segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Raízes da corrupção no Estado brasileiro

Com uma pesquisa extensa na área, a especialista coloca a herança patrimonialista e a intensa burocracia como motivadores da corrupção no país. Por sua vez, ela observa avanços na fiscalização por parte da sociedade.

No último ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional, de 2015, o Brasil estava na 76ª posição. Existe alguma perspectiva de melhora para este ano?

Esse ranking leva em consideração mudanças legislativas, punições realizadas e o senso comum da sociedade. À medida que as punições vão se mostrando, existe uma perspectiva de redução. Ao mesmo tempo, os escândalos também vão acontecendo e sendo mais rotineiros nos noticiários. Então, o que a gente ganha em termos de percepção de combate à corrupção com a punição, a gente perde com o incremento dos escândalos. Não acredito que haverá uma melhoria no ranking.

O que pode ser feito para melhorar essa percepção?

Acho que é importante mostrar que o combate à corrupção não é traduzido apenas pela Lava Jato, que a operação não é isolada dentro do movimento de combate à corrupção. E há também o incremento da transparência. Quanto mais obscuro for o ambiente, mais possibilidades de corrupção haverá. Já quanto mais iluminado e oxigenado for, menos possibilidades de corrupção.

E como tornar esses ambientes mais transparentes?

Já evoluímos muito no Brasil. Hoje, há uma percepção de boa parte da sociedade civil de que os agentes públicos têm de prestar contas daquilo que fazem. Temos uma melhora das informações que são prestadas ativamente pelos órgãos públicos, como sites com dados. A gente ainda precisa incrementar, porque os dados não são de fácil percepção. O cidadão comum não consegue acompanhar informações orçamentárias porque são expressões técnicas e áridas.

Há outros aspectos que motivam a corrupção no país?

Acho que há duas coisas muito importantes. Primeiramente, uma burocracia muito intensa. Uma ordem jurídica que é extremamente complexa e que passa a exigir das empresas o cumprimento de uma série de obrigações. E aí, obviamente, quanto mais você dificulta, mais você torna importante uma decisão do agente público. Outro aspecto é nossa herança patrimonialista, uma ideia de que o sujeito que ocupa um cargo público é o dono daquilo. Uma confusão entre a pessoa dele e a pessoa do Estado.

E como mudar essa cultura?

É um problema que, aos poucos, vamos vencendo. Lembre-se que, quando começou o movimento de criação das estatais, não se fazia concurso público. Isso, hoje, é algo impensável. Já vivemos também uma época em que era tolerável que o sujeito viesse a ocupar o cargo e toda sua família viesse atrás. Isso já foi aceito no Brasil. É um rompimento paulatino com esse ambiente. Outra coisa é que vamos ficando cada vez mais críticos com o que é corrupção. Costumamos achar que corrupção é só pagamento de propina, mas é muito mais que isso. Ela existe quando eu utilizo indevidamente as prerrogativas públicas que me são dadas. Se a gente pouco a pouco vai sendo intolerante, e isso deixa de ser uma coisa engraçada, a gente para de ver isso como uma esperteza e vê como algo incorreto, também aumenta o controle sobre isso.

A senhora tem uma pesquisa ampla sobre licitações públicas. Quais são os problemas que esse tipo de procedimento pode apresentar?

Os maiores riscos não estão no momento da disputa em si, mas, sim, antes de ela começar e depois dela. Antes, é o momento de definir quais são as exigências para participação na licitação. Dependendo de como é definido, você elimina outros participantes, porque eles não conseguem fazer exatamente o que foi exigido. Essa fase é sensível porque é possível indicar, nela, indiretamente, quem ganha e quem perde.

Mas como fiscalizar esse processo inicial dos editais?

Não tem uma fórmula mágica, mas uma das coisas que resolveriam a corrupção nesse momento é um controle dessas razões que são expostas para o administrador público para ter colocado no edital, por exemplo, uma certa exigência. E os tribunais de contas, que são os órgãos responsáveis por isso, têm de ser fortalecidos.

E depois das licitações?

