quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Mania torpe essa de jogar lixo nas ruas, nos rios e em lotes vagos

Quase sua totalidade vai para os aterros sanitários, dentre os desafios está os contaminantes.
O saneamento básico compreende em tratamento de água, tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos.
Na prática, isso representa mais saúde, melhor qualidade de vida, valorização imobiliária e proteção ao meio ambiente.
O lixo evidencia sob as mais variadas formas; Hospitalar, lixo plástico, químicos e industriais, etc.
O lixo é um subproduto do consumismo, sendo fundamental seu destino final.
Não pode crescer sempre, muito menos em um espaço limitado.
Nas grandes cidades toneladas de lixos domiciliar produzidas diariamente, permanecem estocadas em condições precárias e inadequadas.
Representando um risco a população e ao meio ambiente.
A origem do problema está no contexto cultural, em que grande parte da população cresceu sem instrução e conscientização.
O Brasil é um dos países que mais produzem lixo plástico no mundo e o que menos recicla, devido a pobreza milhões de pessoas vivem do lixo.
Cada brasileiro produz um quilo de plástico por semana, dados da organização não  governamental.
Atividade de alto risco, pois o lixo contem cacos de vidros, pedaços de metal, lixo hospitalar, sem contar o mau cheiro, pois contem alimentos deteriorados.
A gravidade da situação ambiental é crescente, se providencias não forem tomadas, as coisas vão piorar e ninguém sabe suas consequências.
O descartes de remédios vencidos que são jogados no lixo pela população trás um grande problema ao meio ambiente, uma vez que essas medicações, vão diluir e serem absolvidas pelo solo, contaminando o lençol freático.
Temos que ter consciência de não jogarmos lixos nas ruas, nos rios e nem em lotes vagos.
A falta de zelo com os espaços particulares é fato, mas nem por isso os vizinhos do lote vago, tem o direito de jogar lixo no local.
Saneamento básico é o conjunto de serviços de infraestrutura que envolvem abastecimento de água, coleta de lixo, tratamento de esgoto e limpeza urbana.
São muito tristes as cenas mostradas das ruas nas grandes cidades brasileiras encobertas por lixo, que agrava os problemas causados pela chuva.
Lixo, desmatamento, chuva e impermeabilização do solo, é uma combinação que nunca deu certo.
Esta ação ilegal e descontrolada do homem com a natureza, aliada as mudanças climáticas, coloca em risco a vida no planeta.
Grande parte do lixo produzido pelo homem sobrecarrega o sistema, já que muitos deles levam muitos anos para se decompor.
Como disse um escritor certa vez preocupado com o meio ambiente, até quando vamos olhar o planeta terra como um almoxarifado gratuito, de fundos infinitos.
A natureza trabalha com ciclos, nada se perde e tudo se transforma, ela tem nos mostrados, que não está nada satisfeita com os desmatamentos, nem com o excesso de lixos que são jogados todos os dias no planeta, e tem dado a sua resposta, principalmente em épocas de chuvas.
Reduzir, reutilizar e reciclar, podem mudar essa triste realidade.

Cristóvão Martins Torres

Hotel Jequitimar promove moda sustentável



O mais sofisticado resort do litoral paulista organizou desfile com roupas feitas com lixo reciclável

São Paulo, 01 de novembro de 2023 -  Moda circular, cruelty free - artigos que não prejudicaram animais, cirrê são expressões que foram incorporadas no universo da moda. Grandes conglomerados de luxo como LVMH-Möet Hennessy, Kering e Richmont assumiram compromissos em relação à sustentabilidade.  Não se pode pensar consumo de alto padrão sem levar em consideração o respeito ao meio ambiente, explica o Comité Colbert, que reúne os grandes nomes do luxo francês. Seja na moda, na gastronomia, na indústria de cosméticos ou no turismo, a diversidade, o comércio justo e preservação da Natureza fazem parte das estratégias de curto, médio e longo prazo das mais influentes empresas globais.

Nesse espírito, o Hotel Jequitimar Guarujá Resort & Spa by Accor, o maior e mais sofisticado resort do litoral paulista, organizou a 13ª edição de seu tradicional Desfile de Moda Sustentável, no último dia 31 de outubro, terça-feira.

No lugar das grandes modelos, editores de moda de revistas internacionais e celebridades na primeira fila, o lixo reciclável foi a grande estrela.  O tema desse ano foi “Desenho Animado”. Como acontece todos os anos, todas as performances e looks, criados a partir de lixo reciclado no hotel,  foram avaliados por um júri e os trajes mais bem avaliados no desfile foram premiados. 

Os participantes do desfile foram colaboradores do hotel, que atuaram como estilistas e modelos. A avaliação levou em consideração os materiais utilizados, o design e originalidade da vestimenta, a qualidade e a ficha técnica.   

