O garçom era um africâner, muito negro, e naquele instante ficou pálido, acinzentado de emoção.
Todos na mesa ficaram admirados, olhando sem entender absolutamente nada.
Divaldo manteve-se firme, embora profundamente sem graça. E os amigos começaram a perguntar:
— “Mas por que você fez isso?”
Ele respondeu:
— “Eu também não sei…”
Antes de se afastar, ainda emocionado e confuso, o garçom perguntou:
— “O senhor deseja mais alguma coisa? Está bem servido?”
Então fez outra pergunta:
— “Qual é o seu nome?”
E Divaldo respondeu:
— “Mister Franco.”
…segue.


DIDI (Benevides)
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