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Crédito: Pixabay | |
Um estudo publicado no Journal of the American Society of Plastic Surgeons tem deixado muitos médicos preocupados. A pesquisa, feita em 2020, aponta que as redes sociais se tornaram um método de busca de profissionais para as pessoas que desejam realizar algum procedimento estético. De acordo com o estudo, o perfil do profissional no Instagram está servindo de currículo e fator de escolha decisivo nesse contexto. Os usuários olham apenas as fotos e vídeos, mas não necessariamente prestam atenção às informações relevantes como formação, especialização e experiência. Para o Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esses dados são alarmantes, já que muitos casos de erros em procedimentos cirúrgicos ocorrem devido a uma perigosa combinação de sociedades médicas clandestinas, pacientes desinformados e a ânsia por um corpo impecável: “O desejo de obter beleza a qualquer custo pode ter resultados gravíssimos. Além de ser uma conduta proibida a médicos, de publicar fotos de pacientes, mesmo que com a autorização deles, muitos profissionais antiéticos usam essas imagens de antes e depois com o intuito de atrair novos clientes com promessas irreais, sem o mínimo de preocupação com a segurança do paciente. Além disso, há o risco dessas imagens não serem verdadeiras, visto que hoje em dia estamos sendo contaminados por fake News e pessoas golpistas querendo se aproveitar dos outros. É necessária muita cautela e paciência na decisão de se submeter a um procedimento estético”. O médico, pioneiro na lipoaspiração no Brasil, reforça a necessidade de procurar profissionais qualificados na hora de realizar cirurgias plásticas e procedimentos invasivos: “A busca por um médico, neste caso em especial, o cirurgião plástico, jamais deve ser feita através das redes sociais. Número de seguidores não comprova capacidade e formação. Ao procurar um cirurgião plástico, o melhor caminho é ter referências. Independente do tipo de cirurgia, esteja ciente que está com um cirurgião responsável e de qualidade, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Converse com os pacientes que já passaram pelas mãos do cirurgião, confira os resultados na medida do possível e faça a escolha certa.” Dr. Luiz Haroldo finaliza alertando ainda sobre os preços dos procedimentos: “O barato sai muito caro: Cuidado! Muitos pacientes tendem a escolher um profissional sem ao menos pensarem nos motivos que o tornaram barato, por apenas pensarem no resultado final. Não acredite em tudo que você lê ou vê por aí. Jamais deixe de lado a checagem necessária”. | |
Saiba mais sobre o Dr. Luiz Haroldo Pereira Dr. Luiz Haroldo Pereira, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, é referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. Se especializou na França, tem diversos artigos publicados nas mais conceituadas revistas nacionais e internacionais sobre cirurgia plástica e é autor de vários capítulos de livros sobre lipoaspiração, lipoenxertia, próteses de silicone, cirurgias de face e gluteoplastia. Já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se tornar titulares da SBCP. www.instagram.com/luizharoldopereira Informações para a Imprensa: Nobre Assessoria Aline Nobre: alinenobre@nobreassessoria.com |
Na última segunda-feira, dia 30 de agosto, quem olhou para o Cristo Redentor pôde observar que ele estava iluminado com a cor laranja. A razão é simples: apoiar a campanha do Agosto Laranja, no Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. Ainda naquele dia, uma portadora da enfermidade mostrava ao mundo a superação e a garra mesmo diante das limitações. Aos 56 anos de idade, a brasileira Beth Gomes conquistou a medalha de ouro nas Paralimpíadas no lançamento de disco na categoria voltada para os atletas com deficiência mais aguda.
Para quem não conhece, o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu explica que a esclerose múltipla é “uma doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal”. No caso da atleta brasileira, ele lembra que “depois de um desses episódios, todo o lado do seu corpo ficou paralisado, o que dá mais destaque ainda ao seu feito notável”, acrescenta.
