*O ATEU*
Conto sobre Chico
*PARTE 1*
Em certa localidade do interior de MG, morava um ateu incorrigível.
Era casado com uma linda e digna mulher e possuía um único filho, que contava 12 anos e se constituía em seu maior tesouro.
O ateu, tanto quanto possível, não perdia a oportunidade de revelar seu ateísmo doentio, como que zombando da crença alheia.
Sua prendada esposa o advertia quase sempre, sem proveito.
Continuava negando Deus, multiplicando seu ouro e adorando seu filho único…
Quando menos esperava, a morte veio silenciosa e levou-lhe o filho, entristecendo o coração materno e enchendo de desespero o coração do pai ateu.
Passaram-se dois anos. O ateu, agora magro e pobre, sem a esposa, que também fora levada para o além, sentia-se só e doente.
A conselho de alguns amigos, bateu à porta de vários templos, até que, numa noite abençoada, foi a uma sessão espírita.
Aí começou a receber os primeiros socorros.
Seu coração, trabalhado pela dor, perdera as vestes negras da vaidade e do orgulho.
E, numa noite, quando mais se mostrava convicto da verdade espírita, o filho manifestou-se através de um médium e lhe falou:
— Meu pai, como me sinto feliz em vê-lo aqui!
— Como demorou a encontrar a grande estrada! Graças a Deus que veio!
— Mas foi preciso que eu e minha mãe pedíssemos muito, a seu favor, para que o Pai do Céu nos atendesse.
— E vou contar-lhe uma historieta que um de meus mentores me contou, com relação ao nosso caso:
Numa aldeia da Índia, vivia um fazendeiro muito rico, que se especializara na criação e seleção de animais…
Continua… amanhã.


DIDI (Benevides)
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