quarta-feira, 29 de julho de 2020

Engolir sapo e chutar Balde

O tema não é novidade, o assédio moral é um processo contínuo de desqualificação de um individuo sobre o outro, no trabalho.
Entendemos como assédio moral no trabalho, toda conduta abusiva manifestada, por palavras, atos, comportamentos ou gestos, que podem prejudicar a dignidade ou a integridade física e psíquica de alguém.
Hoje está muito comum esta prática, em algumas empresas.
Tem até uma lei sobre assédio moral, mas ninguém a respeita.
Vejo isto como um despreparo de quem a pratica.
É um fenômeno novo que só veio para destruir o ambiente de trabalho, tendo como conseqüência uma perda enorme para a empresa e para o colaborador afetado.
Afeta muito a produtividade do colaborador que é vitima, e aumenta o número de afastamentos médicos, absenteísmo.
Chega ser assustador e desumano este tratamento dispensado do gerente ao seu subordinado.
Acontece na maioria das vezes quando um colaborador reage ao autoritarismo do chefe.
Nas empresas, em sua maioria isto passou acontecer com certa freqüência, uma vez que o colaborador com medo de ser dispensado, querendo manter o seu emprego aceita esta situação.
O chefe agressor normalmente é uma pessoa que não sabe dialogar, que se acha sempre com a razão, que só ele sabe pensar, se sente um Deus na organização, enfim é um despreparado para o cargo que ocupa.
Normalmente é algum supervisor que foi colocado como gerente, na linguagem popular é chamado de jabuti.
O subordinado não pode opinar, tendo que fazer sempre o que o chefe manda.
Atende mais ao chefe do que ao cliente.
Na minha vida profissional deparei com alguns casos de assédio moral.
Conheço um caso onde o colaborador foi afastado do cargo que ocupava, sem que fosse dada a ele uma explicação plausível do seu afastamento, ou mesmo o direito de defesa.
Neste caso a pessoa afastada do cargo foi colocada em uma área sem nenhum desafio, e o que é pior, fora da sua área de atuação.
Mesmo assim ele se saiu muito bem, embora insatisfeito com o descaso, desrespeito e agressão que sofreu.
Estes gerentes na sua maioria não conhecem boas maneiras e não tem habilidades interpessoais.
Normalmente são pessoas que não tiveram referência familiar.
É aquela história, a má ação fica para quem faz, quem a pratica.
Conhecem muito de processo, mas nada de sentimento humano, gente.
São autênticos desastres em matéria de lidar com pessoas, confundem poder com autoridade.
Liderança não é poder, e sim autoridade conquistada com dedicação e respeito pelas pessoas.
O gerente esquece que a vida dá muitas voltas.
As empresas gastam tempo, esforço e dinheiro para preparar um gerente, por maior que seja este esforço que se faça, com esta cultura de administrar, os colaboradores acabam por não confiar na liderança.
A maioria dos psicólogos concorda que a personalidade se desenvolve e se consolida aos seis anos de idade.
Todos nós conhecemos pessoas cujo caráter não é coerente com a personalidade, na minha vida profissional conheci várias com este perfil.
É o que diz o filósofo grego Sócrates; O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser.
Assim são alguns chefes, travestidos de Gerentes que conheci, infelizmente.

