Frequentemente, quando estou lendo um livro, faço uma pausa, recuo no tempo e recordo-me da Professora Ana Maria.
Seus ensinamentos iam muito além da matéria que lecionava; ela sempre nos falava da importância da leitura.
Ela ensinou a mim e a muitos que sem estudo não se avança na vida. Ana Maria tinha a mesma convicção de uma boa pregadora do Evangelho. E de sua pregação pode-se dizer aquilo que se diz sobre o Evangelho: aquele que acreditar em mim encontrará a salvação.
Cristóvão Martins Torres
Seus ensinamentos iam muito além da matéria que lecionava; ela sempre nos falava da importância da leitura.
Ela ensinou a mim e a muitos que sem estudo não se avança na vida. Ana Maria tinha a mesma convicção de uma boa pregadora do Evangelho. E de sua pregação pode-se dizer aquilo que se diz sobre o Evangelho: aquele que acreditar em mim encontrará a salvação.
Além de lecionar a Língua Portuguesa com brilhantismo, ela sempre nos falava da importância da família e da escola em nossas vidas. Ela também reforçava a importância do comportamento educado e cordial.
Uma frase que não esqueço e que gostava de nos dizer; "suas crenças não fazem de vocês uma pessoa melhor, mas as suas atitudes, com certeza, fazem".
Mas mais que falar, ela nos ensinava Português e bons modos através do exemplo e da prática. Recordo-me de duas situações concretas. A fim de incutir em seus alunos a prática da leitura ela determinava que lêssemos um livro, no fim de semana, que ela interpretava e comentava junto aos alunos na semana seguinte. Isso fez que muitos de seus alunos passassem a adotar o hábito da leitura. E a fim de dar o exemplo de como as pessoas devem tratar as outras com cordialidade, mesmo em situações estressantes, quando os alunos faziam aquela bagunça ela não perdia a calma e educação, chamando nossa atenção sem nunca gritar conosco.
Ana Maria foi, portanto, uma professora que estava muito à frente de seu tempo.
Mas mais que falar, ela nos ensinava Português e bons modos através do exemplo e da prática. Recordo-me de duas situações concretas. A fim de incutir em seus alunos a prática da leitura ela determinava que lêssemos um livro, no fim de semana, que ela interpretava e comentava junto aos alunos na semana seguinte. Isso fez que muitos de seus alunos passassem a adotar o hábito da leitura. E a fim de dar o exemplo de como as pessoas devem tratar as outras com cordialidade, mesmo em situações estressantes, quando os alunos faziam aquela bagunça ela não perdia a calma e educação, chamando nossa atenção sem nunca gritar conosco.
Ana Maria foi, portanto, uma professora que estava muito à frente de seu tempo.
Sou muito orgulhoso e eternamente grato por ter sido seu aluno.
Muitos de seus ensinamentos me acompanham até hoje!
Quando fui seu aluno eu era ainda garoto; algumas vezes eu e meus colegas demos a ela algum trabalho, por causa de nossas bagunças. Mas ela entendia isso, pois, como educadora sensível que era, sabia que uma certa indisciplina faz parte do comportamento infanto-juvenil. De todo modo, não posso deixar de pedir desculpas à minha estimada Professora Ana Maria pelos transtornos, que juntamente com meus colegas, às vezes lhe causávamos em sala de aula.
P.S: Você sabia que uma das profissões mais antigas que existem é a de professor? Pois é, o filósofo grego Sócrates era professor de Platão. E isso foi há pelo menos 25 séculos.
A origem do Dia do Professor se deve ao fato de, na data de 15 de outubro de 1827, o imperador Dom Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a instituição das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Além disso, o decreto estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores. Tempos depois, mais precisamente no ano de 1947, o professor paulista Salomão Becker, em conjunto com três outros profissionais da área, teve a ideia de criar nessa data um dia de confraternização em homenagem aos professores e também em razão da necessidade de uma pausa no segundo semestre, até então muito sobrecarregado de aulas.
Mais tarde, em 1963, a data foi oficializada pelo decreto federal nº 52.682, que, em seu art. 3º, diz que “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”. O responsável por aprovar esse decreto foi o presidente João Goulart.
Cristóvão Martins Torres
Museu do Louvre em Paris, Cidade Luz
Impossível entrar neste Museu sem passar pela Pirâmide, a qual tem 21 metros de altura e duzentas toneladas de vidro e de traves. Este fenômeno da arquitetura é submetido a uma limpeza semanal por um robô, criado justamente para desempenhar esta tarefa. Já no seu interior, quem por ele excursiona se verá entre obras ancestrais e criações contemporâneas, caminhará entre a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia e a Vênus de Milo, bem como terá contato com objetos do Antigo Egito e da civilização greco-romana.

"Museu do Louvre"
Orgulho dos franceses, símbolo da Cultura Mundial, o Museu do Louvre, localizado em Paris, contém coleções de arte que vão desde a Cultura Antiga até a Moderna.
