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Ouro Preto
12 de novembro de 2021Por Lucas Porfírio
Na terça-feira (09), a Casa de Gonzaga, em Ouro Preto, recebeu a exposição "Trajetória de Agripa Vasconcelos: Romancista das Gerais", que relembra a obra do escritor mineiro. Em comemoração aos seus 125 anos de nascimento, a mostra está sendo levada às cidades que serviram de inspiração para os romances históricos de Agripa: Pompeu, Araxá, Catas Alta, Diamantina e Ouro Preto.
A abertura contou com a participação da neta do escritor, Mara Vasconcelos Mancini, que é, também, responsável pela curadoria da exposição. “É com muita alegria que estamos trazendo a Ouro Preto esta exposição contando um pouquinho da vida e da obra do meu avô que foi um poeta e romancista dos mais brilhantes da nossa literatura”, relatou Mara.
De acordo com sua neta, Agripa ficou conhecido pelo grande público pelos seus dois romances que viraram novelas: o livro “A vida em Flor de Dona Beija”, que originou a novela “Dona Beija” (1986) e o livro “Xica que Manda”, que se transformou na novela “Xica da Silva” (1996).
A antiga Vila Rica foi, por sua vez, palco para o livro “Chico Rei”. Segundo Mara, “Ouro Preto jamais poderia ficar de fora de uma rota tão importante. O Agripa escreveu o mais comovente dos seus romances que foi o ‘Chico Rei’, onde ele narra sobre o ciclo da escravidão e sobre a vida do Chico Rei, que realmente foi rei na África e foi trazido com toda sua família para ser escravizado no Brasil. Por esse motivo, Ouro Preto está nos recebendo com os braços abertos [...]”.
Aos 25 anos, Agripa Vasconcelos se tornou membro da Academia Mineira de Letras, na cadeira de número três, cujo patrono é Aureliano José Lessa, que hoje é ocupada pelo prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo. “Eu conheci Agripa Vasconcelos menino. Depois eu li sua obra com muito interesse [...]. Tenho a honra de sucedê-lo na Academia Mineira de Letras. [...] Hoje nós recebemos uma exposição que chama a atenção para a obra de Agripa, essa obra que traça toda a história de Minas Gerais, compreendendo seus diferentes ciclos econômicos e socioculturais [...]. É muito prazeroso receber essa mostra [...]”, afirmou Angelo.
Mais informações estão disponíveis nas redes sociais: @agripavasconcelosescritor e @yaratupynambá. “A exposição vai até o dia 19 de novembro. Esperamos que todos venham para conhecer um pouco da obra e da vida do Agripa, juntamente com alguns quadros da Yara Tupynambá, que é uma artista plástica reconhecida internacionalmente e ilustrou todos os livros do Agripa”, convida Mara.
Jornal O Liberal
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