domingo, 1 de agosto de 2021

Como meu pai enfrentou a velhice

Desse homem conheço numerosos fatos notáveis, mas nada é mais digno de admiração do que a maneira como enfrentou a velhice.Todas as pessoas desejam viver muito, mas, quando ficam velhas, algumas se lamentam muito.Certa ocasião, perguntei a meu pai se desejava viver muito tempo, ele respondeu:

  • nada tenho a reprovar em relação à velhice, os frutos dela são todas as lembranças que adquiri do passado;
  • os velhos não devem se apegar, nem renunciar ao pouco de vida que lhe resta, porque ninguém é bastante velho para não viver vários anos a mais;
  • saber distribuir o tempo é saber aproveitá-lo;
  • as pessoas agradáveis suportam facilmente a velhice; o temperamento e a beleza estão em todas as idades;
  • toda idade tem seu prazer e sua virtude. Não é a força nem a agilidade que marcam as grandes façanhas de um homem. O que importa é a maneira de pensar, a sabedoria, a humildade, o discernimento, a honestidade, a bondade e a verdade;

Portanto, meu Pai acreditava ser o ser humano a origem e o fim de todas as coisas na sociedade. Ele entendia que as pessoas, através do estudo e trabalho, buscam a sobrevivência e o crescimento da espécie.
Gostava de dizer: velho sim, velhaco jamais.
Enfatizava que chegou àquela idade tendo permanecido ativo, trabalhado sem descanso desde novo, sobretudo porque tinha perdído seus pais muito cedo, criado sua familia, participado do processo da construção do Colégio Marques Afonso e cultivado o caminho do bem.

A construção do Colégio foi uma boa lembrança que carregava consigo. Sentia que ela tinha propiciado às pessoas, desde o mais humilde ao mais abastado, sentarem-se lado a lado e terem as mesmas oportunidades na vida.
Seu grande sonho e desafio foi diminuir as desigualdades através da educação. Acreditava que não há limites para os sonhos e não importa o tamanho do seu sonho, o importante é acreditar.
Ele dizia que a razão que o motivou a lutar pelo colégio naquela época(1954) foi ter observado que muitos pais não tinham condições financeiras de manterem seus filhos estudando fora do prata.
Sua alegria foi muito grande ao perceber que, depois de construído, dentre os primeiros alunos matriculados no colégio havia não só pessoas do Prata, mas também de cidades vizinhas.
Fazia questão de ressaltar que tinha aprendido com sua esposa Auxiliadora, minha mãe, que o que fazemos de graça recebemos em graça.
Meu pai exerceu seu ofício(odontólogo) com profissionalismo, dedicação, amor e respeito aos clientes. 

As lembranças das coisas boas que realizou o confortaram muito na velhice. Dizia que seus cabelos brancos e suas rugas eram a recompensa de um passado exemplar que teve e concluía afirmando:
"assim como o bom vinho, as boas ações que praticamos no passado não azedam com o passar do tempo; Deus nos fornece, aqui na terra, um hotel provisório e não um domicilio definitivo".

Essas são as lembranças que tenho do meu Pai, Benjamim Torres. Guardo com muito carinho a imagem de um homem bom que se sentia muito bem em fazer o bem, que lutou muito para o bem da coletividade, que nos deixou muito orgulhosos com seus gestos, e soube envelhecer com sabedoria, embora tenha partido, continua vivo em meu coração.

Cristóvão Martins Torres


Professor da UFMG e da PUC Minas Lança Nova tradução da Primeira Edição da Teoria Pura do Direito, Obra Fundamental do Jurista Austríaco Hans Kelsen, e Publica Artigo em Revista Inglesa



A Editora Forense Universitária (Rio de Janeiro) acaba de lançar uma tradução da obra "Teoria Pura do Direito", do jurista austríaco Hans Kelsen ( Praga-1881, Berkeley-1973). 

Kelsen foi uma dos maiores juristas e teóricos do direito do século XX. Sua obra influenciou e influencia a Teoria do Direito, o Direito Constitucional e o Direito Internacional.

A tradução é do Prof. Alexandre Travessoni Gomes Trivisonno (UFMG e PUC Minas), que também realizou um estudo introdutório que precede a obra. 

Alunos e profissionais do direito e das ciências humanas e sociais encontram na Teoria Pura do Direito de Kelsen inspiração constante para novas reflexões.

