sábado, 4 de janeiro de 2025

A educação vem do Berço

A herança de virtudes e de vícios, de qualidades e de defeitos, as vezes, determina tanto o caráter como, outras vezes, a educação pode modificá-lo.
Devemos muito o que há em nós a nossos pais, a nossos avós e bisavós.
Ninguém escolhe os pais que deseja.
Cada ser humano é produto da matéria prima herdada por meio do trabalho e da educação.
Não há causa mais nobre que cultuar, os grandes e bons exemplos de nossos antepassados, que eles nos deixaram.
Eu tenho o maior orgulho de meus antepassados, da minha família, estou sempre lembrando deles, me marcaram muito, deixaram um legado.
As boas maneiras precedem de boas intenções, criados sem limites, não sabem viver em sociedade
Proibições e limites permitem à criança, mais tarde praticar ética na conduta.
Pedir desculpas, agradecer, ser gentil, demonstrar reconhecimento, são fatores que contribuem para o início do respeito.
Educação no sentido amplo inclui cortesia e polidez.
Agressão a professores, grosserias, ofensas verbais, rabiscar paredes, jogar papel no chão e falar ao celular faz parte do dia a dia dos alunos, em muitas escolas públicas no Brasil, hoje.
Envergonham a todos com tanta falta de educação.
O regimento interno das escolas, não permite expulsão de alunos por uma indisciplina.
Hoje, o pai que não mandar o filho para escola, responde a processo.
Alguns alunos não reconhecendo a importância da escola em suas vidas, vão contrariados, e descontam toda a sua raiva nos professores e na escola.
Antes a educação era opcional, o pai mandava o aluno para escola se quisesse, não existia lei obrigando a criança de estudar.
Na minha época de estudante fazíamos bagunça, mas não éramos mal educados, respeitávamos o professor.
Tínhamos alguns professores como nossos ídolos, alguns foram tão marcantes que lembramos, deles até hoje.
O pai era mais presente na vida do filho, o meu queria saber quem eram os meus amigos, filhos de quem, se estudavam, para onde íamos tínhamos que dar satisfação, etc.
No final de um bimestre queria ver as notas, se fazíamos alguma coisa errada na escola, chamava nossa atenção.
Tenho uma lembrança das refeições que fazíamos junto com nossos pais; se tinha frango na mesa sempre deixávamos a melhor parte para eles, o peito, a coxa.
Comíamos o pé ou pescoço do frango.
Hoje fazemos o contrário, deixamos a melhor parte para nossos filhos, continuamos a comer o pé e o pescoço do frango.
Acho que o pai de hoje, até pelo tipo de vida que leva, a vida está exigindo muito das pessoas, às vezes não tem tempo de cumprir o seu papel.
Estão deixando para a escola o papel de educador.
Os pais não podem esperar que a escola ou a polícia, ensina seus filhos, sobre ética e respeito.
Entendo que a escola não substitui o lar por mais que conte com pessoal competente e confiável.
Professores são para transmitir conhecimentos aos alunos, educar é em casa.
O berço ajuda...a não cometer erros.
Os pais, estes atores sociais tem em comum a persistência de não desistir de seus filhos.
Não vale dizer que neste país o mau exemplo vem de cima.
O mau exemplo deve servir de referencia, para ressaltar que não vale a pena viver, assim.
Plagiando o escritor Içami Tiba,’’Quem ama educa’’.

Cristóvão Martins Torres


Oito anos : 2922 dias...Voltar a viver antigas ideias não é uma opção quando se está bem agora..."Um minuto atrás não nos pertence...passou"...

"No Meio do Caminho" Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
 
Carlos Drummond de Andrade


A Vida, Segundo o Poeta Mário Quintana

A vida, segundo o Poeta:


"A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dada, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
e inútil das horas...

Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta
devido à falta de tempo. A única falta que terá, será desse
tempo que, infelizmente, não voltará mais."



Mário Quintana


 Ivete Sangalo: Medley





Gratidão 2024 - Feliz 2025!





Je suis mon soleil - Portal 01/01





Ansiedade é Eleita a Palavra do Ano

Ansiedade é Eleita a Palavra do Ano: Reflexões do Neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela

Em 2024, a ansiedade foi eleita a palavra do ano, refletindo um cenário global em que esse estado emocional deixou de ser apenas uma resposta natural do organismo para se tornar um tema central na vida contemporânea. Fabiano de Abreu Agrela, pós-doutor em Neurociências e especialista em comportamento humano, oferece sua perspectiva sobre as características, que ele considera um reflexo de desequilíbrios biológicos exacerbados pela sociedade moderna.

Ansiedade: de resposta adaptativa ao problema clássico
O neurocientista esclarece que a ansiedade não é uma doença em si, mas uma condição intrínseca à sobrevivência humana. “Ela é necessária para a sobrevivência. No entanto, quando em excesso, como tudo na vida, torna-se um problema”, afirma. Segundo ele, o excesso de ansiedade está diretamente ligado, também, à produção desregulada de glutamato, um neurotransmissor excitatório que, em altas concentrações, desencadeia um “efeito dominador” que impacta outros neurotransmissores e hormônios essenciais para o equilíbrio do organismo.

