terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Ensino Superior na Alemanha

Estácio demite 1.200 professores para contratar outros 1.200

O grupo Estácio confirmou que promoveu no fim deste semestre uma reorganização em sua base de docentes. Segundo nota divulgada nesta terça-feira (5) o processo envolveu o desligamento de profissionais da área de ensino do grupo e o lançamento de um cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres, de acordo com as evoluções curriculares.
Segundo matéria publicada na imprensa nesta terça-feira, a empresa estaria demitindo 1.200 professores e recontratando, em janeiro do ano que vem, outros 1.200. Internamente, a Estácio teria justificado que os professores ganhavam uma remuneração acima do mercado.

"É importante ressaltar que todos os profissionais que vierem a integrar o quadro da Estácio serão contratados pelo regime CLT, conforme é padrão no Grupo. A reorganização tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório", diz a empresa.
O Tempo

Gilmar Mendes: 'nem todo político deve ser considerado corrupto'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou nesta terça-feira (5) que não se deve pensar que todos os políticos são corruptos. "Temos de ter a política limpa, ativa, mas não podemos fazer isso de lenda política ou tentar fazer com que todos os políticos sejam considerados elementos negativos da sociedade ou corruptos", disse Gilmar a jornalistas, depois de participar do "Seminário Poder Judiciário e Eleições: desafios para o fortalecimento da democracia", em Brasília.
Gilmar afirmou que o Brasil não pode pensar em substituir a classe política por juízes ou promotores nem pode fazer com que todos os políticos sejam vistos como "corruptos".

"Precisamos, inclusive, dos profissionais da política. De um tempo para cá, e já faz muito tempo, precisamos dessas pessoas que se dedicam integralmente à atividade política e que têm todo um aprendizado especial. Não podemos pensar em substituir os políticos por funcionários públicos, ainda que graduados como juízes ou promotores", disse Gilmar.
O Tempo

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Primeiros testes de satélite francês confirmam teoria de Einstein

O satélite francês Microscope confirmou a teoria da relatividade geral de Albert Einstein "com uma precisão sem igual", revelaram nesta segunda-feira (4) os primeiros resultados desta missão que busca uma eventual falha neste pilar científico.
Por enquanto, o microssatélite, lançado em abril de 2016, não conseguiu por em dúvida a teoria do físico alemão, elaborada há um século.
Enviado a 710 km da Terra, o Microscope, da agência espacial francesa CNES, está encarregado de testar no vácuo e no espaço a universalidade da queda livre, com o objetivo de obter uma precisão 100 vezes maior da alcançada no nosso planeta.
Os primeiros resultados "demonstram com uma precisão sem igual", até o 14º decimal, que todos os corpos caem no vácuo com a mesma aceleração, publicaram os cientistas na revista Physical Review Letters.
Einstein fez do "princípio de equivalência" entre gravitação e aceleração o pilar de sua teoria da relatividade geral. Ele descreveu a gravidade como uma curva espaço-tempo deformada pela matéria.
O objetivo da missão Microscope até o final de 2018 é chegar a uma precisão do 15º decimal.
"Em termos de precisão, multiplicamos por 10 a qualidade dos melhores experimentos na Terra", declarou à AFP Pierre-Yves Guidotti, encarregado do projeto.
O microssatélite leva um instrumento com duas massas cilíndricas de composição diferente, uma de platina, outra de titânio. Ambas realizaram até agora o equivalente a uma queda livre de 85 milhões de quilômetros, ou seja, a metade da distância entre a Terra e o sol.
"Se o princípio de equivalência for verdadeiro, os dois corpos não devem se mover um com relação ao outro, visto que caem com a mesma aceleração", explicou à AFP o físico Thibault Damour, um dos autores do artigo.
Ao contrário, se "se moveram" um com relação ao outro, isto implicaria uma violação do princípio da equivalência.
"Mas não vimos nada disso", disse Damour.

"É uma boa notícia no sentido de que a teoria de Einstein ainda é mais verdadeira do que acreditávamos", afirmou. "Embora tivesse sido mais excitante encontrar algo novo", admitiu.
O Tempo

Uma em cada quatro pessoas admite que não se protege do sol

Chega o fim do ano, todo mundo pensa logo em aproveitar o verão e conquistar uma cor mais saudável. Mas a exposição ao sol pode colocar a saúde em risco, e é preciso pensar em cuidado e proteção.

Dezembro é, também, um mês para alertar sobre a importância da prevenção – assim como o Outubro Rosa (do câncer de mama) e o Novembro Azul (de próstata). Neste mês, a cor adotada é o laranja, e o alvo da campanha, o câncer de pele. No ano passado, 176 mil novos casos da doença foram registrados no país.

O trabalho de conscientização sobre o câncer de pele já é feito há quase 20 anos no Brasil. Mesmo assim, uma em cada quatro pessoas admite que poderia se proteger melhor do sol, mas não o faz. Entre os jovens (de 18 a 29 anos), essa taxa é de um em cada três.

O levantamento “Panorama sobre Conhecimento, Hábitos e Estilo de Vida dos Brasileiros em relação ao Câncer”, feito pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), indicou que esse tipo de tumor é um dos mais conhecidos pelos brasileiros, sendo citado por 89% deles. A maioria dos entrevistados (83%) também reconhecia que a causa direta do câncer de pele está relacionada à exposição ao sol.

Mas um dado preocupante é que 6% da população demonstra forte resistência para adotar hábitos preventivos. Entre pernambucanos, capixabas, catarinenses e rondonienses, a rejeição atinge 10%.

