domingo, 22 de fevereiro de 2026

Por que o mundo decidiu "desligar" os jovens das telas?

 

BIG STORY


O ano de 2026 marca um divisor de águas na relação entre a infância e a tecnologia. O julgamento da Meta em Los Angeles revela que executivos miravam o público sub-13 para garantir o lucro futuro.

Na prática, boa parte do mundo agora tem tratado o design algorítmico como um risco de saúde pública.

(Imagem: Jill Connelly | Getty Images)

No Brasil, a Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas, completa um ano com reflexos diretos na rotina das instituições de ensino. Dados da rede Marista apontam que o uso de pátios e quadras cresceu 68% após a restrição.

  • Pesquisas internas indicam que a frequência em bibliotecas subiu 40% durante os intervalos das aulas.

  • Além disso, 72% dos estudantes relatam que conversam mais com seus colegas.

O impacto pedagógico é validado pelo PISA, que associa o uso do celular ao baixo rendimento escolar.

Segundo o relatório, 80% dos alunos admitem que as notificações prejudicam a concentração. A distração digital é considerada, hoje, a maior barreira para o aprendizado efetivo.

Até o ensino superior entrou no modo avião: Instituições como o Insper, ESPM e grandes universidades globais já vetam o celular em graduações. O movimento busca combater a queda na profundidade das discussões acadêmicas.

(Imagem: Sociedade Brasileira de Pediatria)

No campo da saúde, um estudo com crianças paulistas de 6 a 11 anos acendeu um alerta vermelho. A investigação com 130 participantes mostrou que a inflamação da obesidade infantil causa danos vasculares precoces. O sedentarismo das telas está envelhecendo as artérias dos jovens.

A resposta política vem no vácuo desses dados com o PL 309/2026, o chamado ECA Digital. O projeto propõe barrar redes sociais para menores de 16 anos e vincular contas a responsáveis. A meta é reduzir a exposição de 86% dos jovens que hoje já possuem perfis.

Globalmente, a Austrália lidera o movimento após desativar milhões de contas de adolescentes em dezembro de 2025.

  • O país funciona quase como uma cobaia, no bom sentido: se der certo por lá, é bem possível que vire referência para leis similares em outros países.

A França, por exemplo, já planeja algo parecido. Por lá, 93% dos alunos do ensino fundamental têm redes sociais, o que acelerou leis restritivas. O mundo tenta reverter a dependência que consome, pelo menos, 5 horas diárias na vida dos jovens.

As BIG TECHs, agora, já sentam no banco dos réus em mais de 1.600 processos. A acusação, em geral, é de design predatório que usa o scroll infinito quase como uma máquina caça-níquel de dopamina.



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