sábado, 25 de abril de 2026

O Glorioso está à beira da falência

 

ESPORTES

O Glorioso está à beira da falência


(Imagem: Vitor Silva | Botafogo)

Há apenas 16 meses, o Botafogo vivia o auge: era campeão brasileiro e da Libertadores após anos de dificuldades dentro e fora de campo. Só que a alegria no coração dos torcedores parece ter sido apenas uma “chuva de verão”.

Nesta semana, a SAF do clube protocolou um pedido de recuperação judicial. Os números ajudam a explicar o tamanho do problema:

  • R$ 2,5 bilhões em passivos totais;

  • R$ 1,4 bilhão em dívidas de curto prazo, vencendo até o fim deste ano;

  • R$ 287 milhões de prejuízo só em 2025;

  • Patrimônio líquido de R$ 427 milhões negativos.

Boa parte da crise veio de uma estratégia agressiva no mercado: contratações caras, compras parceladas de jogadores e aposta em receitas futuras. É como aquele seu amigo que torra o cartão de crédito todo mês. Uma hora dá ruim.

Para se ter uma ideia, a situação é tão grave que o time carioca já reconheceu à Justiça não ter dinheiro suficiente em caixa pra pagar a folha salarial dos funcionários no próximo mês.

Como se não bastasse a crise financeira, o empresário americano John Textor foi afastado nesta quinta-feira do comando da SAF por decisão arbitral ligada à FGV.

O tribunal apontou uma concentração perigosa de poder: o empresário assinou contratos simultaneamente como comprador, vendedor e representante da SAF, gerando conflitos de interesse que poderiam causar "danos irreparáveis".

Mas isso não é uma exclusividade do Fogão

Os clubes brasileiros, em geral, vivem uma situação financeira extremamente delicada. Entre eles, a situação é mais delicada para:

  • Corinthians: Dívida de R$ 2,7 bilhões e um patrimônio líquido negativo de R$ 774 milhões — ou seja, mesmo se o clube vendesse todos os seus bens, continuaria com essa dívida;

  • Atlético-MG: Dívida de R$ 1,7 bilhões, sendo R$ 400 milhões referentes à Arena MRV;

  • Santos: Dívida próxima a R$ 1 bilhão, sendo mais de R$ 470 milhões de dívida de curto prazo.



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