"Museu do Louvre"
Orgulho dos franceses, símbolo da Cultura Mundial, o Museu do Louvre, localizado em Paris, contém coleções de arte que vão desde a Cultura Antiga até a Moderna.
Choque cultural
Para dominar minhas próprias emoções, recordo-me que peguei uma caneta e papel, comecei escrever o período que estava passando na Alemanha, um choque cultural muito grande.
Eu que sempre procurei viver o presente, e tentava sempre adivinhar o futuro, não poderia imaginar que um dia faria uma viagem a Europa, este continente maravilhoso e mágico.
Vivi um bom tempo na Alemanha, portanto, pude viajar, visitar cidades do continente europeu e conhecer várias culturas diferentes.Eu que sempre procurei viver o presente, e tentava sempre adivinhar o futuro, não poderia imaginar que um dia faria uma viagem a Europa, este continente maravilhoso e mágico.
Ver as suas diversidades; sua beleza natural, sua arte, sua culinária, sua música, sua cultura, sua tecnologia, seu desenvolvimento, sua gente, foi um enriquecimento do conhecimento muito grande.
Às vezes lia a respeito, via fotos, ouvia pessoas que foram lá contarem, assistia filmes, mesmo assim não tinha a exata dimensão do que é o velho continente.
A Europa é muito mais organizada, mais bonita do que imaginava.
Visitamos cinco países; Alemanha, França e Inglaterra, Áustria e Suíça.
Visitamos as capitais destes países, e mais algumas cidades dos países, sendo o que mais me impressionou foi à arte, estampada em todos os lugares onde visitei.
Na Europa nada morre tudo tem vida, até uma pequena história que aconteceu há anos, renascem através de fotos, quadros, monumentos, etc.
Existem várias cidades que conservam casas da idade média, com quarteirões todos medievais.
É o caso da cidade de Tours ao sul da França, que nos passa a sensação de estarmos descobrindo o passado.
É impressionante você ver uma arquitetura de uma época que você não viveu, e nem imaginava como fosse.
Muitos museus, castelos, muitas obras de artes, muitos monumentos, muita música, cores em tudo, assim é a encantadora Europa e suas diversidades culturais.
Há uma preocupação muito grande com o planeta, onde a limpeza das cidades, a limpeza dos rios, e muitas árvores plantadas nas cidades retratam esta consciência.
Na Alemanha não existe aterro, os resíduos são reciclados e reaproveitados.
É indescritível, só visitando para ver, é um continente mágico.
O europeu viaja muito, adquire muita cultura através das viagens que faz.
A Europa tem vários portos, as pessoas viajam muito de navios, de trens e aviões.
Vivem como se a vida fosse um trem, nunca uma estação, como disse um escritor europeu.
É emocionante ver e participar de coisas que só via em filmes, a impressão que se tem é que estamos fazendo parte daquele filme.
É uma sensação muito mágica, que acontece com quem visita este continente.
As viagens de trens, vendo aquelas estações e belas paisagens das janelas, as pessoas entrando no trem, todos muito elegantes e em famílias.
Nos lugares que visitei sempre tinha uma pessoa lendo um livro ou um jornal.
Como os europeus gostam de ler.
Viveram situações de guerra, é um povo determinado e muito comprometido com o que faz, com a vida.
Parece que sabem que a felicidade não é um golpe de sorte, mas conseqüência de um esforço pessoal, eles lutam por ela e faz força para obtê-la.
As pessoas são dinâmicas, cheias de vida e possibilidades, vê a vida sem hierarquia.
Para mim foi um choque cultural muito grande esta estadia, aprendi muito, vou trazer muita coisa boa para agregar valor a minha vida.
É um olhar novo sobre as coisas da minha vida.
Nestes países que visitei valorizam muito a educação, a saúde, e o meio ambiente, fome não existe nestes países, e o índice de analfabetismo é perto de zero.
O transporte público é uma maravilha.
Observei muito o comportamento das pessoas nas ruas, dentro das estações, nos trens, nos aeroportos, nos aviões, nos castelos que visitei, nos restaurantes, nos museus, nas igrejas, nas lojas, nas praças, enfim nas cidades que visitei e conheci.
Pessoas de várias nacionalidades, cada uma de um jeito e vestida a sua maneira.
Pessoas de religiões diferentes, de cores diferentes, novos, velhos, etc.
Cabelos cortados e pintados de maneiras e cores diferentes.
Uma viagem a Europa não é só uma historia envolvente e inspiradora, que deixa uma marca significativa nas pessoas, é muito mais que isto, é muita emoção, Lá tudo é muito mágico.
Agradeço a minha filha e meu genro verdadeiros anfitriões do continente europeu, que nos acompanharam nas viagens aos países que visitamos.
Uma viagem inesquecível, uma viagem cultural onde pude visitar muitos museus, muitos castelos, galerias de artes, cidades medievais e cidades que foram palco de guerras, uma viagem histórica e de sonhos.