Cristóvão Martins Torres

Quando a emoção nos tira a razão

Em qualquer área de trabalho, quando um profissional, por mais velho que seja, tem um desafio pela frente, ele pode ser movido pelas emoções, agindo de forma irracional.
Isso é muito comum nas entrevistas de trabalho, por mais preparada que a pessoa esteja; a perna treme, a barriga dói e esfria, as mãos suam; uns perdem o sono, outros ficam paralisados.
Essas reações são normais; elas decorrem do afloramento das emoções que surgem em virtude das expectativas dos desafios a serem enfrentados.
Essas emoções são difíceis de serem controladas.
Eu me lembro que em épocas de provas na escola eu ficava muito tenso; meu saudoso pai falava coisas tentando me ajudar; ele dizia que eu deveria me preparar e então ficar calmo.
De fato, temos condições de ter um resultado melhor se estamos bem preparados. A preparação não fará desaparecer as emoções, mas tornará possível controlá-las.
Essas emoções são reações normais do ser humano. Elas se relacionam ora ao medo do desconhecido, ora ao temor de uma pressão muito grande, mesmo que conhecida.
Elas atingem pessoas em diferentes áreas: o jogador que está prestes a cobrar um pênalti, um artista que está prestes a entrar em cena e sente aquele frio na barriga, o estudante que faz uma prova, o vestibular ou o enem,  o trabalhador desempregado que participa de uma entrevista de emprego ou aquele empregado que é submetido a uma avaliação, dentre outras.
É comum ouvir atores, mesmo aqueles com muita experiência, afirmarem que mesmo depois de muitos anos de atuação continuam sentindo determinadas reações ao entrar em cena, e que o dia que essas reações cessarem terá chegado a hora de parar de subir no palco, ou seja, terá chegado a hora de abandonar a carreira de artista. Esses mesmos artistas conseguem contudo controlar essas reações, impedindo que elas afetem o desempenho profissional.
Isso comprova que as emoções são não só reações normais, mas que elas possuem até mesmo um sentido positivo: elas nos motivam. Afinal, se nos importamos com algo, se sentimos medo do fracasso em determinada atividade, é porque o que está em jogo é importante. Mas se nos preparamos para o desafio conseguiremos dominar as emoções e obter um bom resultado.
Assim, se, por um lado, não podemos parar de sentir, e se parar de sentir significaria não se importar, por outro lado, não podemos deixar o sentimento exacerbado tomar conta: a razão precisa prevalecer. E isso só vem com o preparo.

Cristóvão Martins Torres

Treinamentos para poder exercer bem a função

Quando saímos de casa para nos divertirmos em um evento cultural, um evento esportivo, museus, casas noturnas, clubes, restaurantes, teatros, cinemas, um estádio de futebol, saímos com o propósito de sermos bem atendidos e de termos segurança, porque pagamos para entrar.
Acho que todo ingresso deveria dar direito a um seguro, embutido no valor da entrada.
Se não temos segurança nos estabelecimentos, pelo menos um seguro em caso de um possível acidente.
A segurança são cuidados que todos estabelecimentos deveriam ter para preservação da vida.
E o bom atendimento também é primordial, é o que cativa o cliente.
Já dizia um velho conhecido; o cliente é o rei.
Porque é êle quem banca o espetáculo.
Quem banca um clube de futebol é a sua torcida, então ela é a razão do espetáculo, por isso deve ser muito bem tratada e respeitada.
Conheço muitas pessoas que deixaram de ir aos estádios de futebol; porque foram agredidas por torcedores, e por pessoas mau preparadas que exercem a função de segurança nos estádios.
Uma foi agredida no estacionamento do estágio, outra quando da chegada do time no estádio, tomou um cascudo de um segurança, porque aproximou da porta do ônibus para ver os jogadores do seu clube.
Muito fortes, parecem mais homens pré- históricos, e que muitas vezes não nos atendem bem, nem nos passam segurança.
O segurança é bem treinado, são educados, são equilibrados, atendem sem usar a força, tem diálogos, enfim mantém a segurança, o contrário do capanga que é autoritário, não tem diálogo, parte logo para a briga, e nos deixa inseguros.
Acho que no nosso país deveria ser obrigatório as pessoas serem treinadas para exercerem suas funções, infelizmente não é isso que acontece.
Óbvio que temos exceções, muitos são treinados e tratam bem.
As pessoas estão cada vez mais se afastando desses eventos, onde tem um número grande de pessoas, em razão da falta de segurança e do mau atendimento dos que se dizem segurança.
Quem mexe com o público deveria passar por treinamentos, para saber como tratar bem as pessoas.
Só vamos melhorar esse país se treinarmos bem as pessoas para exercerem bem suas funções.
Hoje a bola da vez é treinamento, é o que mais precisamos, todos!
Sempre há uma primeira vez, em tudo.
Acho que seria muito interessante que as pessoas que ocupam cargos públicos, treinassem mais, para poderem administrar melhor e com mais responsabilidade.
Meritocracia, só existe nos discursos e no papel, porque na pratica, passa longe.
Portanto, deveriam se prepararem melhor.
Quem tem olhos para ver não duvidará que estamos atravessando um período de descrença muito grande com a classe politica, talvez a maior da história.

