*A couraça da caridade*
*(Do livro Fonte Viva*)*
*Chico Xavier / Emmanuel*
Parte 1
*“Couraça da caridade”*
“Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da caridade.”
Paulo (Tessalonicenses 5:8)
Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.
Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.
E, se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada, nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.
A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.
A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.
A ira frequente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos, sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.
(Continua na parte 2)


DIDI (Benevides)
*A couraça da caridade*
(Parte 2)
“A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes, por escassez de educação do meio em que se manifesta, compreendendo, assim, que o cristão se acha em verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados
por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva.
Paulo, o apóstolo dos gentios, receitou-nos a couraça da caridade por sentinela defensiva dos órgãos centrais da expressão da vida.
É indispensável armar o coração de infinito entendimento e amor fraterno, para atender ao ministério em que nos empenhamos.
A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente.
Mas, para continuar o serviço e terminá-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade: paciente, benigna e invencível.”
Emmanuel


DIDI (Benevides)
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