Link para a obra:

https://www.grupogen.com.br/teoria-pura-do-direito




O Professor Trivisonno publicou ainda um artigo sobre a norma fundamental, o fundamento de validade do direito na teoria de Kelsen, na Revista inglesa "Jurisrpudence". Nesse artigo, a evolução e continuidade da teoria de Kelsen sobre a norma fundamental são analisadas.


Empregada será indenizada após trabalhar no período de licença-maternidade enquanto bebê ficava em bacia no estoque de loja em BH

Uma ex-empregada de uma empresa de Belo Horizonte receberá indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil, por ficar provado que ela foi obrigada a trabalhar no período de licença-maternidade, enquanto a bebê ficava em uma bacia no setor de estoque da empresa. Esta foi condenada ainda a pagar os salários relativos a dois meses pelo trabalho no período da licença-maternidade. A decisão é dos julgadores da Sexta Turma do TRT-MG, que mantiveram, sem divergência, a sentença proferida pelo juízo da 39ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte.

Em depoimento no processo, testemunha contou que conhecia a ex-empregada, porque trabalhou com ela para o mesmo empregador por quatro meses. O ex-empregado confirmou que a profissional prestou serviço no período de licença-maternidade dela. Além disso, relatou que: “nessa ocasião a filha dela ficava no estoque, sem acompanhante e dentro de uma bacia, e que a situação era de conhecimento do empregador”.

Para o relator, desembargador César Machado, o depoimento da testemunha foi crucial para a prova da circunstância. Por isso, segundo o julgador, a autora tem direito aos salários relativos aos dois meses, tal como requerido na inicial.

Dano moral - Quanto ao dano moral, o relator entendeu que, durante o período de licença-maternidade, a profissional foi privada de se dedicar exclusivamente à filha em tempo integral, assim como garante a lei, isso em razão do trabalho. “Conforme consta no depoimento da testemunha, no período da licença-maternidade, enquanto trabalhava, o bebê permanecia em uma bacia, no estoque da loja”.

Diante disso, entendeu que está provado o dano moral indenizável, motivo pelo qual arbitrou indenização no importe de R$ 2 mil, “quantia que entendo adequada e razoável diante das particularidades do caso concreto”, ponderou o julgador.

A empregadora foi condenada, também, a pagar como extra uma hora por dia trabalhado a título de intervalo intrajornada, horas trabalhadas além da 8ª diária ou 44ª semanal, além dos reflexos em RSR, aviso-prévio, 13º salários, férias mais 1/3 e FGTS mais 40%. Também deverá pagar em dobro os feriados trabalhados, com os mesmos reflexos deferidos, devendo ser observada a CCT e o adicional convencional. O julgador declarou que três sócios responderão subsidiariamente com a empresa reclamada pelas verbas trabalhistas deferidas.

Processo
  • PJe: 0010280-65.2018.5.03.0139 (RO)



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New Holland lança Colheitômetro que mostra em tempo real a produtividade das safras brasileiras



Com o contador digital é possível acompanhar instantaneamente o volume da colheita de diversas culturas e quanto isso representa para a nossa economia

 Curitiba, julho de 2021

Em mais uma iniciativa inédita, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, faz uma homenagem aos agricultores e agricultoras de todo o país e lança, neste 28 de julho, Dia do Agricultor, o primeiro contador digital da produção agrícola brasileira. O Colheitômetro é uma ferramenta que mostrará, em tempo real, os números da colheita das principais commodities agrícolas produzidas no país, como soja, milho, arroz, cana e trigo. A tecnologia, que utiliza fontes seguras e oficiais de dados, também exibirá ao público as cifras geradas por essas culturas, que são pilares da economia brasileira.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro também será inaugurado no dia 28/07 na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados em tempo real. A intenção é que, futuramente, novos painéis como este sejam instalados em outras cidades do país.

"Nossa intenção é mostrar para a população, especialmente a das cidades, a força e a importância da agricultura para o país. A New Holland é uma marca que celebra o agro em todo o lugar e o papel do Colheitômetro é expor a força e representatividade do campo para que o país todo conheça e tenha orgulho da sua agricultura”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

Por trás dos números revelados pelo Colheitômetro está o peso do agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

Agro, quem conhece de verdade, admira

“A nossa inspiração para criar o Colheitômetro foram outros mecanismos, como o Impostômetro e o Devolutômetro, por exemplo, que compartilham números importantes da nossa economia. No caso do agronegócio, a maioria das pessoas desconhece a relevância que a agricultura tem para o país, seja pelo volume produzido ou pela contribuição econômica, além de ser responsável por combater a insegurança alimentar no Brasil e em grande parte do mundo”, explica o diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, Gustavo Taniguchi.

