domingo, 1 de outubro de 2023

Je suis mon soleil - Parece que deu errado, mas esse amor valeu!


 

Je suis mon soleil - Ego versus alma

Ansiedade é bom / Rejeição

“Sofrer uma rejeição não é o fim do mundo! É só a vida te livrando de dores maiores!”, revela neurocientista


A frustração provocada pelo sentimento de rejeição pode trazer sérios problemas para a saúde física e mental. Por outro lado, ela pode ser o impulso para uma mudança de vida, pondera o neurocientista Fabiano de Abreu.

Sofrer uma rejeição certamente não causa os melhores sentimentos. Além de alimentar uma extrema frustração, a dor causada por esta situação pode causar sérios problemas à saúde física e mental. No entanto, conforme revela o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Dr. Fabiano de Abreu, esta situação pode ser observada por um outro prisma, como algo benéfico: “Isso não é o fim do mundo! É só a vida te livrando de dores maiores!”

Para o neurocientista, este conceito se aplica na vida profissional e sentimental. Ainda mais quando a experiência desta dor pode causar impactos tão negativos que a pessoa quer evitá-los de sentir novamente: “Cada um de nós carrega sua própria história e sabe onde estão os “furos no casco”, por isso, tememos um novo naufrágio. Mas o passado recheado de história, nos confere uma posse. Possuímos experiência, que nos garante maturidade e sabedoria. Para cada naufrágio sem colete salva-vidas, sentimos que a vida nos escapou, mas basta que entremos no barco munidos desse tal colete (amor-próprio), que mesmo que ele naufrague, uma nova embarcação com novo destino aparece”.

Sabe aquele ditado “antes só do que mal acompanhado”? Para Fabiano, ele exemplifica essa maneira de evitar essas dores mais profundas: “Se em algum momento da vida a dois, esse elo se transformar em nó, desate e siga só. Agradeça a companhia, o compartilhamento do momento, o aprendizado que essa relação proporcionou. Mas não insista, nada floresce em terra arrasada pela dor”. Além disso, “a frustração provocada pela rejeição é a certeza de que você se reconhece merecedor de algo muito melhor”, acrescenta Abreu.

Por outro lado, Fabiano adverte: “É importante resolver suas questões emocionais para não arrastar conteúdos negativos e traumatizantes para os próximos relacionamentos ou objetivos que você deseja realizar. Reproduzindo modelos antigos e adoecidos, por negação de si e projeção no outro”.

E como fazer isso? Ele aconselha: “Compreenda a sua participação em cada situação. Entenda que não é pessoal, aceite que existirão outras oportunidades daqui para frente e faça escolhas melhores. Identifique e modifique seus padrões, pois essa rejeição pode ser a sua grande oportunidade de recomeçar olhando para você, para as suas necessidades, e assim, alcançar coisas muito melhores. A rejeição não determina quem você é, mas a forma como você lida com ela pode te levar a um lugar de dor ou de amor-próprio, você decide onde ficar. Descubra quem você é. saiba perfeitamente quem você merece ao seu lado e como administrar essas rejeições de uma maneira mais leve e feliz”, completa.
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"A ansiedade é algo maravilhoso, principalmente se souber usá-la" diz doutor neurocientista

PhD neurocientista, mestre psicanalista e biólogo, Dr. Fabiano de Abreu discorda do conceito pejorativo sobre a ansiedade.

A ansiedade é um transtorno que afeta cerca de 19 milhões de brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país é, inclusive, considerado a sociedade mais ansiosa do mundo. Os sintomas de uma crise de ansiedade variam de pessoa para pessoa, mas podem ser percebidos com a sudorese, a falta de ar, a hiperventilação, a sensação de boca seca, os formigamentos e as náuseas, por exemplo. Por isso, a ansiedade é quase sempre descrita de modo negativo. Porém, o mestre psicanalista e biólogo Dr. Fabiano de Abreu acredita que o transtorno pode ser olhado com uma visão mais branda. “A ansiedade só é ruim quando não controlada”, afirma.

Para ele, a sensação é como uma potência com um limite e quando este é ultrapassado, pode causar certa confusão. “Primeiro não podemos esquecer que a ansiedade é como uma pendência. Se não existisse, não nos moveríamos para conquistar as metas. Sem contar que a sua natureza é instintiva, para nossa sobrevivência, logo, nunca podemos vê-la como nossa inimiga. Nosso inimigo somos nós mesmos e a falta de capacidade de controlar-se”, defende.