Cristóvão Martins Torres

Líderes tem que ter a consciência de desenvolver pessoas

O mundo corporativo está em processo de mudanças constantes.
Cada um de nós está tendo que aprender a conviver com este novo mundo que está aí..
As exigências insere o indivíduo em um contexto cada vez mais competitivo e imediatista, causando a sensação de estar ficando sempre para trás, e está perdendo algo que não se sabe o que é.
Nada pode ser pior para um colaborador de ficar privado de fazer o que mais gosta, por ter perdido o espaço.
Eles querem acreditar que o que estão fazendo é importante e que agrega valor.
As mudanças são cada vez mais constantes e numa velocidade impressionante.
O profissional que não tem o foco na aprendizagem, provavelmente ficará a margem da sociedade, a procura do seu espaço perdido.
Hoje as organizações estão buscando profissionais que tenham habilidade genéricas, que estejam aptos a mudanças.
Os líderes tem que ter a consciência de desenvolver pessoas, que é a grande tacada de mestre.
Sendo assim, a capacidade de liderar não depende apenas de conhecimentos e habilidades, depende de uma preparação psicológica que, muitas vezes, deriva diretamente do caráter e da personalidade da pessoa.
Existem várias características psicológicas que proporciona as pessoas a terem vontade para fazer sempre o melhor.
Bons líderes são naturalmente mais extrovertidos, com um maior senso de responsabilidade, organização e, acima de tudo, capacidade de lidar com estresse.
As empresas estão acordando e enxergando isso, por isso muitas delas estão criando o programa de treinamentos internos, para qualificar melhor seus colaboradores.
Estão chegando a conclusão que treinamentos tem um custo, mas não é custo, é um investimento.
Ele trás resultados para a empresa, com o crescimento do seu colaborador, num curto espaço de tempo.
É necessário treinar o colaborador para o tempo livre, para melhor desenvolver e dar resultados.
Acho que o grande desafio das empresas é quebrar esses paradigmas que às trouxeram até os dias de hoje e proporcionar treinamentos para seus colaboradores.
Só assim o colaborador de uma empresa pode lidar com essas variáveis de constantes mudanças no trabalho e no mundo.
Esse é o perfil hoje, do cidadão que agrega valor à sociedade e a ele mesmo no trabalho, nos seus  relacionamentos e na família.
Todos deixam sua marca, a questão é saber o tipo de marca que cada um quer deixar.
Rooservelt expressou de maneira admirável essa questão, disse; "educar uma pessoa apenas no intelecto, mas não na moral é criar uma ameaça à sociedade".
Temos que ter sempre em mente que à aprendizagem é contínua e começa na família em casa.

Cristóvão Martins Torres

Troca da Guarda no Palácio de Buckingham

Existem várias trocas de guardas em Londres. Na troca, que ocorre em frente ao Palácio de Buckingham, os guardas da infantaria entregam as chaves do Palácio a outros guardas, ao som da banda, que toca marchas militares e, em algumas ocasiões, músicas pop. Pessoas de diferentes partes do mundo se aglomeram para assistir a esse belo espetáculo.

Essa troca em frente ao Palácio de Buckingham ocorre às 11h30, diariamente de abril a julho e em dias alternados no restante do ano.
Abaixo, registro fotográfico deste Blogueiro a essa maravilhosa cerimônia. 
