Nesse momento, voltamos a um ambiente de maior opacidade, porque, quando há a licitação, se não há conluio entre as empresas, uma é contra a outra, o que ajuda na fiscalização. Depois que acabou, voltamos a um ambiente de intimidade da administração pública com um em particular. Quantos são os escândalos que envolvem o seguinte: combinamos que você faria um serviço, você faz um serviço de menor qualidade, mas eu te pago como se você tivesse feito aquilo que foi previsto? Além disso, também há a cronologia de pagamento, a ordem para a administração publicar pagar os fornecedores. Esse momento também é muito sugestivo à corrupção, porque, por exemplo, eu posso falar: “só vou te pagar se você se comprometer a pagar um tanto”. Afinal, é o administrador público quem tem a chave do cofre. Tem de haver um maior controle, e minha impressão é de que os órgãos de controle não se dedicam a fiscalizar isso.

Qual o papel do Legislativo no combate à corrupção, a partir da criação de leis?

Nosso problema não é falta de lei, é a execução dela. Nisso, o Legislativo não tem culpa. Temos um bom arcabouço jurídico. Acho que o mais importante é acabar com ideia de que o sujeito que está num cargo público é intocável e com o discurso vitimista, de “fiz porque não tinha outra opção”. Isso não pode ser justificativa.
O Tempo

domingo, 4 de dezembro de 2016

Corrupção, má gestão e folha colocam 13 Estados na berlinda

A crise na economia atingiu não só o brasileiro, que nem sempre consegue pagar as contas em dia e se torna inadimplente. Os Estados também não estão imunes, e a maior parte deles está no vermelho. O motivo é que a conta não fecha, pois, com a economia fraca, a receita caiu. E não aconteceu o mesmo com as despesas.

A recessão não é o único motivo para as dificuldades vividas por esses entes da Federação, as quais vêm abalando até mesmo o funcionalismo público, com atrasos e parcelamento de salários. A corrupção também tem sua parcela de culpa nesse rombo nas contas. “O dinheiro desviado deixa de ir para os cofres públicos. Além disso, o Estado gasta mal”, observa o coordenador dos cursos de gestão do Centro Universitário Newton Paiva, Leandro Silva.

Para boa parte dos Estados não há sequer a possibilidade de obter empréstimos perante organismos multilaterais, como o Banco Mundial: das 27 unidades da Federação, apenas 14 têm situação fiscal que ainda possibilita o aval da União para que isso possa ser feito, segundo boletim do Tesouro Nacional divulgado em outubro.

O Tesouro só autoriza operações de crédito a Estados com notas B ou A (uma espécie de rating ou nota de crédito), considerados de menor risco de calote. Atualmente, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rondônia, Roraima e Tocantins têm notas B ou B-. Nenhum Estado é classificado com nota A. Minas Gerais tem nota D – a última da escala –, ou seja, não possui aval para empréstimos (ver mapa).

Pela tabela em vigor, baseada nos dados de 2015, além de Minas, Goiás, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro têm nota D. E, desses quatro Estados, dois já decretaram estado de calamidade financeira. O primeiro foi o Rio de Janeiro, em junho deste ano, pouco antes do início dos Jogos Olímpicos. E, em novembro, foi a vez do Rio Grande do Sul.

Motivos. Além de um volume menor de repasses de transferências federais, como o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), a crise acarretou uma queda na arrecadação própria dos Estados, agravando o quadro fiscal.

Para Silva, a situação financeira, na maioria das vezes ruim, vivida pelos Estados não tem apenas um motivo, mas vários. “Não é apenas a crise, são diversos erros desta e das outras gestões. O fato é que se gasta muito e se gasta mal. É preciso repensar o tamanho do Estado, reduzir as regalias também da classe política. Aliás, os governadores deveriam dar o exemplo e saber definir as prioridades, em especial em períodos de desaquecimento da economia. É preciso que haja uma mudança de postura dos governantes”, observa.

Ele ressalta que a gestão pública deve ser mais profissional, inspirada no setor privado no que se refere à eficiência. “A escolha dos secretários não deveria ser pautada pela troca de favores políticos, mas sim pelo conhecimento da área. É preciso acabar com os apadrinhamentos”, defende.

Brasil no topo. O Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, de acordo com o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O país está atrás do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que é a líder do ranking mundial. A corrupção é um dos elementos que a organização suíça inclui em seu índice anual de competitividade, com base num levantamento com 15 mil líderes empresariais de 141 economias do mundo.

