segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Serão os deuses psicoterapeutas?

Amadeu Garrido de Paula

Como sabemos, a psicoterapia ganhou espessura ao final do século XIX e no conturbado século vinte, neste obviamente prejudicada pelas guerras, verdadeiramente drásticas, que compuseram nossa história. A medicina procurou dar estatura de ciência à literatura e à poesia que foram seus troncos elementares (Freud, Jung e escolas). Interpretar os sonhos. Estará ao alcance do que hoje, pobres mortais incompletos, somos, ou ainda é tarefa dos Deuses?  Ou ficar no "laissez-faire, laissez-passer", não de Adam Smith, mas do romântico Victor Hugo?
                     
"O sonho está em contato com o possível, que também chamamos inverossível. O mundo noturno é um mundo. A fonte é um universo. O organismo material humano, sobre o qual pesa uma coluna atmosférica de sete léguas de altura, chega à noite, cai de fraqueza, deita e repousa, fecham-se os olhos da carne, então, naquela cabeça adormecida, menos do que se crê, abrem-se outros olhos, aparece o Desconhecido. As coisas sombrias do mundo ignorado tornam-se vizinhas do homem, ou porque haja verdadeira comunicação, ou porque as distâncias do abismo tenham crescimento visionário. Parece que as criaturas visíveis do espaço vêm contemplar-nos curiosas a respeito das criaturas da terra e uma criação fantasma sobe ou desce para nós, no meio de um crepúsculo; ante a nossa contemplação espectral, uma vida que não é a nossa agrega-se e dissolve-se, composta de nós mesmos e de um elemento estranho; e aquele que dorme, nem completo vidente, nem completo inconsciente, entrevê as animalidades estranhas, as vegetações extraordinárias, as cores lívidas, terríveis ou risonhas, as lavas, as máscaras, os rostos, as hidras, as confusões, os luares sem lua, as obscuras decomposições do prodígio, o crescer e o decrescer no meio da espessura turvada, a flutuação de formas nas trevas, todo esse mistério chamamos sonho, e que não é mais do que uma aproximação da realidade invisível. O sonho é o aquário da noite." ("Os trabalhadores do mar", tradução de Machado de Assis).

Para pensar na cama...

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.


Esse texto está livre para publicação.

São Francisco de Assis

Príncipe Harry e atriz Meghan Markle vão se casar em 2018

O príncipe Harry da Inglaterra, de 33, e a atriz americana Meghan Markle, de 36, vão se casar na primavera (hemisfério norte) de 2018 - anunciou a Casa Real nesta segunda-feira (27).
"O casamento será na primavera (boreal) de 2018. Mais detalhes sobre o dia do casamento serão anunciados no devido momento", declarou a assessoria da Clarence House (o Palácio do príncipe Charles, pai do noivo), sobre o compromisso entre o quinto na linha de sucessão ao trono e a atriz.
Elizabeth II e seu marido encantados com o casamento do principe Harry
A rainha Elizabeth II da Inglaterra e seu marido Philp estão encantados com o anúncio do casamento de seu neto Harry com a atriz americana Meghan Markle, informou o palácio de Buckingham.
"A rainha e o duque de Edimburgo estão encantados com o casal e desejam a eles toda a felicidade", afirma um comunicado postado no Twitter.

Harry, 33 anos, e Meghan, de 36, vão se casar na primavera (hemisfério norte) de 2018, conforme anunciou a Casa Real nesta segunda.
O Tempo

