terça-feira, 5 de junho de 2018

Preciso provar para mim, que a minha alma tem grandeza

Taxa de violência no Brasil é 30 vezes maior que a da Europa

Fazendo coro com o surto de violência dos últimos dias, em especial no Nordeste, o Ipea acaba de divulgar, na manhã desta terça-feira, um estudo devastador. Segundo ele, entre janeiro e dezembro de 2016 foram cometidos no Brasil 62.517 homicídios  — 171 por dia — e com esse índice o Brasil superou a marca dos 30 mortes violentas por 100 mil habitantes, chegando a 30,3. É uma taxa 30 vezes maior que a da Europa.
Feito em colaboração com o Fórum Brasileiro  de Segurança Pública, o documento revela que, nos registros do sistema de saúde do País sobre estupros, 68% dos casos referem-se a menores de idade. Mostra, também, que a violência continua em alta no País e que os jovens, os negros e as mulheres continuam sendo suas maiores vítimas.
Alguns exemplos mais significativos do estudo:
* Os assassinatos respondem por 56% das mortes de jovens do sexo masculino entre 15 e 19 anos. De 20 a 24 anos, esse índice é de 46%. A proporção cai para menos de 5% da população masculina a partir dos 45 anos de idade.
* Nos últimos 10 anos a taxa de homicídios de negros aumentou 40,2% e a de não negros caiu 6,8%.
* Dos registros sobre estupros, no sistema de saúde brasileiro, 68% referem-se a estupro de menores e quase um terço das agressões cometidas contra crianças até 13 anos, partem de amigos e conhecidos.
* A taxa de 30,3% de mortes para cada 100 mil pessoas é desigual. A de São Paulo é 10,9, a de Santa Catarina 14 e a do Rio Grande do Norte 53. Enquanto em São Paulo os índices caíram 46% em dez anos, no RG do Norte subiram 256%.

*Ao analisar a queda da violência em São Paulo, os autores mencionam, além de controles e políticas mais eficazes, a “hipótese da pax monopolista do Primeiro Comando da Capital, que passou a controlar o uso da violência letal”.
O Tempo

Empresas com funcionários de raças e gêneros variados têm receita maior


Apostar na diversidade do quadro de funcionários pode ser um bom negócio para as empresas. “Elas lucram 30% a mais”, calcula a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção Minas Gerais (ABRH-MG), Eliane Ramos de Vasconcellos Paes. Já um levantamento da consultoria McKinsey and Company mostra que as instituições com maior diversidade racial e de gênero conseguem um retorno financeiro 35% maior que a média do setor. A pesquisa foi feita com grandes empresas de América do Norte, América Latina e Reino Unido.

Embora os resultados financeiros possam ser melhores, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados no que se refere à inclusão, já que 61% dos funcionários LGBT escondem sua condição de colegas e gestores, conforme dados do Center for Talent Innovation, divulgados por Bárba Vieira, ativista dos direitos das mulheres e visibilidade lésbica. Ela foi uma das participantes do Fórum ABRH-MG, que aconteceu nessa segunda-feira (4), no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte. O tema do encontro, que teve 526 inscritos, foi “Inovar a gestão pela diversidade”.

A pesquisa mencionada por Bárbara inclui vários países, entre eles o Brasil. “E quem é assumido evita falar sobre isso no horário de trabalho, e ainda altera o comportamento para poder se integrar com seus colegas e se encaixar no padrão exigido”, acrescenta.

E conseguir um cargo de chefia é ainda mais difícil para um integrante da população LGBT, já que, segundo pesquisa da empresa de recrutamento Enlacers, 38% das empresas brasileiras não contratariam pessoas que fazem desse grupo para cargos de chefia.

E não é só o levantamento da consultoria McKinsey que mostra que a diversidade contribui para que os resultados financeiros das empresas sejam mais positivos. Estudo divulgado em fevereiro deste ano, feito pela DDI, empresa de análise e pesquisa, e pela Ernst & Young (EY), mostra que empresas que tiveram 30% de diversidade de gênero e mais de 20% no nível sênior apresentaram melhores resultados financeiros na comparação com as demais corporações.

Onde há diversidade significativa, a chance de crescimento sustentado e lucrativo é 1,4 vez maior. Nas empresas com maior diversidade, a chance de os líderes trabalharem de forma colaborativa para criar novas soluções e oportunidades é duas vezes superior.