De acordo com Taniguchi, o Colheitômetro é uma iniciativa que interage com diversas ações já desenvolvidas pela New Holland, como o movimento “Agro, quem conhece de verdade, admira”, Diálogos New Holland, entre outras, que têm o propósito de mostrar a força do agronegócio e dialogar com toda a sociedade. “A ideia por trás dessa ferramenta é, no fundo, construir, por meio do conhecimento, uma ponte entre campo e cidade. A New Holland, como marca, entende a importância e a necessidade de comunicar e trazer informação de qualidade para a cidade com relação ao agro. O Colheitômetro é uma oportunidade de mostrar a todo mundo, de maneira clara e em tempo real, a força e a importância do agro para o nosso país. Somos uma marca próxima dos agricultores e agricultoras e entendemos os desafios dessa atividade. Queremos mostrar para todos o trabalho dos nossos agricultores e agricultoras. Por isso, vemos essa iniciativa como uma ‘janela’ entre o campo e a cidade”, destaca.

Como funciona?

Taniguchi explica ainda que a Interface de Programação de Aplicação (API, na sigla em inglês) do Colheitômetro permite mostrar dados de produção (em toneladas) das seguintes culturas: soja, milho, arroz, cana e trigo, divididos por cultura. Além disso, o painel mostra os valores em reais (R$) que essa produção representa. Futuramente, outras culturas serão acrescentadas à base de dados do contador digital.

Para fazer essas operações, o Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

“O Colheitômetro vai nos ajudar a mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade, desde o grande produtor até os agricultores familiares, passando pelas cooperativas e associações ligadas à produção de alimentos. Queremos valorizar o suor derramado no campo, as batalhas e o que eles fazem para produzir os alimentos que abastecem o planeta. Vamos sempre estar imbuídos em encontrar caminhos para promover o agronegócio”, complementa Miotto.

Conforme um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,6 milhões de pessoas no planeta em 2020 (10% da população mundial), sendo que 212 milhões dessas pessoas estão no Brasil. Segundo o mesmo estudo, na última década a participação brasileira no mercado mundial de alimentos passou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão, carnes e produtos florestais. A expectativa é que essa participação siga crescendo nos próximos anos.

O agro em números

Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou que o Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agro do planeta, principalmente por causa do peso de commodities como açúcar, café, suco de laranja e soja – itens no qual somos líderes atualmente –, além de outros produtos como milho, algodão e carnes, com os quais também estamos entre os principais exportadores mundiais.

Para a safra brasileira de grãos deste ano espera-se um novo recorde no volume de produção: 260,8 milhões de toneladas, uma alta de 1,5% a mais em relação ao ciclo anterior, com aumento de 4,4% na área plantada. Comparado a outros setores da economia, o desempenho da agropecuária é surpreendente. Enquanto o agro exportou US$ 100,81 bilhões em 2020 (dados da OMC), segundo maior valor da história do setor, com crescimento de 4,1% em relação a 2019, as exportações de veículos caíram 24,3% no ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em relação à geração de empregos, no acumulado de 2020, segundo o Ministério da Economia, a agricultura gerou 61.637 vagas de trabalho, enquanto o comércio, por exemplo, criou 8.130 vagas no mesmo período. Já o setor de serviços, por outro lado, enxugou 132.584 vagas.

De acordo com Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a agricultura brasileira está num momento de ascensão, com uma expectativa de receita para 2021 de R$ 640 bilhões, sendo que R$ 460 bilhões viriam apenas de culturas anuais como soja, milho e algodão, entre outras. “Isso significa um aumento de 20% em cima da receita agrícola de 2020. Mesmo com o agro sofrendo também com a pandemia tivemos um número 32% maior do que em 2019, quando a receita do mundo vegetal [sem considerar a pecuária] chegou a R$ 404 bilhões”, aponta.

Segundo Daher, o que contribui para o sucesso da agricultura, além do trabalho árduo dos agricultores, foi a valorização do dólar, a busca maior dos países pela compra de alimentos e o clima que, com uma ou outra exceção, tem sido favorável para as lavouras. “Se acrescentarmos a parte da pecuária e o setor de carnes nessa conta, vamos passar de R$ 1 trilhão em 2021. Isso mostra que o agro é o grande responsável pelo saldo positivo da balança comercial brasileira”, conclui.

