sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Tomada de decisões: Como a inteligência existencial ajuda a fazer boas escolhas?

Tomar boas decisões é algo que exige muitas habilidades e a inteligência existencial é uma delas, explica a auditora e pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, autora do livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações"


A capacidade de tomar boas decisões acompanha todas as áreas da vida, desde escolhas simples do cotidiano até movimentos estratégicos que moldam carreiras, relações e projetos pessoais. Apesar de muitas pessoas associarem o processo decisório apenas à lógica ou à razão, pesquisas contemporâneas mostram que fatores subjetivos têm um peso enorme nas escolhas.

“É nesse ponto que surge a inteligência existencial, um tipo de inteligência voltada para a compreensão profunda do sentido, das motivações e dos propósitos individuais”, explica a auditora e pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, autora do livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações"

A inteligência existencial
A inteligência existencial, definida por estudiosos como a habilidade de refletir sobre questões fundamentais da existência, não está ligada ao intelecto tradicional, mas sim à consciência ampliada sobre quem somos, o que buscamos e quais valores orientam nossas ações.

De acordo com Flávia Ceccato, essa competência funciona de forma similar a um eixo interno que sustenta escolhas mais maduras, coerentes e alinhadas ao que realmente importa para cada pessoa em específico.

“Quando aplicada ao processo de tomada de decisões, a inteligência existencial atua como uma espécie de bússola. Em vez de guiar o indivíduo apenas para o que parece mais rápido, confortável ou esperado pelos outros, ela traz clareza para identificar qual escolha reflete verdadeiramente seus objetivos de longo prazo”.

“Em cenários de dúvida, esse tipo de inteligência ajuda a diferenciar o que é desejo autêntico de mera obrigação social ou impulso emocional”, explica.

Decisões mais bem pensadas
Outro ponto importante é que a inteligência existencial reduz a impulsividade e fortalece a capacidade de avaliar consequências. Pessoas com essa habilidade mais desenvolvida tendem a observar as decisões como parte de uma linha contínua de construção de vida, e não como eventos isolados. Isso evita escolhas precipitadas e incentiva uma postura mais reflexiva, especialmente em momentos de pressão.

“Além disso, ao considerar propósito e significado, esse tipo de inteligência amplia a noção de responsabilidade. Decisões deixam de ser respostas automáticas e se tornam atos conscientes que impactam não apenas o presente, mas também a identidade e o futuro”.

“Essa perspectiva mais ampla leva a ações mais consistentes, reduzindo arrependimentos e aumentando a sensação de direção”.

“À medida que o mundo se torna mais complexo, com excesso de informações, múltiplos caminhos possíveis e pressões constantes, desenvolver a inteligência existencial se torna uma ferramenta essencial. Ela não elimina incertezas, mas transforma a forma como lidamos com elas. Escolhas passam a ser guiadas não pelo ruído externo, mas pela clareza interna e é isso que torna as decisões verdadeiramente boas”, afirma Flávia Ceccato.


Flávia Ceccato Rodrigues da Cunha é uma profissional de perfil acadêmico diversificado e auditora no Tribunal de Contas da União (TCU), com vasta experiência em supervisão financeira pública. Formada em Física pela Universidade Cruzeiro do Sul (2024), complementou sua formação com uma Pós-graduação Lato Sensu em Ensino de Astronomia (2023) e uma Especialização em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual pelo Centro Universitário Celso Lisboa (2025). Sua trajetória acadêmica também inclui um Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um Mestrado em Regulação e Gestão de Negócios pela Universidade de Brasília (UnB).

Como escritora, Flávia destaca-se pela aplicação da Lei de Benford em auditorias de obras públicas, sendo autora de artigos e do livro Seleção de Amostra de Auditoria de Obras Públicas pela Lei de Benford, que oferece uma abordagem prática e didática para fiscalizadores e pesquisadores. Seu trabalho analisou casos como a reforma do Aeroporto Internacional de Minas Gerais e as construções das Arenas da Amazônia e do Maracanã, focando na identificação de sobrepreços. Além disso, prepara o lançamento de Existential Intelligence: Tools, Insights and Implications para maio de 2025, expandindo seus interesses para além da auditoria, explorando a inteligência existencial e suas aplicações.

Flávia também atuou como analista de finanças e controle na Controladoria-Geral da União e como analista tributária na Receita Federal do Brasil. Membro de sociedades de alto QI e filosóficas, como Mensa Brasil, Intertel, International Society for Philosophical Enquiry (ISPE), VeNus High IQ Society e Infinity International Society, ela é uma palestrante frequente em eventos internacionais, unindo expertise em regulação, cognição e pesquisa interdisciplinar. Atualmente, é pesquisadora no CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e diagnosticada com superdotação profunda.


Fabiano de Abreu 
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Jenninfer de Paula


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