Nova classificação está sendo desenvolvida e será mais rígida

O Tesouro Nacional está elaborando um novo método para avaliar a capacidade de pagamento das unidades da Federação. A secretária do órgão, Ana Paula Vescovi, afirmou que é necessário modernizar a metodologia elaborada em 2012 e que é alvo de vários questionamentos. “É um trabalho de modernização e que trará maior eficiência ao sistema”, diz.

A metodologia vai à consulta pública neste mês. A nova classificação deve servir de base, a partir de meados de 2017, para o Tesouro autorizar financiamentos estaduais para investimentos, como as obras públicas.

A revisão, segundo a secretária, tornará mais precisa a classificação dos Estados com notas B ou A, diminuindo o risco de essas unidades não conseguirem quitar empréstimos por causa de crises nas contas públicas.


BOLA DE NEVE

Gasto com pessoal cresce 13% em 1 ano

O comprometimento das receitas correntes do Distrito Federal, além dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraíba, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e Roraima foi avaliado como muito elevado no ano passado, no Boletim das Finanças Públicas dos Entes Subnacionais, do Tesouro Nacional. Isso sem considerar as despesas com indenizações e restituições trabalhistas, de sentenças judiciais e despesas de anos anteriores.


Os dados mostram também que, entre 2014 e 2015, o crescimento médio de despesas com pessoal foi de 13,06% nos Estados e 8,29% nos municípios com mais de 200 mil habitantes, sendo que os aumentos com inativos foram de 28,41% e 12,10%, respectivamente, no mesmo período.

Para o secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo, Paulo Roberto Ferreira, um dos grandes desafios dos Estados brasileiros está concentrado na Previdência.

Para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os gastos com folha de pagamento a 60% da receita corrente líquida, há Estados que passaram a não incluir inativos e pensionistas na despesa com pessoal. Há Estado que não coloca, por exemplo, vale-alimentação como despesa com aposentado. A estratégia pode ser aprovada pelos tribunais de contas dos Estados, só que o Tesouro, que dá aval para empréstimos, usa outra metodologia, dentro dos Programas de Ajuste Fiscal (PAFs).
Servidores. Em 2015, Minas Gerais comprometeu 78% de sua receita com a folha de pagamento. No acumulado de 2016 até outubro, as despesas com pessoal somaram R$ 30 bilhões.
O Tempo


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A corrupção da bondade

O Tempo

Cristovam Buarque

PUBLICADO EM 02/12/16 - 03h00

A política brasileira está tão corrompida que corrompeu as próprias coisas boas que ela criou.
Poucos políticos conseguiram criar um instrumento tão bom quanto o de João Calmon, com sua emenda constitucional que determina a reserva de 18% dos recursos da União para a educação. Mas, depois de 34 anos, essa óbvia bondade provocou duas corrupções: o apego a mais recursos, independentemente da eficiência como eles são usados, e o acomodamento político diante do que já está assegurado.

Corrompemos a bondade ao distribuir recursos orçamentários sem levar em conta os limites determinados pela arrecadação. Ao cometermos o excesso de gastos, corrompemos o valor da moeda. Agora, ao deixarmos abertas as portas para que pressões corporativas consigam elevar os gastos, podemos estar corrompendo a determinação constitucional do teto. A bondade fiscal se transformará em crise constitucional.

Ao pagar às famílias pobres para que suas crianças estudem, a Bolsa Escola foi uma ideia transformadora e generosa. Foi possível criar renda para quem não tinha e dinamizar o mercado de produtos simples, além de levar as crianças para a escola. Mas, diluída na Bolsa Família, a Bolsa Escola teve seu aspecto educacional descaracterizado. O resultado atual é um programa que corrompeu a bondade ao fazer-se assistencialista e eleitoreiro. Um instrumento transformador foi transformado em bondade assistencial.