 Sobre a New Holland

A New Holland, pertencente à CNH Industrial, é uma marca próxima do cliente, que valoriza o agronegócio e possui soluções completas para todos os tipos de culturas agrícolas, seja qual for o segmento e o tamanho da operação. Os agricultores contam com uma oferta de produtos e serviços inovadores, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, feno e forragem, além de equipamentos específicos para biomassa, silvicultura e agricultura de precisão, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas. Com uma rede de distribuidores global altamente profissional e o compromisso com a excelência, a New Holland garante a melhor experiência para cada cliente. Para mais informações da New Holland visite www.newholland.com.

 A New Holland Agriculture é uma marca da CNH Industrial N.V. (NYSE: CNHI /MI: CNHI) líder global no setor de bens de capital com experiência industrial comprovada, uma ampla gama de produtos e presença mundial. Mais informações sobre a CNH Industrial podem ser encontradas no site www.cnhindustrial.com.

 


Press contacts:

 

Jorge Görgen

New Holland Agriculture

Press Relations Manager - South America

Email: jorge.gorgen@cnhind.com

 

 

Renato P. Fonseca

New Holland Agriculture

Press Relations Coordinator - South America

Email: renato.p.fonseca@cnhind.com

 

João Maroni

Rede Comunicação (Agency)

Press Relations Brasil

Email: joao.rodrigo@redecomunicacao.com

 

 

Visite https://media.cnhindustrial.com/SOUTH-AMERICA-PORTUGUESE/NEW-HOLLAND-AGRICULTURE e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

Congresso recebe iluminação laranja em apoio à Semana Mundial de Aleitamento Materno


30/07/2021

O Congresso Nacional receberá iluminação laranja, de 1º a 7 de agosto, em apoio à Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) - coordenada pela Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (WABA) e, no Brasil, pelo Ministério da Saúde. As ações tem o objetivo de aumentar a conscientização da sociedade e estimular ações relacionadas ao aleitamento materno, de forma a garantir a sobrevivência, a saúde e o bem-estar de crianças e de suas famílias.

 

O leite materno é o alimento mais completo para o bebê até os 6 meses de vida, período em que deve ser dado de forma exclusiva. Depois da introdução da alimentação complementar, recomenda-se manter a amamentação até os 2 anos ou mais.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade. A prática protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta.

 

Responsabilidade compartilhada

 

O tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno deste ano é “Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”. A campanha reforça a importância do apoio de toda a comunidade para garantir que a criança receba o leite materno: a família deve dar apoio físico e emocional para a mulher amamentar dentro de casa; as empresas públicas e privadas devem incentivar o aleitamento por meio de ações, como a construção de salas exclusivas para esse fim; os profissionais de saúde devem acolher, incentivar e orientar as gestantes sobre a importância do aleitamento, auxiliando as mulheres na superação das dificuldades; e organizações, universidades, entidades associativas, ativistas e grupos de apoio devem continuar lutando pela amamentação e pela saúde da criança e da mulher.


Bancos de leite

 

O Brasil possui 222 bancos de leite humano e 219 postos de coleta. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 181 mil mulheres doaram mais de 226 mil litros de leite materno em 2020, e até junho de 2021, 92 mil doadoras já arrecadaram 111,4 mil litros.

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Apoio aos municípios e programa de desenvolvimento do Estado marcam semestre da Assembleia de Minas

Presidente da ALMG, Agostinho Patrus, destaca ações de retomada da economia, pauta municipalista, projetos sociais, enfrentamento à pandemia e fiscalização do Executivo 
 

O apoio aos municípios mineiros, o combate à pandemia e a promoção do desenvolvimento social e econômico estão entre as pautas que marcaram o semestre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Por meio da apresentação, discussão e aprovação de importantes projetos, o Parlamento mineiro obteve alta produtividade ao longo dos últimos seis meses, com atuação voltada, ainda, ao fortalecimento do papel fiscalizador da Poder Legislativo.

Na avaliação do presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus (PV), os resultados concretos apresentados à sociedade mineira devem-se ao empenho de deputadas e deputados, que têm como foco dos trabalhos a busca por mais qualidade de vida para as pessoas. “Tivemos um semestre de muita dedicação e, sobretudo, de muitas conquistas para o nosso Estado. A cidadã e o cidadão mineiro estão – e sempre estarão – no centro de nossos trabalhos”, afirmou.

