segunda-feira, 4 de julho de 2016

Diretores do Investvale são condenados a prisão e pagamento de multa

Valor
2010
RIO - Sete diretores do Clube de Investimentos dos Empregados da Vale (Investvale) foram condenados pelo Ministério Público Federal (MPF) à prisão e ao pagamento de multas por gestão fraudulenta e emissão de títulos sem autorização legal. Trata-se das operações com cotas provenientes da privatização da empresa, subsidiadas pelo governo para os empregados e aposentados da companhia. A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro afastou todos os réus da diretoria e do Conselho de Administração da Investvale e vai cobrar deles uma indenização mínima de R$ 42 milhões ao clube, referentes ao prejuízo causado aos cotistas. Os acusados receberam R$ 35 milhões de forma indevida. O restante é referente a impostos pagos pelo clube de investimento.

Segundo o procurador da República José Augusto Vagos, um dos autores da denúncia, eles foram condenados por gestão fraudulenta e negociação de cotas sem autorização da CVM. Os diretores do clube de investimento compraram ao longo de 2003 as cotas de funcionários, o que já era ilegal, pois funcionava como um mercado de balcão, sem que houvesse autorização da CVM para isso. Os empregados venderam suas cotas por acreditarem que só poderiam se desfazer das cotas do clube e transformá-las em ações da Vale seis anos depois, em 2009. No entanto, segundo o procurador federal, os diretores do clube tinham a informação privilegiada de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) compraria as cotas poucas semanas após a mudança do estatuto do clube que permitiu a negociação dos papéis. Além disso, o estatuto do clube de investimentos não previa remuneração para seus diretores. Os acusados teriam modificado as regras para incluir, além de remuneração, o que também seria ilegal, a possibilidade de ganharem um percentual em cima da cotas que fossem liberadas antes do vencimento de 2009. Os conselheiros do clube não foram condenados, mas o MPF vai recorrer por acreditar que eles participaram da fraude ao referendar "um ato que cabia a eles bloquear". Os diretores ganharam ainda na compra das cotas por um preços muito inferior ao valor negociado em Bolsa. Segundo o procurador, as cotas foram liberadas em novembro de 2003, enquanto o estatuto foi modificado poucas semanas antes, para incluir a taxa de performance. "Antes da liquidez, as cotas foram negociadas informalmente por R$ 35, muito abaixo do preço de mercado e, depois do anúncio do BNDES, passaram a valer R$ 175", disse Vagos. Para ele, o principal objetivo da Justiça não é "colocar ninguém atrás das grades", mas fazer com que os investidores que foram prejudicados consigam ser ressarcidos. Há, por todo o país, inúmeros processos abertos contra a Investvale.

Dos sete condenados, Francisco Valadares Povoa, Otto de Souza Marques, Marcos Fábio Coutinho e Álvaro de Oliveira Junior foram condenados a pena de 7,4 anos de prisão e multa no valor de 166 dias-multa, sendo que cada dia equivale ao salário mínimo da época, de R$ 200, o que resulta em uma multa de R$ 33,2 mil para cada condenado. Dois diretores do clube de investimentos, Luiz Alexandre Bandeira de Melo e Hélcio Roberto Martins Guerra, foram condenados a quatro anos de prisão, que podem ser revertidos ao pagamento de 360 salários mínimos atuais, de R$ 510. Ou seja, para não serem presos, terão de desembolsar R$ 183,6 mil, além do pagamento obrigatório de 150 dias-multa, que equivalem a cerca de R$ 30 mil. A pena de Romeu Nascimento Teixeira, de 3,4 anos de prisão e multa foi prescrita porque o réu tem mais de 70 anos. Somente os membros da diretoria da Investvale foram condenados, embora houvesse ainda outros seis acusados, membros do Conselho de Administração do clube. O MPF informou que já havia pedido a absolvição de um deles, mas vai recorrer em relação à absolvição dos outros cinco acusados. Segundo a assessoria de comunicação da Vale, nenhum dos condenados faz parte, atualmente, do quadro de funcionários da companhia. O Ministério Público pediu ainda que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indique uma pessoa para ficar no lugar dos diretores destituídos. A autarquia informou que ainda não foi oficialmente intimada a respeito da decisão. Os réus já haviam sido, em 2007, condenados pela autarquia em um processo administrativo sancionador, em multas que somaram R$ 12,588 milhões. Os condenados ainda poderão recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o afastamento da diretoria é imediato. Nenhum representante do clube de investimentos foi encontrado para comentar a decisão.

