quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Human Rights: Brasil precisa retomar controle do sistema prisional

A Organização Não Governamental (ONG) Human Rights Watch divulgou comunicado nesta quarta-feira (4) dizendo que o Brasil precisa retomar o controle do sistema prisional. “Nas últimas décadas, autoridades brasileiras gradativamente abdicaram de sua responsabilidade de manter a ordem e a segurança nos presídios”,disse a diretora do escritório da entidade em São Paulo, Maria Laura Canineu.
Para a Human Rights Watch, essa situação expõe os presos à violência e abre espaço para a atuação do crime organizado. “O fracasso absoluto do Estado nesse sentido viola os direitos dos presos e é um presente nas mãos das facções criminosas, que usam as prisões para recrutar seus integrantes”, acrescenta Maria Laura.
Rebeliões e massacres
Uma rebelião iniciada na noite do último domingo (1º) resultou na morte de pelo menos 60 internos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). O massacre foi resultado da disputa entre duas facções rivais (Família do Norte e Primeiro Comando da Capital) pelo comando do tráfico de drogas na região.
A ONG lembra que motins ocorridos nos estados de Rondônia, Roraima e Acre resultaram em 22 mortes em outubro de 2016. “De acordo com a legislação brasileira e com o direito internacional, o governo tem a obrigação de proteger da violência e de abusos as pessoas que estão sob custódia do Estado. No entanto, os presos no Brasil têm 3 vezes mais chances de serem vítimas de homicídios do que a população em geral”, ressalta a nota da organização.
Umas das principais causas dessa violência é, segundo a Human Rights, a superlotação das penitenciárias, associada à escassez de pessoal. “As prisões brasileiras abrigavam 622 mil pessoas em 2014, o último ano para qual há dados oficiais disponíveis, mas tinham capacidade para apenas 372 mil”, destaca a entidade.
Sobre a segurança, a ONG lembra que, em 2009, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determinou que as prisões deveriam ter ao menos um agente penitenciário para cada 5 internos.
“No Amazonas, a proporção era de apenas um agente para quase dez presos em 2014. Em algumas das prisões visitadas pela Human Rights Watch, agentes penitenciários apenas exerciam a vigilância no perímetro prisional e em algumas das áreas internas, mas não entravam nos pavilhões”, exemplifica.
Superlotação
A superlotação é consequência, na avaliação da Human Rights, de políticas equivocadas, como a manutenção de presos provisórios junto com condenados. “Em contravenção aos princípios internacionais de direitos humanos e à lei brasileira. O Brasil deveria combater a superpopulação carcerária agilizando o processo judicial de toda pessoa presa”, enfatiza a nota que também chama a atenção para a necessidade do uso de medidas alternativas à prisão, previstas na lei brasileira.
Encarar as drogas principalmente pelo lado policial e penal é outro dos fatores que, na visão da ONG, favorece o crescimento da população carcerária.

“A atual política de criminalização do uso, produção e distribuição de drogas potencializou o crescimento das organizações criminosas. Ela também encheu as prisões de pessoas detidas por posse de pequenas quantidades de drogas, deixando-as vulneráveis ao recrutamento pelas facções criminosas”.
O tempo