Depois de 138 anos da Abolição, a cor da cara da elite brasileira continua branca. Assim, foi justo e correto adotar a proposta de cotas para brasileiros negros e indígenas entrarem na universidade. Graças ao aumento das vagas nas instituições, e a programas como o Prouni e o Fies, houve uma ligeira mudança na cor da cara dos alunos que estão nos corredores das universidades. Mas com pouca mudança no acesso às boas instituições para os filhos dos mais pobres, porque a brecha na qualidade da educação de base não diminuiu e até aumentou. O crescimento do número de alunos universitários sem melhorar a educação de base levou a uma queda na qualidade do próprio ensino superior. A bondade das cotas foi corrompida porque serviu para escamotear a dimensão do problema e terminou acomodando aqueles que desejam educação de qualidade para todos, sem necessidade de cotas.

O Brasil tem um dos mais generosos sistemas de Previdência Social, mas os longos anos de aposentadoria inviabilizam a continuação dessa bondade, porque o sistema faliu. A bondade, se for mantida, corromperá as finanças.

Há 70 anos, as leis trabalhistas foram uma bondade revolucionária, mas, ao não percebermos as radicais mudanças tecnológicas das últimas décadas, essa bondade também foi corrompida e se transformou em indutora de ineficiência, desemprego e perversidade com os jovens.

A própria bondade da democracia foi corrompida ao elegermos governos sem compromisso com a transformação e tolerarmos a corrupção, além de confundirmos interesses públicos e nacionais com direitos individuais e corporativos.

Corrompemos a bondade.

o Tempo

Futuro do cristianismo está no terceiro e no quarto mundos

O Tempo

Leonardo Boff

PUBLICADO EM 02/12/16 - 03h00

O papa Francisco tem um mérito inegável: tirou a Igreja Católica de uma profunda desmoralização por causa dos crimes de pedofilia. Em seguida, desmascarou os crimes financeiros do Banco do Vaticano. Mas mais que tudo, deu outro sentido à Igreja.
Os dados revelam que o cristianismo é hoje uma religião de terceiro e quarto mundos: 25% dos católicos vivem na Europa, 52% nas Américas, e os demais, no restante do mundo. Isso significa que o cristianismo viverá, em sua fase planetária, uma presença mais densa nas partes do planeta que hoje são consideradas periféricas.

Ele só terá um significado universal sob duas condições: na primeira, se todas as igrejas se entenderem como o movimento de Jesus e se reconhecerem reciprocamente como portadoras de sua mensagem. A segunda condição é de o cristianismo relativizar suas instituições de caráter ocidental e ousar se reinventar a partir da vida e da prática do Jesus histórico com sua mensagem de um reino de justiça e de amor.

Segundo a melhor exegese contemporânea, o projeto original de Jesus se resume no Pai-Nosso. Aí se afirmam as duas fomes do ser humano: a fome de Deus e a fome de pão. O Pai-Nosso enfatiza impulso para o alto. E o Pão-Nosso, seu enraizamento no mundo. Somente unindo Pai-Nosso com Pão-Nosso se pode dizer “amém” e sentir-se na tradição do Jesus histórico.

Isso implica para o cristianismo, corajosamente, se desocidentalizar, se desmachicizar, se despatriarcalizar e se organizar em redes de comunidades que se acolhem reciprocamente e se encarnam em culturas locais, formando juntas o grande caminho espiritual cristão, que se soma aos demais caminhos espirituais e religiosos da humanidade.

Realizados esses pressupostos, apresentam-se atualmente às igrejas ou ao cristianismo quatro desafios fundamentais. O primeiro deles é a salvaguarda da Casa Comum e do sistema vida, ameaçados pela crise ecológica generalizada e pelo aquecimento global.

O segundo desafio é como manter a humanidade unida. Os níveis de acumulação de bens materiais em pouquíssimas mãos poderão cindir a humanidade em duas porções: os que gozam de todos os benefícios da tecnociência e os condenados à exclusão, sem expectativas de vida ou até de serem considerados humanos.

O terceiro é a promoção da cultura da paz. Os conflitos bélicos, os fundamentalismos políticos e a intolerância face às diferenças culturais e religiosas podem levar a humanidade a níveis de violência altamente destrutiva.

O quarto desafio concerne à América Latina: a encarnação nas culturas indígenas e afro-americanas. Depois de ter-se quase exterminado as grandes culturas originárias, e de se terem escravizado milhões de africanos, impõe-se a tarefa de ajudá-los a se refazerem biologicamente e resgatarem sua sabedoria ancestral, vendo reconhecidas suas religiões como formas de comunicação com Deus.