(Juliana Ennes | Valor)

Diretores do Investvale são condenados a prisão e multa MPF pediu afastamento dos réus da gestão da Investvale. Envolvidos terão de pagar indenização mínima de R$ 42 milhões ao clube.

2010
Do valor online
Sete diretores do Clube de Investimentos dos Empregados da Vale (Investvale) foram condenados pelo Ministério Público Federal (MPF) à prisão e ao pagamento de multas por gestão fraudulenta e emissão de títulos sem autorização legal. Trata-se das operações com cotas provenientes da privatização da empresa, subsidiadas pelo governo para os empregados e aposentados da companhia.
A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro afastou todos os réus da diretoria e do Conselho de Administração da Investvale e vai cobrar deles uma indenização mínima de R$ 42 milhões ao clube, referentes ao prejuízo causado aos cotistas. Os acusados receberam R$ 35 milhões de forma indevida. O restante é referente a impostos pagos pelo clube de investimento.
Segundo o procurador da República José Augusto Vagos, um dos autores da denúncia, eles foram condenados por gestão fraudulenta e negociação de cotas sem autorização da CVM. Os diretores do clube de investimento compraram ao longo de 2003 as cotas de funcionários, o que já era ilegal, pois funcionava como um mercado de balcão, sem que houvesse autorização da CVM para isso.
Os empregados venderam suas cotas por acreditarem que só poderiam se desfazer das cotas do clube e transformá-las em ações da Vale seis anos depois, em 2009. No entanto, segundo o procurador federal, os diretores do clube tinham a informação privilegiada de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) compraria as cotas poucas semanas após a mudança do estatuto do clube que permitiu a negociação dos papéis.
Além disso, o estatuto do clube de investimentos não previa remuneração para seus diretores. Os acusados teriam modificado as regras para incluir, além de remuneração, o que também seria ilegal, a possibilidade de ganharem um percentual em cima das cotas que fossem liberadas antes do vencimento de 2009. Os conselheiros do clube não foram condenados, mas o MPF vai recorrer por acreditar que eles participaram da fraude ao referendar "um ato que cabia a eles bloquear".
Os diretores ganharam ainda na compra das cotas por um preço muito inferior ao valor negociado em Bolsa. Segundo o procurador, as cotas foram liberadas em novembro de 2003, enquanto o estatuto foi modificado poucas semanas antes, para incluir a taxa de performance. "Antes da liquidez, as cotas foram negociadas informalmente por R$ 35, muito abaixo do preço de mercado e, depois do anúncio do BNDES, passaram a valer R$ 175", disse Vagos.
Para ele, o principal objetivo da Justiça não é "colocar ninguém atrás das grades", mas fazer com que os investidores que foram prejudicados consigam ser ressarcidos. Há, por todo o país, inúmeros processos abertos contra a Investvale.
As penas variam de 7,4 a 3,4 anos, mais o pagamento de multa no valor de 166 dias-multa, sendo que cada dia equivale ao salário mínimo da época, de R$ 200, o que resulta em uma multa de R$ 33,2 mil para cada condenado.
Dois diretores do clube de investimentos foram condenados a quatro anos de prisão, que podem ser revertidos ao pagamento de 360 salários mínimos atuais, de R$ 510. Ou seja, para não serem presos, terão de desembolsar R$ 183,6 mil, além do pagamento obrigatório de 150 dias-multa, que equivale a cerca de R$ 30 mil.
Somente os membros da diretoria da Investvale foram condenados, embora houvesse ainda outros seis acusados, membros do Conselho de Administração do clube. O MPF informou que já havia pedido a absolvição de um deles, mas vai recorrer em relação à absolvição dos outros cinco acusados.
Segundo a assessoria de comunicação da Vale, nenhum dos condenados faz parte, atualmente, do quadro de funcionários da companhia.
O Ministério Público pediu ainda que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indique uma pessoa para ficar no lugar dos diretores destituídos. A autarquia informou que ainda não foi oficialmente intimada a respeito da decisão.
Os réus já haviam sido condenados, em 2007, pela autarquia em um processo administrativo sancionador, em multas que somaram R$ 12,588 milhões. Os condenados ainda poderão recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o afastamento da diretoria é imediato. Nenhum representante do clube de investimentos foi encontrado para comentar a decisão.

