terça-feira, 31 de agosto de 2021

Colheitômetro, da New Holland, amplia número de culturas mostradas em tempo real com feijão e algodão

 


Contador digital, que já acompanha as colheitas de soja, milho, trigo, arroz e cana, passa a calcular instantaneamente o volume dessas outras duas culturas e o valor que representam para a economia

 

Curitiba, agosto de 2021

O Colheitômetro, primeiro contador digital a contabilizar, em tempo real, a colheita das principais commodities agrícolas brasileiras, está ampliando o número de culturas que é capaz de acompanhar. Além de soja, milho, trigo, cana-de-açúcar e arroz, o dispositivo lançando pela New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, agora também é capaz de calcular o volume e os valores em reais (R$) que as colheitas de feijão e algodão representam para a economia.

Lançado em 28 de julho, Dia do Agricultor, como uma forma de homenagear os homens e mulheres do campo, o Colheitômetro possui um algoritmo desenvolvido pela New Holland que utiliza fontes seguras e oficiais de dados para gerar um número exclusivo, que não está disponível diretamente em outro lugar.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro foi inaugurado na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados pelos órgãos oficiais. A intenção é que, futuramente, novos painéis sejam instalados em outras cidades do país.

"O Colheitômetro vai nos ajudar a mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade, desde o grande produtor até os agricultores familiares, passando pelas cooperativas e associações ligadas à produção de alimentos. Queremos valorizar o suor derramado no campo, as batalhas e o que eles fazem para produzir os alimentos que abastecem o planeta. Vamos sempre estar imbuídos em encontrar caminhos para promover o agronegócio”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

De acordo com Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, com essas duas novas e importantes culturas, que são o feijão e o algodão, o Colheitômetro reforçará o seu objetivo de ser um instrumento capaz de mostrar, em números, o que o agronegócio brasileiro representa. Segundo ele, novas culturas ainda serão incluídas futuramente e as novidades não vão parar por aí. “É uma maneira de esclarecer à toda a sociedade, especialmente para quem está nas cidades, sobre a força e a pujança da nossa agricultura, que além de gerar divisas para o país, através das exportações, também coloca alimento na mesa dos brasileiros e de boa parte da população mundial”, afirma.

Para a safra brasileira de grãos deste ano espera-se um volume total de produção de 254 milhões de toneladas, com aumento de mais de 4% na área plantada. No caso do algodão, o volume estimado para a safra 2020/21 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 3,4 milhões de toneladas (caroço) e 2,3 milhões de toneladas (pluma). Já a estimativa total para a colheita de feijão neste ciclo é de 3 milhões de toneladas, considerando as três épocas de plantio da leguminosa.

Inspirado em mecanismos como o Impostômetro e o Devolutômetro, o Colheitômetro quer estimular os brasileiros a admirarem a sua agricultura. “Como uma marca que está sempre próxima dos agricultores, queremos que todos tenham orgulho do que o nosso agro produz. Esta é uma oportunidade de mostrar a todo mundo, de maneira clara e em tempo real, o trabalho dos nossos agricultores e agricultoras. Por isso, vemos essa iniciativa como uma ‘janela’ entre o campo e a cidade”, pontua.

O Colheitômetro é uma iniciativa que interage com diversas outras ações já desenvolvidas pela New Holland, entre elas o movimento “Agro, quem conhece de verdade, admira” e os Diálogos New Holland, que têm o propósito de abrir um canal de diálogo com toda a sociedade, conforme explica Taniguchi.

Como funciona?

A Interface de Programação de Aplicação (API, na sigla em inglês) do Colheitômetro permite mostrar dados de produção (em toneladas) das seguintes culturas: soja, milho, arroz, cana-de-açúcar, trigo, feijão e algodão. Além disso, o painel mostra os valores em reais (R$) que a produção de cada uma dessas culturas representa.

