sábado, 14 de fevereiro de 2026

*ADEUS* *(Chico)* Em 1931, desencarnara um amigo de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo...

 



*ADEUS*

*(Chico)*

Em 1931, desencarnara um amigo de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo.

Cavalheiro digno, católico, pai de família exemplar.

O médium acompanhou o enterro.
Da cidade ao cemitério, o caminho era longo.

Um padre presente aproximou-se de Chico e perguntou:

— Então, Chico, dizem que você anda recebendo mensagens do outro mundo…

Chico respondeu que sim.

O padre advertiu:
— Tome cuidado. Lembre-se de que o espírito das trevas tem grande poder para o mal.

Chico retrucou:
— Padre, os espíritos que se comunicam apenas nos ensinam o bem!

O sacerdote retirou uma folha em branco de um livro e o convidou:

— Bem, Chico, estamos no cemitério… quem sabe não há alguém que queira comunicar-se?

Chico concentrou-se e, em instantes, recebeu a poesia abaixo transcrita:

*ADEUS*

1

O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da igreja;
Entre as naves, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

2

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressou do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja
Na catedral azul da imensidade…

3

“Adeus, terra das minhas desventuras,
Adeus, amados meus…”, diz nas alturas
A alma liberta, o azul do céu singrando…

4

Adeus… choram as rosas desfolhadas;
Adeus… clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio, soluçando… Adeus.

*Auta de Sousa*

🌹❤️🌷

DIDI (Benevides)


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