Funcionários da Vale no Pará ganham ação contra Investvale

2010
A juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 6a Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, deu ganho de causa à ação milionária movida pela Associação dos Trabalhadores do Estado do Pará Lesados pelo Investvale (Atepli) contra o Clube de Investimentos da Vale (Investvale). A Investvale foi constituída para comprar e administrar as ações ofertadas aos trabalhadores ativos e inativos da antiga Companhia Vale do Rio Doce, durante os preparativos à privatização, em 1994. 

Os administradores do clube são acusados de omitir informações aos associados, incentivar a comercialização das cotas em valores reduzidos, entre os próprios cotistas, além de mediar essa comercialização gerando prejuízo aos trabalhadores. A sentença condenatória foi prolatada no último dia dois de setembro. A decisão judicial será tema de entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira, 23, às 10 horas da manhã, no Centro Empresarial Bolonha, que fica na Av. Governador José Malcher, 168, 4o andar, sala 418. Os entrevistados serão o presidente da Atepli, Manoel Maria Paiva, e o advogado João Victor Geraldo, do escritório João José Geraldo Advogados e Consultoria S.S. A Investvale não tem nenhuma relação com a mineradora Vale.

Os cotistas lesados pelo clube, oriundos de vários estados brasileiros, movem ações contra os administradores da entidade em busca da reparação dos prejuízos sofridos. No Pará, a ação da ATEPLI beneficia todos os associados da Investvale no estado, reunindo 2.897 associados, atualmente. A associação é presidida por Manoel Maria Paiva, com sede no município de Barcarena. A ação foi ajuizada por meio do escritório de advocacia com sede em Belém e Barcarena.

Na sentença, os administradores da Investvale, Francisco Valares Póvoa e Otto de Souza Marques Júnior, foram condenados a pagar a diferença entre o valor em que as cotas calculado com base nas regras definidas pelo estatuto do clube e o valor pelo qual foram efetivamente resgatadas, transferidas ou vendidas pelos sócios da Investvale entre março de 1997 e 17 de dezembro de 2002. Ainda, de pagar a diferença entre o valor de mercado da cota no dia subsequente ao que foram desbloqueadas e o valor pelo qual os sócios delas se desfizeram, entre 17 de dezembro de 2002 e novembro de 2003.

A juíza também determinou que os administradores do Investvale apresentem o relatório diário de apuração do valor das cotas e todos os documentos relativos às operações e às cotas realizadas pelo clube. Ordenou, ainda, o pagamento de danos morais no valor de R$ 5 mil por associado prejudicado, bem como condenou os réus ao pagamento dos honorários advocatícios no percentual de 20%. Devendo sobre os valores anunciados na sentença incidir a correção monetária e os juros de 1% ao mês a cantar do desembolso.

O advogado João Victor Geraldo explica que as cotas foram comercializadas por valores irrisórios, na época, e estão valendo hoje cerca de R$ 900 cada. Os valores das indenizações relativas à diferença à menor paga pelas cotas ainda serão calculados. Somente a somatória das indenizações por danos morais chega a R$ 14 milhões entre o número atual de associados da Atepli.

Entenda o caso - No ano de 1994, foram oferecidas 626 cotas a cada funcionário da Vale pelo valor de R$ 1, exceto no caso dos funcionários da Albrás e da Alunorte, as cotas foram de 313 apesar do valor pago pelas cotas ter sido o mesmo. Entre os anos de 1995 e 1997 foram inscritos no Investvale cerca de 35 mil cotistas.

O Investvale foi criado em 28 de dezembro de 1994. Em 1997, o clube contraiu o empréstimo de R$ 180 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) para que os empregados pudessem comprar as ações ofertadas. Foram caucionadas 9.995.369 ações Vale ON (Ordinárias Nominativas) em garantia ao pagamento dessa dívida. As cotas somente poderiam ser negociadas no mercado de capitais ou bolsa de valores após julho de 2009, quando estava prevista a quitação do empréstimo.

Porém, o clube conseguiu antecipar a quitação junto ao banco, possibilitando a negociação das quotas na bolsa de valores por um preço elevado, sem o conhecimento e a anuência dos cotistas. Com isso, o Investvale conseguiu ocultar o verdadeiro valor das cotas aos associados, causando danos. A maioria dos cotistas não quis esperar 12 anos para poder negociar as cotas no mercado financeiro, e passou a fazê-lo no mercado interno, ou seja, entre os próprios cotistas. O clube passou a mediar essas relações entre os cotistas, revendendo pelo preço maior do que o inicial, sem que os valores das operações fossem informados aos vendedores e compradores.