Dentre as ações de destaque, Agostinho Patrus classificou como “vitória de Minas Gerais” a destinação direta e desburocratizada de R$ 1,5 bilhão, aos 853 municípios mineiros, do acordo firmado entre a Vale e o Estado como reparação pela tragédia ocorrida em Brumadinho. “A Assembleia garantiu que o recurso chegue diretamente às prefeituras, sem necessidade de convênio, com agilidade. É nas cidades que as pessoas vivem, é onde as demandas são mais urgentes. Ninguém sabe melhor como gerir esse recurso do que os prefeitos”, afirmou.

Conforme definição conduzida por Agostinho Patrus, o Governo de Minas vai transferir os recursos em três parcelas, sendo 40% até 30 de agosto de 2021, 30% até 31 de janeiro de 2022 e outros 30% finais até 1º de julho de 2022. Cada município receberá um montante proporcional ao número de habitantes. “Levar diretamente aos municípios esse recurso é renovar a democracia”, avaliou o presidente da ALMG. A verba deverá ser aplicada em obras e investimentos que tragam benefícios efetivos aos cidadãos, com rigorosa fiscalização no uso dos recursos.

Recomeça Minas

Outra importante ação realizada pela Assembleia neste primeiro semestre de 2021 foi a elaboração da lei que cria o programa Recomeça Minas, voltado à recuperação e retomada do desenvolvimento no Estado. A lei, fruto de projeto que teve Agostinho Patrus como primeiro signatário, define normas para a regularização de dívidas tributárias, oferecendo descontos e até isenções no pagamento de taxas e multas, o que assegura aos empreendedores o fôlego necessário para reaquecer seus negócios e, com isso, manter e gerar empregos.

“A Lei do Recomeça Minas, iniciativa pioneira da Assembleia, está baseada em dois conjuntos de medidas: um para incentivar a regularização tributária, outro para proporcionar a recuperação das atividades mais impactadas pela pandemia. Soma-se a isso o incremento na própria arrecadação do Estado”, explicou o presidente da ALMG. A criação da lei contou com a realização de 16 grandes encontros regionais, conduzidos por Agostinho Patrus, para coletar as propostas de representantes municipais, entidades civis, empresas e trabalhadores.

Uma das principais propostas incorporadas ao longo das discussões foi o Força Família, auxílio  no valor de R$ 600, a ser pago em parcela única até novembro deste ano, a mais de 1 milhão de famílias que se encontram em situação de extrema pobreza. Outra iniciativa importante, ainda no contexto do Recomeça Minas, é a desoneração da cesta básica, isentando produtos do ICMS até 90 dias após o encerramento do estado de calamidade pública decorrente da covid-19.

“Precisamos amparar as famílias mineiras. São ações urgentes. Milhares sofrem com a fome, o desemprego e a pobreza. O Força Família, bem como a desoneração da cesta básica, serão fundamentais para reduzir o sofrimento dessas pessoas e dar o mínimo de alento às famílias já tão vulnerabilizadas. É um apoio necessário àqueles que mais precisam”, disse Agostinho Patrus.

Fiscalização e combate à pandemia

O papel fiscalizador novamente teve função determinante na atuação do Legislativo mineiro. Uma nova edição do Assembleia Fiscaliza foi realizada, com dez reuniões em que secretários de Estado e dirigentes de entidades da administração direta e indireta foram sabatinados por parlamentares, para apresentação de informações sobre a gestão de suas respectivas áreas. Os gestores também prestaram contas sobre compromissos assumidos na edição anterior, realizada em novembro de 2020, e sobre ações do Estado no enfrentamento à covid-19. 

Mais uma ação importante relativa à pandemia foi a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da Vacinação. A comissão iniciou trabalhos em março e encerrou em julho. O relatório final das investigações, encaminhado ao Ministério Público Estadual, apontou indícios de irregularidades na vacinação de servidores estaduais. Já no início deste mês de julho, a ALMG instalou a CPI da Cemig. O objetivo é apurar possível prática ilegal e antieconômica na gestão da companhia. Os trabalhos serão prolongados ao longo do segundo semestre.