A engenheira química Rosa de Lima, 55, nascida e criada em Recife, não costumava usar protetor solar no dia a dia nem para ir à praia. Até ter o diagnóstico de um carcinoma em uma pinta no ombro. Trata-se de um tipo menos agressivo de câncer de pele, mas que, se não for descoberto cedo, pode ter complicações severas.

“Retirei o sinal (como recifenses chamam a pinta) com cirurgia e, depois disso, passei a usar blusa de manga e protetor solar. Hoje falo para todo mundo se proteger e mostro a cicatriz”, contou Rosa.

Trabalhadores. Com a mensagem: “Se exponha, mas não se queime”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enfatiza na campanha a importância de adotar hábitos cotidianos para a prevenção. Um dos focos de conscientização é o trabalhador que se expõe ao sol diariamente.

“Quem tem histórico de exposição crônica, trabalhando sempre exposto ao sol, vai ter um risco maior de câncer de pele no futuro. É um dano acumulativo ao longo dos anos, que vai fazer diferença quando a pessoa chega aos 50 anos”, explica a dermatologista Michele Diniz, coordenadora da campanha em Minas Gerais.

O sol faz parte da vida de Nilton Oliveira, 53, mensageiro do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços em Asseio e outras categorias de Belo Horizonte, o Sindeac. Há 30 anos, ele vive em cima de uma moto ou de um cavalo – quando era policial militar – e debaixo dos raios solares.

“Passo protetor às vezes, tenho a pele negra, acredito que corro menos risco”, confessa Oliveira. Sim, as pessoas mais claras são mais propensas a desenvolver câncer, mas todos precisam de proteção, alertam os especialistas.

Oliveira sabe e destaca que o sindicato orienta os trabalhadores, principalmente os garis, que estão mais expostos, a usar filtro solar e equipamentos de proteção.

A dermatologista destaca que os casos estão aumentando, consequência da cultura antiga de não prevenir, que agora mostra seus efeitos. “Hoje em dia, as pessoas estão mais conscientes. O bronzeado não é mais sinônimo de uma pessoa saudável”, afirma Michele.
Mutirão. Nas campanhas preventivas da SBD, desde 1999, foram atendidas 500 mil pessoas no Brasil, cerca de 30 mil por ano, e detectados 40 mil casos de câncer de pele. Saiba mais em sbdmg.org.br.

Números. Cerca de 70% dos cânceres de pele são carcinomas basocelular, menos agressivos, tratados com cirurgia. Mas, cerca de 5% são melanomas, forma mais grave – 1.547 pessoas morreram em 2016 com esse mal.
O Tempo

São Francisco de Assis

domingo, 3 de dezembro de 2017

Filhos das redes

O TEMPO
Eduardo Aquino
PUBLICADO EM 03/12/17 - 03h00
Levamos milênios para desenvolver a lógica. Séculos para aprimorá-la. Porém, apenas três décadas para torná-la artificial. Ficamos viciados na inteligência artificial, prisioneiros da cognição eletrônica. Não precisamos memorizar coisas banais como números de celulares de mãe ou namoradas, arquivar dados, abrir um dicionário para compreender uma nova palavra ou pesquisar numa biblioteca um novo saber.

Basta um movimento mágico e temos nosso totem do saber, o onipresente e onisciente Google. É médico, professor, cientista, inventor, tradutor, guia, mestre, o que nós acomodados usuários quisermos. Seria um deus, se não fosse o maior lobo em pele de cordeiro. Sabe tudo de mim, de você, de todos nós. Falso ou verdadeiro, inventado ou historiado, invade minha privacidade sem ao menos pedir licença. Tem a chave de todos meus cômodos e, se deixar, indica até onde encontrar minha alma gêmea.

Mas o que dizer do mamute Facebook? Começou como um conector de pessoas numa universidade americana. Traçava um perfil e apresentava uma pessoa a outra à distância. Hoje, vigia cada passo, é cheio de armadilhas, de ferramentas viciantes, é instrumento de guerras, desunião, fofocas e ciberbullying. Muda eleições nos EUA e na Inglaterra, promove tribos que se odeiam e acentua preconceitos e ódios. Instagram, Tumblr, Twitter e tome tela de smart, IPad e desktop. E destila-se ódios, amores, mentiras, alegrias, difamações.

De longe, à distância, virtualmente, a covardia se faz corajosa. Constrói-se uma vida a vida inteira, destrói-se em poucas tecladas, poucos segundos. Haters irrelevantes têm seu momento de glória ao postar sobre as celulites da celebridade.

Aí, nessa selva virtual, onde predadores nos rondam 24 horas, sete dias por semana, a droga rola. Viciados em telas, se tornam zumbis, comandados por nuvens de agentes do mal. Ingenuamente repassando nossos dados e segredos, expondo corpos, mentes e almas. Sendo sugados para uma engrenagem que mói sentimentos, emburrecem e destroem relações.

Quando tudo parecia irremediavelmente empobrecedor, surge o WhatsApp. Neura total! Grupos de trabalho, de família e de escola. O som perturbador, o responde e não responde, o chato de galocha, o namoro de emojis, o recebimento sem resposta, as postagens sem nexo e as piadinhas sem noção. Ou um instrumento de trabalho, a democratização da comunicação, ou a nova fonte de spam e de vigília dos serviços de espionagem e de venda de informação. Afinal, não existe almoço grátis.

Já ouviram falar da tempestade solar do século XIX, que destruiu toda a rede de telégrafos do mundo, que só foi restaurada dez anos depois? Não havia eletricidade. Se aproxima a possibilidade de um novo ciclo de explosão solar que modificará o campo eletromagnético da Terra, torrando toda vida eletrônica. Quem quiser, que busque um documentário. Como? Ora, pra quê existe o YouTube?
O Tempo