*O Cachorro que Levava Luz*
Conto sobre Chico
No início dos trabalhos espirituais no centro Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, Chico Xavier abria as reuniões com uma prece e a leitura do Evangelho.
Logo as pessoas chegavam e ocupavam seus lugares. Sempre ali, próximo ao primeiro banco, entrava também um cachorro grande, de cor café com leite.
Ele se acomodava, semi-deitado, com a cabeça sobre as patas… e permanecia imóvel durante toda a reunião.
Enquanto Chico falava, durante a palestra do convidado e até nos momentos de psicografia, o animal não se mexia. Aquilo chamava a atenção de todos.
As pessoas sabiam quem era o dono do cachorro, mas ele nunca aparecia no Luiz Gonzaga. Mesmo assim, o animal não perdia uma única reunião.
Percebendo aquela presença constante, Chico perguntou a Emmanuel:
— Por que o cachorro vem, mas o dono nunca aparece?
Emmanuel respondeu:
— Não se preocupe. O dono, inclusive, não vem porque tem sido grandemente beneficiado pelo cachorro.
Chico não entendeu.
Então Emmanuel explicou:
— O mundo espiritual aproveita tudo para que, de forma justa, aquele que precisa e tem merecimento possa receber ajuda.
E completou:
— Vou lhe mostrar. Preste atenção na reunião de hoje.
Em determinado momento, próximo à prece de encerramento, Chico viu os amigos espirituais se aproximarem do cachorro e imantarem todo o seu pelo com ectoplasma, em várias cores.
A reunião terminou.
O cachorro levantou-se e foi para casa.
Mais tarde, Emmanuel explicou que, ao chegar, o animal parava no meio da sala e se sacudia, espalhando aqueles fluidos pelo ambiente.
O dono, sem entender, ainda o repreendia por desaparecer.
Mas os bons fluidos trazidos pelo cachorro envolviam a casa, levando equilíbrio e beneficiando principalmente o próprio dono, que jamais havia ido às reuniões do Luiz Gonzaga.
Tudo isso acontecia pela bondade divina.


DIDI (Benevides)
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