sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Casa onde morou Tom Jobim ganha estátua em sua homenagem

Onde hoje nós recebemos hóspedes do mundo inteiro loucos pelo charme de Ipanema, ele criou uma quantidade impressionante de clássicos, como Samba do avião, Só danço samba, Ela é carioca, Inútil paisagem e Desafinado. Sem mencionar Garota de Ipanema.
No mesmo período (de 1962 até 1965) ele ganhava o mundo e o Grammy, deixando em seu vácuo os Beatles, os Rolling Stones e Elvis Presley, se tornava o rosto internacional da bossa nova e era considerado o maior expoente da Musica Popular Brasileira de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone.

Mas na Ipanema dos loucos anos 60 ele era apenas o Tom, carioca da Tijuca, morador da Barão da Torre, frequentador assíduo do Arpoador, bom de papo e de bar, amigo da natureza e amante do mar.
O resto é história.
Ipanema era o centro do mundo e Tom Jobim seu príncipe.
Aos 35 anos, o compositor reinava absoluto não apenas nas areias do bairro, mas nos quatro cantos do planeta com seu piano e sua estampa de galã.

Tom Jobim era Ipanema, Ipanema era Tom Jobim e aquelas areias viviam cheias de novos compositores e candidatas à musa.
A identidade cultural de Ipanema (e por extensão de toda a cidade) e a mitologia da boêmia carioca da época jamais seriam os mesmos sem aquele piano e seu dono.
A casa da Barão da Torre continua aqui, no coração da Zona Sul, à poucos passos do mar e do agito que desde então nunca mais parou.
Aquele piano se foi, mas nós continuamos a viver como se ele ainda estivesse aqui. Tom nunca se foi de verdade, virou passarinho e nós gostamos de acreditar que ainda pousa vez por outra na janela do seu velho quarto pra matar as saudades daqueles tempos loucos.
E com certeza ia adorar saber que a casa anda cada dia mais Bonita (what can we say?), cheia de gente feliz indo e vindo do mesmo mar, caminhando pelas mesmas ruas, respirando o mesmo ar. Alguns mais sortudos até dormindo naquele mesmo quarto.

Sobre o Arpoador, ele disse: "quando eu morrer, enterrem meu coração nas areias desta praia."
Tom Jobim faria 90 anos no próximo dia 25. Seu coração parece ainda bater por aqui, entre os hóspedes de todo canto se divertindo na piscina onde era seu jardim, felizes e bronzeados, fazendo novos amigos na sala onde antes ficava seu piano e celebrando a vida no nosso bar
E pra comemorar seu aniversário e festejar oito anos de Bonita Ipanema, imaginamos uma forma de tê-lo ainda mais presente.
Pensando no grande amor de Tom Jobim pela natureza, em especial pelo mar e pelos pássaros, encomendamos seu presente de aniversário ao escultor VALMON, conhecido por suas esculturas de grandes artistas da MPB como Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha, com as quais já expôs no Museu de Etnologia de Munique, na Ander-Art, Galerie Kunst-Direkt, Festung Ehrenbreitstei e Circo Voador, sua primeira escultura de grande porte, uma representação do compositor. VALMON se especializa em esculturas feitas de material reciclado como ferro, epóxi, latas de alumínio, jornais e revistas entre outros
Como ecologista apaixonado, ele iria adorar
Tom Jobim está voltando pra casa no dia 25 ao som do Samba do Avião.
Bonita Ipanema convida o Rio para o coquetel de aniversário/inauguração na Barão da Torre 107.