Liderança. As mulheres representam, atualmente, menos de um terço dos papéis de liderança (29%), segundo pesquisa da Ernst & Young (EY) e DDI, junto a 2.400 empresas, de 54 países.

Informação reduz o preconceito

Para diminuir o preconceito, é necessário fornecer mais informações às pessoas, alerta a advogada Graziella Rose, vice-presidente da Comissão OAB Vai à Escola, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e membro da Comissão de Promoção da Igualdade Racial. “A educação pode ajudar, pois tem um poder transformador”, ressaltou durante o Fórum ABRH-MG, que aconteceu nessa segunda-feira (4), na capital.

Ela relatou os preconceitos que já sofreu no mercado de trabalho. “Eu era a única negra em vários lugares, era como se eu não pudesse estar lá. Só que eu posso estar onde quiser”, afirmou.

O líder do Núcleo de Pesquisas em Ética e Gestão Social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), Armindo Teodósio, ressaltou ainda que é preciso “desaprender os preconceitos”.

A analista comercial e de relacionamento com o cliente da DMT Palestras, Patrícia Augusto, que é trans, lembrou que as empresas precisam lidar com a diversidade de maneira inovadora. “O processo seletivo pode ser traumático para a pessoa que está buscando uma vaga”, disse. Ela aconselha um novo olhar para a diversidade. “Busque o que há de melhor nela”, frisou.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-MG, Ana Lúcia de Oliveira, relatou suas dificuldades e destacou a importância da forma de tratamento para as pessoas que têm deficiência física e mental. “As pessoas têm as suas especificidades. Agora, queremos ser tratados como pessoas capazes, que conseguem exercer diversos tipos de atividade”, ressaltou.
O Tempo

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Van Gogh é leiloado em Paris por mais de 8 milhões de dólares

Uma tela de Van Gogh, pintada no começo de sua carreira, foi leiloada por mais de 7 milhões de euros (mais de 8 milhões de dólares) em Paris, em uma venda sem precedentes em mais de 20 anos na capital francesa, anunciou nesta segunda-feira, 4, a casa Artcurial.
O quadro "Raccommodeuses de filets dans les dunes" (Reparadoras de redes nas dunas, de 1882) foi arrematado por 7.065.000 de euros (US$ 8,23 milhões) de um colecionador americano.
A obra tinha valor estimado entre 3 e 5 milhões de euros e foi comprado "após uma árdua batalha", segundo a casa de leilões.
A Artcurial informou que se trata de um "recorde mundial para uma paisagem de Van Gogh do período holandês".
A obra foi pintada quando o artista tinha 29 anos.
"Pintada em agosto de 1882, a obra comporta todas as premissas da revolução pictórica do autor de 'Noite Estrelada'", segundo a casa.
Nela, destacam-se já "todas as características da pintura de Vincent, sobretudo o tratamento das paisagens, que outorgam o lugar principal à terra, com céus muito trabalhados", destacou Bruno Jaubert, diretor associado do departamento de arte moderna do Artcurial.
Van Gogh o pintou no campo perto de Haia, que "captou com muita vivacidade", destacou Jaubert.
O ex-proprietário, um colecionador europeu, havia emprestado a obra durante vários anos até 2015 ao museu Van Gogh de Amsterdã.
Os museus de Montreal e de Haia o exibiram sucessivamente entre 1960 e 2010. Antes da venda, foi exposto em Paris, e posteriormente será em Bruxelas e Nova York.

O último leilão de uma obra de Van Gogh em Paris remonta aos anos 1990, quando "O jardim de Auvers" alcançou 10 milhões de dólares.
O Tempo

Arábia Saudita começa a emitir carteira de motorista para mulheres

A Arábia Saudita emitiu carteiras de motorista para mulheres pela primeira vez em sua história nesta segunda-feira (4). Dez sauditas receberam suas habilitações, enquanto o país se prepara para suspender a lei que proíbe as pessoas do sexo feminino de dirigirem.

Um comunicado transmitido pelo governo saudita informou que as dez mulheres que receberam os documentos já tinham habilitação em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido, Líbano e Canadá. Elas fizeram exames de direção breves e exame oftalmológico antes de receber as licenças do Departamento- Geral de Trânsito da capital, Riad.

