terça-feira, 20 de março de 2018

A uma menina vereadora


Era a lança, a lasca de pedra pontiaguda,
a flecha, o veneno, a lâmina afiada,
a humanidade que combate e recua
o rubro das veias que sangram a alma

 o insensível animal demoníaco ataca
a cada segundo a cada minuto o mundo
é a guerra inominável a serra e a lasca
dá-nos a impressão do cúmplice imundo

A terra arrasada do Cristo e o som seco
a jovem que ousou pensar em paz e o ataque
vil que a matou como  se matam no beco

os que ousam buscar os sonhos e acordam
sob uma tumba profunda e plena de ratos
que um dia certamente roerão os monstros que geraram.
   
Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

Esse texto está livre para publicação.

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