Para Marcia Miranda, gerente de operações do hotel, “o evento é mais uma das dezenas de atividades que fazem do Hotel Jequitimar, referência mundial em hotelaria sustentável. Nossas ações foram premiadas pela Accor em Paris e servem de inspiração para outros empreendimentos do grupo. Foram 7 equipes que se apresentaram no evento, totalizando 70 pessoas envolvidas diretamente na confecção das peças. Todos os 329 colaboradores participaram do desfile de alguma forma, além de parceiros, imprensa e autoridades locais. Os prêmios são simbólicos. Todos ganhamos com a sustentabilidade.”

“Não basta apenas fazer a nossa parte incessantemente, é preciso conscientizar  também a todo momento clientes, colaboradores e a comunidade ao nosso redor da importância de respeitar o meio ambiente. Se o Guarujá pretende preservar o título de ‘Pérola do Atlântico’ é preciso investir pesadamente na proteção da Mata Atlântica nativa, sua fauna e das praias. Trata-se de uma forma de estimular uma reflexão sobre reciclagem, criatividade. O turismo de luxo não pode se isentar dessa discussão. Nosso objetivo é inspirar o maior número de pessoas em olhar o lixo reciclado como matéria prima econômica, cultural e artística ”, explica João Carlos Pollak, gerente geral do Hotel Jequitimar Guarujá Resort & Spa by Accor.

O desfile foi aberto para hóspedes, colaboradores do hotel e convidados.
 
Serviço:
Hotel Jequitimar Guarujá Resort&Spa by Accor
Endereço: Av  Marjory da Silva Prado 1100 Praia de Pernambuco CEP 11444000 – Guarujá/SP

Cássio Vilela
cassio@promonde.com.br


STF da Venezuela suspende resultado das primárias da oposição

MUNDO

(Foto: EFE | Rayner Peña)

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela — equivalente ao nosso STF aqui — suspendeu o resultado das primárias da oposição, que definiram quem enfrentaria Maduro nas eleições de 2024.

  • A decisão da Justiça veio depois que um deputado acusou irregularidades no processo eleitoral. O próprio governo reforçou a decisão do Tribunal.

🫗 Uma dose de contexto… No caso, a candidata María Corina Machado saiu de longe como vencedora, com 92% dos votos, com mais de 2 milhões de eleitores nas urnas.

Em junho, Corina, que já era favorita da oposição pelas pesquisas, foi proibida pelo governo de ocupar cargos públicos por 15 anos, ficando inelegível.

Mais recentemente, o governo Maduro chegou a um acordo com a oposição para eleições livres, com cada lado escolhendo seus candidatos. Em resposta, os EUA aliviaram as sanções econômicas de petróleo, gás e ouro.

A relevância está aqui: Agora, depois da decisão do Supremo venezuelano tirando do jogo a candidata da oposição, os EUA já ameaçaram retomar com as fortes sanções se a Justiça não voltar atrás.

Zoom out: Maduro está no poder desde 2013 e, na época das últimas eleições, em 2015, a oposição, os EUA e até o Brasil não reconheceram o resultado. Antes, a esquerda já governava o país desde 1998.

Conselhos com muitas sabedorias...Com características de uma pessoa sábia...

Filtro solar - Pedro Bial - Clipe oficial

Je suis mon soleil - Deus me proteja da sua inveja

Je suis mon soleil - Qual o papel dos animais em nossa evolução e caminhada espiritual?

Quilombolas são as principais vítimas em conflito por terra no estado do Maranhão

Maranhão é o 3°estado do país com maior número de conflitos agrários 

 
Vivemos o embate da violência e forte racismo contra o povo quilombola. De forma associada a isso, o peso das disputas territoriais promovidas por fazendeiros e outros atores com poder econômico responsáveis por diferentes ataques às comunidades. 

 
Na última sexta-feira (27), o líder de uma comunidade quilombola, no interior do Maranhão, foi assassinado a tiros. Liderança da comunidade Jaibara dos Rodrigues, na zona rural de Itapecuru-Mirim, a 108 km de São Luís, José Alberto Moreno Mendes, é o décimo quilombola assassinado no Maranhão entre os anos de 2020-2023. 

Episódios como esse devem ser severamente investigados, os responsáveis identificados e responsabilizados. Contudo, sem que haja atuação coordenada de enfrentamento à violência, esses crimes têm ocorrido em índices cada vez mais alarmantes. O Maranhão é o terceiro estado que mais registra conflitos agrários no Brasil. As violações vão desde invasão e grilagem de terras a racismo religioso e assassinatos. Segundo o relatório Conflitos no Campo Brasil 2023 da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de 2020 a junho de 2022, 14 lideranças foram assassinadas e mais de 30 mil famílias estão ameaçadas nos territórios quilombolas e comunidades tradicionais maranhenses. Foram registrados 178 conflitos no estado só esse ano. 
 

O Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), manifestam profundo repúdio e de forma veemente denunciam a escalada de violência perpetrada contra o povo Quilombola do Maranhão. Acesse  

 

O arcebispo da arquidiocese de São Luís do Maranhão e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, Dom Gilberto Pastana, falou sobre a escalada de violência na região. “Nós vivemos uma escalada de violência muito alta, altíssima, sobretudo, aqui, no campo do nosso Maranhão. Entre os anos 2005 e 2023, 50 quilombolas foram assassinados em todo o país. Desses, 20, que representam 40%, são do estado do Maranhão”. 