A missão das igrejas, das religiões e dos caminhos espirituais consiste em alimentar a chama interior da presença do sagrado e do divino no coração de cada pessoa. O cristianismo, na fase planetária da Terra, possivelmente se constituirá em uma imensa rede de comunidades, encarnadas nas diferentes culturas, testemunhando a alegria do evangelho, que promove já, neste mundo, uma vida justa e solidária.

No presente, cabe-nos viver a comensalidade entre todos, símbolo antecipador da humanidade reconciliada, celebrando os bons frutos da Mãe Terra. Não era essa a metáfora de Jesus, quando falava do reino de vida, de justiça e de amor?

O Tempo

Em MG, 11,8% dos jovens não estudam, não trabalham nem buscam emprego

Em Minas Gerais, 11,8% dos jovens entre 15 e 29 anos não estudam, não trabalham e não procuram emprego. No Brasil, os jovens com esse perfil somam 14,4%. Os números estão na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (2).
Nessa mesma faixa etária, os chamados "nem-nem", que não estudam nem trabalham, representam 20,2% da população em Minas. De acordo com o levantamento, feito em 2015, o nível de ocupação no Estado é de 55,5%, percentual superior ao nacional, que é de 52,5%.
Entre as pessoas com 16 anos ou mais que possuíam ocupação em Minas, em 2015, 58,9% estavam em empregos formais. O índice é o mais baixo do Sudeste, ficando atrás de Espírito Santo (61,8%), Rio de Janeiro (67,1%) e São Paulo (72,4%), o que aponta uma presença significativa da informalidade no mercado de trabalho no Estado. Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos postos de trabalho formais era ocupada por homens (60,1%) brancos (61,3%).
Educação
A pesquisa também traz dados sobre educação. A taxa de frequência a estabelecimentos de ensino entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos em Minas é superior à média do Sudeste, considerando matrículas nas séries correspondentes às faixas etárias.
Os dados recolhidos pelo IBGE mostram que a taxa de frequência diminui ao longo do anos, sendo que a queda mais expressiva acontece na passagem do ensino médio para o ensino superior.

Em 2015, 61% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados no ensino médio. Já no ensino superior, a presença de jovens que tinham entre 18 e 24 anos era de 19,8%. 
O Tempo

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ISSO TAMBÉM PASSA...

Havia um homem que costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: 

ISSO TAMBÉM PASSA...

Então perguntaram à ele o por quê disso...
Ele disse que era para se lembrar que, quando estivesse passando por momentos ruins, poder se lembrar de que eles iriam embora, e que ele teria que passar por aquilo por algum motivo. 
Mas essa placa também era pra lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, que não deixasse tudo pra trás, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam de novo...
E é exatamente disso que a vida é feita:
 MOMENTOS!
Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, pro nosso próprio aprendizado. Por algum motivo... 
Nunca esqueça do mais importante: 
NADA É POR ACASO! Absolutamente nada. 
Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte da melhor forma possível.

(Chico Xavier)

Obras alteram circulação do trem que liga Minas a Vitória

A tradicional viagem de trem entre Belo Horizonte e Vitória, no Espírito Santo, ficará suspensa por cerca de duas semanas. 
A paralisação no transporte, que é um xodó dos mineiros, ocorrerá entre os dias 10 e 23 de dezembro para a primeira etapa da obra de manutenção no túnel ferroviário de Marembá, localizado entre Barão de Cocais e a capital mineira. A passagem do trem ficará restrita ao trecho compreendido entre a Estação Pedro Nolasco, em Cariacica, no Espírito Santo, e a Estação Ferroviária Dois Irmãos, localizada no município de Barão de Cocais, em Minas. 
A partir do dia 24 de dezembro, o trajeto feito pelo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas será normalizado. Conforme informou a Vale, empresa responsável pela locomotiva, a intervenção, que será realizada em duas fases, prosseguirá em fevereiro de 2017. 
Dúvidas

Para mais informações, os passageiros poderão entrar em contato pelo Alô Ferrovias (08002857000), canal de atendimento gratuito mantido pela Vale para esclarecimento de dúvidas, críticas e sugestões.
O Tempo