Tudo que planejamos aconteceu, agradeço muito a Deus por ter me proporcionado ficar todo esse tempo na Alemanha.
Um enriquecimento cultural e uma experiência de vida única.
Um enriquecimento cultural e uma experiência de vida única.
Cristóvão Martins Torres
"Catedral de Notre-Dame" Nessa catedral pude assistir parte de uma missa em Latim (língua morta). Nenhum país utiliza o latim, por isso é considerada língua morta. O latim deu origem a várias línguas, dentre elas; Francês, Espanhol, Italiano e Português. A Catedral de Notre Dame testemunhou alguns dos grandes eventos da história francesa, tais como a coroação de Napoleão como imperador em 1804 e a beatificação de Joana D’Arc em 1909 (representada em uma estátua no interior da igreja). Também está guardado em seu relicário nada menos que a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, exibida aos visitantes na primeira sexta-feira de cada mês. Todo parto natural é normal, mas nem todo parto normal é naturalNo passado, as parteiras desenvolviam um importante trabalho. Eram elas que cuidavam de auxiliar o trabalho de parto, sobretudo em uma época em que as unidades de cuidados médicos não haviam se disseminado pelo território do Brasil. Havia poucos hospitais e unidades de atendimento médico, não só interior, mas também nas cidades. Uma parte considerável das pessoas que vivem hoje nasceu com auxílio das parteiras. Sempre atenciosas, com um sorriso no rosto e com grande experiência, "faziam" os partos com tranquilidade e competência. Com a ampliação da rede hospitalar, a atividade das parteiras foi sendo deixada de lado, passando a ser vista, por muitos, como uma atividade sem estrutura, que gerava riscos para a parturiente e para a criança. Trocou-se o parto natural, considerado doloroso e inseguro, pela suposta segurança e comodidade do parto em hospital. Ocorre que os médicos, de modo geral, não são preparados para o parto "natural", ou sequer para o parto "normal" (parto "normal" é o parto vaginal, enquanto "parto natural" é o parto vaginal que se realiza sem qualquer intervenção médica, como anestesia, analgésicos etc. Assim, todo parto natural é normal, mas nem todo parto normal é natural). A migração para a rede hospitalar não significou a mera troca do parto natural (parto vaginal sem intervenção médica, que antes era, de modo geral, realizado pelas parteiras) para o parto normal (parto vaginal com intervenção médica, como anestesia), mas antes a adoção, na grande maioria dos casos, da cesariana. Muitas pessoas de determinada geração vieram ao mundo através desse método. A cesariana parecia ser mais segura e menos dolorosa para a parturiente, e mais cômoda para os médicos. Com isso, o antigo conhecimento consolidado pelas parteiras acabou praticamente se perdendo... Mas a concepção de que a cesariana é o melhor método, que prevaleceu durante muito tempo, vem sendo reavaliada em tempos recentes. Estudos têm mostrado a importância, tanto para a mãe quanto para a criança, do nascimento através de parto pelo menos "normal". Ocorre que, no Brasil, os médicos e o próprio sistema de saúde não estão, de modo geral, preparados para incentivar o parto pelo menos normal, quanto mais o parto natural. Há relatos de casos de mulheres que gostariam de realizar o parto normal ou natural, mas que são incentivadas a realizar a cesariana. Prevalece ainda, infelizmente, a visão de que os partos normal e natural não seriam seguros. Mas isso, como mostram vários estudos, não é necessariamente correto. Lembro-me de um caso, ocorrido na Fazenda da Vargem, do meu Avô Tineco, que marcou minha infância. Eu passava férias, na Fazenda, com minha mãe. Uma mulher de um empregado da Fazenda entrou em trabalho de parto. Foi então chamada uma parteira, que atendia na região (parteira essa que já era conhecida de todos na fazenda); sua atuação foi providencial e fundamental para o nascimento da criança, uma menina. No momento do parto, havia vários empregados na Fazenda; eles pararam suas atividades laborais para acompanhar o nascimento da criança. Quando foi ouvido o choro da criança, foi uma alegria geral: todos celebraram. Passadas algumas horas do parto, vendo a mulher com sua filha no colo, tive a sensação que ela se sentia bem cuidada, não se sentia como uma paciente. Hoje, fazendo uma reflexão sobre esse fato, chego à seguinte conclusão: experiência, paciência e competência foram fundamentais naquele dia, já que o parto foi demorado. As parteiras daquela época eram pessoas abnegadas, abriam mão de muitas coisas para se dedicar a outras pessoas. É claro que, hoje em dia, as coisas são diferentes. As gestantes não precisam e não devem abrir mão da segurança de