Semana no Palácio das Artes homenageia Guimarães Rosa

“As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Os versos de Guimarães Rosa, tão emblemáticos, tão reflexivos e, ao mesmo tempo, tão puros, se tornaram a inspiração para o título de um evento que visa homenagear seu próprio criador. “Rosa Encantado” é uma ocupação que faz referência aos 50 anos da morte do escritor mineiro. A partir desta segunda-feira até o próximo domingo, o Palácio das Artes será a casa de várias manifestações culturais que dialogam com a obra do ícone literário.
A abertura acontece nesta segunda (27), às 19h, com a exposição “Nonada. Travessia”, que permanecerá até domingo na Galeria Mari’Stella Tristão. De terça em diante, cada dia contará com, no mínimo, mais uma atração. Nomes da música, como Titane e Celso Adolfo, farão shows na Sala Juvenal Dias. O Grande Teatro, o Teatro João Ceschiatti e o Café do Palácio das Artes serão outros espaços a receber personalidades ligadas ao teatro, à dança e à literatura para apresentações de espetáculos ou mesas de discussão. Tudo de forma gratuita.
Letícia Panisset, responsável pela exposição “Nonada. Travessia”– juntamente com Domingos Mazzilli – espera fazer jus, por meio de suas obras, à sensibilidade presente nas palavras do mineiro de Cordisburgo. “Faço um trabalho de design que passa pelo design cerâmico, mas também com pequenas arquiteturas. Algo muito sensível. E a exposição rodeia esse universo dele”, declara.
Residente em Goiânia há sete anos, o mineiro João Paulo e o grupo pelo qual faz parte, o Ateliê do Gesto, também estarão presentes nesta semana de culto ao novelista e romancista com o espetáculo de dança “O Crivo”, no sábado. “É um duo de 45 minutos, em um trabalho que funciona como se fosse um conto com dois sertões ou dois mundos diferentes. Não se trata de uma representação de Guimarães, mas sim, em algo inspirado nesse universo dele. É um diálogo por meio do corpo e dos movimentos, como se a gente tentasse elaborar uma construção de experiências a partir das leituras (de “Primeiras Estórias”, de Guimarães Rosa)”, relata.
Cordas poéticas. No último dia 19, Celso Adolfo fez uma apresentação em Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa. Nesta quinta-feira, ele voltará a exibir sua série de canções “Cirandas de Sagarana”, baseadas no livro “Sagarana”, de 1946, na Sala Juvenal Dias.
“Esta apresentação é diferente, não porque seja feita com canções inéditas, mas por ser motivada por canções inspiradas no ‘Sagarana’. Corro riscos de toda ordem por me meter nisso sem ser convidado. Seria anormal se eu me sentisse totalmente seguro. Busco nas plateias alguma cumplicidade, paciência e o entendimento que me deixe firme diante dela”, afirma ele, que vive uma grande expectativa com relação à semana de homenagens a Guimarães Rosa.
“Certos elogios e comemorações nem sempre alcançam ou exaltam suficientemente grandes nomes. Mas precisam ser mantidos. Felizmente, com isso, Guimarães Rosa está vivíssimo”, completa.
Programação
Segunda-feira. Abertura da Exposição “Nonada. Travessia”, às 19h, na Galeria Mari’Stella Tristão. A exposição prossegue de terça (28) a sábado (2), das 9h30 às 21h, e no domingo (3), das 16h às 21h.
Terça. Titane, às 20h, na Sala Juvenal Dias.
Quarta. Mesa Literária, às 19h, no Teatro João Ceschiatti.
Quinta. Celso Adolfo, às 20h, na Sala Juvenal Dias.
Sexta. Café Literário, com Elisa Almeida, às 19h, no Café do Palácio das Artes.
Sábado. Bia Lessa fala sobre sua montagem de “Grande Sertão: Veredas”, às 18h; espetáculo de dança “O Crivo”, às 21h; ambos no Grande Teatro.

Domingo. Show de Egberto Gismonti, às 20h, no Grande Teatro.
O Tempo

domingo, 26 de novembro de 2017

Revisão do foro privilegiado agilizará a Lava Jato, diz Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a revisão do foro privilegiado para parlamentares favorece a Lava Jato e defendeu as três outras medidas consideradas fundamentais pela força-tarefa para o êxito da operação: delação premiada, prisões preventivas e execução de pena após condenação em segunda instância. Nenhuma delas é unanimidade no STF. Alertou contra excessos.
"Em nome do combate à corrupção não se pode atropelar a Constituição nem a lei." Alvo de ataques pelo desempate no julgamento que delegou ao Legislativo autorizar ou não a suspensão de mandatos, Cármen admitiu que seu voto foi "extremamente conturbado" e fez uma autocrítica: "Não consegui dar clareza ao princípio de que não se pode romper a separação de Poderes". E ironizou os deputados do Rio que tentaram soltar três colegas: "Confundiram para confundir".