Serviço

Inauguração da estátua Tom Jobim com coquetel
Dia 25 de janeiro, quarta-feira, das 18 às 21 h
Bonita Ipanema - Rua Barão da Torre, 107 - Ipanema - RJ
Tel: (21) 2227-1703
Entrada Franca
Faixa Etária Livre
O tempo

OAB vai levar mortes em presídios à Corte de Direitos Humanos

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as seccionais da entidade informaram nesta sexta-feira (6) que vão levar à Corte Interamericana de Direitos Humanos as "duas tragédias ocorridas em Roraima e no Amazonas, motivadas pela falta de adoção de ações concretas por parte do Estado para resolver o problema, que sempre se repete".
Nesta sexta, quatro dias após o massacre de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus - presídio sob administração da Umanizzare Gestão Prisional e Serviços -, 33 detentos foram assassinados na Penitenciária Agrícola de Boa Vista (PAMC), capital de Roraima. A maioria das vítimas foi desmembrada, decapitada ou teve o coração arrancado. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso às alas.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirma que o objetivo da atuação na Corte Interamericana é fazer com que os Estados tomem as providências necessárias para garantir a aplicação das leis e o Estado Democrático de Direito. Segundo Lamachia, o Estado precisa retomar, urgentemente, o controle das prisões que estão nas mãos do crime organizado.
O Conselho Federal e a seccional gaúcha já atuaram na Corte Interamericana e obrigaram o Estado do Rio Grande do Sul a tomar providências com relação ao caos carcerário.

O presidente Lamachia também vai articular, junto com as seccionais da OAB, uma agenda de vistoria nos presídios que se encontram em estado mais crítico em todo o País. As vistorias devem ocorrer ao longo do primeiro trimestre.
O Tempo

Denunciação Caluniosa:O Feitiço Vira Contra o Feiticeiro

Por Marcos Duarte – O crime de denunciação caluniosa está previsto no artigo 339 do Código Penal Brasileiro. Comete quem aciona indevidamente ou movimenta irregularmente a máquina estatal de persecução penal (delegacia, fórum, Ministério Público, CPI, corregedoria, etc.) fazendo surgir contra alguém um inquérito ou processo imerecido.

O criminoso, de forma maldosa, maliciosa e/ou ardilosa, faz nascer contra a vítima, esta que não merecia, uma investigação ou um processo sobre fato não ocorrido ou praticado por outra pessoa.
Essas mentiras acompanhadas de processo judicial ou inquérito, são suficientes para a caracterização do crime. Caso não ocorra o inquérito ou processo, caracteriza-se o artigo anterior, (Comunicação falsa de crime ou contravenção).
ARTIGO 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa. § 1º – A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. § 2º – A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
Observem que este crime tem pena muito mais pesada do que os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação). Por desconhecimento ou irresponsabilidade, desacreditando na ação da Justiça, alguma pessoas movimentam delegacias (lavrando Boletins de Ocorrência de Forma inconsequente, Juizados Especiais e mesmo as varas cíveis e de Família) atacando indevidamente a honra de alguém sem esta noção de que o “feitiço pode virar contra o feiticeiro”. Tornou-se corriqueiro atacar a honra de alguém como se isto fosse ficar impune. Por outro lado, as pessoas vitimizadas não aplicam o instituto penal da Denunciação Caluniosa e permitem a execração de sua honra e imagem. Muito comum este tipo de delito nas ações de família.

Marcos Duarte

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Para cientistas, bebidas diet não são melhores

O Tempo


SAÚDE

PUBLICADO EM 05/01/17 - 03h00

Pesquisadores não encontram dados que as demonizem como as açucaradas






Londres, Reino Unido. Bebidas diet costumam ser vistas como alternativas mais saudáveis do que as açucaradas, mas não há, na ciência, evidência de que isso seja verdade. Essa foi a conclusão de um estudo publicado nesta semana no periódico “PLOS Medicine”, com autores ingleses do Imperial College London e brasileiros, das universidades de São Paulo (USP) e de Pelotas (UFPel).

Os pesquisadores, em meio a uma revisão de estudos anteriores sobre o assunto, alertam que a falsa impressão pode ter origem em estratégias de marketing das grandes empresas do ramo e leva a uma regulação fraca por parte dos governos em comparação com o controle de bebidas com açúcar.

A análise se concentrou no impacto de bebidas como refrigerantes, sucos e chás gelados no ganho de peso e na obesidade. Além de não terem sido encontradas evidências de que as bebidas adoçadas artificialmente seriam mais saudáveis, os pesquisadores apontaram para uma falta de estudos sobre os efeitos desses produtos para a saúde no longo prazo. Por isso, eles alertam: “Bebidas adoçadas artificialmente não devem ser promovidas como parte de uma dieta saudável”.

