quarta-feira, 7 de março de 2018

O poeta e o pôr do sol


O que exprimir o sereno poeta
que contempla todos os entardeceres
senão renunciar, feito um asceta,
às multicoloridas tardes?

Cenários belos que se repetem
e os versos são pobres;
a linguagem não os convertem
em novos sóis que se recolhem.

O poeta assimila, porém, às tardes
sempre nova mensagem
que parece conduzir cada paisagem
então ele compreende as únicas verdades

que se tornam una, a existência,
incólume aos desenhos variados
das nuvens que são abstinência;
amanhã lágrimas de chuva cairão de seus rostos.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

Esse texto está livre para publicação.

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