Recentemente, Fabiano se juntou ao cientista e biólogo canadense Henry Oh e juntos publicaram um artigo apresentando detalhes pouco difundidos sobre a doença, que hoje afeta 35 mil brasileiros. O neurocientista luso-brasileiro explica que a esclerose múltipla é uma patologia que atinge o cérebro, bem como seus nervos ópticos e a medula espinhal. “Quando a bainha de mielina está em seu estado normal e saudável, os sinais nervosos são enviados e recebidos rapidamente. Porém, quando o indivíduo possui essa doença, o sistema imunológico do seu corpo trata a mielina como uma ameaça, atrapalhando o envio dos comandos do cérebro até o restante do corpo, denominado como desmielinização”, destaca.
Nesse sentido, o chefe do departamento de saúde da Universidade Estadual de Idaho e eleito melhor professor da saúde do ano nos Estados Unidos, Henry Oh observa que reconhecer quais pacientes com a enfermidade estão em maior risco de complicações respiratórias é fundamental, “pois isso pode ajudar o clínico a triar cuidadosamente esses pacientes e iniciar medidas preventivas apropriadas ou cuidados para diminuir a morbidade e mortalidade associadas”.
Segundo o neurocientista luso-brasileiro, os tratamentos para a esclerose múltipla são à base de corticoides, atividade física, alimentos anti-inflamatórios e ricos em gorduras insaturadas. “O elemento lítio vem sendo estudado e demonstrando efeitos benéficos, sendo um tratamento eficaz para esta patologia”, acrescenta. Além disso, Abreu revela que os pacientes com Esclerose Múltipla (EM) têm maiores probabilidades, chegando a média de 97%, de manifestar déficits cognitivos e maior risco de apresentar doenças neurodegenerativas, como por exemplo a doença de Alzheimer. “Para estes casos, sugiro atividades para a neuroplasticidade como leitura, jogos de lógica, treinamento cognitivo, escrita, não fazer uso de substâncias químicas como drogas incluindo a maconha (Cannabis sativa), já que esta causa comprometimento no desempenho dos neurônios que resulta em atrofia e inativação que comprometem a inteligência, não fazer uso de álcool, cigarro, obrigando-se em manter uma vida saudável”, completa.
Não é segredo para ninguém que a infância é parte essencial para a formação intelectual de uma pessoa. É nesta fase da vida em que o seu cérebro está trabalhando ativamente para formar conexões que serão essenciais para o futuro da pessoa. Só que esta não é uma tarefa simples, e requer uma participação primordial dos pais neste processo.
Durante a infância, uma das fases mais comuns e lembrada por pais, familiares e educadores é aquela dos “por quês”. A criança indaga a tudo e a todos, e por isso precisa de respostas para essa série de perguntas. Com isso, seu cérebro formará conexões neurais, e ela terá uma quantidade de neurônios que lhe será vital.
Foi pensando nesta formação que o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo luso-brasileiro Fabiano de Abreu escreveu um artigo científico que será publicado na revista multidisciplinar de Portugal é tema de sua coluna no site Impala, também daquele país. Ele explica que, "Nesta etapa da vida, a criança está a fazer a plasticidade cerebral de forma intensa, formatando novos engramas de memória e consolidando as informações como projeto de personalidade."
Para que esta construção seja feita com qualidade, Fabiano recomenda aos pais que dediquem parte do tempo para ensinar os filhos. “A vida está cada vez mais atribulada e é mais fácil entregar à criança um smartphone ou ligar a TV para distraí-la. Porém, essa não é a conduta correta para esta situação”. Ao entreter os filhos desta maneira equivocada, o neurocientista conta que isso “vai aumentar a ansiedade, e, consequentemente, a secreção de dopamina, que é o neurotransmissor da recompensa. O problema é que isso acontecerá de uma maneira diferente do natural, e tal situação pode prejudicar o desenvolvimento do lobo frontal, que é aquela região racional e da lógica no cérebro”.
Para evitar transtornos como esses, Fabiano acredita que a interação dos pais com os filhos pode ser feita de uma maneira muito simples: “Use desenhos no papel com lápis ou caneta, leitura de historinhas, diversão com jogos não virtuais, quebra-cabeças, ou uma prática esportiva. Além disso, boa alimentação e uma educação de conhecimento são igualmente essenciais”.
