terça-feira, 21 de maio de 2019

A flor da montanha mais alta do mundo


A flor encerra o mais cerrado mistério do mundo. Pode ser esclarecido, num sentido, ou no oposto. Jamais deixará de estar numa flor do ponto mais alto. Não será menos venerável se, como uma anfiesma australiana de duas cabeças, voltar-se, sob os ventos,  a uma ou outra direção.


Os romanos tomaram partido. Foustel de Coulanges empregou longas páginas de seus escritos para reverenciar os "manes". Os costumes, que se costuram, entre grupos, povos, nações, até mesmo entre os que não tiveram a virtude de viver no território da lei. Hoje podemos formular certas interrogações sob o psiquismo dos romanos ao afagar seus mortos. É dizer, sobre seus verdadeiros motivos: recônditos, em comunhão onipresente com os espíritos dos antepassados.  Reflexões sobre os homens nus, obliteradas  as aparências platônicas, poderiam vislumbrar menor generosidade dos sobreviventes nesses diálogos imateriais e atemporais.


É a flor - refletida por suas filhas coloridas - que nos levam a sepultar nossos idos e, com eles, fazer entrar em efervescência nossos arrependimentos.   Bem arrumados, talvez com o mais vistoso costume e a mais atraente gravata, o longo mais entusiasmante e os colares mais belos e raros. Enclausurados na morada da eternidade. Em madeira de lei ou vulgar. Nenhum escultor do desconhecido descuida de sua arte sarcófaga. Pouco importa a matéria prima.


No cotidiano que segue predomina o esquecimento. Muitos, espiritualmente avançados, jamais deixam de visitar, florir, conservar e reverenciar a sepultura. A maioria, contudo, adota a sublimação. Talvez o medo da morte, que ressuma até mesmo do espectro de nossos mais amados. Não sei se Shakespeare tomasse outra decisão e somente um do casal abdicasse  da vida cruel,  se o outro lhe levaria a flor até o fim do espetáculo. Tenho fundadas dúvidas. Talvez o bardo também as tivesse, mas não abriria mão  do sentimento indispensável dos expectadores ao cair dos panos. Daí o corajoso pacto do amor. Palco de  jovens cósmicos.


Talvez por isso a possível suntuosidade no momento do enterro. As primeiras pás de terras e as primeiras pedras corrompem o propósito solene. As mais sentidas lágrimas escoam ao som dessa conspurcação inevitável. Os vermes - e há sempre o primeiro - nos roem implacavelmente e merecem o prêmio do bruxo do Cosme Velho. Afinal, asseguram a resistência da vida.


Até os melhores momentos são esquecidos. Não nos podem exigir que - transeuntes -  vivamos, a prazo certo, com alguém eterno. Mas a hipocrisia que não larga os humanos talvez represente o eterno. Sempre pretextamos. E o mistério nos oprime por toda a vida. Sabemos, nesse mundo das ciências físicas, que um só dos dois elementos do ser é corrompido e enterrado - ou cremado. O outro é o elétron, ao qual pouco importam as solenidades, ou nenhuma,  em apreço à nossa banda corrompida.


O elétron voltará a eclipar-se num pedaço de matéria. Talvez sim, ou não,  dirá a mecânica quântica. O certo é que a flor do mistério, por muito tempo ou para sempre, continuará a ornamentar o topo da montanha que podemos vislumbrar, ofuscados pelo véu da felicidade ou da ignorância que cobriu nossos olhos quando pela vez primeira os abrimos.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Estátua de Sherlock Holmes em Baker Street(Londres)

Estátua do famoso detetive Sherlock Holmes, em Baker Street (Londres)
Personagem de ficção da Literatura  Britânica.
Sherlock Holmes ainda hoje é um dos mais atraentes personagens dos romances policiais. Carismático e astuto, fez do método científico e da lógica dedutiva suas melhores armas.


Denunciação Caluniosa:O Feitiço Vira Contra o Feiticeiro

Por Marcos Duarte – O crime de denunciação caluniosa está previsto no artigo 339 do Código Penal Brasileiro. Comete quem aciona indevidamente ou movimenta irregularmente a máquina estatal de persecução penal (delegacia, fórum, Ministério Público, CPI, corregedoria, etc.) fazendo surgir contra alguém um inquérito ou processo imerecido.

O criminoso, de forma maldosa, maliciosa e/ou ardilosa, faz nascer contra a vítima, esta que não merecia, uma investigação ou um processo sobre fato não ocorrido ou praticado por outra pessoa.
Essas mentiras acompanhadas de processo judicial ou inquérito, são suficientes para a caracterização do crime. Caso não ocorra o inquérito ou processo, caracteriza-se o artigo anterior, (Comunicação falsa de crime ou contravenção).
ARTIGO 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa. § 1º – A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. § 2º – A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
Observem que este crime tem pena muito mais pesada do que os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação). Por desconhecimento ou irresponsabilidade, desacreditando na ação da Justiça, alguma pessoas movimentam delegacias (lavrando Boletins de Ocorrência de Forma inconsequente, Juizados Especiais e mesmo as varas cíveis e de Família) atacando indevidamente a honra de alguém sem esta noção de que o “feitiço pode virar contra o feiticeiro”. Tornou-se corriqueiro atacar a honra de alguém como se isto fosse ficar impune. Por outro lado, as pessoas vitimizadas não aplicam o instituto penal da Denunciação Caluniosa e permitem a execração de sua honra e imagem. Muito comum este tipo de delito nas ações de família.