OAB processa Amazonas e juíza dá 72 horas para governo se manifestar

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) apresentou à Justiça uma ação civil pública contra o Estado do Amazonas, motivada pela ausência de ações concretas na tomada de ações emergenciais quanto ao quadro penitenciário do Amazonas. A ação foi recepcionada pela juíza federal Marília Gurgel em regime de plantão que fixou prazo de 72 horas para que o Estado se manifeste antes da apreciação da medida liminar requerida pela entidade.
"Durante a rebelião do último domingo, 1º, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim foi local do maior massacre de detentos do País nos últimos anos, com registro de cerca de 60 mortes", assinala a OAB, em nota.
O documento, assinado pelo presidente da seccional Marco Aurélio Choy, pelos conselheiros federais da seccional do Amazonas José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral, Diego D'Ávila Cavalcante e pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Epitácio Almeida, tem como um dos principais objetivos requerer ao Estado que sejam adotadas as medidas necessárias para garantir o cumprimento da Lei de Execução Penal, Constituição da República e normas de Direitos Humanos.
"A OAB vem denunciando esse problema há muito tempo. Entendemos que o Estado não tomou de forma concreta e efetiva as medidas necessárias para que esse cenário não tivesse o desfecho trágico registrado no último domingo. A OAB pede medidas concretas para a solução desse grave problema do sistema carcerário do Estado do Amazonas. O ajuizamento dessa ação tem como finalidade que o Estado tome medidas concretas e imediatas quanto ao tema do sistema penitenciário. Aguardamos o posicionamento do Judiciário Federal justamente para atender essa necessidade não apenas da sociedade amazonense, como também da sociedade brasileira", destacou Choy.
Na ação, a OAB-AM solicita que, no prazo de 30 dias, seja elaborado um Plano para o Sistema Prisional do Estado, que busque solucionar os problemas presentes e garantir o cumprimento das normas Constitucionais, Internacionais e Legais, oferecendo os direitos e assistências mínimos previstos em legislação específica aos detentos, sob pena de multa diária de um milhão de reais.
A ação tem como foco a defesa dos direitos humanos e requer diversas medidas que revertam as condições em que os presos são submetidos nas unidades prisionais amazonenses, entre elas a elaboração de um plano para construção de estabelecimentos que abriguem a totalidade de presos de forma digna e humana; reformas e modificações necessárias para garantir o respeito aos direitos de individualização da pena, instalações higiênicas, assistência social, educacional e jurídica; separação dos presos provisórios dos presos com condenação definitiva, conforme art. 84 da Lei de Execução Penal e art. 5º, XLVIII, da Constituição Federal; e medidas para evitar a violência interna dos presídios, com instalação de câmeras e aumento do efetivo de segurança, bem como impedir a entrada de armas, celulares e drogas nos presídios.
O texto trata ainda da necessidade de reavaliação das condições a que os profissionais que atuam nas unidades prisionais são submetidos. Na ação, a OAB-AM requer que seja providenciada a estruturação do plano de carreira dos servidores do sistema prisional, a realização de concursos públicos para cargos de agente penitenciário e defensor público, além da construção de parlatórios nas unidades prisionais e delegacias que permitam aos advogados entrevistar seus clientes de forma digna e que respeite a integridade física dos profissionais e presos.

Com o envio do documento, a OAB-AM aguarda a concessão de medida liminar no Plantão da Justiça Federal, que está em recesso.
O tempo

Papa lamenta morte de detentos em presídio do Brasil

O papa Francisco fez orações pelas vítimas da rebelião no presídio de Manaus na primeira audiência geral de 2017, realizada nessa quarta-feira (4). Ao todo, 60 pessoas morreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim após a rebelião. A informação é da Agência Ansa.
"Ontem, chegaram notícias dramáticas do Brasil sobre o massacre ocorrido no presídio de Manaus, onde um violentíssimo confronto entre grupos rivais causou dezenas de mortes", disse o pontífice nas mensagens finais da audiência.
"Exprimo dor e preocupação pelo que aconteceu. Convido a todos para rezar pelos mortos, pelos seus familiares, por todos os detentos daquele presídio e por aqueles que lá trabalham. E renovo meu apelo para que os institutos penitenciários sejam locais de reeducação e de reinserção social e as condições de vida dos presidiários sejam dignas de pessoas humanas", afirmou o papa.
Após um momento de silêncio, ele pediu que os presídios de todo o mundo "sejam locais de reinserção, que não sejam superlotados" e concluiu solicitando que todos rezassem uma Ave Maria.

O papa Francisco manifesta apreço pela questão dos encarcerados, pedindo condições dignas e humanas para gestores do sistema prisional de todo o mundo. Ele, inclusive, visita prisões ao redor do mundo - sempre que possível - quando faz viagens internacionais.
O Tempo