Estado: A votação sobre o foro privilegiado foi, de certa forma, um reencontro do Supremo com a opinião pública?

ármem Lúcia: Pode ter sido um reencontro, mas por coincidência, porque ele não foi pautado por isso. Já vinha desde maio, teve um pedido de vista, foi liberado agora no final de setembro e imediatamente coloquei na pauta porque é importante.
Estado: O decano Celso de Mello antecipou voto para ratificar a maioria expressiva, quebrando o Fla-Flu do STF. Foi um recado para a sociedade?
Cármem Lúcia: Quanto mais os ministros estiverem afinados num tema, mais a jurisprudência tende a permanecer e fortalecer o STF. Isso passa segurança. Com 6 a 5, uma mudança de ministro pode gerar nova jurisprudência.
Estado: A revisão do foro vai resolver todos os males da Justiça brasileira?
Cármem Lúcia: Não, um juiz de primeiro grau não resolve tudo, mas muda a forma e pode ser mais rápido na prestação da jurisdição. Numa República, todo mundo tem de ser julgado pelo juiz natural. Você não pode, já no artigo primeiro da Constituição, ter estabelecido a República, que tem na igualdade o seu fundamento, e depois desigualar.
Estado: A revisão do foro não pode gerar uma enxurrada de questionamentos?
Cármem Lúcia: Todos os casos que vêm a juízo têm alguma dúvida e toda nova lei gera perplexidade na interpretação, na forma de aplicação. Se vierem dúvidas, e não acho que serão tantas assim, serão resolvidas e, dentro de pouco tempo, isso vai chegar a um consenso.
Estado: Para políticos, é melhor um julgamento por 11 ministros, ao vivo, ou por um juiz que ele conhece, sem holofotes?
Cármem Lúcia: O importante é a garantia da igualdade, para o político e para quem não é político. Não se deve presumir que o juiz fica vulnerável à pressão ou à presença ali e o Ministério Público tem que ficar alerta, questionar, recorrer.
Estado: A revisão do foro privilegiado favorece ou prejudica a Lava Jato?
Cármem Lúcia: Favorece, porque faz com que aquilo que é relativo à Lava Jato seja julgado de maneira mais rápida e separa o que diz respeito a mandato, o que não diz, o que é anterior, o que não é. Portanto nós teremos maior celeridade. Os processos da Lava Jato precisam ser julgados. A sociedade espera uma resposta, quer para condenar, quer para dizer que determinadas pessoas sejam absolvidas. É preciso que se julguem os crimes de corrupção, que ninguém suporta mais.
Estado: Diante da exaustão com a corrupção, os fins justificam os meios?
Cármem Lúcia: A corrupção precisa ser combatida e a lei, cumprida. Em nome do combate à corrupção não se pode atropelar a Constituição nem a lei.
Estado: Não é importante concluir logo o julgamento do foro? Precisava de vista?
Cármem Lúcia: É importante concluir. O ministro Dias Toffoli tem direito à vista, mas tenho certeza de que vai dar a celeridade necessária para que isso volte imediatamente.
Estado: Com processos migrando para a primeira instância, é hora de tirar das turmas e devolver as matérias penais contra parlamentares para o plenário?
Cármem Lúcia: O plenário tem um número enorme de processos aguardando, com grande importância para o País. No julgamento da ação penal 470 (mensalão) foram praticamente quatro meses, com tudo paralisado. Então, é preciso que a gente realmente só leve ao plenário aquilo que seja conflitante nas turmas. Tudo o mais não precisa.
Estado: O julgamento sobre a execução de pena após condenação em segundo grau está entre suas prioridades?
Cármem Lúcia: Sou a favor da execução após decisão de segunda instância e tudo o que é importante para o País é prioritário, mas já há decisões consolidadas sobre isso e colocar de novo em pauta pode não ter urgência. Talvez por isso o ministro (Marco Aurélio Mello) não tenha ainda liberado.
Estado: Sem a prisão em segunda instância, continua a protelação eterna?
Cármem Lúcia: Esse é um problema. Não dá para manter um sistema feito para que se possa protelar para sempre a finalização e o Judiciário não dar uma resposta a isso. Diante de evidências de que a pessoa se vale do direito para litigar indefinidamente, o Poder Judiciário deve usar os instrumentos de que dispõe para dar uma resposta.
Estado: E as prisões preventivas?