Ainda, o Investvale, através dos administradores, fez alterações estatutárias ilegais; fez assembleia geral extraordinária além do prazo de 30 dias fixado em Lei Societária; criou o pagamento de jetons de R$ 2,5 mil a um diretor; e instituiu a taxa de liquidez que garantiu o repasse em dinheiro de R$ 40 milhões aos administradores no caso de anteciparem o pagamento do empréstimo junto ao banco, o que ocorreu em 2003 com a venda das quotas ao próprio BNDES.

Entretanto, às vésperas de fechar a operação com o BNDES, os diretores do Investvale incentivaram milhares de cotistas a venderem no mercado interno. Os valores das cotas foram erroneamente informados aos cotistas, garantindo lucro aos diretores que adquiriram as cotas, tornando-se os maiores cotistas do Investvale.

Entre as ilicitudes praticadas na época pelos dirigentes do Investvale, estão a omissão de informação aos cotistas, acesso a informação privilegiada, quebra de confiança e boa-fé, má administração e apropriação indevida de valores dos cotistas, sem falar no tratamento desigual em relação aos funcionários da Albrás e da Alunorte, em Barcarena, que receberam apenas 313 cotas, em lugar das 626 repassadas aos trabalhadores de outras subsidiárias da Vale, apesar de terem pago o mesmo valor de R$ 1 pela aquisição do conjunto de cotas. 

Texto: Enize Vidigal

domingo, 3 de julho de 2016

De mudar a carreira a ‘sair do armário’, tem coach para tudo

Alguns querem ter mais tempo, outros querem mudar de trabalho ou melhorar o relacionamento. Também tem quem queira emagrecer, aprender a falar em público, lidar melhor com os filhos, dormir bem e até ter coragem de assumir sua homossexualidade. É entre os mais variados desejos e as dificuldades de realizá-los que a profissão de coach (treinador em inglês) tem ganhado espaço. O ofício surgiu há 42 anos, nos Estados Unidos, quando o treinador de campeões do tênis, Tim Gallwey, passou a ser procurado por empresas interessadas em aplicar suas técnicas. No Brasil, começou a aparecer só nos anos 2000 e, nos últimos anos, tem ganhado cada vez mais adeptos, dispostos a pagar em média R$ 5.000 por dez a 12 sessões que os ajudarão a melhorar a performance pessoal ou profissional. Tem pacotes a partir de R$ 2.000, mas o preço, dependendo da experiência, pode chegar a R$ 120 mil.

Paulo Vieira criou um método próprio, chamado Coaching Integral Sistêmico (CIS), especializado em motivação. Juliana Minardi é coach de comunicação e também de meditação. Flávia Adura é especialista em ajudar mulheres a assumirem sua homossexualidade. Todos, não importa o nicho, fazem questão de deixar bem claro que não é nem terapia nem autoajuda. “O coaching não é um curso, é um processo de autoconhecimento, conduzido através de perguntas chamadas de ‘poderosas’, pois serão capazes de levar o indivíduo a refletir e fazer algumas fichas caírem”, explica Juliana Minardi, 32.
O presidente da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis), Paulo Vieira, ressalta que, enquanto o objetivo da terapia é contornar problemas, o coach se preocupa em levar clareza ao caminho de mudança. “O material da terapia são as dores. O coach trabalha com um plano de ação para fazer com que a pessoa saia do lugar em que está e chegue exatamente onde deseja estar”, explica.
Formado em engenharia, Vieira começou a atuar como coach em 1998. Hoje, com 10,5 mil horas individuais de atendimento, chega a cobrar R$ 120 mil pelo processo. Entre os clientes, está a dupla olímpica de vôlei de praia Larissa e Talita. “A maioria contempla o emocional e o plano de ação. Nós entramos também com a parte da indução cognitiva e uma abordagem emocional para reprogramar crenças. O que adiantaria, por exemplo, as jogadoras de vôlei serem as melhores, se elas não acreditassem ser as melhores?”.

A jornalista Juliana Minardi,32, é coach de comunicação e ajuda pessoas e empresas a desenvolverem habilidades de planejamento. “Às vezes, um empresário tem um grande conhecimento do setor, mas não sabe falar sobre o próprio negócio. Ele precisa se reconhecer primeiro, para encontrar o melhor valor que entregará à sociedade”.