um hospital, sobretudo em casos de gravidez e parto de risco. Mas poderia se incentivar pelo menos a adoção geral do parto normal, ou seja, o parto em hospital assistido por médico, eventualmente com intervenções como anestesia, analgesia etc. deixando-se a cesariana para os casos em que o parto normal signifique risco para a gestante ou para a criança. É preciso que o sistema ofereça informação à gestante sobre os benefícios e riscos de cada tipo de parto e, sobretudo, ofereça a ela a liberdade de escolha. Com a segurança do parto realizado em hospital, sobretudo a cesariana, perdeu-se a espontaneidade do parto natural. Mas é possível conciliar as duas coisas; é possível adotar uma política de saúde que recupere essa dimensão humana e natural do parto. O parto, e consequentemente o trabalho das parteiras, faz-nos lembrar da mãe natureza, já que o parto é uma transformação. Cristóvão Martins Torres Honório tem a arte de viver, que é de saber conviverHá um dito popular que reza: "não é grato aquele que não proclama sua gratidão". Após um certo tempo as lembranças começam a perder suas cores, mas a essência, aquilo que é marcante, fica..Sou muito grato a algumas pessoas. Levando em conta o dito popular, é justo então que eu proclame essa gratidão. Tenho uma boa lembrança de quando cheguei em Itabirito, em um domingo a tarde, no início da década de 1980. Como jogava futebol procurei informações sobre os clubes de futebol da cidade. Havia várias possibilidades, mas me identifiquei com o União Esporte Clube. A equipe de futebol do União era um timaço; tinha muitos craques e, por isso, não havia uma vaga para mim. Cheguei a participar dos treinamentos, mas foi como torcedor e amigo das pessoas que integram a comunidade do Unionense que construí minha história. Após comprar uma cota fui conhecendo as pessoas e fazendo várias amizades. Sócio do clube por várias décadas, sinto orgulho por fazer parte dessa família. Por jogar e gostar muito de futebol, frequentava assiduamente os jogos do União. Foi então que tive a felicidade de conhecer uma pessoa que jogava futebol muito bem e estava sempre presente nos eventos esportivos da cidade. Um grande desportista e comunicador, Honório, sempre solícito com todos, inclusive com as pessoas de fora. Ele me recebeu muito bem, tendo me incentivado a participar da comunidade Unionense. Isso foi muito importante para mim; o União era e continua sendo, para mim, uma espécie de refúgio do stress do dia-a-dia e de fazer boas amizades, um grande clube de recreação e entretenimento da cidade. Honório é uma simpatia absoluta de pessoa, um gentleman! Nunca o vi falar mal ou denegrir a imagem de alguém, isso não coaduna com o seu perfil de grande ser humano. Conversar com ele é sempre uma preciosa oportunidade de tratar questões do esporte e questões humanas em geral. Ele tem sempre um bom conselho, uma observação precisa, uma boa ideia. Boleiro, boa prosa, sempre alegre e descontraído, muito bem informado, não dá um passo na cidade sem cumprimentar uma pessoa ou mesmo parar para bater um papo. Quem conversa com ele sai com o espírito leve, pois ele sempre tem uma palavra de otimismo e um sorriso no rosto, um equilíbrio e uma serenidade que impressionam. É muito bom poder desfrutar, nas tardes de sábados na sauna e nas manhãs de domingo do Verdão, da agradabilíssima companhia do Honório. Pai extremoso, dedicado permanentemente a família e ao trabalho, conseguiu transmitir aos seus filhos essa filosofia de vida que pratica. Honório, que, sem sombra de duvida, desempenhou com dignidade todas as missões que aceitou, tem a arte de viver, que é a arte de saber conviver. Cristóvão Martins Torres Povo Nota 1000
As previsões pessimistas em relação à copa do mundo não se confirmaram. Os pessimistas de plantão erraram em suas previsões negativas.Não houve manifestações capazes de atrapalhar jogos, não houve caos nos aeroportos, turistas insatisfeitos com a segurança e o transporte etc. O que realmente causou um pouco de transtorno foi o idioma, pois a maioria dos brasileiros não domina a língua inglesa. Tudo funcionou a contento, foi até muito além das expectativas. Só a nossa seleção não foi bem: esperávamos muito dela, mas ela nos decepcionou. Os 7 x 1 sofridos diante da seleção alemã ficarão marcados na memoria dos brasileiros para sempre. Como lembrança boa dos jogos da seleção fica apenas o hino a capela. O ponto forte dessa copa foi a cordialidade do povo brasileiro, que está sendo manchete em todo o mundo. A imagem do nosso país no exterior melhorou muito depois da copa; hoje podemos dizer que temos o knowhow de como fazer um grande evento como uma copa do mundo. Essa recepção