Cármem Lúcia: Prisão preventiva é sempre fundamentada, não vejo abuso nenhum.
Estado: A delação premiada é tida como fundamental para a Lava Jato, mas há quem, até no STF, defenda a revisão.
Cármem Lúcia: A colaboração premiada é um instituto que veio pra ficar e é da maior significação. Não se consegue investigar e apurar dados de uma organização sem alguém lá de dentro.
Estado: O excesso de benesses da delação da JBS foram um ponto fora da curva?
Cármem Lúcia: Talvez tenha sido, mas lei nova precisa ser interpretada e não combatida. E o próprio ex-procurador geral (Rodrigo Janot) pediu a revisão.
Estado: Mas depois de um estrago enorme que atingiu o presidente da República.
Cármem Lúcia: É uma lição. Eu não sou do MP, mas, diante de fatos graves que agridem a sociedade inteira, imagino que a tendência seja buscar a apuração a qualquer custo. Nesse caso, o custo foi alto mesmo. Mas é preciso que todos sejam investigado diante de determinados relatos.
Estado: Janot lançou uma névoa de suspeitas sobre ministros do STF ...
Cármem Lúcia: Mandei ofício para a PGR e para a Polícia Federal e espero que deem uma solução imediatamente. Não pode pairar nenhuma gota de dúvida sobre a correição, a licitude dos atos de ministros do STF ou de qualquer juiz. Até o fim de dezembro, quero uma solução.
Estado: O STF e a senhora sofreram desgaste com a decisão das medidas cautelares para parlamentares. Doeu?
Cármem Lúcia: Claro que não é bom. É ruim não tanto o desgaste, mas não ter ficado claro o resultado. Não consegui dar clareza ao princípio de que não se pode romper a separação de poderes e que cabe ao Legislativo manter ou não a decisão judicial de suspender o mandato, como acontece desde sempre em caso de prisão.
Estado: Para a opinião pública, o STF abriu mão de seu poder para o Legislativo e saiu enfraquecido.
Cármem Lúcia: O STF pode ter saído até mal compreendido e enfraquecido, para usar sua expressão, a partir dessa má compreensão, mas sai fortalecido no sentido de que nós mantivemos a compreensão majoritária de que a Constituição estabelece os três Poderes como base de uma República democrática. A opinião pública queria que a decisão do STF valesse independentemente das consequências para o outro poder, mas o STF fez o que tinha de fazer, como determina a Constituição, que enaltece o mandato para garantir a soberania do voto popular.
Estado: Presidentes do STF têm de agir politicamente, além de juridicamente?
Cármem Lúcia: Têm a obrigação de pensar no que é bom para o Brasil.
Estado: Ou seja, evitar crises?
Cármem Lúcia: Evitar crises, não. Resolver crises. Mas não pode deixar de raciocinar tecnicamente. O voto que eu apresentei rapidamente, de forma extremamente conturbada, às 22 horas, não tem nada de político, nem poderia ter, até porque o raciocínio político de partidos eu nem tenho.
Estado: A Alerj usou o STF para soltar deputados. A decisão das medidas cautelares abriu uma Caixa de Pandora?
Cármem Lúcia: Não. Nós discutimos o que não era prisão e lá havia prisão. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Estado: Misturaram as coisas?
Cármem Lúcia: Ou por inadvertência ou por alguma razão que eu não sei explicar, confundiram para confundir mesmo. Confundiram com vontade.
Estado: O STF pagou o pato?
Cármem Lúcia: Não aceita pagar o pato, não. Exige que se respeite a decisão dele nos termos que foi dada. Nós discutimos que medidas cautelares diversas da prisão são aplicáveis a todos Nada a ver com a prisão, portanto.
Estado: O julgamento do STF valeu apenas para parlamentares federais?
Cármem Lúcia: Sim. Está na ementa.
Estado: E os conflitos no STF?
Cármem Lúcia: São compreensões de mundo diferentes e não há que se falar em que o diferente seja adversário ou inimigo, porque senão nós não conseguimos construir consensos.
Estado: Há tendência de desqualificar as pessoas do ponto de vista moral?
Cármem Lúcia: Isso é muito preocupante, porque não se convive harmonicamente numa sociedade em que todo o diferente seja imoral, ímprobo. Nos espaços virtuais, se destrói uma vida em cinco minutos. É preciso resistir a isso, porque o diferente é que nos abre para as mudanças e transformações.
O Tempo