Para o Dr. Fabiano De Abreu, a ansiedade existe dentro de uma ambiguidade constante, na qual existem modos de tirar proveito de uma situação que, outrora, só traria prejuízos físicos e emocionais. “A ansiedade acima do limite prejudica o processo de memorização, mas há um ponto linear onde ajuda no processo de memorização”, exemplifica.

Ainda de acordo com ele, existem formas de se aprender a lidar com situações de pico de ansiedade. Primeiramente, deve-se identificar o problema para nomear e racionalizar a sensação; depois, pode-se buscar maneiras de enfrentar o motivo causador da ansiedade, como uma forma de autoconhecimento; também deve-se procurar formas de espairecer, mudar o foco e permitir que a mente se liberte da sensação extrema; por fim, ao superar a crise, é necessário compreender os motivos que levaram a ocorrência e repensar a situação, para que no futuro se tenha melhor controle sobre ela. “Respire fundo, prenda-se a bons pensamentos, distorça o pensamento do que te deixa ansioso e, mediante ao relaxamento momentâneo, ainda ansioso, use o controle através da inteligência emocional, para que sua ansiedade sirva de potência sináptica para concluir melhor suas tarefas”, aconselha o psicanalista.

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues  é PhD, neurocientista com formações também em neuropsicologia, biologia, história, antropologia, neurolinguística, neuroplasticidade, inteligência artificial, neurociência aplicada à aprendizagem, filosofia, jornalismo e formação profissional em nutrição clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International e membro da Federação Européia de Neurociências e da Sociedade Brasileira e Portuguesa de Neurociências.


Fabiano de Abreu 
OBS.: Este email pode ser acessados por outros membros da empresa
Gestão geral grupo MF Press Global 


Eltville, Considerada a Cidade do Vinho e da Rosa, Com Muito Charme e Beleza

Eltville tem ainda mais a oferecer: por exemplo, rosas. E isto não tem nada a ver com Umberto Eco. A “rainha das flores” já era cultivada lá, antes de Eco escrever seu romance e antes de a equipe cinematográfica chegar a Eltville. Na virada para o século 20, o lugar já era conhecido pela variedade de suas rosas. Hoje, mais de 350 tipos distintos florescem nos jardins e instalações, o que trouxe a Eltville o título de “cidade das rosas”, com o qual a “Associação Alemã dos Amigos da Rosa” só distingue lugares especialmente ricos em tais flores...


Nessa região também são oferecidos passeios de barco pela Rota Romântica, famosa pelos castelos que tem ao longo do Reno. Tradicional também é a visitação de vinícolas nas margens do rio.
De barco, o passageiro pode visitar vários vilarejos, provando vinhos, fazendo caminhadas, passeios de bicicleta e desfrutando dos bons ares do vale.
Para os turistas dispostos a descobrir uma Alemanha que vai além da cerveja e da salsicha, vale a pena deixar-se conquistar por uma das regiões mais aconchegantes e requintadas do país.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Eltville, Cidade do Vinho e da Rosa.

Electora Castle, Castelo com um belo jardim e cercado de casas e de muitas flores...
Da janela do Castelo, você curte uma paisagem do Rio Reno, com muitas árvores...

O Valioso Tempo dos Maduros

De Mário de Andrade


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto - me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto - me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Meu tempo tornou - se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Mário de Andrade