Para fazer essas operações, o Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

O peso do agro

O agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

Conforme um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,6 milhões de pessoas no planeta em 2020 (10% da população mundial), sendo que 212 milhões dessas pessoas estão no Brasil. Segundo o mesmo estudo, na última década a participação brasileira no mercado mundial de alimentos passou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão, carnes e produtos florestais. A expectativa é que essa participação siga crescendo nos próximos anos.

O agro em números

Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou que o Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agro do planeta, principalmente por causa do peso de commodities como açúcar, café, suco de laranja e soja – itens no qual somos líderes atualmente –, além de outros produtos como milho, algodão e carnes, com os quais também estamos entre os principais exportadores mundiais.

Comparado a outros setores da economia, o desempenho da agropecuária é surpreendente. Enquanto o agro exportou US$ 100,81 bilhões em 2020 (dados da OMC), segundo maior valor da história do setor, com crescimento de 4,1% em relação a 2019, as exportações de veículos caíram 24,3% no ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em relação à geração de empregos, no acumulado de 2020, segundo o Ministério da Economia, a agricultura gerou 61.637 vagas de trabalho, enquanto o comércio, por exemplo, criou 8.130 vagas no mesmo período. Já o setor de serviços, por outro lado, enxugou 132.584 vagas.


Sobre a New Holland

A New Holland, pertencente à CNH Industrial, é uma marca próxima do cliente, que valoriza o agronegócio e possui soluções completas para todos os tipos de culturas agrícolas, seja qual for o segmento e o tamanho da operação. Os agricultores contam com uma oferta de produtos e serviços inovadores, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, feno e forragem, além de equipamentos específicos para biomassa, silvicultura e agricultura de precisão, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas. Com uma rede de distribuidores global altamente profissional e o compromisso com a excelência, a New Holland garante a melhor experiência para cada cliente. Para mais informações da New Holland visite www.newholland.com.

Câmara lança nesta quinta (2) tema comemorativo que antecede o bicentenário da independência do Brasil

 

Eleição dos deputados brasileiros às Cortes de Lisboa foi o fato histórico escolhido para ser lembrado em 2021. Celebrações pelos 200 anos da independência do país ocorrem desde 2017.


A Câmara dos Deputados lança, nesta quinta-feira (2), o tema anual comemorativo ao bicentenário da independência do Brasil: a eleição dos deputados brasileiros às Cortes de Lisboa. Desde 2017, a Casa realiza uma série de eventos para celebrar o bicentenário, que se completa em 2022. A cada ano, um tema tem sido escolhido para lembrar os fatos que antecederam àquela data histórica.

 

Nesta quinta, também serão lançados o carimbo dos Correios e a obliteração do selo - ambos alusivos às celebrações, além da publicação “Primeiras Eleições Gerais no Brasil”, de autoria do consultor legislativo José Theodoro Mascarenhas Menck.

 

O evento será às 16h30, com transmissão pelo canal da Câmara no YouTube.

 

Eleição de deputados brasileiros

 

Noventa deputados brasileiros foram eleitos para integrarem as cortes de Lisboa, mas apenas cerca de 40 viajaram a Portugal para efetivamente atuarem na Assembleia Constituinte. Ao se depararem com a resistência dos parlamentares portugueses aos interesses brasileiros, os deputados fortaleceram a percepção de que era preciso cortar laços com o reino.

 

Além disso, a experiência foi importante para o desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Constituinte de 1823 - a primeira da história brasileira -, pois ensinou aos parlamentares como deveria funcionar, na prática, um parlamento moderno.

 

Informações sobre esse evento e as outras ações já realizadas para comemorar o bicentenário estão reunidas na página 200 anos de independência do Brasil, no portal da Câmara.

 

Outros temas

 

Em 2017, primeiro ano das ações para celebrar os 200 anos independência do Brasil, o tema escolhido foi o bicentenário da chegada de Dona Leopoldina ao Brasil. Em 2018, o tema foi a aclamação de D. João VI como monarca do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves; em 2019, o retorno ao Brasil do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva - o Patriarca da Independência; e, em 2020, foram relembrados os 200 anos da Revolução Constitucionalista do Porto.