Conversa no vestiário deu novo ânimo para Coelho buscar o título

Um dos jogadores mais experientes do elenco americano, o lateral-direito Ceará não entrou na partida contra o CRB, mas acabou tendo atuação decisiva na reação das equipe para conseguir a vitória sobre a equipe alagoana, resultado que garantiu ao Coelho o bicampeonato brasileiro da série B.
"No intervalo do jogo, quando eu entrei no vestiário, vi alguns jogadores com semblante baixo porque o Internacional estava vencendo o Guarani e ganhando o título. Mas eu, junto com o Enderson Moreira e outros jogadores, procurei motivá-los dizendo que ainda tínhamos 45 minutos para conseguir a vitória", destacou Ceará.
O lateral-direito parabenizou o zagueiro Rafael Lima pelo gol do título e disse que estava muito feliz de poder ser campeão brasileiro pela terceira vez. Ele já havia sido bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro. 
"Toda conquista é sempre muito importante, ainda mais que o América esperou 20 anos para voltar a ser campeão brasileiro da Série B. Estou feliz de fazer de fazer parte deste grupo e agradeço a Deus, minha família e companheiros por esta oportunidade", disse Ceará, que fica sem contrato com o alviverde após o encerramento do Nacional.

"Vamos aguardar e ver o que vai acontecer. De minha parte, estou muito feliz aqui no América e minha família também está adaptada aqui. Em Belo Horizonte conquistei três títulos brasileiros e fui muito abençoado e, se depender de minha vontade, pretendo permanecer", destacou o lateral-direito.
O Tempo

Servidor estadual amarga maior atraso para receber salário

A menos de um mês do Natal, parte dos servidores públicos do Estado segue sem receber a segunda parcela do salário referente a outubro, que deveria ter sido depositada no último dia 22. Esse é o maior atraso já registrado desde que o governo de Minas começou a escalonar os vencimentos do funcionalismo, em janeiro de 2016.
É a terceira vez que a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) remarca a data do pagamento. Agora, segundo o órgão, a expectativa é que a segunda parcela, paga a servidores que ganham acima de R$ 3.000, seja depositada somente na segunda-feira (27). “Apesar do esforço em cumprir o organograma do calendário de pagamentos, atrasos vêm ocorrendo em função do fluxo de caixa insuficiente”, informou a pasta.
A secretaria afirmou, ainda, que, até o momento, 80% dos servidores do Executivo, que recebem a segunda parcela do salário, tiveram os valores depositados em conta. A terceira parcela está agendada para o próximo dia 30 para funcionários que ganham acima de R$ 6.000.
Os 20% de servidores que ainda não receberam a segunda parcela são, na maioria, aposentados e comissionados, que são deixados por último na prioridade da Fazenda. Os primeiros a serem pagos são os servidores da Polícia Militar e os da Secretaria de Fazenda, categorias que já ameaçaram fazer greve caso não tenham os provimentos depositados de acordo com o cronograma estabelecido pelo governo do Estado.
Servidores que estão entre os 20% a ver navios contaram à reportagem os transtornos financeiros que enfrentam com a falta de compromisso com o salário. “Ainda não paguei a prestação do meu apartamento, que venceu no dia 24 de novembro. Já tinha jogado o vencimento mais pro fim do mês contando com os atrasos recorrentes, mas agora foi demais”, disse um funcionário que pediu anonimato.
Segundo o servidor, que pediu para não ter o nome da secretaria em que trabalha divulgado, todos os colegas de seu setor estão com o mesmo problema: “As pessoas têm prestações caras de casa e carro que não foram pagas”.
Sem previsão

Cronograma. O Estado ainda não divulgou o cronograma do pagamento de dezembro e já avisou que não sabe como pagar o 13º salário do funcionalismo. Em 2016, o benefício foi parcelado.
O Tempo