 O Jovem e a Politica

No nosso país de hoje posso dizer que possuímos quatro poderes, sendo eles, poder executivo, poder legislativo, e o poder judiciário, pois a verdade que nós possuímos um quarto poder, sobrepondo aos três poderes, que é o poder da política.
Sendo a política entendido como uma ciência de bem servir a sociedade, sem o maquiavelismo que hoje campeia pelo nosso país.
A consciência popular, que já se acostumou administrar a arte e a ciência, apoiaria a entrada do jovem na política como uma das soluções justas para resolver os nossos problemas políticos, tendo como aliados os governantes e a sociedade.
O jovem brasileiro está adquirindo um status político e social cada vez mais intenso.
Há reflexos, uma vertente otimistas, apontando que a crise do nosso país, encontra uma solução com a entrada dos jovens na política.
Para que a política brasileira comece a receber mais vida e ter mais futuro, é necessário que começamos a plantar essas sementes.
Há uma preocupação em compreender como os indivíduos desenvolvem as opiniões sobre o mundo político.
Óbvio, os jovens tem que olhar com mais atenção o papel deles na sociedade.
O jovem deve lutar mais de uma batalha para se tornar um vencedor(Margaret Thatcher).
Infelizmente, eles se encontram afastados da vida política do país, o que é muito ruim, eles representam o futuro.
Para alguns analistas políticos, há diferenças, já que a maioria dos políticos são analógicos, sendo a juventude digital.
O jovem passou a ver a política como algo sem importância, precisam ser motivados, a pensar diferente, hoje, o país respira política para todos os lados.
Afinal a política é a construção do futuro coletivo.
Sendo a escola um agente de transformação social, portanto, o jovem é e será o centro dessa transformação política.
Outro dia, em uma conversa com um jovem, perguntei a ele o que achava da política.
Respondeu que se interessou por ela muito tempo, até descobrir que ela não se interessava por ele.
Que não entendia de regimes, daí a falta jogo de cintura em política.
Só sei que o capitalismo é a exploração do homem pelo homem.
Finalizou a conversa dizendo que na vida algumas vezes você ensina e todos os dias você aprende, foi enfático; "cada povo tem o governo que merece".
Um grande jornal de circulação nacional, mostrou uma pesquisa sobre o interesse dos jovens na política.
Eles demonstraram muito interesse, mas disseram que falta incentivo.
Os partidos não tratam a juventude como prioridade.
A velha política não da espaço para os novos, razão pela qual os jovens se sentem desestimulados e desinteressados.
Se tiver o apoio da sociedade, o jovem será com certeza, o ponto de equilíbrio da transformação do país.
O mundo todo, hoje, busca a purificação do sistemas governativos.
Há uma guerra contra o vírus da corrupção.
Esse será um grande desafio a ser enfrentado pelos jovens.

Cristóvão Martins Torres

Botafogo campeão - Beth Carvalho


Muitas Bicicletas nas Ciclovias da Alemanha

Cidade de Kiel
"Com a camisa do glorioso nas ciclovias da Alemanha"
Além do transporte que é de excelente qualidade, o Alemão usa muito a bicicleta para se locomover, ir ao trabalho e a escola, etc.
A maioria das cidades na Alemanha tem ciclovias e muitas bicicletas.
Visitei algumas cidades e todas tem ciclovias e muitas bicicletas.
É muito comum depararmos com um ciclista aqui, seja nos bairros, centros, etc.
Toda sinalizada e com dois metros de largura, as ciclovias ficam entre o passeio de pedestres e a rua dos carros.
O perfil do ciclista Alemão é variado, muita gente idosa, e muitos jovens também.

Álvaro Albergaria e Paulo Sérgio ex goleiro do Botafogo

Uma beleza no futebol ... Mané Garrincha, o maior de todos os tempos...Uma lenda do futebol mundial...incomparável...Bi Campeão Mundial...Duas Copas do Mundo 58/62...



Em 20 de janeiro de 1983, morria um dos maiores craques do futebol mundial, Mané Garrincha, o “anjo das pernas tortas”, a "alegria do povo". Deixou saudades. Com seus dribles, levava magia aos gramados e delírio às arquibancadas. Dele, dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: "Não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho".

Com Elza Soares, grande amor da vida dele.
Juntos viveram grandes sonhos.


Se o Brasil é hoje conhecido como o país do futebol alegre e irreverente, boa parte desta fama se deve ao que Garrincha fez nas décadas de 1950 e 60. Considerado o maior driblador da história do esporte, o ex-ponta-direita ganhou duas Copas do Mundo com a camisa da Seleção (1958 e 1962), mas entrou mesmo para a história por conta das jogadas desconcertantes que fazia diante de seus marcadores.

Mané Garrincha foi o Inspirador do "Olé" no Futebol

 JOÃO SALDANHA

“OLÉ” NASCEU NO MÉXICO
(Texto extraído do livro  Os subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro).

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador.
No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.
Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante, tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.

Geração de Ouro do Botafogo