domingo, 11 de janeiro de 2015

Desinteresse por sexo gera crise nacional no Japão por falta de bebês

Edição do dia 11/01/2015
11/01/2015 22h04 - Atualizado em 11/01/2015 22h04

Pesquisa mostra que sexo não é prioridade entre casais japoneses.
País também possui a maior população de idosos de todo planeta.

Está faltando bebê no Japão. Uma crise nacional atinge o país, que está com berçários cada vez mais vazios. O país está envelhecendo e encolhendo. Na origem de tudo isso, está o desinteresse por sexo. Com 7 bilhões de pessoas, o Japão sofre um fenômeno: pouco sexo, menos bebês e cada vez mais idosos. Em Tóquio, com 35 milhões de habitantes, são pelo menos 250 mil novos bebês por ano. Parece muito, mas quem trabalha nas maternidades garante que o movimento vem caindo, e a idade das mães está subindo. Menos bebês representam menos mão de obra no futuro, e menos gente pagando imposto.

Porque os japoneses não estão procriando? Eles estão se casando cada vez menos. Na cultura tradicional japonesa, isso quer dizer muito, visto que apenas 2% dos bebês nasce fora do casamento. Uma pesquisa divulgada pela rede de tv BBC mostra que ter relações sexuais uma vez por semana é considerado o padrão para os que estão casados, mas só 27% dos japoneses comprometidos estão neste grupo.

O novo estilo de namorar dos japoneses também interfere na atual situação. Os chamados ‘Otaku’, são pessoas, em sua maioria homens, viciados em quadrinhos e computadores. Alguns tratam personagens de um jogo eletrônico como namoradas reais, de carne e osso, e interpretam personagens bem mais novos que a sua verdadeira idade. Eles não conhecem mulheres reais porque isso é considerado traição, pois eles se consideram em um relacionamento. A indústria movimentada pelos Otaku chega a R$ 24 bilhões por ano. Um pesquisador acredita que esta foi a forma dos japoneses de fugir dos relacionamentos com cobranças, brigas e responsabilidades. As mulheres japonesas confirmam.

Em contrapartida à falta de bebês, no Japão vive a maior população de idosos de todo o planeta. Cerca de 25% de todos os japoneses tem mais de 65 anos e 50 mil pessoas têm mais de cem anos. As fraldas geriátricas vendem mais do que as de bebê nas farmácias. Se nada mudar, o país vai perder em 50 anos, quase 40 milhões de habitantes e a tragédia sócio econômica pode trazer efeitos colaterais surpreendentes, como o da Vila de Nagoro, que possui apenas 35 habitantes.

globo.com

Portal de Brandemburgo - Berlim

Portal de Brandemburgo, em Berlim. O Rei Frederico Guilherme II, da Prússia, mandou construir o monumento, que ficou pronto em 1791.

O Portal de Brandemburgo é um dos monumentos mais importantes da Alemanha e mais simbólicos da história do século XX. Além de ser uma obra prima da arquitetura alemã, ele é símbolo da separação das duas Alemanhas e, após a queda do muro de Berlim, assumiu a posição de marco oficial da reunificação alemã.
No século XVII, a cidade de Berlim já procurava se fechar como maneira de se proteger. Mas, somente na segunda metade do século XVIII, no ano de 1788, que o rei Frederico Guilherme II, da Prússia, ordenou a reestruturação da cidade e a construção completa do portal, que só ficou pronto em 1791.Naquela época, as vias expressas por debaixo do portal davam acesso direto do palácio aos jardins reais. Sendo que as pessoas que não eram da nobreza não podiam utilizar as passagens internas, restritos às duas pistas externas abaixo do portal.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Não há crise na mineração, diz presidente da Vale

Segundo Murilo Ferreira, os preços do minério de ferro ainda garantem rentabilidade às melhores empresas
 