Marcos Duarte

domingo, 19 de maio de 2019

Heidelberg


Heidelberg localiza-se no Estado Baden-Würtemberg (Alemanha), às margens do Rio Neckar. A cidade não foi bombardeada durante a guerra, o que faz que esteja quase integralmente preservada. Possui a Universidade mais antiga da Alemanha, e constitui um destino turístico obrigatório para aqueles que viagem à Alemanha.

Abaixo uma seleção de alguns sítios de destaque na cidade, visitada por este Blogueiro recentemente.











Haidelberg, atrai muitos estudantes, vindos de várias partes do mundo... Heidelberg é essencialmente romântica. Foi adorada por tantos poetas no século 19. Só Goethe (1748-1832) visitou a cidade por várias vezes...
Uma cidade dividida pelo Rio Neckar e dominado pelas ruínas do Castelo de Heidelberg.
De estilo gótico, muito bonita a cidade de Heidelberg.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Metáfora do ódio


 Odeio o ódio a ponto de descrever esta metáfora de Edgard Allan Poe.

 Fora preso  em Toledo por ordem dos santos prelados inquisidores a serviço da Igreja Católica, Apostólica, Romana.

 Posto num beco tétrico, baixo, de pouquíssimos metros quadrados. Obviamente, sem luz. Vez ou outra uma mão invisível depositava por uma fresta um prato de comida repelente, para sobreviver algumas horas ou dias ao suplício. Mandá-lo logo ao inferno seria um prêmio.

 Sobre sua cabeça, um pêndulo de lâminas cortantes, que girava, desciam e tornavam-se cada vez mais próximas de sua cabeça.

 No centro do cubículo, um poço preto, fétido, repleto de gigantes ratazanas famintas.

 Haveria um momento à opção derradeira, enquanto mais se abaixava. Ou a amputação da garganta ou a paulatina corrupção de partes de seu corpo pelos animais repelentes.

 Os minutos eram programados para passarem lentamente e aumentar o sofrimento.

 Impossível qualquer outra resistência, nosso homem rendeu-se. Por força do instinto da sobrevivência, atirar-se-ia no poço inominável. Mais vida, por pouco e infame tempo.

 Essa é a melhor fotografia do ódio, desde o doméstico até os que impulsionam as grandes guerras. Corresponde às fisionomias engurujadas de homens e mulheres tomados por essa emoção torpe.

 No momento de atirar-se, mãos fortes o tiraram da agonia. Pertenciam ao General Lasalle, que invadira a Espanha, aprisionara os bispos justiceiros e libertara a Espanha da Santa Inquisição. O ódio fizera seus costumeiros ultrajes, que felizmente ficaram limitados ao mundo psicológico de Poe.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

domingo, 12 de maio de 2019

Mannheim

Mannheim, onde se encontram os rios Neckar e Reno.
Para mais informações sobre essa bela cidade alemã, ver...


















A Igreja do Palácio de Mannheim (em alemão: Mannheimer Schlosskirche), fundada como uma capela da corte, foi construída no século XVIII e faz parte do Palácio de Mannheim. A igreja serviu como capela da corte para os príncipes eleitorados do Eleitorado do Palatinado entre 1731 e 1777 e pertence às igrejas paroquiais mais antigas da antiga diocese católica na Alemanha.

domingo, 5 de maio de 2019

Castelo de Heidelberg


O Castelo de Heidelberg foi pela primeira vez mencionado em documentos escritos no ano de 1225, sendo construído pelos condes palatinos da Renânia. O castelo sofreu diversas modificações e ampliações ao longo dos séculos, mas o que mais chama a atenção e impressiona é a linda fachada renascentista da construção chamada Ottheinrichsbau do Castelo. Ela foi o primeiro edifício renascentista a ser construído em solo germânico.
Mas no final do século XVII, o Castelo de Heidelberg foi bastante destruído pelos franceses na Guerra da Sucessão do Palatinado. Além disso, o Castelo foi ainda mais danificado ao longo dos anos por forças da natureza, tendo sido atingido duas vezes por um raio. Suas ruínas serviram de inspiração para muitos pintores do romantismo desde então e o Castelo ficou em ruínas durante muitos anos até o final do século XIX, quando ele foi parcialmente restaurado e aberto ao turismo. Atualmente, o Castelo de Heidelberg e suas ruínas são uma das principais atrações a serem visitadas na Alemanha e viraram símbolo do Renascimento e Romantismo Alemão.
















É um passeio maravilhoso e perfeito para se fazer tanto a pé quanto pelo funicular. Se houver condições físicas, aconselho a descer do castelo a pé. Vale a pena! É uma caminhada espetacular e encantadora pelas ruínas medievais cobertas de heras.