 


Assessoria de Imprensa - Câmara dos Deputados

Diretoria-Executiva de Comunicação e Mídias Digitais (Direx)

E-mail - imprensa@camara.leg.br


Bicicleta de terno e gravata

Desde crianças acostumamo-nos a ter sempre um benefício em troca de qualquer coisa que fizéssemos bem.
Fizeram parte de nosso cotidiano afirmações do tipo; se você passar de ano na escola, ganhará uma bicicleta.
Hoje bicicleta ganha importância e passa a ser uma estratégia, para solucionar o transito e diminuir a emissão de gases que são jogados na natureza pelos canos de descargas dos veículos.
A bicicleta tem excelente mobilidade urbana, é um meio sustentável muito barato.
Seu uso é bom para o bolso, para a saúde e para a natureza.
Sempre morei próximo a escola que estudava, mas alguns colegas que moravam distantes, falavam que quando iam de bicicletas para a escola, chegavam mais dispostos, mais animados e até aprendiam melhor as matérias.
É obvio que nas grandes cidades teriam que fazer ciclovias, para evitar acidente.
Fica perigoso andar de bicicleta no meio de muitos carros e motos.
Conheço pessoas que adoram andar de bicicleta nos finais de semanas, mas para fazer atividades físicas.
Para irem ao trabalho não aprovam, acham bastante cansativo.
Acho que vão sentir nos primeiros dias, mas depois acostumam.
Sei que no Brasil o carro é status, sinônimo de poder.
É aquela historia, pela carruagem sabem quem vem dentro.
As cidades grandes já não agüentam mais de tantos carros, as bicicletas seriam uma alternativa.
Óbvio que em um trajeto longo, usariam o carro.
Se não forem tomadas providencias algumas cidades vão parar, devido ao congestionamento do transito.
Não basta a engenharia de transito tentar usar a criatividade são muitos carros para poucos espaços.
A cada ano são jogadas novas marcas de carros no mercado, os importados estão chegando cada vez mais, a todo vapor.
Os fabricantes já descobriram que o carro dá importância ao Brasileiro, que a primeira coisa que compram quando ganham dinheiro, é um carro.
Conheço pessoas que usam o carro para irem até a esquina de suas casas para comprar o pão e leite.
Temos que mudar esta cultura.
A imprensa fala todos os dias, sobre aquecimento global.
Mas o que nós estamos fazendo para mudar isto, temos que mudar nossa mentalidade.
Será que estamos esperando que alguém faça alguma coisa por nós e para o planeta.
Os governantes sabem do problema, mas prefere fazer propaganda de conscientização junto à população, semelhante ao que faz a imprensa.
Temos que ter atitude.
Vamos deixar nossos carros para as viagens, para lugares distantes, nas cidades vamos andar mais a pé ou de bicicleta.
Assim estaremos ajudando ao planeta e a nós, ganhando mais saúde.
Na Europa as pessoas já adotaram esta prática há muito tempo.
Muitas pessoas vestidas de terno e gravata utilizam todos os dias às ciclovias para irem aos seus trabalhos.
Trocaram os carros pelas bicicletas.

Cristóvão Martins Torres


 Para os jovens brasileiros, em vez de alhos, bugalhos

 


  • Humberto Casagrande




No segundo trimestre de 2020, os efeitos do distanciamento social imposto pela pandemia agravavam o quadro econômico em muitos setores e apresentavam um cenário claudicante para pequenas e médias empresas. O desemprego - que segundo o IBGE registrava taxa 12,6% em abril de 2020 -  já assolava grande parte da população brasileira, sobretudo a faixa etária que compreende os mais jovens, e era latente a necessidade de encontrar alternativas que contemplassem a abertura de postos de trabalho, principalmente para quem, nos próximos anos, estaria iniciando a vida profissional.