que foi oferecida aos turistas pelo nosso povo é uma boa propaganda para a indústria do turismo brasileira, e vai gerar muitos dividendos para o país no futuro. Foram um milhão de estrangeiros no país. Os que vieram agora e foram bem tratados vão querer voltar, e outros virão... A multiplicação da imagem positiva do Brasil será feita pelos que vieram e gostaram. E gostaram por vários motivos. Gostaram porque o brasileiro tem por tradição ser hospitaleiro. Gostaram da diversidade e da riqueza de nossa cultura. Gostaram de nossa musica e a culinária. Gostaram de nossas belezas naturais, que são impressionantes: belas praias, florestas, sítios naturais etc... Enfim, a copa foi um sucesso. Devemos nos orgulhar muito dela. Se não ganhamos o troféu dentro das quatros linhas, fora dela fomos campeões, porque o nosso povo foi nota 1000, contribuindo muito para que o sucesso dela acontecesse. A Alemanha foi merecidamente a campeã. A grande orquestra alemã regida pelo maestro Joachim Löw brilhou no templo maior do futebol, o Maracanã. Foram estratégicos até ao escolher a cidade de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, como local da concentração da equipe, pois lá encontraram inspiração na simplicidade e na rica cultura indígena para jogar e ganhar a copa. São muito organizados, muito sérios e comprometidos no que fazem, portanto, mereceram essa taça, que está em boas mãos. Não acreditam que a vida seja um golpe de sorte, sabem que o sucesso não vem por acaso, preferem acreditar no esforço, na dedicação, no trabalho e na educação. Acreditam que tudo na vida passa pela educação, até o futebol. Com seis vitorias e apenas um empate, foi a seleção que jogou melhor durante a copa, foram preparados para ganhar e ganharam. Estão todos de parabéns, a seleção alemã e o povo brasileiro, ambos deram show. Essa copa ficará para sempre na história. Cristóvão Martins Torres Uma tradição no esporte da cidade, todo final de ano, amigos boleiros se reúnem e fazem um jogo entre times de Camisolas x Pijamas. Confraternização de final de ano. É preciso refazer os caminhos, começar a sermos menos intolerantesNão há nada de novo no que escrevo, nem tenho a pretensão de mudar ninguém. Quero apenas falar sobre uma prática que vem acontecendo frequentemente em nossa sociedade, e que, a meu ver, merece uma reflexão crítica: a intolerância. Intolerância religiosa, de cor ou raça, politica, no futebol, no trabalho, no trânsito, no casamento ou em relação à opção sexual não nos leva a nada. A intolerância dos "línguas soltas", que diz o que querem, quando lhe convém, num rosário de mentiras, Que com sua pobreza de espirito, vão criando factoides, de coisas falsas contra suas vítimas, também, não acrescenta nada, não leva a lugar algum. Não é segredo para ninguém que a nossa cidade tem muitos desses. A falta de tolerância com a diversidade de posições e opiniões está tornando o dialogo impossível entre as pessoas. As vezes chega-se à agressão física, sobretudo no trânsito, nos estádios e na politica. Quem torce por um clube diferente do meu ou tem preferencia por um partido politico diferente do meu não é meu inimigo: ele só tem uma preferência diferente da minha. Precisamos eliminar a intolerância de nossas vidas. Temos que aprender a respeitar quem pensa diferente. Todo esforço para mudar isso é muito válido. A intolerância nos enfraquece, porque conviver com pessoas diferentes nos faz crescer. O respeito às liberdades individuais e coletivas faz parte da vida humana, mas, infelizmente, a intolerância tem se tornado prática comum entre as pessoas. Presenciei esse comportamento por três décadas na mineração, quando trabalhava. No quotidiano do trabalho aprendi muito, presenciei fatos de diversos tipos e, infelizmente, algumas vezes percebi intolerância entre as pessoas. A intolerância é muito preocupante, porque influencia profundamente a forma como nos relacionamos com os outros. Uma sociedade amadurecida tem que estar sempre comprometida com o respeito entre as pessoas. Cristóvão Martins Torres Morena Cor de JamboEla chegava sempre antes da aula começar.Elegantemente vestida com seu uniforme azul marinho. Saia curta, cabelos bem penteados. Impecável como sempre. Nunca a vimos brava e insatisfeita, era sempre solícita e muito alegre. Criada nos bons princípios da tradicional família, tinha um coração cheio de bondade, um verdadeiro reduto de pureza. A todos encantava pela sua inteligência, beleza e educação, razão pela qual era muito querida pelos colegas e pelos professores. Cabelos encaracolados e olhos escuros faziam de sua figura morena uma das mais elegantes alunas daquele educandário. Olhos miúdos e muito vivos, tinha