Mutirão de Doria transfere mão de obra para 'embelezar' cidade

Funcionários que trabalham na Operação Cidade Linda, primeira ação do governo João Doria (PSDB) na cidade, estão sendo deslocados de suas atribuições em outros bairros para "embelezar" a região central. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo conversou com 14 agentes de varrição, recapeamento de calçadas e limpeza de pichações na terça-feira, 3, na Avenida 9 de Julho e na Praça 14 Bis, dois alvos da operação, e todos disseram que trabalhavam em seu horário regular, sem pagamento de hora extra.
A estratégia é diferente da anunciada no fim de dezembro por Doria. À época, o prefeito afirmou que os 1.291 agentes fariam o trabalho como hora extra, com o custo pago por dez concessionárias da cidade. Doria afirmou também que não haveria prejuízo aos serviços em outras regiões da capital.
Na prática, porém, as equipes de trabalho foram divididas. Os trabalhadores disseram que só trocaram o lugar onde dão expediente. "Ficou metade da equipe no ponto e metade aqui na avenida", disse um funcionário que atua na região da Sé, no centro da capital, no assentamento de calçadas. Outro, da Penha, na zona leste, afirmou que não estão fazendo hora extra. "Deveriam contratar mais pessoas para fazer o serviço", disse.
Na Praça 14 Bis a situação é a mesma. Dois garis disseram à reportagem que não foram para a região onde dão expediente para participar do mutirão na segunda-feira, 2, que teve a participação simbólica de Doria vestido de gari, em sua primeira agenda pública. Um terceiro gari, que varria o entorno da quadra onde ficam os moradores de rua da praça, disse que costuma trabalhar na Rua Augusta, mas na terça-feira, 3, trocou de posto
O cronograma do Cidade Linda prevê ainda outras ações neste mês: na Avenida Paulista (nos dias 7 e 8), Avenida 23 de Maio (14 e 15), Avenida Santo Amaro (21 e 22) e Avenida Tiradentes (28 e 29). Nos dois meses seguintes, também serão tratadas as avenidas Mateo Bei, Ipiranga, São Luís, Cruzeiro do Sul, Belmira Marin, as marginais do Tietê e do Pinheiros e o centro histórico.
Mato alto e lixo. A região da Nove de Julho, de fato, passou por melhorias. Calçadas tiveram os pisos substituídos e parte das pichações foram removidas. Durante a visita da reportagem, por volta das 11 horas, a passarela Doutor Nemr Jorge seguia pichada, além do viaduto Martinho Prado, também sem tratamento. O túnel 9 de Julho também tinha pichações.
O jornal O Estado de S. Paulo entrou em contato com a empresa Potenza Engenharia e Serviços, Molise - Serviços e Construções, responsáveis pelos funcionários terceirizados que trabalham nestas funções de zeladoria, mas não conseguiu resposta. A Inova informa que possui equipes volantes para atendimento a eventos especiais, conforme requisito contratual. Essas equipes estão incorporadas nos serviços.

A Prefeitura informou que "a logística de todo o projeto São Paulo Cidade Linda, nessa primeira operação, foi estruturada exclusivamente pelas empresas prestadoras de serviço na área de zeladoria da cidade, por solicitação do então prefeito eleito". De acordo com a nota, "o eventual deslocamento de funcionários não traz prejuízo à rotina de serviços prestados pelas empresas em toda a cidade". Por fim, a nota diz que "as horas extras foram assumidas pelas empresas, e a Prefeitura não dará nenhum subsídio por elas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O Tempo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Pimentel cita Aécio em defesa e quer processo por calúnia

O governador Fernando Pimentel (PT) vai processar o deputado Sargento Rodrigues (PDT) por calúnia e difamação e falsa acusação de crime. O motivo é a divulgação por parte do parlamentar de um vídeo em que o governador aparece junto ao filho no condomínio de luxo Escarpas do Lago, no município de Capitólio, no Sul de Minas, embarcando no helicóptero oficial do governo. Nessa segunda-feira (2), por meio do seu perfil nas redes sociais, o governador criticou a postura dos parlamentares da oposição e explicou a situação.

De acordo com assessoria de imprensa do governo, o deputado Sargento Rodrigues será processado por ter divulgado um “ato legal do governador como sendo um crime”. Nesse domingo (1), o parlamentar postou o vídeo afirmando que Pimentel teria utilizado a aeronave oficial do Estado para buscar o filho após uma festa de réveillon. Na avaliação do deputado, a ação configuraria improbidade administrativa.

O advogado do governador, Eugênio Pacelli, disse que o uso do helicóptero foi completamente legal e que a divulgação por parte do deputado foi um ato de má-fé. “O deputado nunca se manifestou contra o uso de aeronaves dos governadores anteriores que receberam o seu apoio. Ele pode até se manifestar contra a regra que permite o uso das aeronaves, que, inclusive, foi criada pelo governo que ele (Sargento Rodrigues) apoiava, mas não pode divulgar que o governador fez algo ilegal, quando não fez”, disse o defensor de Pimentel.

Em seus perfis nas redes sociais, o governador deu sua versão para o fato. “Neste domingo, dia 1º, fui a Escarpas do Lago, pela manhã, de helicóptero, com a intenção de ficar o dia lá, com meu filho, que passara o réveillon na casa de amigos. Ainda no voo de ida, ele comunicou-se comigo, dizendo que não se sentia bem, e perguntava se não me incomodaria voltar mais cedo com ele para BH, em vez de almoçar lá. Obviamente, eu concordei e voltamos juntos, logo após o pouso, ainda pela manhã”, afirma o texto.

Pimentel ainda explicou na postagem que o uso do helicóptero pelo Executivo é legal, regulamentado por um decreto de 2005, publicado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB). “Os ataques fazem parte dessa campanha insidiosa, de um pequeno setor da oposição, que conhece perfeitamente a lei e o decreto de que falei, e que, a todo o tempo, tenta atrapalhar e prejudicar o Estado, em vez de ajudar a unir os mineiros no enfrentamento da crise”, concluiu.