Além de ajudar a arrumar o lado profissional, Juliana é uma das únicas no Brasil a atuar com coaching de meditação. “Nos demais coachings, as pessoas têm um objetivo específico. Na meditação, o propósito é a expansão da consciência. Quando você tem clareza para descobrir mais sobre quem você é, consegue ter uma visão melhor de tudo e tem tranquilidade mental para resolver qualquer situação, seja no trabalho, na família ou nos relacionamentos”, afirma.

A coach Flávia Adura, 29, começou com foco em empreendedores. Mas, no meio de uma palestra de um colega de profissão, teve um clique. “Ele falou: imagina se tivesse um coach para ajudar a sair do armário? E, nesse momento, percebi que aquele era um ótimo nicho. Então criei o Butterfly, voltado para ajudar as mulheres a assumirem sua homossexualidade”, conta. Ela orienta a cliente na parte emocional e a ajuda a explorar a autoaceitação e a revelação para os outros. De dez a 12 sessões custam R$ 3.500.
O Tempo

sábado, 2 de julho de 2016

Totem vai contabilizar bicicletas que passam por avenida da capital

Se a presença do ciclista no trânsito de Belo Horizonte ainda é ignorada por parte dos motoristas e pedestres, agora deve se tornar mais notória. Esse é o objetivo do dispositivo de contagem de bicicletas instalado ontem na ciclovia da avenida Bernardo Monteiro, na esquina com a Afonso Pena, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da cidade. Os números registrados pelo equipamento, que foi financiado por um banco, serão utilizados pela prefeitura no planejamento de políticas públicas para ciclistas.
“O totem mostra para a cidade que o número de ciclistas é muito grande em Belo Horizonte e vem crescendo a cada dia, então ele nos ajuda em toda a área de planejamento, inclusive a conseguir recursos para o Pedala BH”, disse a coordenadora do projeto, Eveline Trevisan, ressaltando que o local de instalação foi escolhido em consenso com o ciclistas.
O dispositivo tem um sensor capaz de captar a passagem e o sentido das bicicletas. O totem marca quantas magrelas passaram por dia, mês e ano no local – às 15h de ontem, uma hora após a instalação, 85 haviam sido contabilizadas. Segundo Eveline, não há meta de bicicletas nem uma quantidade mínima necessária para a realização de políticas para o setor. “O fato é que temos uma demanda reprimida, e vamos continuar trabalhando, independente de números”, pontuou.
Para a arquiteta Amanda Corradi, 25, que usa a bicicleta como meio de transporte, o contador vai ser uma forma de o ciclista se tornar mais visível. “Com os números, o motorista vai ter mais interesse e talvez passe a respeitar mais quem está na bicicleta”, afirmou.
BH é a segunda cidade do país a receber a tecnologia, que foi instalada em janeiro em São Paulo. Na América Latina, Buenos Aires e Cidade do México têm os aparelhos. No próximo ano, contadores móveis devem ser instalados pela capital.
Flash
Estrutura. A capital tem 87,4 km de ciclovias. A meta é alcançar 300 km até 2020, e 400 km até 2030.

Saiba mais
Paraciclos. Cerca de 50 estacionamentos de bikes foram instalados na capital na última semana, sendo 30 no zoológico, onde é permitido pedalar desde sábado. 
No total, 400 paraciclos serão instalados até novembro. Por enquanto, serão priorizados os locais próximos aos palcos da Virada Cultural.
São Paulo. A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de SP para obter informações sobre os contadores de bikes na cidade.
Aumento
Pesquisa. O número de viagens diárias realizadas com bicicleta em BH e região metropolitana subiu de 85.944 em 2002 para 129.764 em 2012, segundo a pesquisa Origem e Destino de 2013.
O Tempo

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Samarco não cumpre plenamente nenhuma ação ambiental, diz Ibama