Os benefícios são tremendos: “Se atendermos a esta curiosidade, podemos formatar uma personalidade curiosa, essencial para a vontade em adquirir conhecimento. Ter paciência é a alma da boa educação. Explique, ensine, aguce o lado criativo da criança. Faça com que seja atendida sobre as curiosidades. A fase do porquê é tão boa e sentimos sempre falta dela depois que passar. Ajude à criança nessa importância de saber sobre as questões da vida e, assim, ela vai sempre querer buscar conhecimento e este, por sua vez, é a solução para uma vida melhor. Quanto mais opções de escolhas temos, com base no conhecimento, mais soluções encontramos”, finaliza Fabiano.
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Faculdade investe em palestras para ajudar população a conhecer mais sobre os problemas de saúde mental que podem levar ao suicídio. As palestras serão gratuitas e abertas ao público em geral, revela o reitor.
O mês de setembro vai começar e com ele se iniciam também várias iniciativas de conscientização e prevenção ao suicídio. Elas fazem parte da campanha Setembro Amarelo, onde durante todo o mês o assunto é tratado por diversas entidades. Uma delas é a Logos University, que preparou para este mês uma série de palestras sobre o assunto.
Com o tema “Vamos viver a vida!”, a universidade convida alunos, professores e comunidade em geral para as palestras. Siga as redes sociais da UniLogos para se inteirar da programação, que será lançada ainda essa semana. Segundo o reitor Dr. Gabriel Lopes, elas podem ser acompanhadas de forma online pelo site da instituição (www.unilogos.edu.eu) ou pelos seus canais no Facebook e YouTube.
O acadêmico lembra que a palestra do dia 01/09 será a partir das 19h e lembra que o objetivo destes eventos “é produzir debates, discussões deste grande dilema enfrentado no mundo inteiro. Embasada em evidências científicas, com palestras dinâmicas, podcasts interativos, com linguagem clara e concisa construídas na tentativa de auxiliar profissionais e a população neste tema”.
Dr. Gabriel lembra os dados da Organização Mundial de Saúde, que em 2021 constatou que uma a cada 100 mortes ocorre por pessoas que tiraram a própria vida. “O mundo vem passando por uma constante mudança e crises as quais têm levado pessoas ao extremo da saúde mental. Por exemplo, as taxas de suicídio nas regiões na África (11,2 por 100 mil), na Europa (10,5 por 100 mil) e no Sudeste Asiático (10,2 por 100 mil) eram maiores do que a média global (9 por 100 mil) em 2019. Já a mais baixa taxa de suicídio está na região do Mediterrâneo Oriental (6,4 por 100 mil). Por isto se justifica este espaço para discussão sobre educação e tecnologias imersivas”, completa.
A trabalhadora também era obrigada a usar fantasias em datas festivas e foi dispensada por justa causa.
A Justiça do Trabalho de Minas Gerais condenou um supermercado a pagar R$ 9 mil de indenização por danos morais a uma trabalhadora dispensada por justa causa de forma arbitrária e ainda constrangida durante o contrato de trabalho a participar de roda de oração antes da jornada de trabalho. De acordo com a trabalhadora, o gerente chegou a chamar sua atenção por deixar de comparecer ao ritual e passou a persegui-la até que houvesse a dispensa por justa causa, também questionada na ação. A mulher contou ainda que tinha que se fantasiar de palhaça e de caipira em datas festivas, sob pena de sofrer advertência.
A decisão é dos julgadores da Sexta Turma do TRT de Minas, que mantiveram, por unanimidade, a sentença proferida pelo juízo da 1ª Vara do Trabalho de Divinópolis, apenas reduzindo o valor da condenação.