por Redação — publicado 11/11/2014 18:49, última modificação 11/11/2014 19:00

A queda do preço do minério de ferro não configura uma crise no setor de mineração, afirmou o presidente da Vale, Murilo Ferreira. Para o executivo, presente no evento As Empresas Mais Admiradas no Brasil promovido pela revista CartaCapital, os valores praticados para a commodity ainda garantem uma rentabilidade adequada para as empresas. “Os preços não estão com a exuberância do super-ciclo, mas ainda propiciam uma margem razoável para as mineradoras mais eficientes, que têm excelência operacional”, disse.
As ações da Vale caíram 3,56% nessa terça-feira 11 por conta das previsões de continuidade da queda dos preços do minério de ferro. Ferreira afirma que as principais empresas de mineração do mundo sofrem queda nas bolsas de valores por conta do baixo crescimento da demanda por minérios, e defende que a Vale tem força para enfrentar o momento adverso.  “A Vale está entre as empresas mais eficientes, nossos ativos estão muito bem situados.” O executivo lembra que a companhia passa hoje pelo maior ciclo de investimento da sua história, que exigirá um esforço grande até 2016 e 2017. “Estamos muito confiantes porque temos reservas excepcionais, ativos de alta qualidade que poderão ser expandidos no futuro e um material pronto para ser vendido aos nossos clientes”, afirmou.
Para Ferreira, a recuperação do setor e da economia brasileira depende de uma retomada do crescimento da economia mundial. Ele não acredita, no entanto, que isso deve ocorrer nos próximos dois anos. “Com a crise de 2008, nós tivemos uma transferência muito grande de dívidas do setor privado para o setor público, os países estão sem capacidade para dar um impulso maior na economia”, disse. Para o desempenho econômico do Brasil ser melhor, Ferreira avalia que o crescimento mundial precisa ser de pelo menos 4%. Outro ponto importante de partida para que o País volte a crescer, segundo o executivo, é a reforma política, a partir da qual outras medidas poderiam ser tomadas. “Evidentemente existem condições internas que são necessárias para os próximos anos, como a reforma tributária, a da Previdência, um maior equilíbrio fiscal, mas citar apenas uma ou duas é restringir o que realmente está acontecendo.”

Revista Carta Capital

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catedral de Notre Dame em Paris



"Catedral de Notre-Dame"

Nessa catedral pude assistir parte de uma missa em Latim (língua morta).
Nenhum país utiliza o latim, por isso é considerada língua morta.
O latim deu origem a várias línguas, dentre elas; Francês, Espanhol, Italiano e Português.

A Catedral de Notre Dame testemunhou alguns dos grandes eventos da história francesa, tais como a coroação de Napoleão como imperador em 1804 e a beatificação de Joana D’Arc em 1909 (representada em uma estátua no interior da igreja). Também está guardado em seu relicário nada menos que a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, exibida aos visitantes na primeira sexta-feira de cada mês.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Como demitir um funcionario

 Luiz de Paiva

 O momento de despedir um funcionário é um dos mais difíceis na carreira de um gestor (sei disso por experiência própria). É um momento negativo, com uma forte dose de emoção (de quem está sendo despedido) e dependendo da situação requer muita frieza e jogo de cintura por parte do chefe. Por isto, a primeira coisa que você deve fazer é reconhecer que este é um processo desagradável e desconfortável qualquer que seja a condição da demissão. Aceite isso e entenda que a preparação é o melhor caminho para reduzir o stress do processo.

Lembre-se também que o fundamento da relação empregado / empregador é a comunicação bidirecional. Se, como chefe, você criou uma cultura de comunicação aberta, e cada funcionário conhece seu papel e seu desempenho na empresa, a comunicação de uma demissão será mais tranqüila. Este é um processo de longo prazo que deve ser cultivado em todos os momentos, bons e ruins.
Em minhas pesquisas, encontrei várias dicas de como realizar o processo de demissão da forma mais tranqüila possível. Separei estas dicas de acordo com a fase do processo:

Antes
1. Tenha certeza de sua decisão. Após a comunicação ao funcionário, não existe mais volta atrás. Avalie se a decisão está baseada em fatos concretos, se não deve dar mais uma oportunidade ao funcionário ou se existem outras alternativas.
2. O funcionário não pode ter uma enorme surpresa ao ser comunicado da decisão. Nas últimas semanas ou meses, o seu chefe direto o deve ter alertado sobre seu fraco desempenho e necessidade de melhoria. Se os processos de avaliação de funcionários da empresa são eficientes, o funcionário já sabe que está deixando a desejar e a demissão não será totalmente inesperada. Se o funcionário ficou muito surpreendido, a gerência deve revisar seus métodos de gestão.
3. Prepare toda a documentação necessária e garanta que não fiquem lacunas que permitirão processos trabalhistas no futuro. Esta é uma tarefa que deve ser coordenada pelo departamento de Recursos Humanos. Para a reunião de demissão, tenha em mãos documentos que suportem a decisão, como avaliações de desempenho e atas administrativas.
4. Defina os detalhes. Temas como: último salário, equipamentos que estão com o funcionário, se ele poderá ficar até o final do dia ou semana, assistência que será oferecida pela empresa, como ele voltará para casa (caso use o transporte da empresa), etc. Isto agilizará o processo.
5. Proteja a informação. Faça um back-up de todos os arquivos do funcionário antes de comunicar a demissão. Isto não é excesso de desconfiança, é segurança do patrimônio intelectual da organização.
6. Evite o excesso de confiança. Você pode achar que conhece o funcionário bem e que não precisa tomar todos os cuidados no processo de demissão, mas na realidade nunca passou por um momento tão forte com este funcionário, e não sabe realmente como será sua reação. Lembre-se da pressão e stress que ele terá quando receber a notícia, e isso pode alterar o comportamento de qualquer um.
7. Não deixe a informação vazar. Somente devem saber da demissão as pessoas estritamente necessárias. A empresa deve ter processos que garantam a confidencialidade deste tipo de informação e a punição dos que a quebrarem.

DURANTE A REUNIÃO DE DEMISSÃO
1. Faça-o você mesmo. Não delegue esta tarefa ao RH ou qualquer outra pessoa. A demissão deve ser feita pelo chefe direto do funcionário naquele momento, mesmo que tenha mudado de área há pouco tempo.
2. Dê preferência ao começo da semana. Desta forma, o resto da equipe absorverá a notícia nos próximos dias e você estará disponível para qualquer dúvida ou questionamento que surgir. Também é bom para o demitido, que poderá tomar atitudes profissionais imediatas ao invés de ficar “sofrendo” durante o fim de semana.
3. Escolha o local e ambiente corretos. A reunião deve ser realizada em uma sala fechada, para evitar a humilhação pública do demitido. Se a sala tiver paredes de vidro, as cortinas devem ser fechadas. Evite qualquer tipo de exposição da pessoa. O ideal é que você esteja acompanhado de uma pessoa de RH, que servirá como testemunha e poderá responder qualquer dúvida sua ou do demitido quanto aos procedimentos de demissão da empresa.
4. Chame o funcionário da forma correta. Ligue para ele ou passe pela sua mesa e peça que vá até sua sala, em um tom natural. Não diga que tem más notícias ou seja brincalhão. Seja somente sério e breve.
5. Seja educado e cordial. Isto ajudará a manter um clima tranqüilo na reunião. Além disso você não quer criar um inimigo… quem sabe ele é contratado pelo departamento de compras de seu cliente.
6. Vá direto ao ponto. Uma de suas primeiras frases deve ser algo do tipo “João, esta reunião é para lhe comunicar que devido a ____________, você não poderá continuar trabalhando na empresa”. O funcionário nunca deve ficar em dúvida se a reunião é mais uma “bronca” ou uma demissão.
7. Mostre segurança. Qualquer tipo de hesitação de sua parte incentivará o demitido a dizer algo a mais ou questionar a decisão. Olhe nos olhos da pessoa e seja firme. Se ele perguntar de quem foi a decisão, afirme que foi sua (mesmo que não tenha sido).
8. Explique tudo, mas de forma breve. Você deve explicar de forma muito clara a causa da demissão, mas evite longas explicações ou discussões com o funcionário. A decisão já foi tomada, e quanto mais os dois falarem sobre a causa, maior será o stress envolvido. A exceção da regra é quando o funcionário assume uma postura muito aberta, aceita a causa da demissão e lhe pede recomendações para melhorar em empregos futuros. Isto é raro, mas se acontecer, use sua experiência para uma breve seção de coaching.
9. Não se comprometa com o que não pode cumprir. Por exemplo, o funcionário pode pedir uma carta de recomendação. Se você não sabe se vai dar a carta depois, não diga que sim somente para evitar o conflito naquele momento. Isto vai contra a ética profissional e mostra fraqueza em sua gestão.
10. Nunca peça desculpas ou elogie em excesso. Frases como “Desculpe ter que fazer isto…”, “sei que é injusto, mas…” e “não queria tomar esta decisão…” somente alimentarão os questionamentos e a raiva do demitido. Se você quer destacar os pontos positivos da pessoa para levantar seu ânimo, faça isso de forma discreta, ou também acabará tendo que explicar novamente porque o mandou embora.
11. Tenha paciência. Depois de ouvir a palavra “demissão”, a pessoa pensará em mil coisas ao mesmo tempo provavelmente não prestará muita atenção no que você está dizendo. Esteja preparado para repetir algumas coisas e seja paciente. O momento é difícil para você, mas para ele é muito pior.
12. Fique prevenido. Em alguns casos o demitido pode perder a cabeça e ficar agressivo, e em algumas situações extremas pode até partir para a violência. Mantenha a calma, e deixe que a segurança ou a polícia cuide disso. Nunca responda às agressões, verbais ou físicas.