um ar de felicidade que parecia tornar ainda mais belo o seu já belo rosto. A pele tão densamente morena e os traços equilibrados e firmes revelavam não só suas características físicas, mas também o caráter de sua personalidade. Nos lábios tinha sempre um sorriso, que parecia dizer: não há nada de especial na minha vida. Quando um professor pedia para ela ir ao quadro negro explicar um exercício, todos na sala prestavam a máxima atenção, hipnotizados pelo que estavam vendo, parecendo estar diante de um cenário inusitado. Sua explicação era sempre correta. Suas notas eram sempre as melhores da classe. As aulas eram participativas, todos construíam seu espaço, não tínhamos hierarquia de cargos, a participação era geral.Todos alunos em alternância, iam até o quadro negro, explicar o que entenderam da matéria dada pelo professor, fazendo com isso que as aulas fossem participativas e bastante interessante. Nossa sala de aula era diferente, não era asfixiante, porque éramos aprendizes e mestres. Compartilhávamos com os colegas, enriquecendo mutuamente. Como para um adolescente daquela época tudo era muito desconhecido, tento descobrir hoje o segredo daquela situação; porque dentre tantas alunas na sala de aula, apenas uma chamava atenção? Hoje não sei dela, mas outro dia tive a impressão de tê-la encontrado. Frente às intempéries da vida, a situação era outra, bem diferente daquela vivida na escola. Seus olhos não brilhavam como antes; no seu rosto as marcas do tempo eram visíveis e sua expressão era outra. Apesar da precária situação da escola pública e dos discursos que tentam desacredita-la, é possível vê-la de outro modo, lembrando fatos que aconteceram na época e tendo outro ponto de vista. O ambiente na sala de aula era construído por valores e muito respeito entre os alunos. É muito bom quando lembramos de fatos acontecidos no tempo escolar e temos saudades da época estudantil. O tempo vai passando e deixando um rastro de marcas e saudades, de uma distante época de estudante que está guardada em algum canto dentro da alma da gente. Cristóvão Martins Torres Os livros são grandes companheiros
Quem lê tem uma compreensão muito mais profunda e abrangente do mundo. A leitura mostra, a quem lê, um mundo de fantasias, descobrimentos, paciência, aventura e magia. Os livros são fruto da criatividade dos escritores, transmitem-nos muita sabedoria e revelam-nos novos horizontes. Eles não determinam onde vamos chegar, mas nos dão força necessária para sairmos do lugar onde estamos. Muitos deles nos inspiram a estabelecer metas e desenvolver projetos, outros fornecem-nos inspiração para raciocinar no caos e vontade de lutar por algo. "Quem tem sempre um livro por perto, não se sente só, ele é um grande companheiro". O livro é um ótimo companheiro no combate à solidão, ensina a gerenciar os pensamentos, equilibrar a emoção e a dominar o medo. Seria impossível alguém crescer como profissional, ou mesmo como ser humano, sem a ajuda dos livros. Em tempos recentes tem se tornado cada vez mais importantes ter boas ideias. As pessoas precisam mostrar seu diferencial, fazendo algo que possa distingui-la das demais. Isso é possível através dos conhecimentos que os livros transmitem. Por isso o hábito da leitura é tão importante! Mesmo com todos os benefícios que os livros nos propiciam, encontramos pessoas que nunca leram um livro e reclamam de falta de tempo para ler. Mas, na verdade, quando realmente se quer ler, tempo não falta. Basta administrá-lo e será possível encontrar lugar para a leitura. Assim, por exemplo, pode-se ler em ponto de ônibus, em uma viagem de ônibus ou de avião, quando se espera num consultório de um dentista ou de um médico ou antes de dormir. Nos finais de semana, em feriados ou nas férias temos ainda mais tempo para leitura. Em época de pandemia, o livro nos dá tranquilidade, equilíbrio.e paciência. O Poeta Carlos Drumond disse certa ocasião: "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente essa sede." Os livros têm poderes mágicos, além de inspirarem quem escreve. Eles nos fazem entender as coisas que acontecem conosco, os fracassos, as incompreensões e o sucesso. Normalmente os livros tem as respostas para todas as nossas perguntas, fazendo-nos pensar melhor sobre as coisas que encontramos no mundo. Eles nos fazem viajar no mundo das ideias, mostrando que a vida é um espetáculo imperdível. Enfim, quem procura sempre vai achar um tempo para ler um bom livro. Um pouco que se lê a cada dia faz muita diferença para toda a vida. Cristóvão Martins Tôrres Frase do Padre Geraldo Barreto Trindade, pároco de São Domingos do Prata nos idos de 1950, que encontrei nos meus alfarrábios.
