sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Sarcopenia: Massa muscular faz a diferença para viver mais e melhor

A massa muscular ajuda a preservar a mobilidade, independência, evitar quedas, entre outros benefícios, por isso, é essencial construí-la ao longo dos anos, ressalta a enfermeira especialista em Geriatria e Diretora da Vivenza Care, o braço de cuidados domiciliares e aplicação clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), Júlia Godoy


Os anos pesam no corpo de diversas formas, mas um dos maiores efeitos está na redução gradual da massa e da força muscular, processo conhecido como sarcopenia, uma condição que apesar de ser comum, não deve ser encarada como inevitável ou sem solução.

A perda de músculos afeta diretamente a capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar da cadeira, subir escadas, carregar compras ou caminhar com segurança, o que, em muitos casos, também aumenta o risco de quedas, hospitalizações e perda da independência.

Muito além da força
Os músculos exercem funções que vão muito além da movimentação do corpo. Eles participam do equilíbrio, ajudam na proteção das articulações, contribuem para o metabolismo e funcionam como uma importante reserva de proteínas para o organismo.

Quando a massa muscular diminui de forma significativa, o corpo passa a responder pior a doenças, cirurgias e períodos de internação, tornando a recuperação mais lenta.

De acordo com a enfermeira especialista em Geriatria e Diretora da Vivenza Care, o braço de cuidados domiciliares e aplicação clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), Júlia Godoy, preservar os músculos significa preservar a autonomia.

"A massa muscular é um dos principais indicadores de envelhecimento saudável. Quanto mais conseguimos preservá-la ao longo da vida, maiores são as chances de manter independência, mobilidade e qualidade de vida por muitos anos”.

A perda acontece aos poucos
A sarcopenia costuma se instalar de forma silenciosa. Muitas pessoas atribuem a dificuldade para caminhar, levantar ou carregar objetos apenas ao envelhecimento, quando, na verdade, parte desses sintomas está relacionada à redução da musculatura.

O problema pode ser agravado por alguns fatores, como o sedentarismo, a alimentação inadequada, doenças crônicas e longos períodos de repouso, que aceleram a perda muscular.

Construir músculos é um investimento
Ao contrário do que muitos imaginam, o cuidado com a massa muscular não deve começar apenas na terceira idade. Quanto maior a reserva muscular construída ao longo da vida, maior tende a ser a proteção durante o envelhecimento.

A prática regular de exercícios, principalmente aqueles que estimulam força e resistência, aliada a uma alimentação adequada e rica em proteínas, é uma das principais estratégias para prevenir ou retardar a sarcopenia.

"A prevenção começa muito antes do envelhecimento. Os músculos funcionam como uma reserva para o futuro. Quanto melhor cuidamos deles hoje, mais autonomia teremos nas próximas décadas", explica Júlia Godoy.

Longevidade significa independência
Com o aumento da expectativa de vida, viver mais deixou de ser o único objetivo. O grande desafio é envelhecer mantendo a capacidade de realizar as próprias atividades, preservar a autonomia e continuar participando ativamente da rotina.

Nesse contexto, a manutenção da massa muscular se torna um dos pilares da longevidade saudável, reduzindo o risco de quedas, favorecendo a recuperação diante de doenças e contribuindo para uma vida mais ativa e independente.

"Envelhecer bem não significa apenas viver muitos anos, mas viver com qualidade. Preservar a força muscular é uma das formas mais eficazes de garantir que o envelhecimento aconteça com mais segurança, autonomia e bem-estar", conclui Júlia Godoy.

Júlia Godoy é enfermeira e especialista em Geriatria e Gerontologia, com mais de 10 anos de experiência em cuidados clínicos e hospitalares. Atuou em instituições de referência como a Santa Casa e o Hospital Cristo Redentor, com passagens por setores de UTI, internação e bloco cirúrgico. É fundadora da Vivenza Care, agência de cuidados domiciliares voltada à assistência de idosos em baixa complexidade, com modelo de atendimento baseado em segurança, personalização e suporte humanizado. Sua atuação combina prática assistencial, gestão em saúde e posicionamento funcional na área do envelhecimento ativo, com foco em autoridade técnica e presença digital indexável no setor de cuidado domiciliar.






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