sexta-feira, 15 de maio de 2026

*África do Sul, Cidade do Cabo.* *DIVALDO E O GARÇOM*

 





*África do Sul, Cidade do Cabo.*


*DIVALDO E O GARÇOM*
Parte 1

Divaldo Pereira Franco estava em viagem pela África do Sul com um grupo de amigos, hospedado na Cidade do Cabo. Em certa manhã, durante o café da manhã em um restaurante do hotel, enquanto todos conversavam tranquilamente à mesa, ele começou a perceber a presença espiritual de Joanna de Ângelis.

De repente, ouviu claramente a orientação:

— “Abrace aquele garçom.”

Divaldo pensou consigo:

— “Deve ser um obsessor… Imagine eu chegar para o garçom e dar um abraço!”

E continuou refletindo:

— “Eu estou aqui com um grupo de viagem, em um restaurante, durante o café da manhã… De repente vou chamar o garçom e dizer: ‘Olá, venha cá que vou lhe dar um abraço?’”

Então, mentalmente, respondeu a Joanna:

— “Minha irmã, a senhora sabe o que está me pedindo?”

E Joanna respondeu serenamente:

— “Sei. Quero que você dê um abraço no garçom.”

Divaldo resistiu:

— “Nem pense! Não vou constranger meus amigos. Aqui há pessoas muito formais, gente de coluna social… Meu Deus, por que essas coisas acontecem comigo?”

Mas Joanna insistiu:

— “Divaldo, abrace o garçom.”

E ele respondeu:

— “Eu não vou, senhora.”

Nesse instante, o garçom começou a se aproximar da mesa. Ninguém fazia ideia do que estava acontecendo. Todos continuavam naturalmente a conversa, sem perceber o conflito íntimo de Divaldo.

O garçom chegou a poucos metros.

Então Divaldo, tentando ganhar tempo, chamou-o:

— “Você poderia, por gentileza, trazer leite quente para a minha mesa?”

O garçom respondeu educadamente:

— “Pois não, senhor.”

Quando ele se virou para sair, Divaldo, impulsionado pela insistência espiritual, disse:

— “Venha cá… deixe-me lhe dar um abraço.”

O garçom parou abruptamente e perguntou, espantado:

— “O quê?”

Divaldo pensou:

— “Será que falei a palavra errada?”

Então repetiu:

— “Eu disse… um abraço.”

O garçom, ainda surpreso, perguntou:

— “O senhor quer me dar um abraço? Mas por quê?”

Divaldo respondeu:

— “Pela sua gentileza em nos servir.”

Então, vencendo totalmente o constrangimento, Divaldo o abraçou.

E o garçom correspondeu com um abraço muito apertado… daqueles demorados… chegando até a fazer um “hummm…”

Divaldo contou depois:

— “Logo eu, que detesto esse tipo de exposição e tomo cuidado para não parecer ridículo…”

O garçom era um  africâner, muito negro, e naquele instante ficou pálido, acinzentado de emoção.

Todos na mesa ficaram admirados, olhando sem entender absolutamente nada.

Divaldo manteve-se firme, embora profundamente sem graça. E os amigos começaram a perguntar:

— “Mas por que você fez isso?”

Ele respondeu:

— “Eu também não sei…”

Antes de se afastar, ainda emocionado e confuso, o garçom perguntou:

— “O senhor deseja mais alguma coisa? Está bem servido?”

Então fez outra pergunta:

— “Qual é o seu nome?”

E Divaldo respondeu:

— “Mister Franco.”

…segue.

🌼🌹
DIDI (Benevides)



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