"Benjamin parece frágil, sendo magro e baixo, mas transmitiu tanta força para a realização do sonho grande de implantação do Ginásio Estadual Marques Afonso, que transcende a sua dimensão para se transformar em um símbolo da nossa cidade." Início da Construção do Colégio Marques Afonso Benjamim Torres, fundador do Colégio Marques Afonso, durante a construção, junto a seu filho Carlos e aos Trabalhadores da obra A construção do Colégio Marques Afonso (levantando as paredes) O Colégio Marques Afonso, já concluído Benjamim Torres Junto aos Professores do Marques Afonso Há de ressaltar, a plena e irrestrita colaboração dos professores, que trabalharam sem receber salários, trabalharam de graça por um bom tempo Como meu pai enfrentou a velhice
Desse homem conheço numerosos fatos notáveis, mas nada é mais digno de admiração do que a maneira como enfrentou a velhice. Todas as pessoas desejam viver muito, mas, quando ficam velhas, algumas se lamentam muito. Certa ocasião, perguntei a meu pai se desejava viver muito tempo, ele respondeu:
Portanto, meu Pai acreditava ser o ser humano a origem e o fim de todas as coisas na sociedade. Ele entendia que as pessoas, através do estudo e trabalho, buscam a sobrevivência e o crescimento da espécie. Gostava de dizer: velho sim, velhaco jamais. Enfatizava que chegou àquela idade tendo permanecido ativo, trabalhado sem descanso desde novo, sobretudo porque tinha perdído seus pais muito cedo, criado sua familia, participado do processo da construção do Colégio Marques Afonso e cultivado o caminho do bem. A construção do Colégio foi uma boa lembrança que carregava consigo. Sentia que ela tinha propiciado às pessoas, desde o mais humilde ao mais abastado, sentarem-se lado a lado e terem as mesmas oportunidades na vida. Seu grande sonho e desafio foi diminuir as desigualdades através da educação. Acreditava que não há limites para os sonhos e não importa o tamanho do seu sonho, o importante é acreditar. Ele dizia que a razão que o motivou a lutar pelo colégio naquela época foi ter observado que muitos pais não tinham condições financeiras de manterem seus filhos estudando fora do prata. Sua alegria foi muito grande ao perceber que, depois de construído, dentre os primeiros alunos matriculados no colégio havia não só pessoas do Prata, mas também de cidades vizinhas. Fazia questão de ressaltar que tinha aprendido com sua esposa Auxiliadora, minha mãe, que o que fazemos de graça recebemos em graça. Meu pai exerceu seu ofício(odontólogo) com profissionalismo, dedicação, amor e respeito aos clientes. As lembranças das coisas boas que realizou o confortaram muito na velhice. Dizia que seus cabelos brancos e suas rugas eram a recompensa de um passado exemplar que teve e concluía afirmando: "assim como o bom vinho, as boas ações que praticamos no passado não azedam com o passar do tempo; Deus nos fornece, aqui na terra, um hotel provisório e não um domicilio definitivo". Essas são as lembranças que tenho do meu Pai, Benjamim Torres. Guardo com muito carinho a imagem de um homem bom que se sentia muito bem em fazer o bem, que lutou muito para o bem da coletividade, que nos deixou muito orgulhosos com seus gestos, e soube envelhecer com sabedoria, embora tenha partido, continua vivo em meu coração.
Reza a lenda de família que Benjamim Torres, após um estágio como dentista em Ponte Nova, decidiu desempenhar sua profissão, para o qual havia estudado, na região do Vale do Aço. Era uma área próspera, o que seria benéfico ao seu desenvolvimento profissional. Ele não podia imaginar, no entanto, que sua história estava prestes a mudar; a caminho do Vale do Aço, passando por Nova Era, Benjamim foi surpreendido por uma tempestade, na estrada que levava a fazenda da vargem. A tempestade foi tão intensa e forte, que acabou levando a ponte de madeira que servia de passagem, impedindo a viagem, pelo menos, temporariamente. Ele foi até a sede da fazenda da vargem, onde foi recebido por Tineco, dono da fazenda, pediu a ele se poderia passar a noite na sede, já que não tinha como seguir viagem, seguir com seus planos. O fazendeiro aceitou com bom gosto, e, durante a hospedagem, Benjamim acabou conhecendo a filha do fazendeiro, Maria Auxiliadora. Benjamim, então, mudou seus planos. Resolveu se casar e formar família com Maria Auxiliadora, desistindo dos planos de ir para o Vale do Aço.. Resolveu se estabelecer em uma cidade próxima, onde abriu um consultório de dentista. Profissional dedicado, o pedido de casamento foi aceito prontamente por Tineco. Foram morar no Prata, formaram família e realizaram seus sonhos. No Prata viveram por cinquenta anos, tiveram cinco filhos e foram felizes juntos. Feitos para a comunidade pratiana se orgulhar