DEPOIS
1. Documente a reunião. Normalmente existe um processo de RH para isto, mas de uma forma ou outra a informação discutida na reunião deve ser registrada oficialmente na empresa.
2. Comunique a equipe. Antes que os rumores se espalhem, junte sua equipe e explique breve e objetivamente a causa da demissão, sem entrar em detalhes que exponham o demitido. Garanta que não fique uma impressão de injustiça. Aproveite o momento para deixar claro que quem trabalha bem é premiado (se isso realmente acontece) e quem não tem bom desempenho não pode fazer parte da organização. Reforce a cultura de execução e a meritocracia.
3. Reflita. O erro não foi somente do demitido. Foi também seu e da empresa, que não souberam escolher a pessoa certa para a função, ou não a souberam treinar e controlar. Avalie o que poderia mudar na organização para reduzir os casos futuros de demissão.
A lista é grande, mas com certeza não é completa. Existem muitos outros fatores que podem ser específicos a seu caso. O mais importante é que qualquer demissão seja cuidadosamente planejada. O improviso somente causará problemas profissionais, éticos, gerenciais e legais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Não se faça de vítima

 Graziella Marraccini

iG

Na semana passada, escrevi um artigo analisando sucintamente o mapa de Michael Jackson, esse astro da musica que como um cometa se foi rapidamente pela Terra, deixando um rastro brilhante atrás de si. Os acontecimentos dessa semana me fizeram refletir sobre nossa missão de vida, sobre o rastro que cada um de nós irá deixar atrás de si após a partida. Nem todas as pessoas deixam rastros tão brilhantes, porém todos nós vamos deixar rastros, ou pelo menos, a meu ver, é para isso que estamos aqui. Viemos não somente para nossa evolução espiritual individual, mas para que, com nossa passagem, possamos deixar uma marca, um sinal de nossa existência. A vida seria muito vazia se não deixássemos algo atrás de nós. Por essa razão, precisamos conhecer nossa missão. A meu ver, não existem missões grandes ou pequenas, pois cada um de nós está num estagio diferente de evolução e por isso sua tarefa será diferente a cada encarnação. No entanto, eu percebo que muitas pessoas procuram enveredar no caminho espiritual, mas o fazem de maneira egoísta, não se preocupando com aquilo que estão deixando em volta de si. Pensam, mas estão enganados, que basta estudar, ler livros, frequentar cursos, frequentar centros espiritualistas e com isso estarão fazendo sua evolução. Não, meus caros, evoluir espiritualmente é muito mais do que isso! Muitas vezes eu recebo em meu consultório pessoas que me dizem: "Eu conheço meu mapa, conheço minha missão, sei o que devo fazer, mas encontro muitos obstáculos no meu caminho, por isso não consigo evoluir". E muitas vezes acrescentam: "A culpa é dos outros que não me deixam evoluir", ou ainda "Não consigo meditar, por causa disso, por causa daquilo" e lá se vão muitas desculpas sempre focadas 'nos outros' que acabam levando a culpa pelos nossos fracassos! Continuamos focados em nosso próprio umbigo! O problema não está nos outros mas em nós que não damos ouvido à voz do nosso Mestre, ocupados que estamos a invejar, odiar, detestar ou maldizer os outros!

Evoluir espiritualmente é muito mais do que isso, meus caros leitores. E percebo isso todos os dias. A autopiedade, a retaliação, a frustração, a vingança, são sentimentos que precisam ser banidos de nossos corações, pois são eles os verdadeiros 'culpados' por nossos fracassos. Se conseguirmos substituir esses pensamentos negativos e essas reações emocionais ditadas por nosso ego ferido e os substituirmos por sentimentos positivos, de amor, de perdão, de compaixão, de generosidade, estaremos abrindo as portas ao fluxo de energia necessário para chegar no fim de nossa passagem sobre a Terra e ter feito a diferença, tendo deixado um rastro de luz atrás de nós. Se perdemos tempo e energia focalizando a vida dos outros, tendo inveja ou raiva, como podemos ter energia suficiente para trilhar nosso próprio caminho?