Nesta reflexão, unir ensino e atividade laboral seria um requisito importante, uma vez que em um país com mais de 48 milhões de estudantes e marcado por desigualdades das mais diferentes naturezas, qualquer tipo de estímulo à iniciação no mundo do trabalho deve ser realizado no contraturno escolar, valorizando a qualificação oferecida nas instituições de ensino e apresentando valores profissionais determinantes para o pleno exercício da cidadania.

Uma das soluções encampadas pelo Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE se apresentava de maneira muito clara, e sugeria a abertura de 400 mil novas vagas para jovens aprendizes subsidiadas pelo Ministério da Economia, partindo da Lei da Aprendizagem e do pressuposto estabelecido na Consolidação das Leis Trabalhistas, que garante a todos os brasileiros direitos e deveres para o exercício profissional.

Pequenas e médias empresas seriam priorizadas para receber os jovens, que apoiariam a retomada econômica e a volta do crescimento dos negócios não somente nas grandes capitais, como também em metrópoles regionais e municípios menores. Os aprendizes seriam contratados pelo prazo máximo de dois anos, recebendo um salário mínimo proporcional às horas trabalhadas, o que resultaria no valor total de R$ 30 mil por aprendiz, somando os 24 meses de duração do contrato. A sugestão era que o governo federal dividisse esse custo com pequenas e médias empresas. A partir de um plano emergencial reunindo as entidades credenciadas como capacitadoras, seria possível reunir em até 30 dias a quantidade de 300 mil jovens, que realizariam os cursos obrigatórios de capacitação a distância, conforme estabelecido na Lei da Aprendizagem por 60 dias, com carga horária diária de seis horas.

Em seguida, todos esses jovens já estariam aptos a atuar diretamente nas empresas. Seriam muitos os efeitos positivos, como o incentivo ao consumo de bens e serviços pelas famílias dos aprendizes e redução da evasão escolar - uma vez que para participar do programa, o jovem precisa estar frequentando o ensino regular. De acordo com levantamento do CIEE, todo este plano teria custo máximo de R$ 187 milhões mensais, valor bem abaixo de outras iniciativas sugeridas para combater o desemprego desta parcela da população. A proposta, apresentada em encontros com técnicos do governo federal, acabou não prosperando.

Pouco mais de um ano depois de defendermos a importância de contemplar os jovens em políticas públicas para a retomada da economia e geração de empregos, nos deparamos com a Medida Provisória 1045/21, de relatoria do deputado Christino Áureo (PP-RJ), que nos capítulos III e IV apresenta o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore) e o  Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip), medidas emergenciais propostas pelo governo para a entrada de jovens no mundo do trabalho, mas que não protegem os direitos trabalhistas dos jovens e os expõe à precarização, e à evasão escolar a pretexto de criar novas modalidades de trabalho associadas à qualificação profissional.

Da forma como está proposto no texto da Medida Provisória, esses programas não garantem a criação de novas oportunidades no mundo do trabalho e criam uma concorrência insustentável para programas de estágio e aprendizagem, rompendo a atual estrutura de geração de empregos e formação prevista na Lei da Aprendizagem e também pelo PL 6461/19, que estabelece o Estatuto do Aprendiz. Pelas devidas razões explicadas anteriormente, qualquer programa de ocupação dos jovens em nosso país, mesmo que em caráter emergencial, deve unir atividades laborais e ensino regular. No cenário de desigualdades sociais agravadas pela crise econômica e sanitária da pandemia do novo coronavírus, é de se esperar que um jovem, ao receber uma proposta de emprego, acabe não priorizando os estudos.

No entanto, a conta poderá chegar futuramente, com a necessidade cada vez maior de qualificação exigida para postos de trabalho melhor remunerados e, dessa forma, a possibilidade de haver um agravamento do abismo social existente em nosso país. Todos sabemos que para problemas complexos dificilmente há soluções simples. Depois da aprovação do texto da Medida Provisória na Câmara dos Deputados, a sociedade brasileira - sobretudo os mais jovens - esperam um debate qualificado no Senado, para que mais uma vez o futuro não seja negligenciado.

 

  • Humberto Casagrande é CEO do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).