SAIBA MAIS

Voos. A regulamentação de voos das aeronaves do governo de Minas se deu pelo decreto 44.028/2005, editado pelo ex-governador Aécio Neves. A regra separa os modelos de aeronaves em duas classificações. As aeronaves que servem ao governador são chamadas de especiais. Já as que ficam à disposição das demais autoridades recebem a nomenclatura de gerais.

Uso. As aeronaves especiais podem ser utilizadas pelo governador para voos de qualquer natureza, pelo decreto. Já as demais autoridades podem se deslocar quando integrantes de comitivas, em atividade de Defesa Civil ou em missão de relevante valor social. Mesmo assim, a autorização só é concedida quando há impossibilidade de voo regular e voos cuja distância da capital é superior a 100 km.

Sigilo. Desde abril de 2016, o Gabinete Militar do governo de Minas colocou sob sigilo os registros de voos feitos por Pimentel.


MINISTÉRIO PÚBLICO


Deputado protocola denúncia e quer ressarcimento de gastos

O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) manteve o posicionamento mesmo após a decisão do governador Fernando Pimentel (PT) de processá-lo. O parlamentar protocolou nessa segunda-feira (2) no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) uma denúncia contra o governador.

Além disso, ele prepara ação para pedir o ressarcimento do valor gasto com recurso público para viabilizar o voo de Pimentel até a cidade de Capitólio e o retorno à capital. O deputado não soube informar o valor que ele pretende que seja ressarcido pelo governador. “Terei imenso prazer em responder judicialmente, pois estava no exercício do meu dever como parlamentar de fiscalizar os atos do Poder Executivo. O governo deveria saber que essa é uma obrigação dos deputados” afirmou o parlamentar ao saber da decisão de Pimentel.

De acordo com Sargento Rodrigues, o uso do helicóptero nas circunstâncias mostradas no vídeo configura crime de improbidade administrativa. “O artigo 10 da Lei 8.429/92 é claro e diz que constitui ato de improbidade administrativa o que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento (vender com prejuízo) ou dilapidação dos bens do poder público. Então houve irregularidade”, diz.

O tempo

Passagens de trem entre Vitória e Minas sofre aumento

As passagens do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) será reajustado a partir desta terça-feira (3).
Com a mudança, as viagens entre as estações Pedro Nolasco, em Cariacica (ES), e de Belo Horizonte (MG), bem como o percurso inverso, passarão a custar R$ 73 na classe econômica e R$ 105 na classe executiva. Os valores praticados atualmente são de R$ 65 e R$ 100, respectivamente.
As informações sobre as novas tarifas para trechos intermediários já estão disponíveis pelo canal de atendimento gratuito Alô Ferrovias (0800 285 7000) e, também, no site do Trem de Passageiros.

Cabe ressaltar que o reajuste de passagens do Trem de Passageiros da ferrovia Vitória a Minas é determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão que regulamenta o setor, e que contempla, ainda, outras modalidades de transporte terrestre. 
O tempo

domingo, 1 de janeiro de 2017

Doria defende em discurso transparência e ética

Em seu discurso de posse, o novo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a destacar as mensagens que foram os principais motes de sua campanha eleitoral em 2016. Ele reafirmou que sua atuação na Prefeitura será com perfil de administrador e não de político, e reforçou que trabalhará perto dos vereadores, com reuniões mensais na Câmara Municipal. "Farei gestão à frente da cidade de São Paulo. No Executivo, serei um administrador da cidade. Reafirmo que sou um gestor, respeitando todos os políticos", disse, diante do plenário lotado da Câmara Municipal.
Doria citou em seu discurso dez temas que irão nortear a sua gestão, todos precedidos pela palavra "respeito". Ele prometeu respeito ao Legislativo e ao Judiciário e reafirmou seu compromisso de despachar com os parlamentares uma vez por mês. Além disso, voltou a defender a necessidade de transparência, ética e eficiência na gestão pública, bem como respeito aos cidadãos. "Em todos os níveis vamos ter demonstrações claras de transparência e de ética", frisou. Ele ainda classificou São Paulo como "a capital do Brasil" e a "cidade que espelha o Brasil".
O novo prefeito também adotou tom de conciliação, e disse que sustentará o diálogo e a capacidade de estar aberto a todas correntes e manifestações. "Não importa se são da oposição ou contrárias às nossas convicções", ponderou. Em meio às saudações no início da sua fala, Doria se dirigiu ao vereador Eduardo Suplicy (PT) dizendo ser uma das poucas boas figuras da política brasileira e um bom amigo.

Doria ainda se comprometeu a varrer alguns trechos da cidade amanhã, às 6 horas, junto do vice-prefeito, secretários e presidentes de autarquias, todos vestidos de garis. "Vamos dar demonstração de humildade e capacidade de trabalho. Vamos começar cedo, antes do sol raiar", disse.
O Tempo