O Ginásio Marques Afonso foi o décimo segundo ginásio estadual instalado no Estado de Minas Gerais. A notícia revela um fato, por mim desconhecido, que merece destaque no conjunto de circunstâncias que marcaram a instalação do nosso ginásio. Na década de 1950, mesmo com todas suas carências, o Prata se viu envolvido com o sonho de conseguir um ginásio estadual para a cidade. Um dos símbolos desse movimento, Benjamim Torres, com a sua obstinação pela ideia, foi aos poucos contagiando as pessoas e acabou conseguindo uma mobilização de forças atuantes na cidade para esse objetivo. Naquela época, ginásio estadual era coisa rara em Minas . O governo instalava poucas unidades por ano e priorizava as cidades com mais densidade populacional e econômica do Estado. Não havia como furar a fila da hierarquia definida , porque era grande a disputa das cidades para ter o seu ginásio, uma vez que, por toda parte, a maioria dos jovens estava financeiramente impedida de fazer o curso secundário, disponível apenas em alguns colégios tradicionais, de propriedade privada, com pagamento de anuidade, e localizados fora de suas residências. Com tanta competição na área política, a única alternativa viável passou a ser idealizar um projeto para implantar o ginásio de forma diferente do que se adota hoje. Assim, a Secretaria de Educação delineou o que se pode chamar de " caminho das pedras", definindo como exigências que a cidade implantasse uma escola municipal de curso médio, como precursora do ginásio estadual, e construísse às suas expensas o prédio para o ginásio funcionar. Com isso, caberia ao governo apenas fazer a transformação de um estabelecimento de ensino em outro do mesmo nível, sem que houvesse constrangimentos com relação à hierarquia no meio político estadual.. Para conduzir os trabalhos previstos nesse pesado desafio, foi criada uma Fundação, de fé pública, denominada Sociedade Beneficente de Cultura, a quem se atribuiu as funções de coordenação dos trabalhos comunitários e a articulação dos contatos com o órgão do Estado. A primeira medida adotada pela Sociedade Beneficente de Cultura foi instituir, no ano de 1954, a Escola Técnica de Comércio Pratiana, a qual funcionou no prédio do Grupo Escolar Cônego João Pio, em horário noturno, com a plena e irrestrita colaboração de professores, que trabalharam sem receber salários. Simultaneamente ao funcionamento da escola, a Sociedade Beneficente dava início à construção do prédio onde deveria funcionar o ginásio estadual, quando criado. O prédio foi construído com dinheiro de doações do povo e de amigos da nossa cidade. Depois de concluído, o prédio foi doado ao Estado , cumprindo-se , dessa forma, com muita dedicação e trabalho, as exigências fixadas pela Secretaria de Educação. Em 1956, foi assinado o ato de criação do Ginásio Estadual Marques Afonso, e o Prata, brilhantemente passou à frente de mais de quatrocentas outras cidades de Minas Gerais no objetivo de ter o seu ginásio. Os alunos matriculados no curso básico da Escola Técnica foram absorvidos pelo ginásio estadual, mediante prova de avaliação acompanhada pelo Ministério de Educação, retratando a correção e a seriedade dos procedimentos nesta fase inicial do curso secundário. A Escola Técnica de Comércio Pratiana funcionou ainda por um bom período, após a inauguração do ginásio, porém, com o curso técnico, ampliando a possibilidade de formação de alunos no curso médio complementar ao secundário. Só admitindo algo como um sopro divino, presente nas grandes obras, e outro tanto do trabalho de pessoas com paixões intensas, é possível explicar essa história notável da Sociedade Beneficente de Cultura, com o pensamento único de deixar um legado duradouro para os jovens pratianos. O prédio, hoje utilizado como grupo escolar, deve ser conservado como um marco histórico, pela sua importância na criação do Ginásio Marques Afonso. Pelo pouco aqui revelado, dá para se ver que há muitas histórias ligadas ao nosso ginásio esperando para serem contadas, e que ajudariam a formar a memória da cidade. Tentando entender a morte
O nascimento e a morte são as fronteiras da vida, com as quais temos de conviver. A aceitação da transitoriedade da condição humana ajuda a aliviar o sofrimento que a ideia da morte costuma trazer. Pode-se sonhar com o aumento da expectativa da vida, mas não se pode mudar o fato de que tudo vai acabar um dia, mesmo com os avanços da medicina moderna, e ainda que o maior desejo do homem seja a imortalidade. Pesquisas demonstram que pessoas com forte grau de envolvimento religioso, independentemente da crença, têm menos medo da morte. A fé ajuda a superar a ansiedade em relação à nossa finitude. Se há uma vida que se segue à morte, existiria então uma continuidade do espirito. A visão espiritual da morte nos dá alivio para enfrentá-la, mas também implica em desapego ás coisas materiais, e a ilusão de eterna beleza e jovialidade, comuns nos dias de hoje, acabam gerando mais tristeza e sofrimento com o fim inevitável de nossa existência. Um filósofo alemão pediu pelo menos um médico para acompanhar o seu enterro e que o seu caixão tivesse as laterais abertas. Explicou que pretendia mostrar que o médico nada pode fazer quando a morte chega, e que as aberturas laterais permitiriam chamar atenção de que o morto segue de mãos vazias, nada levando consigo. Santo Agostinho escreveu a seguinte reflexão sobre a morte: Siga em frente, a vida continua. A morte não é nada. É somente uma passagem de uma dimensão para outra. Eu estou, agora em uma outra vida , não podem atormentar essa minha passagem com tristeza e lágrimas. Vocês são vocês. Estão vivos , a vida não pode parar. O que eu era para vocês continuo sendo. A vida significa tudo que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Fala-me como sempre falaste. Dá-me o nome que sempre me deste. Não quero tristeza, não quero lágrimas, quero orações. Cristóvão Martins Torres |






Nenhum comentário:
Postar um comentário