O Valioso Tempo dos Maduros

O Valioso Tempo dos Maduros

De Mário de Andrade

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto - me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto - me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Meu tempo tornou - se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.

Mário de Andrade

Para nós que já temos mais passado que futuro!!!!

Empreitada de Morar Fora do País

O mundo esta aí para ser vivido, não há de se ter medo de correr riscos.
No caso das pessoas mais jovens, teme-se a empreitada de morar fora do país por medo do desconhecido ou por falta de experiência. No caso de pessoas com mais experiência, o motivo é relativamente oposto: apego à segurança que a vida em um lugar que já se conhece bem proporciona. Há, contudo, algo em comum em ambos os casos: o que impede os mais cautelosos de se aventurar fora do país natal é o medo do desconhecido.
Se, por um lado, de fato corre-se alguns riscos quando se decide morar fora, por outro lado, o crescimento e o despertar da consciência que se alcançam com uma experiência internacional compensam os baixos riscos que se corre.

Seja na adolescência, na juventude ou mesmo na maturidade, uma experiência internacional abre os horizontes da pessoa, propiciando grande aprendizado, evolução e desenvolvimento nos âmbitos pessoal e profissional.
Isso porque morar no exterior implica ter que conhecer e se adaptar a realidades e culturas diferentes. A pessoa que viaja entra em contato com diferentes aspectos da evolução do processo civilizatório, o que faz que ela passe a enxergar novas dimensões, aspectos e nuances do mundo que ela até então ignorava.
Muito importante também é o aspecto multicultural que a vivência no exterior propicia: por ter que conviver com culturas às vezes mais às vezes menos diferentes que a sua, mas sempre diferentes, a pessoa precisa desenvolver uma capacidade de adaptação que pode ser de grande valia tanto em sua vida pessoal quanto em sua vida profissional.

No que diz respeito à vida profissional, parece que o mercado de trabalho olha cada vez com melhores olhos quem viveu no exterior. Isso pode ser um importante fator quando se participa, por exemplo, de um processo de seleção em uma empresa.
Para o setor de recursos humanos das grandes empresas ter experiência internacional é visto como um diferencial, pois quem a possui é considerado alguém que aceitou o desafio de enfrentar o desconhecido. 
A pessoa que viveu fora é vista como alguém que teve que aceitar o desafio de melhorar sua comunicação, sua visão geral sobre as coisas.
Considerando que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, a experiência internacional, quando possível, pode constituir um diferencial no currículo daquele que postula um posto de trabalho.

Isso vale para os profissionais em geral, não apenas para aqueles que trabalham na área gerencial. Mesmo para profissionais da área técnica, e até mesmo para o trabalho teoricamente mais manual que intelectual, a experiência internacional pode constituir um grande diferencial, pois mesmo no caso da mão-de-obra antes considerada não qualificada exige-se hoje criatividade, capacidade de adaptação, organização e abertura para acolher novidades.
O termo "mão-de-obra" traduzia a ideia de um trabalho braçal, que se exerce através do esforço físico. Pode até mesmo se dizer que, em seu sentido literal, mão-de-obra significa "a mão que obra, a mão que trabalha". Contudo, hoje em dia, mesmo no caso do trabalho manual, a capacidade de coordenar atividades de forma adequada, habilidade que pode ser desenvolvida de forma diferenciada com uma experiência além das fronteiras do país natal, é considerada essencial.

Cristóvão Martins Torres

Visita ao Castelo de Chambord

Localizado no Vale do Loire a 200 Km de Paris.
O Castelo de Chambord, possui a arquitetura que fez dele o Castelo de todos os exageros.
Com 156 metros de comprimentos, 56 metros de altura, 77 escadas, 282 chaminés e 426 divisões.
Contudo, apesar de suas dimensões colossais, o Castelo seduz sempre pela sua beleza, graça e pelo seu equilíbrio.
A sua ornamentação é uma das obras-primas da renascença francesa.
Está inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
O Vale do Loire, onde ele está localizado, é uma das regiões mais bonitas da França.