Justiça do Trabalho mineira determina liberação de recursos para abrigo provisório em Governador Valadares

A quantia foi liberada para custear abrigo para pessoas em situação de rua.

Em decisão recente, o juiz Fernando Rotondo Rocha, titular da 1ª Vara do Trabalho de Governador Valadares, acolheu pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e determinou a liberação do valor de R$ 82.543,10 ao município de Governador Valadares, para auxiliar no custeio de abrigamento voluntário de moradores de rua.
A decisão ocorreu em ação civil pública ajuizada contra um supermercado e que resultou na condenação do réu ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Nos fundamentos, o magistrado destacou a importância da atuação da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho no apoio às ações de enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Em especial àquelas voltadas ao trabalhador da área de saúde e grupos de risco em situação de vulnerabilidade, como os que se encontram em situação de rua, sem abrigo e expostos diretamente à infecção, neste momento tão delicado e complexo pelo qual passa a sociedade brasileira e a população mundial”, enfatizou.
Ainda conforme registrado na decisão, MPT e município deverão fiscalizar o termo de liberação de recursos firmado, cabendo ao último, se houver sobra de valores, proceder à devolução ao juízo.
Em 15 de junho, o juiz determinou a suspensão do feito pelo prazo de 120 dias, conforme requerido pelo MPT, a fim de que seja promovido o procedimento licitatório por parte do município de Governador Valadares, para liberação de valores remanescentes do processo.
Processo
  • PJe: 0000702-32.2015.5.03.0059 (ACPCiv)


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A Bola Virou Poder


O futebol teve seu início em 1860, na Inglaterra, berço do capitalismo. Na época, os patrões perceberam que o proletariado se interessava por esse esporte, e investiram nele.
Para impedir a expansão dos organismos sindicais e políticos, investiram no futebol, como uma forma de substituir a ideologia.
No futebol as pessoas constroem suas identidades através das paixões.
Por isso ele se tornou tão importante em todo o mundo.
Alguns pesquisadores em seus objetos de estudos, chegaram a uma conclusão, que o futebol é instrumento de propaganda política muito forte.
Portanto, sendo uma boa forma para acalmar os ânimos da população, quando de uma crise.
Por essa razão, os partidos políticos, em vários países do mundo e sobretudo aqui no Brasil, cada vez mais recebem atletas como candidatos, e de uns tempos para cá até mesmo alguns dirigentes de clubes largaram o esporte e migraram para a política.
Muitos deles aproveitam a fama conquistada nos gramados para alavancar suas carreiras politicas.
Esse fenômeno não é recente e nem exclusividade do nosso país.
É em todos os cantos do mundo, temos relatos de atletas que migraram dos gramados para a vida politica.
A maioria desempenha muito bem suas novas funções.
Uma das lendas do nosso futebol, que quando jogava tinha o apelido de 'gênio da grande área", hoje, Senador da República, pelo Rio de Janeiro, desempenha com brilhantismo sua função política.
Na lista há prefeitos, deputados, senadores e governadores.
A maioria dos atletas e dirigentes esportivos que migra para a política usa, na carreira política, a influência do esporte. Aproveitam a popularidade obtida com o futebol para se eleger, usando a simpatia que adquiriram, junto à opinião pública, com o esporte, e apresentando plataformas políticas ligadas ao esporte.
Há de convir que na vida, ciclos se fecham e se abrem.
A busca por uma vaga na carreira política não raramente é vista por alguns ex-esportistas como uma espécie de "aposentadoria".
No país do futebol, a bola virou poder!

'P.S':Um dos assuntos no momento do futebol, é quando volta as torcidas aos estádios e arquibancadas e como será essa volta.
No passado em 1918, a pandemia da gripe espanhola, também, parou partidas amistosas, alguns torneios e campeonatos, por um período no país.
Depois, a volta foi gradativa, sem maiores projetos.

Cristóvão Martins Torres