CNE define regras para IA em escolas. Tecnologia pode ajudar a estudar?
O avanço da inteligência artificial dentro das escolas e universidades brasileiras acaba de ganhar novos parâmetros. A comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) responsável pela regulamentação da IA na educação aprovou um parecer que estabelece diretrizes para o uso da tecnologia em ambientes educacionais, reforçando que as ferramentas devem funcionar como apoio ao ensino, sem substituir professores e professoras ou o desenvolvimento cognitivo dos alunos e das alunas.
O texto ainda passará por consulta pública, votação no plenário do órgão e homologação do Ministério da Educação (MEC), mas já sinaliza uma tendência importante, a IA deve ocupar um espaço complementar no aprendizado, com supervisão humana e critérios de segurança.
Principais definições
Entre os pontos definidos estão níveis de risco para aplicações educacionais. Ferramentas simples de apoio textual e organização de materiais foram classificadas como baixo risco, enquanto sistemas de correção automatizada, monitoramento biométrico em provas e perfilização acadêmica foram enquadrados como aplicações de maior risco. Já tecnologias de vigilância emocional e decisões totalmente automatizadas sobre desempenho de estudantes foram consideradas incompatíveis com princípios educacionais.
Para a PhD em Educação e doutoranda em Neurociências, Dra. Mirian Coden, a regulamentação surge em um momento importante para equilibrar inovação e desenvolvimento humano.
“Nenhuma tecnologia substitui o esforço mental próprio para estudar, mas funciona como um importante suporte no aprendizado. A IA pode ampliar acesso à informação, personalizar conteúdos e auxiliar no processo educacional, desde que exista pensamento crítico e participação ativa do aluno e da aluna”, explica.
IA pode facilitar, mas não substitui
O crescimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial transformou a maneira como estudantes pesquisam, resumem conteúdos e organizam estudos. Porém, especialistas alertam que o aprendizado real depende da construção ativa do conhecimento.
“A tecnologia ajuda a acelerar processos, mas o cérebro precisa do esforço cognitivo para consolidar memória, interpretação e capacidade analítica. Quando a IA é utilizada apenas para entregar respostas prontas, existe risco de empobrecimento do raciocínio e redução da autonomia intelectual”, destaca a Dra. Mirian Coden.
Uso consciente
Entre os usos considerados positivos estão plataformas de apoio pedagógico, assistentes virtuais, ferramentas de acessibilidade, organização de cronogramas e sistemas de reforço educacional personalizados.
“A IA pode ajudar estudantes a identificar dificuldades específicas, revisar conteúdos e otimizar tempo de estudo. Isso é especialmente relevante em contextos de aprendizagem individualizada. Além disso, a tecnologia também pode auxiliar professores e professoras, devidamente preparados(as), na organização de materiais e no acompanhamento do desenvolvimento acadêmico”, afirma.
Supervisão humana continua essencial
O parecer do CNE reforça que o uso educacional da inteligência artificial deve ocorrer com transparência, proteção de dados e supervisão humana constante. Para a Dra. Mirian Coden, isso é fundamental porque a educação envolve fatores emocionais, sociais e cognitivos que vão além da transmissão de conteúdo.
“O processo educativo não é apenas técnico. Existe interação humana, desenvolvimento emocional, construção ética e interpretação subjetiva, aspectos que nenhuma tecnologia consegue substituir completamente”, explica.
O desafio das próximas décadas em relação a isso será integrar a inovação tecnológica sem comprometer as habilidades fundamentais como a concentração, a criatividade, o pensamento crítico e a autonomia intelectual.
“A IA deve ser vista como ferramenta de apoio, não como uma substituta da experiência humana de aprendizagem. O protagonismo do(a) estudante continua sendo indispensável”, finaliza a Dra. Mirian Coden.
Sobre a Dra. Mirian Coden
Dra. Mirian Coden é PhD em Educação, Graduada em Filosofia e pós graduanda em Neurociências pela PUCRS. Cofundadora e CEO da Nortus, onde atua como educadora e consultora e também é responsável pelo desenvolvimento da cultura organizacional. É criadora do modelo organizacional OFCIAO e cocriadora do Modelo Metassistêmico de Desenvolvimento Humano e da TCM Tecnologia Comportamental Metassistêmica.
Mestre e doutora em Educação, com formação em Filosofia e especialização em Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa, possui mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento humano e organizacional. Conferencista nacional e internacional, já assessorou milhares de pessoas no Brasil e na Europa, dedicando-se hoje à transformação sistêmica e à inovação nas organizações.
Dra. Mirian Coden é PhD em Educação, Graduada em Filosofia e pós graduanda em Neurociências pela PUCRS. Cofundadora e CEO da Nortus, onde atua como educadora e consultora e também é responsável pelo desenvolvimento da cultura organizacional. É criadora do modelo organizacional OFCIAO e cocriadora do Modelo Metassistêmico de Desenvolvimento Humano e da TCM Tecnologia Comportamental Metassistêmica.
Mestre e doutora em Educação, com formação em Filosofia e especialização em Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa, possui mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento humano e organizacional. Conferencista nacional e internacional, já assessorou milhares de pessoas no Brasil e na Europa, dedicando-se hoje à transformação sistêmica e à inovação nas organizações.
Fabiano de Abreu
OBS.: Este email pode ser acessados por outros membros da empresa
Gestão geral grupo MF Press Global
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