Além dos danos à saúde, os autores apontaram também para os danos dos produtos ao meio ambiente – até 300 litros de água são necessários para a produção de uma garrafa plástica de meio litro.

O tempo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Human Rights: Brasil precisa retomar controle do sistema prisional

A Organização Não Governamental (ONG) Human Rights Watch divulgou comunicado nesta quarta-feira (4) dizendo que o Brasil precisa retomar o controle do sistema prisional. “Nas últimas décadas, autoridades brasileiras gradativamente abdicaram de sua responsabilidade de manter a ordem e a segurança nos presídios”,disse a diretora do escritório da entidade em São Paulo, Maria Laura Canineu.
Para a Human Rights Watch, essa situação expõe os presos à violência e abre espaço para a atuação do crime organizado. “O fracasso absoluto do Estado nesse sentido viola os direitos dos presos e é um presente nas mãos das facções criminosas, que usam as prisões para recrutar seus integrantes”, acrescenta Maria Laura.
Rebeliões e massacres
Uma rebelião iniciada na noite do último domingo (1º) resultou na morte de pelo menos 60 internos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). O massacre foi resultado da disputa entre duas facções rivais (Família do Norte e Primeiro Comando da Capital) pelo comando do tráfico de drogas na região.
A ONG lembra que motins ocorridos nos estados de Rondônia, Roraima e Acre resultaram em 22 mortes em outubro de 2016. “De acordo com a legislação brasileira e com o direito internacional, o governo tem a obrigação de proteger da violência e de abusos as pessoas que estão sob custódia do Estado. No entanto, os presos no Brasil têm 3 vezes mais chances de serem vítimas de homicídios do que a população em geral”, ressalta a nota da organização.
Umas das principais causas dessa violência é, segundo a Human Rights, a superlotação das penitenciárias, associada à escassez de pessoal. “As prisões brasileiras abrigavam 622 mil pessoas em 2014, o último ano para qual há dados oficiais disponíveis, mas tinham capacidade para apenas 372 mil”, destaca a entidade.
Sobre a segurança, a ONG lembra que, em 2009, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determinou que as prisões deveriam ter ao menos um agente penitenciário para cada 5 internos.
“No Amazonas, a proporção era de apenas um agente para quase dez presos em 2014. Em algumas das prisões visitadas pela Human Rights Watch, agentes penitenciários apenas exerciam a vigilância no perímetro prisional e em algumas das áreas internas, mas não entravam nos pavilhões”, exemplifica.
Superlotação
A superlotação é consequência, na avaliação da Human Rights, de políticas equivocadas, como a manutenção de presos provisórios junto com condenados. “Em contravenção aos princípios internacionais de direitos humanos e à lei brasileira. O Brasil deveria combater a superpopulação carcerária agilizando o processo judicial de toda pessoa presa”, enfatiza a nota que também chama a atenção para a necessidade do uso de medidas alternativas à prisão, previstas na lei brasileira.
Encarar as drogas principalmente pelo lado policial e penal é outro dos fatores que, na visão da ONG, favorece o crescimento da população carcerária.

“A atual política de criminalização do uso, produção e distribuição de drogas potencializou o crescimento das organizações criminosas. Ela também encheu as prisões de pessoas detidas por posse de pequenas quantidades de drogas, deixando-as vulneráveis ao recrutamento pelas facções criminosas”.
O tempo