Nossa vida é uma senda pela qual levamos nosso 'carro' para alcançar um objetivo. Cada um de nós escolhe sua própria 'lenda pessoal' antes de encarnar. Nosso espírito escolhe o momento exato do seu nascimento, a família, o local onde nascerá para que essa lenda se cumpra totalmente. È por essa razão que o mapa do nascimento é tão importante para decifrar essa lenda pessoal. Eu gosto de fazer uma comparação: Nós somos como passageiros de uma carruagem, puxada por quatro cavalos. Os cavalos correspondem aos nossos instintos vegeto-animais, (já escrevi um artigo a respeito) aqueles que nos servem para a sobrevivência do nosso físico. Procurar prazer, nos comunicar, nos reproduzir, nos sociabilizar, faz parte do homem vegeto-animal. A meu ver a carruagem corresponderia ao nosso corpo físico, ou seja, ao invólucro usado pelo espírito que é passageiro da carruagem. Esse passageiro, porém, não sabe onde ele irá levar sua carruagem, e pode percorrer o caminho levado pelos seus impulsos de sobrevivência. Por essa razão, se ele não conhecer profundamente as necessidades de cada cavalo, acabará cansando-os ou esgotando suas energias e a carruagem irá parar. E, se o passageiro não prestar atenção às valetas, aos obstáculos ou às pedras do caminho, acabará quebrando a carruagem, avariando-a e precisará parar antes de chegar ao seu destino. O passageiro tem, no entanto, dentro de si, uma voz, a voz do Mestre Interior que se conecta diretamente com a Luz. O Mestre Interior conhece a senda, conhece os obstáculos e conhece o destino final, ou seja, a missão individual. Ele procura ajudar o passageiro a dirigir a carruagem, dando-lhe conselhos, dirigindo suas escolhas. Eu costumo comparar o Mestre Interior como o Guia ou Anjo da Guarda que nos protege e nos indica o caminho. Só que nem sempre o passageiro escuta seus conselhos, distraído que está a olhar a paisagem ou as outras carruagens que o ultrapassam e que muitas vezes são mais bonitas que a sua. Então, neste momento, ele cai num buraco, não vê a valeta, e perde de vista seu destino, pois sua energia estará sendo desperdiçada em emoções descontroladas, sentimentos de inveja, de rancor ou de raiva. Alguns outros passageiros levam sua carruagem nas trilhas já traçadas por outras carruagens que passaram anteriormente e não fazem suas próprias escolhas. Eles repetem condicionamentos traçados pelos ancestrais, pela sociedade em que vivem, pelos pais que os criaram e não ouvem a voz do Mestre e tampouco sabem conduzir sua própria carruagem, deixando que os cavalos a dirijam. No entanto, aqueles que enveredam no caminho da espiritualidade e procuram realmente conhecer sua missão, podem canalizar suas energias na direção de sua meta, escutando os conselhos do Mestre, conselhos esses que todos podem ouvir. No entanto, quando perdemos alguma oportunidade de crescimento espiritual, e não compreendemos a razão do obstáculo que enfrentamos, a Voz do Mestre se faz ouvir e nos envia um aviso. Um obstáculo, uma valeta, um desvio, uma curva fechada na estrada da vida: esses são os avisos do Mestre. Porém, se nosso coração estiver preenchido com ódio e rancor, como escutá-lo, como compreendê-lo?

Essa semana podemos começar a abrir nossos ouvidos aos conselhos do Mestre Interior, fazendo uma pequena meditação diária com o auxilio do nome do Gênio Cabalístico de nº 66, MANAKEL. Seu nome significa Deus que secunda e mantém tudo sobre o mundo. Seu Salmo de oração é o de nº 37. Meditem nas três letras que compõem seu nome e peçam para afastar de sua mente o 'sentimento de vitima' e para poder ouvir a voz do Mestre interior.

iG

Feliz Olhar Novo de Cristina Coeli Drumond de Vasconcelos



FELIZ OLHAR NOVO

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Cristina Coeli Drumond de Vasconcelos
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