Para o desembargador Jorge Berg de Mendonça, relator do caso, ficou claro pelas provas que o gerente desrespeitava as convicções religiosas dos empregados de forma habitual, impondo-lhes coativamente prática de culto. Ele chamou a atenção para o estado de sujeição em que se acham os empregados, economicamente frágeis e dependentes da fonte de renda do empregador.
Em depoimento, o representante da empresa confirmou a realização de oração antes da jornada, dirigida pelo gerente da loja. Ele afirmou que é solicitado ao empregado que compareça ao trabalho com algum adorno ou fantasia em épocas comemorativas para tornar o momento “mais descontraído”.
Uma testemunha disse que a participação na oração no início da jornada era obrigatória, sob pena de advertência verbal. Segundo ela, o gerente chamou a atenção da autora por deixar de participar. Ademais, confirmou que os empregados tinham que ir fantasiados por ocasião de festa junina, Dia das Crianças, Halloween, Natal e carnaval. Se não eram obrigados expressamente, pelo menos eram constrangidos. A testemunha disse ter visto a trabalhadora fantasiada de palhaça no Dia das Crianças.
Por último, testemunha levada pela empresa, que acabou sendo ouvida como informante por exercer cargo de confiança, relatou que no momento de oração são tratados vários temas, entre os quais, as metas da empresa e vendas diárias. Nas palavras do informante, os empregados iam de fantasias nas datas comemorativas para “alegrar o cliente e trazer alegria para loja”.
O contexto levou o relator a reconhecer que a empresa impunha, de alguma forma, temor psicológico aos empregados. Afinal, caso não participassem do culto, acabavam sendo alijados da dinâmica da empresa, já que, durante o ritual, eram discutidos assuntos relativos às metas empresariais.
“Restou claro o desrespeito pela ré ao artigo 5º, VI e VIII, da CF 1988, pela imposição, ainda que implícita, de participação da obreira nos cultos realizados diariamente na empresa, assim como o desrespeito à liberdade de crença da obreira, ameaçada da privação de direitos por motivo de convicção e comportamento religiosos”, ponderou.
Para o desembargador, ainda que não fosse imposta diretamente a participação no culto, a empresa fazia do ambiente de trabalho um espaço de promoção de crença religiosa, constrangendo a empregada a participar de seu ritual e violando sua liberdade de crença, sua intimidade e dignidade.
A decisão também tratou da questão da justa causa, expressando entendimento de que a empregadora abusou do poder diretivo. A empregada foi dispensada ao fundamento de ter praticado ato de indisciplina (pesar produtos com códigos trocados e comprar produtos para si durante o expediente), e de improbidade (pesar e comprar "pão de sal com queijo" como se fosse o "pão de sal comum", gerando prejuízos à empresa). No entanto, após apreciar as provas, o relator não se convenceu de que houvesse motivo para a aplicação da justa causa, considerando a medida desproporcional. A conclusão levou em consideração, inclusive, o bom histórico da trabalhadora e o fato de trabalhar na empresa há mais de um ano.
“Diante da aplicação da justa causa à autora de forma temerária, da submissão desta ao desempenho de trabalho com fantasias constrangedoras durante datas comemorativas (sem previsão no contrato) e do desrespeito à liberdade de crença religiosa da empregada, tem-se que a conduta da ré foi manifestamente ilícita, causando, com abuso do poder diretivo, dano aos direitos de personalidade da obreira, cuja compensação deve ser mantida, com base nos artigo 7°, X, da CR/88, c/c 186 e 927, estes do CC”, constou da decisão.
Nesse cenário, os integrantes da Turma julgadora deram provimento ao recurso apenas para reduzir o valor da indenização por danos morais para R$ 9 mil. O valor em questão foi reputado mais condizente com vários aspectos, envolvendo o caso concreto, explicitados na decisão. Foi determinada indenização na quantia equivalente a três salários da trabalhadora para cada dano sofrido.
A constatação de que a empresa submetia coletivamente seus empregados a ritual de cunho religioso e no local de trabalho, com violação de suas garantias individuais de liberdade de crença, ensejou determinação de expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho, para eventuais apurações e providências
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