As ações emergenciais e prioritárias que deveriam ter sido tomadas para conter a lama que vazou da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro do ano passado, não foram cumpridas plenamente pela mineradora Samarco, responsável pela estrutura, segundo relatório do Ibama divulgado nesta quarta-feira (29).
Ao todo, de 11 medidas definidas para minimizar o impacto ambiental da tragédia, sete não foram atendidas, e outras quatros foram cumpridas apenas parcialmente pela empresa controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton.
A onda de rejeitos liberada pela ruptura do reservatório fez 19 mortos, devastou a vila de Bento Rodrigues, poluiu o rio Doce e deixou um rastro de destruição até o litoral do Espírito Santo. Quase oito meses após a tragédia, o material continua vazando da estrutura e chegando aos cursos d'água, o que pode se agravar com as chuvas.
Entre as exigências não cumpridas estão as apresentações de como as estruturas de contenção vão se comportar nos próximos meses e de alternativas para evitar nova poluição durante os períodos chuvosos deste e do próximo ano. A Samarco também não entregou projetos e cronogramas para controlar e gerir os rejeitos que já se encontram no leito dos rios atingidos.
"Passados sete meses do desastre, a empresa já deveria ter as ações emergenciais equacionadas dentro de um programa único de controle dos impactos continuados e de mitigação dos efeitos decorrentes", afirma o documento, assinado pela presidente do órgão, Suely Araújo.
O relatório do Ibama diz que a documentação entregue pela mineradora "refere-se a ações isoladas sem que haja qualquer integração entre elas". "Diante da magnitude do desastre, não foi apresentado ainda um planejamento estratégico integrado com cronograma de atuação emergencial para ao trecho entre a área do evento e a usina hidrelétrica Risoleta Neves".
A empresa também não definiu uma área para a disposição de rejeitos e um cronograma para a dragagem da usina, também conhecida como Candonga. "Em análise geral, depreende-se que o evento do rompimento e seus efeitos derivados ainda se encontram em fase de contenção, até o momento não equacionada", afirma o órgão do governo federal.
Disques de contenção
Atualmente, a Samarco tenta controlar a lama com três diques: o primeiro, dentro da área onde houve a tragédia, o segundo, abaixo da barragem de Santarém, e o terceiro, construído pouco antes de Bento Rodrigues. Segundo o Ibama, apenas a terceira estrutura contém, de forma provisória e precária, os rejeitos.
Para o órgão, num "cenário realista", o primeiro dique estaria totalmente assoreado já em novembro deste ano, e as outras duas estruturas teriam mais de 80% de sua capacidade preenchidas até março do próximo ano.
O Ibama diz ainda que a Samarco não apresentou alternativas para a substituição de uma proposta de um quarto dique, depois da área de Bento Rodrigues. A obra havia sido barrada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), devido à existência de muros arqueológicos na região. Sem uma quarta estrutura, os rejeitos continuarão chegando aos rios, segundo o órgão.
Caso não sejam definidas alternativas, as chuvas também causarão mais poluição, de acordo com o Ibama. "Permanece a possibilidade iminente de já chegar o próximo período chuvoso sem nenhuma capacidade de retenção, com vertimento de rejeitos já em setembro de 2016", afirma trecho do relatório.
As 11 exigências tinham sido aprovadas no início deste mês por um Comitê Interfederativo formado por representantes da União, Estados de Minas e Espírito Santo e cidades afetadas. Elas foram entregues ao diretor presidente da Samarco, Roberto de Carvalho, durante a reunião no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. A empresa tinha dez dias para apresentar respostas.
Diante do não cumprimento das medidas, o Ibama lavrou 11 notificações contra a Samarco. Entre elas, a mineradora deverá executar até 1º de setembro a contenção e o tratamento de todos os rejeitos por meio do terceiro dique, para garantir que os rejeitos parem de vazar. Também precisará apresentar, em cinco dias, um cronograma detalhado e executar a dragagem de sedimentos na área da hidrelétrica.
A Samarco afirmou, em nota, que ainda não recebeu as notificações e que só irá se manifestar quando tomar ciência do conteúdo do documento.
O Tempo

A encantadora Torre Eiffel

A Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo, com 324 metros de altura e 10.000 toneladas de estruturas de aço.

Foi projetada pelo engenheiro francês Gustave Eiffel.
Foi construida para comemorar os cem anos da Revolução Francesa, onde foi inaugurada em 31 de março de 1889.
Abaixo algumas fotos deste Blogueiro em sua visita ao famoso monumento.

 Na foto acima, o Blogueiro com a Torre Eiffel ao fundo

 Vista panorâmica de Paris, a partir do último nível da Torre (Rio Sena, que corta Paris, ao fundo, à direita)

Nos restaurantes as reservas tem que ser feita com antecedência.A reserva é feita por toda a noite, para que as pessoas possam desfrutar de seu jantar e saborear um bom vinho com tranquilidade, deixando os seus sentidos serem absorvidos pela romântica e inspiradora atmosfera parisiense.De címa da torre durante a noite, devido a iluminação da cidade de París, o cenário é deslumbrante, indescritível, chega ser muito emocionante.