O enfrentamento à pandemia, em diferentes frentes, continua sendo prioridade na Assembleia Legislativa. Um marco da atuação da ALMG foi o anúncio, feito pelo presidente Agostinho Patrus em abril, de destinação de R$ 30 milhões para a produção da vacina contra covid-19 pela Universidade Federal de Minas Gerais. O imunizante está em fase de testes e o recurso, inserido nos termos do acordo da Vale, deve ser liberado até o início do próximo ano.

Entre outras importantes ações, a ALMG aprovou ao longo deste semestre o reconhecimento ou prorrogação de decretos municipais de estado de calamidade, em razão da covid-19. No total, até o momento, mais de 500 prefeituras mineiras – 60% do total – já tiveram decretos aprovados pela Assembleia, o que garante aos municípios maior autonomia para combater os efeitos da pandemia. A mesma medida foi adotada com relação ao Governo de Minas, que teve o decreto de calamidade pública em âmbito estadual prorrogado pelo Legislativo até o final deste ano.

“O cenário adverso que enfrentamos jamais vai nos impedir de dedicar nosso trabalho a promover melhorias nos serviços públicos, de forma a atender as pessoas com mais oportunidades de emprego, mais acesso à saúde, melhores escolas, enfim, mais qualidade de vida. O próximo semestre nos reserva novos desafios e a Casa do Povo vai se dedicar ainda mais em cumprir sua missão de representar cada um dos quase 22 milhões de mineiros nos quatro cantos do nosso Estado”, concluiu o presidente Agostinho Patrus.


Foto: Guilherme Bergamini / ALMG

Foto: Victor Oliveira / ALMG

Telemedicina: Rompendo barreiras e unindo mais ainda médicos e pacientes

As ferramentas tecnológicas estão aí e estreitando relações. Com a pandemia, este foi o caminho encontrado para juntar médicos e pacientes, ressalta o médico cardiologista Dr. Roberto Yano.

 

A telemedicina é uma realidade no Brasil e os resultados desta ferramenta são os melhores possíveis. Exemplo disso é que, nos últimos 14 meses, quando foi declarada a pandemia no Brasil, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos, via telemedicina no Brasil. 87% deles foram das chamadas primeiras consultas. Esses números já revelam que a aprovação da Lei 13.989 já apresenta impactos no sistema de saúde.

 

Além disso, dados da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital, mostram que o índice de resolutividade dos atendimentos nas consultas de pronto atendimento foi de 91%, ou seja: pacientes tiveram suas queixas resolvidas e não precisaram recorrer ao pronto-socorro em segunda instância. A organização estima que 75 mil vidas tenham sido salvas no Brasil com a telemedicina.

 

Quem tem observado as vantagens neste tipo de atendimento é o médico cardiologista Dr. Roberto Yano: “Muitas pessoas ainda estão mantendo o isolamento social e o distanciamento físico, daí enfrentam uma certa resistência a sair de casa. Mas a saúde não para e precisa ser cuidada, daí essa tecnologia veio a somar no momento certo”. Ele acrescenta ainda que mesmo distantes fisicamente, a consulta pode ser feita normalmente: “Não há complicações. Basta observar que na tela do computador a conversa é igual como se você estivesse conversando com um parente de fora. Informações adicionais como exames, por exemplo, podem ser enviadas por e-mail ou pela plataforma onde a conversa está sendo realizada. Ou seja, não há impedimentos para que a consulta atenda a expectativa do paciente”.

 

Com a telemedicina, Dr. Yano acredita que os pacientes terão também mais profissionais prontos para atender suas necessidades: “Na internet não existem barreiras físicas. Então, um paciente que mora em um estado pode procurar um médico de outro, por exemplo. E isso é muito bom, pois ao mesmo tempo o profissional terá condições de atender novos pacientes, enquanto quem procura auxílio médico pode ser atendido por alguém que ela deseja, mesmo que esteja longe fisicamente”.

 

Vale lembrar que a prática de teleconsulta era restrita no Brasil, mas, pressuposto aprovado em março do ano passado, garantiu ao Conselho Federal de Medicina a possibilidade de regulamentá-la após o fim da emergência sanitária. De acordo com o texto, o médico deverá informar ao paciente todas as limitações próprias do uso da telemedicina, já que não é possível realizar exame físico durante a consulta. Mas, “ainda assim, segundo a lei, a prestação desse serviço seguirá os mesmos padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação aos pagamentos”, conclui Dr. Yano.



Fabiano de Abreu 
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