O veto será retirado no dia 24 e muitas se preparam para exercer o direito conquistado fazendo cursos de direção. Algumas sauditas estão até mesmo fazendo treinamento para se tornarem motoristas de empresas, como a Uber. Mulheres sauditas se queixam, há muito tempo, de serem obrigadas a contratar motoristas homens ou depender de parentes do sexo masculino para ir ao trabalho ou cumprir tarefas.

A emissão das habilitações antes da suspensão da lei foi uma surpresa, pois quatro ativistas pelos direitos das mulheres estão presas e aguardam um possível julgamento. No domingo, um promotor da Arábia Saudita disse que 17 pessoas foram presas nas últimas semanas por suspeita de atrapalhar a segurança e estabilidade do país. Ativistas afirmam que o caso tem como alvo figuras importantes na campanha pelos direitos das mulheres sauditas.

Segundo comunicado do promotor, oito mulheres foram libertadas temporariamente, enquanto cinco homens e outras quatro mulheres continuam detidos.

Dentre as ativistas mantidas presas, estão Loujain al-Hathloul, Aziza al-Yousef e Eman al-Nafjan. As três estão entre as mais conhecidas ativistas na Arábia Saudita.

Por anos, elas arriscaram ser presas ao pressionar o governo pelo direito de dirigir e também ao pedir o fim das leis de tutela, que dão a parentes do sexo masculino a palavra final sobre uma mulher se casar ou viajar para o exterior. O ativismo das três é visto como parte de um movimento maior pelo direitos civis e democráticos no reino saudita.

Agora, as elas enfrentam acusações que incluem comunicação com pessoas e organizações hostis ao reino e fornecimento de apoio financeiro e moral e elementos hostis ao reino no exterior. Meios de comunicação ligados ao Estado se referiram às três como "traidoras".

Histórico

Três outras ativistas pelos direitos das mulheres sauditas foram detidas. Elas foram as primeiras a se manifestar sobre a questão, na década de 90. Cerca de 50 mulheres participaram desse primeiro movimento, há 28 anos. Elas foram presas, perderam seus empregos, tiveram seus passaportes confiscados por um ano e enfrentaram estigmatização severa.

Outras pessoas foram detidas ao longo dos anos, durante vários esforços de ativistas em favor do direito das mulheres de dirigir. Enquanto a lei saudita nunca proibiu de maneira explícita que pessoas do sexo feminino conduzam veículos, elas nunca chegaram a receber carteiras de motorista.

Com frequência, mulheres detidas pela polícia por dirigir precisavam que um parente do sexo masculino as buscassem. Além disso, os homens tinham de assinar um compromisso, em nome da mulher detida, afirmando que ela não voltaria a dirigir.

Estratégia

Para impulsionar a economia e aliviar as críticas internacionais, o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman vem promovendo mudanças no país. Além de permitir que mulheres dirijam, ele também tentou atrair apoio do público mais jovem, ao abrir o país para o entretenimento.

O príncipe autorizou a realização de shows e permitiu que, pela primeira vez, um filme fosse exibido nos cinemas. No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos dizem que a prisão de ativistas pelas forças de segurança é uma tentativa de silenciar os dissidentes e pode ser uma maneira de congelar quaisquer pedidos para reformas maiores.

A porta-voz do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Liz Throssell, descreveu a repressão aos ativistas como "desconcertante". "Se, como parece, suas detenções estão relacionadas unicamente a seus trabalhos como defensoras dos direitos e ativismo sobre questões femininas, eles devem ser liberados imediatamente", afirmou.
O Tempo

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dois leões, dois tigres e um jaguar fogem de zoológico na Alemanha

Dois leões, dois tigres e um jaguar fugiram nesta sexta-feira (1) do zoológico Eifel, no oeste da Alemanha, informou um porta-voz da prefeitura da cidade de Bitburg à AFP.
Um urso também fugiu, mas foi abatido pelas autoridades que prosseguem com as buscas aos cinco animais.
As autoridades também pediram que os habitantes da cidade permaneçam em casa enquanto a situação não for resolvida.

De acordo com o Google Maps, a comunidade mais próxima fica a cerca de 2 km.
O Tempo