quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O ouro é o novo antidepressivo de Wall Street

 

ECONOMIA



(Imagem: Reuters)

Se existe um termômetro para medir o nível de ansiedade de Wall Street, ele atende pelo nome de ouro — e o ponteiro está no máximo.

Nesta semana, o metal mais famoso do mundo rompeu pela primeira vez a marca de US$ 5.000 por onça, acumulando uma alta de mais de 80% nos últimos 12 meses. Esse é o melhor desempenho anual desde 1979.

Só no 3° trimestre do ano passado, o total combinado de compras por bancos centrais e investidores chegou a 980 toneladas, algo em torno de US$ 109 bilhões.


(Imagem: Sky News)

O motivo é quase um checklist do medo financeiro: inflação persistente, dívida pública em níveis recordes, juros mais baixos — que derrubam o retorno dos títulos — e a sensação de que as bolsas estão caras demais.

Some a isso o cenário político. O ouro tem reagido fortemente às tensões globais, das ameaças de Trump contra aliados da OTAN à crise com o Irã, passando pela operação militar na Venezuela e até a investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell.

Quando o mundo parece instável, o dinheiro corre para onde sempre correu: ativos que não dependem de nenhum governo.

Bottom-line: O boom não se restringe ao ouro e também alcança outro metal. A prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado.

 

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