OAB processa Amazonas e juíza dá 72 horas para governo se manifestar

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) apresentou à Justiça uma ação civil pública contra o Estado do Amazonas, motivada pela ausência de ações concretas na tomada de ações emergenciais quanto ao quadro penitenciário do Amazonas. A ação foi recepcionada pela juíza federal Marília Gurgel em regime de plantão que fixou prazo de 72 horas para que o Estado se manifeste antes da apreciação da medida liminar requerida pela entidade.
"Durante a rebelião do último domingo, 1º, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim foi local do maior massacre de detentos do País nos últimos anos, com registro de cerca de 60 mortes", assinala a OAB, em nota.
O documento, assinado pelo presidente da seccional Marco Aurélio Choy, pelos conselheiros federais da seccional do Amazonas José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral, Diego D'Ávila Cavalcante e pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Epitácio Almeida, tem como um dos principais objetivos requerer ao Estado que sejam adotadas as medidas necessárias para garantir o cumprimento da Lei de Execução Penal, Constituição da República e normas de Direitos Humanos.
"A OAB vem denunciando esse problema há muito tempo. Entendemos que o Estado não tomou de forma concreta e efetiva as medidas necessárias para que esse cenário não tivesse o desfecho trágico registrado no último domingo. A OAB pede medidas concretas para a solução desse grave problema do sistema carcerário do Estado do Amazonas. O ajuizamento dessa ação tem como finalidade que o Estado tome medidas concretas e imediatas quanto ao tema do sistema penitenciário. Aguardamos o posicionamento do Judiciário Federal justamente para atender essa necessidade não apenas da sociedade amazonense, como também da sociedade brasileira", destacou Choy.
Na ação, a OAB-AM solicita que, no prazo de 30 dias, seja elaborado um Plano para o Sistema Prisional do Estado, que busque solucionar os problemas presentes e garantir o cumprimento das normas Constitucionais, Internacionais e Legais, oferecendo os direitos e assistências mínimos previstos em legislação específica aos detentos, sob pena de multa diária de um milhão de reais.
A ação tem como foco a defesa dos direitos humanos e requer diversas medidas que revertam as condições em que os presos são submetidos nas unidades prisionais amazonenses, entre elas a elaboração de um plano para construção de estabelecimentos que abriguem a totalidade de presos de forma digna e humana; reformas e modificações necessárias para garantir o respeito aos direitos de individualização da pena, instalações higiênicas, assistência social, educacional e jurídica; separação dos presos provisórios dos presos com condenação definitiva, conforme art. 84 da Lei de Execução Penal e art. 5º, XLVIII, da Constituição Federal; e medidas para evitar a violência interna dos presídios, com instalação de câmeras e aumento do efetivo de segurança, bem como impedir a entrada de armas, celulares e drogas nos presídios.
O texto trata ainda da necessidade de reavaliação das condições a que os profissionais que atuam nas unidades prisionais são submetidos. Na ação, a OAB-AM requer que seja providenciada a estruturação do plano de carreira dos servidores do sistema prisional, a realização de concursos públicos para cargos de agente penitenciário e defensor público, além da construção de parlatórios nas unidades prisionais e delegacias que permitam aos advogados entrevistar seus clientes de forma digna e que respeite a integridade física dos profissionais e presos.

Com o envio do documento, a OAB-AM aguarda a concessão de medida liminar no Plantão da Justiça Federal, que está em recesso.
O tempo

Papa lamenta morte de detentos em presídio do Brasil

O papa Francisco fez orações pelas vítimas da rebelião no presídio de Manaus na primeira audiência geral de 2017, realizada nessa quarta-feira (4). Ao todo, 60 pessoas morreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim após a rebelião. A informação é da Agência Ansa.
"Ontem, chegaram notícias dramáticas do Brasil sobre o massacre ocorrido no presídio de Manaus, onde um violentíssimo confronto entre grupos rivais causou dezenas de mortes", disse o pontífice nas mensagens finais da audiência.
"Exprimo dor e preocupação pelo que aconteceu. Convido a todos para rezar pelos mortos, pelos seus familiares, por todos os detentos daquele presídio e por aqueles que lá trabalham. E renovo meu apelo para que os institutos penitenciários sejam locais de reeducação e de reinserção social e as condições de vida dos presidiários sejam dignas de pessoas humanas", afirmou o papa.
Após um momento de silêncio, ele pediu que os presídios de todo o mundo "sejam locais de reinserção, que não sejam superlotados" e concluiu solicitando que todos rezassem uma Ave Maria.

O papa Francisco manifesta apreço pela questão dos encarcerados, pedindo condições dignas e humanas para gestores do sistema prisional de todo o mundo. Ele, inclusive, visita prisões ao redor do mundo - sempre que possível - quando faz viagens internacionais.
O Tempo