 

Dom Gilberto comentou o assassinato do quilombola José Alberto, conhecido na região como Doka. Segundo ele, esse é um “crime bárbaro” que exige uma intervenção do governo. “Os quilombolas de Monte Belo, por exemplo, aguardam há mais de 20 anos a regularização fundiária do seu território e esse processo não anda, é uma morosidade grande. Será que vai ser necessário morrer mais pessoas ainda?”, questiona.  

 

“A impunidade desses crimes é uma aberração contra a justiça e a dignidade da vida humana. Nós queremos acreditar e ser esperançosos de que haverá, por parte dos órgãos públicos, um maior combate a essa violência”, destacou o presidente da Comissão.  

 

O racismo estrutural enraizado na sociedade, resulta em situações inadmissíveis, tais como a privação do acesso à terra e água para as comunidades quilombolas, a intolerância religiosa, o encarceramento em massa da juventude negra, e a violência contra as populações moradoras das favelas, a imensa maioria também afrodescendentes. Das 1.327.802 pessoas quilombolas registrados no país, quase 90% ainda vivem em comunidades que não foram tituladas. Quase 500 territórios estão em alguma fase da delimitação. 

 

O Censo do IBGE mostra que foram contabilizadas 426.449 pessoas quilombolas nos municípios da Amazônia Legal, o que representa 1,60% da população residente total da região, sendo 32,11% do total da população quilombola residente no Brasil. A presença da população quilombola residente na Amazônia Legal nos territórios oficialmente delimitados é superior ao cenário nacional: enquanto na Amazônia Legal 18,97% da população quilombola reside em territórios delimitados, para o conjunto do país esse percentual é de 12,59%. 

 

Para lidar com esses conflitos, é fundamental garantir o respeito aos direitos das comunidades quilombolas, incluindo o reconhecimento e a demarcação de suas terras, bem como a promoção de diálogo e mediação entre as partes envolvidas. A implementação de políticas públicas que valorizem a cultura, a autonomia e os direitos territoriais das comunidades quilombolas também desempenha um papel importante na busca por soluções pacíficas e justas para esses conflitos. 



Joguei no futebol amador por 15 anos, nunca vi uma coisa dessas, muito triste para uma equipe profissional da grandeza do Botafogo...Fiquei triste, pela falta de amor a camisa...Faltou inteligência do túnel...Faltou humildade...Neném Prancha dizia; bola pro mato que o jogo é de campeonato.

Frase do dia: "Tem certas coisas que só acontece com o Botafogo"...O Botafoguense é por natureza místico e supersticioso...

 Botafogo campeão - Beth Carvalho



Muitas Bicicletas nas Ciclovias da Alemanha

Cidade de Kiel
"Com a camisa do glorioso nas ciclovias da Alemanha"
Além do transporte que é de excelente qualidade, o Alemão usa muito a bicicleta para se locomover, ir ao trabalho e a escola, etc.
A maioria das cidades na Alemanha tem ciclovias e muitas bicicletas.
Visitei algumas cidades e todas tem ciclovias e muitas bicicletas.
É muito comum depararmos com um ciclista aqui, seja nos bairros, centros, etc.
Toda sinalizada e com dois metros de largura, as ciclovias ficam entre o passeio de pedestres e a rua dos carros.
O perfil do ciclista Alemão é variado, muita gente idosa, e muitos jovens também.

Álvaro Albergaria e Paulo Sérgio ex goleiro do Botafogo

Uma beleza no futebol ... Mané Garrincha, o maior de todos os tempos...Uma lenda do futebol mundial...incomparável...Bi Campeão Mundial...Duas Copas do Mundo 58/62...


Em 20 de janeiro de 1983, morria um dos maiores craques do futebol mundial, Mané Garrincha, o “anjo das pernas tortas”, a "alegria do povo". Deixou saudades. Com seus dribles, levava magia aos gramados e delírio às arquibancadas. Dele, dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: "Não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho".

Com Elza Soares, grande amor da vida dele.
Juntos viveram grandes sonhos.

Se o Brasil é hoje conhecido como o país do futebol alegre e irreverente, boa parte desta fama se deve ao que Garrincha fez nas décadas de 1950 e 60. Considerado o maior driblador da história do esporte, o ex-ponta-direita ganhou duas Copas do Mundo com a camisa da Seleção (1958 e 1962), mas entrou mesmo para a história por conta das jogadas desconcertantes que fazia diante de seus marcadores.

Mané Garrincha foi o Inspirador do "Olé" no Futebol

 JOÃO SALDANHA

“OLÉ” NASCEU NO MÉXICO
(Texto extraído do livro  Os subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro).

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador.
No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.
Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante,
 tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.

Geração de Ouro do Botafogo