Fabiano explica que essa desregulação afeta neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, responsáveis pelo bem-estar e motivação, além de hormônios como o cortisol, associados ao estresse, e a vasopressina, que regulam funções essenciais, como a retenção hídrica e a pressão arterial . “Essa cascata descontrolada pode alterar a morfologia de algumas estruturas cerebrais, impactando estruturas como o hipocampo e o córtex pré-frontal, responsáveis por memória, tomada de decisão e regulação emocional”, alerta.

A pandemia do excesso de ansiedade
O especialista aponta para a cultura digital como um dos principais assuntos dessa crise de ansiedade. “Vivemos uma pandemia de excesso de ansiedade derivada da cultura atual que promovemos. As redes sociais, por exemplo, trouxeram mais efeitos negativos do que positivos para a vida humana”, enfatiza. Ele observa que o consumo excessivo de redes sociais gera comparações constantes, sobrecarga de informações e uma sensação de urgência permanente, fatores que intensificam a resposta dolorosa do cérebro.

Impactos intergeracionais e epigenéticos
Além dos efeitos imediatos no indivíduo, o Dr. Fabiano destaca o impacto de longo prazo da ansiedade excessiva, tanto na saúde física quanto na mental. Ele ressalta que, de forma epigenética, essas alterações podem ser transmitidas para as próximas gerações. “A ansiedade desregula neurotransmissores e hormônios, altera a morfologia de algumas subregiões cerebrais e traz consequências de acordo com a predisposição genética do indivíduo. Exemplos disso são o autismo e o TDAH, condições que podem ser intensificadas por fatores ambientais e culturais levando em consideração a ansiedade e epigenética”, explica.

O papel da ciência e da sociedade
O neurocientista acredita que entender a ansiedade em sua complexidade é essencial para desenvolver estratégias de prevenção e tratamento. Ele sugere que, além do cuidado individual, a sociedade como um todo precisa compensar hábitos e padrões de comportamento que fomentam o excesso de ansiedade. “A  solução passa por educar sobre o funcionamento do cérebro, promover práticas saudáveis e estabelecer limites no uso de tecnologias que nos desconectam da nossa essência humana”, conclui.

Jennifer de Paula
Suporte e clipagem | MF Press Global





Ritos de Passagem

É aquela história, atitudes iguais, resultados iguais, portanto, as mudanças são extremamente necessárias, elas nos proporcionam enxergar o novo.
Mudar representa, para mim, um rito de passagem, é a fronteira definitiva entre o fim da infância e o início da vida adulta.
Na área pessoal temos, ao longo da vida, vários ritos de passagem, como por exemplo o nascimento, o crescimento, a adolescência, a fase adulta, a faculdade, o trabalho, o namoro, o casamento etc.
Todos esses eventos significam que estamos deixando alguma coisa para trás, e iniciando uma nova fase em nossas vidas, agregando novas experiências e novos conhecimentos.
Deixemos que o tempo, criando a perspectiva exata dos fatos, apague cada fase vivida.
Mudar é estar determinado a se comportar de maneira diferente, sem jamais perder de vista o nosso contexto histórico que cerca e condiciona a nossa trajetória de vida.
É a parte da vida que se processa, que é tão importante para a felicidade quanto as nossas conquistas.
Está nas mãos de qualquer um mudar tudo que se gosta em si mesmo ou no mundo a sua volta.
Enfim, reconhecer quem a gente é, e quem a gente quer ser, onde a gente está e quer chegar.
Gandhi disse: a gente precisa ser a mudança!
Tomei a decisão que estava na hora de mudar, cansei de ser o que era e mudei.
Mudar de cidade, mudar de bairro, mudar do prédio de apartamentos onde não se tem uma boa convivência com os condôminos, mudar para melhorar o humor, mudar de ideias, mudar de religião, mudar de profissão, de emprego, mudar de visão, mudar para melhorar a alimentação, mudar para melhorar a qualidade de vida e ter um bom sono durante a noite, mudar os costumes, de atitudes, de trajetos, o tipo de roupa que usa, o corte ou a cor do cabelo, mudar de sonhos, mudar o estilo de vida, mudar de escola, mudar a maneira de pensar e ver a vida, mudar de amizades, mudar para melhor, a maneira de trabalhar no serviço publico sem nenhum retrabalho, mudar de lugares que frequenta, mudar de país, etc.
As mudanças são necessárias e agregam muito valor à vida das pessoas; elas são vistas por muitos como um bom começo.
Segundo uma pesquisa o processo de transformação pessoal é classificado em quatro estágios: sofrimento, percepção, vontade e por fim, a mudança propriamente dita.
Lembre-se que não podemos mudar ninguém, e sim influenciar suas futuras escolhas.
As mudanças fazem parte dos ritos de passagem de nossas vidas.
O filósofo Heráclito, um homem de sentimentos elevados disse certa ocasião: "O mesmo homem nunca banha duas vezes na água do mesmo rio, porque nunca é o mesmo homem e nunca é o mesmo rio".
Nada é permanente, portanto, seja um protagonista das mudanças em sua vida.
Quem desenvolve essa percepção, melhora seu caminho, sua qualidade de vida, sua satisfação, consequentemente, seu progresso pessoal.
A pandemia veio nos provocar e nos mostrar, que temos que mudar nossos hábitos e o povo seus costumes, isso em todo o planeta.

Cristóvão Martins Torres


A síndrome do sapo fervido